The Walking Dead - Penumbra
1 Prólogo - Dias escuros
Já faz uma semana. Não sei como ainda estou aqui, pra falar a verdade nem sei para onde vou futuramente, mas agora que encontrei o Keane acho que tenho chance. Quem diria o Keane o cara que eu mais odiava durante o colegial lado a lado comigo, mas devo parar, agora não é tempo para reclamar de minha companhia, porém que ser pífio que sou. Eu que sempre tracei meu caminho para não depender de ninguém, sempre frio nunca se apegando, agora me encontro neste estado precisando de ajuda para sobreviver.
- Pare de tremer Paul, senão não vou conseguir despistá-los.
Keane estava certo. Por mais que já tivesse visto centenas deles, ainda não conseguia me acalmar diante dessas situações. Eles eram totalmente irracionais e não tinham piedade com suas presas, talvez isso me assustava neles.
- Keane, está limpo pela direita eles já saíram.
- Certo.
-Para onde agora Paul?
- Lugar nenhum, chegamos, é aqui.
- Aqui? Este lugar não me parece nem um pouco seguro.
- Por isso que é seguro.
Mais um dia vivo. Já estava anoitecendo e com certeza não seria uma boa continuar perambulando por aí. Venho morando nesta casa abandonada, eu acho ela um bom esconderijo, fica afastada das ruas além de ser grande e fortificada na frente, alguém deve ter passado por aqui anteriormente e colocado estas madeiras nas portas e janelas. Hoje foi um dia e tanto, até que enfim encontrei uma pessoa viva e que não queria me matar ou roubar minhas coisas.
- Ei Paul, me diga uma coisa, você pretende continuar vivendo aqui?
- Não sei. Por mais que eu saiba que este não é o lugar mais seguro do mundo, eu também acho que nenhum lugar seja.
- De fato, mas Paul para onde você estava indo hoje de manhã?
- Estava indo ao supermercado, buscar suprimentos.
- O quê? Você está louco? Lá está infestado deles.
- Como assim?
- Esqueci-me de como você era um pouco idiota. É óbvio que lá seria o lugar mais óbvio de se ir após o “surto”, assim como hospitais, delegacias e locais públicos em geral.
De fato ele estava certo. Acho que na hora do desespero não pensamos muito bem, neste aspecto o Keane aprendeu bem, afinal após terminarmos o colegial ele seguiu a carreira como militar, era bem visível sua “destreza” diante desta situação. Eu segui meu caminho na engenharia, pra falar a verdade nunca gostei de nada, mas gostava de tecnologia, deve ser por isso que segui este caminho.
- Para onde você pretende ir Paul?
- Para Jacksonville. O último comunicado que ouvi era de que lá era seguro, e você?
-Eu também, acho que neste momento um local mais perto do litoral deve ser melhor. Então, acho que estamos juntos nessa, não é?
- Acho que sim.
Estava decidido, iríamos para Jacksonville ao amanhecer. Eu estava feliz por ir com alguém, mas não por esse alguém ser o Keane, mas que seja, não acreditei muito no motivo do Keane para ir a Jacksonville, não me soou sincero. Porém, eu também ocultei o fato de que o comunicado que tive era de uma pessoa que conheci a dois dias atrás. Era uma moça, ela que me disse que Jacksonville era segura que “A Ordem” tomava conta de lá, o que era a tal “Ordem” eu não fazia ideia, mas acho que qualquer coisa era melhor do que aqui na situação atual. Após uma breve conversa com ela, a garota disse que deveria ir logo para encontrar o amigo em Jacksonville, e não há vi mais. Estava cansado, logo me deitei num colchonete no quarto de cima, ele era desconfortável, mas já havia me acostumado. Dormi logo a doce canção “deles”.
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