Notas iniciais
Primeiramente: Desculpem-me pela demora de postar esse novo capítulo. Em segundo lugar, um novo integrante no grupo! :D

Não. Amor só serve para uma coisa nesse mundo: te destruir. Mas, tenho que admitir, ela é linda. Os primeiros raios de sol começam a entrar pela janela da frente, e me seguro muito para não beijá-la. Meu irmão começa a descer as escadas, e quase cai. Estava preocupado. Ele tinha apanhado muito, e mal conseguia andar.

– Ei, ei. Te peguei. Cuidado aí, maninho.

– Agora eu sou o maninho? — Ele pergunta, irônico.

– Não, mas você tá muito ferrado. Mal consegue andar.

Ajudo ele a descer o resto da escada e ele se senta na bancada da cozinha. Gabriel acorda alguns minutos depois.

– Bom... bom dia, gente. — Ele diz, bocejando.

– Caralho, vocês realmente dormiram?

– Você não? — Eles perguntam.

– Não deu. Tive que ficar de olho no anjo ali. — Aponto para Vitória.

– Tá de brincadeira, né? — Gabriel diz, rindo.

– É sério. E eu não ia dormir mesmo, não ia conseguir.

– Por causa do que aconteceu com o Vitor e com a Isa?

– É. Eles não tinham feito nada de errado. Eles não mereciam aquilo. — Digo.

– Ninguém. Ninguém merecia aquilo. — Gabriel completa.

– Espera. O que é aquilo?

– Aonde?

– Ali. No pomar.

– Não é nada. Relaxa, Gus.

– Não. Eu vi alguma coisa. Tem alguém ali.

Pego a Beretta da bancada e saio da casa. De fato, havia alguém ali. Um garoto com uma crossbow, e um corte bem feio no braço. Ele aponta a crossbow para mim.

– Ei, ei. Calma aí. — Digo.

– Largue a arma. — Ele responde.

– Não v...

– Cale a porra da boca... E me dê a arma.

– E seu corte? Como fica, hein? Meu grupo pode...

– Grupo...? — Ele pergunta, assustado.

– É, seu imbecil. É melhor você largar a porra da s...

Ele tenta atirar a flecha em mim, mas erra. Disparo a Beretta, e Gabriel sai correndo da casa para ver o que estava acontecendo. Ele pega a Ruger dele e aponta para o "cara". O cara tenta correr, mas Gabriel o impede.

– Seu filho da puta. O que estava pensando quando nos atacou?

Não houve resposta.

– O que eu faço com ele, Gus?

– Leva pra dentro. Temos que cuidar desse corte.

Gabriel solta o garoto e me chama para perto.

– Ficou maluco? Ele quase te matou! — Gabriel grita.

– Ele nem me acertou. Faça o que eu digo. — Respondo, irritado.

– Sim, senhor. — Ele responde, debochando de mim.

– Levante, rapaz. — Gabriel diz.

– O quê? — O garoto diz, mais assustado ainda.

– Vem pra dentro. Vai escurecer. — Intrometo-me.

Vitória se assusta com a chegada do visitante.

– Mas que porra...? Quem diabos é ele? — Ela pergunta.

– Vicky, eu sei o que eu faço. — Respondo.

– Tá, tudo bem. Não vou me intrometer.

– Sente-se na bancada. — Digo.

Pego o kit de primeiros socorros e desinfeto o corte. Logo em seguida, amarro uma bandagem e um pouco de gaze em cima. Gabriel já estava dormindo no quarto dele, e Vitória estava lendo um livro, acho que era "The Fault in Our Stars", ou "A Culpa É Das Estrelas", em português. Pego umas frutas e ofereço para ele. Ele aceita.

– Obrigado. — Ele diz, com a boca cheia.

– Não sei se perguntei seu nome. — Digo.

– Mateus. O seu é...?

– Gustavo. O babaca dormindo é Gabriel e aquela é Vitória.

Ele se levanta e pega o crossbow.

– Onde vai? — Pergunto.

– Embora. Eu acho. — Ele diz, confuso

– Não. Você é um dos nossos agora. Bem vindo ao grupo, Mateus.

Notas finais
"Bem vindo ao grupo, Mateus" E aí, o que acharam?