The Way To Paradise
2 Capítulo 2- Mais uma pedra para entrar no meu sapato
Notas iniciais
–eu disse sorrindo enquanto passava a uns 100 km/h, quebrando a cancela do estacionamento.
–Ela está na entrada F.
Capítulo 2 – Mais uma pedra pra entrar no meu sapato.
Magnólia Shopping- 14h13min
Pov Natsu
–Na mais longe? Tá de brincadeira? Ela poderia ir para a entrada“A”, mas não, tinha que ser logo a última. — esbravejei batendo no volante revestido de couro preto.
–Cala a boca, Natsu!- gritou Gray.
Entrando no estacionamento, que era ao ar livre, vi pouquíssimos carros e um movimento muito grande de pessoas correndo para a rua, passei meu olho ao redor e vi uma placa de madeira com algumas plantas e flores a decorando que dizia que estávamos indo em direção à entrada B. Mantive a alta velocidade, cantando pneu em algumas curvas, até a entrada F. Estacionei o mais perto possível da porta e o veículo começou a balançar, da janela vi as pessoas batendo contra o carro e gritando na tentativa de entrar. Enquanto Gray saia com as duas Desert Eagles que trouxe de casa pelo teto-solar eu tranquei as portas e fechei as janelas. Sentei no teto com as pernas para dentro com um porrete em mãos.
–Gray, procure armas e munição! Qualquer coisa que pode nos beneficiar você pega! – gritei o mais alto que pude, mesmo ele não estando longe os indivíduos que batiam e balançavam o trailer gritavam junto.
–Tudo o que eu conseguir em 10 minutos, certo. Segure as pontas!
Ele correu para dentro do estabelecimento falando, ou melhor, gritando ao telefone. As pessoas ao redor do trailer tentavam subir e/ou me derrubar, me obrigando a desferir golpes contra elas em defesa. Depois de alguns minutos eu desci do teto para o banco do motorista e comecei as preparações para arrancar dali. Ouvi alguns tiros vindos de dentro do shopping e soube que estavam vindo.
–Happy, para baixo da mesa. – disse ao meu gato, que pulou de cima do frigobar.
Olhei pela janela e vi o moreno se aproximando com uma garota de cabelos azuis nas costas, a mesma usava uma calça azul caneta, camiseta cinza amarrada pouco acima do umbigo e botas de cano curto pretas. Ela estava com um mochilão e uma das pistolas de Gray. Enquanto a menina subia as escadas de metal na traseira do trailer, Gray distribuía socos em quem a atrapalhava. Eu observava tudo pelo retrovisor atento quando o barulho de uma segunda pessoa no teto fez o veículo tremer. Minha atenção ficou totalmente na parte de cima do veículo, ouvi passos em direção ao teto solar. Em silêncio, me soltei do cinto de segurança e corri agachado para o balcão, onde o garoto gelo pegou granadas dentro de um dos armários, quando o abri encontrei, além das bombas, uma kukri nova em folha com um cabo de madeira revestido com uma fita isolante vagabunda e uma caixa com correntes de metralhadora 5.56mm.
De repente alguém pula pra dentro do trailer e num piscar de olhos me imobiliza com uma pistola CZ 75 a queima roupa na minha nuca.
–Se você não me levar para Knight até amanhã à noite eu vou estourar seus miolos. – disse uma mulher no meu ouvido
–C-calma, vamos resolver isso sem uma arma apontada para mim? Esse trailer não é meu, estou de carona. – tentei ser o mais pacífico possível, o que não é da minha natureza. A posição que estava não era nada favorável, eu estava deitado de bruços no chão revestido de carpete creme, que com um movimento poderia ter a cor carmesim do meu sangue, com uma ruiva de camiseta branca suja com respingos de sangue, calça camuflada e coturnos pretos nas minhas costas. Seria como o sonho de todo homem realizado, se não fosse o fato de ela estar com uma pistola apontada para minha cabeça, claro. Gray e Juvia pularam no meio de tudo e, num reflexo, pegou a pistola da mão de Juvia apontando para a cabeça da mulher de cabelos escarlates.
–Quem é você, ruiva? – perguntou – Tira a arma da cabeça dele e a gente conversa fora desse shopping. Pode ser? — Eles trocaram os olhares mais mortais que eu já vi em toda minha vida. Tudo o que eu queria no momento era menos perigo sobre mim. Tentei me arrastar para longe da mulher, mas ela torceu meu braço. O ar estava pesado e não havia nada que eu pudesse fazer.
“Click”
Assumi que estava morto, então a mulher se levantou de cima de mim. O barulho foi dela travando a pistola, que foi retirada da minha nuca em um ato de óbvia piedade a minha pessoa.
–Ótimo. –bufou a ruiva guardando a arma no coldre em seu cinto- Erza Scarlet, sou uma militar do exército de Fiore. Eu preciso desse trailer pra chegar a Knight até amanhã de noite.
–Por quê? –Perguntei me esticando e pegando Happy no colo ainda em estado de choque.
– Meu major me mandou com uma pequena equipe em busca da cientista que pode saber da origem do microrganismo. Ela está na base militar de Knight com uma equipe de três homens. Falaram que o primeiro caso foi lá e ela foi a única que conseguiu sobreviver. Também é a única que pode chegar o mais perto de qualquer tipo de cura. -falou Erza se levantando e andando até o banco do carona.
–Hum, nós estamos indo para o abrigo na fronteira de Magnólia com Hargeon, o Fairy Tail. Totalmente ao contrário do seu caminho, mas já que é por uma boa causa... – disse Gray assumindo o volante enquanto Juvia organizava os alimentos em caixas de papelão que tirou debaixo de um dos balcões – Cadê a sua equipe?
–Estávamos naquele jeep, – falou ela apontando para um veículo de pequeno porte destruído do outro lado – sem proteção nenhuma, quando uma horda de zumbis nos atacou. Apenas eu sobrevivi. Meus dois companheiros se mataram quando foram mordidos.
–É uma pena, Erza-san. Nós vamos te ajudar. – Juvia finalmente se pronunciou, já que estava concentrada na separação de enlatados e biscoitos. — Mas pra onde você tem que levá-la?
–San? Não precisa desse tipo de tratamento. Por coincidência, para o Fairy Tail. O coronel Makarov está com outros cientistas preparados para recebê-la com as substâncias que ela pediu.
–Entendi. Ah, meu nome é Juvia.
–Erza. –sorriu a ruiva.
–Mas então, Erza — começou o moreno, já dirigindo – antes de te ajudar com essa tal cientista nós teremos que ir à casa do prefeito.
–Que prefeito?
–O de Magnólia.
–Você o conhece?
–Todos o conhecem. Ele quer que eu leve a filha dele para Fairy Tail junto conosco.
–Ah fala sério, Gray! – gritei — Não está vendo a situação? Isso é um apocalipse zumbi, nós estamos indo para o outro lado do país buscar uma cientista qualquer e mais três marmanjos que com certeza dão em cima dela, já que provavelmente é a única mulher que eles têm algum tipo de aproximação há anos, e a gente ainda vai ter que aturar uma patricinha?
– Eu já tinha falado que iríamos lá. Como você sabe que ela é uma patricinha?
–Não é uma cientista qualquer, é Levy McGarden. Um dos maiores cérebros desse país. — disse a ruiva olhando raivosa pra mim.
–Ela não é patricinha Natsu, ela é legal. Era minha rival do amor! – exclamou Juvia
–Rival...do amor? –indagou a militar
–É, é o que ela achava. Nós éramos amigos e a Juvia ficou paranoica com isso.- falou Gray, como se fosse a coisa mais comum do mundo.
–Como vocês eram amigos se você chegou aqui há um mês? – questionei. Isso não fazia sentido nenhum na minha cabeça.
–Ah, eu vim pra Magnólia para morar com Juvia, já que eu não morava aqui. Em uma das vezes que vim visitá-la, eu conheci a Lucy numa boate. Nada além de amigos. O problema é que ela achava que eu queria alguma coisa com Lucy e vice-versa. – riu Gray, começando a subir uma serra.
–Vamos mudar de assunto? To entediado. – bufei. Nada pior do que ouvir as histórias desse cara.
–Então fica a postos na janela, vai que a gente sofre um ataque. Nunca se sabe, né.
–Ok. Irei ficar na traseira. – após falar isso, peguei uma Ak-47 e uma recarga- Cale a boca e dirija!- gritei, esse cara me tira do sério.
–Tudo bem, esquentadinho, só não te meto a porrada porque eu tenho que chegar logo na casa dos Heartfilia.
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