The Way To Paradise
3 Capítulo 3 - Uma loira surpreendente
Notas iniciais
–Tudo bem esquentadinho, só não te meto a porrada porque eu tenho que chegar na casa dos Heartfilia.
Capítulo 3- Uma loira surpreendente.
Pov Autora
O prefeito, Jude Heartfilia, esperava pelos visitantes na porta da mansão com sua filha, Lucy. Grandes portões de ferro pintados de branco com detalhes dourados se abriram para a entrada do grupo, o pequeno caminho às escadas da mansão colonial branca estava sob os olhares de seguranças em ternos pretos, armados com revólveres glock's 20 e rifles M4A1. O grupo chegou à mansão às 15h30min. Um homem alto, gordo em terno bege de cabelos ralos e loiros estava de pé atrás de uma linha de seguranças e, ao seu lado, uma moça loira com cabelos medianos usando um casaco cinza simples, calça jeans escura e um all star preto surrado, a mesma esperava impaciente com duas mochilas aos seus pés.
Gray estacionou o trailer em frente à grande escada e destrancou a porta. A garota pegou as mochilas, colocou uma nas costas e a outra ficou na mão e subiu os degraus do trailer, fechando a porta com força em seguida.
–Não vai dar tchau loira? – perguntou Gray olhando para Lucy.
–Pra que? Vou encontrar ele no inferno mesmo. – disse a menina revirando os olhos e jogando suas duas mochilas esportivas, uma cor de rosa e outra preta, no chão, ao lado do balcão, e sentando-se num sofá que ocupava quase toda a lateral esquerda – E não me chame de loira, sou Lucy, Lu-cy. Pra onde vamos?
–Nossa, então ok, Lucy, estamos indo para Knight buscar umas pessoas e depois vamos para o Fairy Tail. – afirmou Natsu sentado no chão, no fundo do trailer, com seu rifle em mãos.
–Eu peguei umas coisas que eu acho que pode ajudar, não quero ser um estorvo. Roubei uma corrente de metralhadora e um Magnum (revólver) do meu pai. Abra o zíper da frente da mochila preta. –ordenou a menina, olhando fixamente para os olhos do rosado, que a encarava também.
–Posso fazer as honras então? –perguntou Erza se levantando do banco do carona.
–Claro, fique a vontade. — parou de mirar Natsu e virou-se para a azulada, que estava sentada na ponta do sofá – Como está Juvia?
–Bem, obrigada. E o... – foi interrompida pela ruiva
–Achei a pistola, mas cadê a corrente?- questionou balançando a arma na ponta dos dedos.
–Aqui. – afirmou. Levantou-se de onde estava sentada, abriu o zíper de seu casaco cinza de moletom e revelou a corrente cruzando seu tronco por cima da camiseta preta. – Achei que eles poderiam revistar as minhas mochilas antes de sair. – afirmou tirando a dita corrente e colocando sobre o balcão.
–Ah, entendi. – Sou Erza, muito prazer.
–É um prazer te conhecer, o de cabelo tingido é quem? – sussurrou
–Natsu Dragneel e o meu cabelo não é tingido Lucy. Pode sussurrar o mais baixo possível que eu te escuto. –respondeu ele – Mas enfim, tem mais truques na manga?
–Na verdade sim, tem uma adaga no fundo da bolsa rosa, um teaser elétrico no meu bolso e quando isso tudo começou e eu soube que o Gray ia me buscar eu pedi pra ele pegar todas as ferramentas possíveis.
–Eu trouxe tudo isso, mas em que ajudará? –questionou o moreno
–Se precisar eu posso montar alguma armadilha ou consertar alguma coisa.
–Temos uma mecânica aqui. Você tem um estilo muito rebelde do que aparenta. –debochou o rosado olhando para a garota.
–Está zoando com a minha cara? – questionou olhando raivosa para o rapaz.
–Só falei isso porque quando me falaram que era a filha do prefeito eu imaginei uma patricinha e não você. Desculpa bad girl. –riu
–Ótimo, agora os apelidinhos começaram. — disse Lucy revirando os olhos.
–Gente, eu estava fazendo a lista aqui para ver o que temos juntando tudo, exatamente. Vou falar: cinco pistolas Desert Eagles semi- carregadas e quatro cartuchos da mesma, uma pistola CZ 75 carregada, 1 katana, 6 garrafas de 2 litros de água e 3 de 1 litro, total de 15 litros de água, 180.000 jewels (1.800 reais), 17 pacotes de biscoito de vários tipos, 15 latas de atum reservadas para o Happy, 20 sopas de galinha enlatadas, 1 espingarda, 1 rifle Ak-47, 1 faca, 1 porrete de madeira, 1 kukri, 3 correntes de metralhadora, 1 metralhadora, 8 granadas, 1 teaser elétrico da Lu-chan, 1 adaga também dela, 1 machado, 6 cartelas de comprimidos para dores, 20 gases e 20 esparadrapos, 2 caixas de band-aids, 1 rolo de fita isolante, 1 revólver magnum, 3 lanternas e a caixa de ferramentas de Gray. Esqueci alguma coisa?
–Não, está tudo certo. Só temos algumas horas de sol, podemos revezar, um grupo descansa enquanto outro fica de prontidão, qualquer problema o grupo avisa os demais. – sugeriu Erza, sentada ao lado da loira.
–Pode ser, eu e a Lucy ficamos no primeiro, depois Erza e Juvia. –disse Natsu
–E quem irá dirigir?- questionou o menino do gelo
–Agora você, quando der o horário passa para mim.
–Por mim tudo bem, e pra vocês? – perguntou Lucy e os outros assentiram.
–São exatamente 15h46min, comeremos às 20h e, enquanto eu dirijo e a Lucy fica vigiando, vocês descansam, quando der 3h o relógio despertará e vocês entram, acordaremos às 10h e assim vai, turnos de 7 horas. Se mantiver essa velocidade de 100 km/h chegaremos a Knight amanhã de tarde. – afirmou o rosado
Todos assentiram
–Mas Natsu, e a gasolina como iremos reabastecer? –perguntou Lucy.
–O tanque está na metade, — disse Gray — quando chegarmos ao centro da cidade, em uns 15 minutos, encheremos o tanque e dois galões de gasolina que estão em um dos armários no teto, a nossa sorte é que essa lata velha não bebe tanto.
–Ah, assim está melhor. – falou a loira.
Os poucos quilômetros que faltavam para chegar ao posto passaram voando enquanto o grupo permanecia em silêncio, enquanto Juvia e Lucy deixavam o armamento exposto numa caixa, para terem fácil acesso e Natsu ficava observando o local, um trailer grande e nada discreto, devido a sua decoração exterior, por dentro era bem espaçoso, com o carpete creme um pouco sujo, uma pequena cabine de banheiro na lateral direita, na direção da porta; a traseira era uma janela de vidro e tinha uma maçaneta de metal; na lateral esquerda havia dois pequenos gabinetes de madeira no teto, um sofá-cama preto pequeno, em frente à porta. As paredes eram pintadas de bege, mas ocupadas por janelas de vidro que ocupavam quase toda a lateral e cortinas blackout amarradas para a luz poder entrar. Ao lado da porta e um pouco atrás do banco do carona tinham dois balcões da mesma madeira dos gabinetes e do outro lado um pequeno frigobar branco. Gray aparentava estar tranquilo, quer dizer, todos.
Em poucos minutos eles chegaram ao posto de gasolina citado por Gray, com algumas marcas de pneu e uma loja de conveniência fechada. Ao olharem pela janela, antes de saírem, viram cinco pessoas infectadas, que pareciam ser os antigos funcionários. Ficaram cerca de 1 minuto reparando a aparência deles, pele acinzentada, com vários hematomas e hemorragias, um deles, uma mulher de cabelos encaracolados, sem o braço direito, andando calmamente pelo recinto.
–Gente, qual é o plano? – perguntou Juvia em voz baixa.
–Alguém sabe usar aquela katana?- perguntou Erza apontando para a mesma.
–Eu, alguém pode ir comigo com a kukri ou com o machado e cortamos as cabeças. – disse Lucy com um pequeno sorriso no rosto- Quem topa?
–Eu vou com o facão, — disse Gray- fiquem olhando, qualquer coisa avisem, quando terminarmos vocês enchem o tanque e os galões enquanto saqueamos a loja.
– Eu vou com vocês, vou cobri-los, levarei duas pistolas. – afirmou a ruiva.
– Lembrem-se pessoal, sem barulho. Pode ser que tenha outros dentro da loja. – falou Natsu, receoso.
– Vamos então. – sussurrou a loira abrindo a porta, que estava de frente ao estabelecimento.
Com muita calma e silêncio os três foram em direção a um dos monstros, Gray e Lucy ficaram olhando ao redor enquanto Erza, com apenas um golpe do facão do moreno, cortou fora a cabeça de um dos zumbis, que aparentava ter sido um adolescente. O barulho abafado do crânio batendo no chão chamou atenção dos outros três, que viraram rapidamente na direção dele. A filha do prefeito correu na direção deles e cruzou a espada na garganta de um que, em vida, parecia ter sido homem alto e forte. Ao mesmo tempo o menino gelo, já com seu facão em mãos esquartejava a mulher, que, como foi dito, já estava sem um braço. Após isso eles foram em direção ao último, que corria atrás da militar, vendo isso, Juvia abriu a janela e jogou um galão pela janela, atraindo a atenção do monstro para a direção em que seu namorado e sua amiga estavam. Na mesma hora ele se virou e saiu em disparada, numa velocidade sobre-humana, para os dois, que pularam em cima dele e cortaram o crânio ao meio, deixando exposto o cérebro e respingando sangue. Rapidamente Natsu pegou o galão de plástico que foi jogado, enquanto o outro estava debaixo de seu braço, e foi enchê-los e Juvia pegou a mangueira e começou a abastecer o veículo. Erza tentava abrir a porta de vidro, que estava trancada, Gray e Lucy andavam em sua direção.
–Deixe comigo. –sorriu a garota loira, tirando um grampo de seu cabelo e remexendo na fechadura, até ouvir o som da porta abrindo. – Não precisa agradecer.
Entraram na loja, que estava bagunçada, com várias coisas pelo chão. O homem de cabelos negros foi ao caixa procurar dinheiro, lá havia cerca de 18.000 jewels, além de pilhas e doces. A dos cabelos escarlates pegou uma cestinha azul e colocou algumas roupas, já que a sua e a de seus companheiros estava suja de sangue, papel toalha, lanternas e um saco de dormir, que encontrou nos fundos da loja.
–Lucy, o que acha de levarmos algumas cervejas? Aqui também vende energético. –perguntou o moreno enquanto colocava alguns refrigerantes em sua cesta.
–Vendia, você quis dizer — riu a loira.
Uma menina que parecia ter seus 13 anos de idade, cabelos longos e azuis soltos, short amarelo e blusa de botões xadrez azul e tênis branco sujo saiu correndo de uma porta ao lado da geladeira com uma arma na mão.
–Zumbis, eu vou matar vocês!- gritou.
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