The Virus
7 O reencontro.
Notas iniciais
POV DARYL
Acordei cedo, mas vi que Isabelly não estava na barraca, então me sentei e fiquei pensando na noite de ontem, tentei colocar os pensamentos no lugar, mas não conseguia tirar ela da cabeça por nem um segundo, ela era doce e amável, mas ao mesmo tempo ela conseguia ser grossa e fria, ela mexia muito comigo, e por mais que eu achasse que sentimentos só iriam atrapalhar a minha vida, eu acho que estava sentindo algo por ela, como se eu tivesse a necessidade de protegê-la e cuidá-la, um sentimento muito estranho... Fechei os olhos com força e sacudi a cabeça, a fim de tentar mandar os pensamentos embora. Me levantei, peguei a besta e saí da barraca, minha água já havia acabado e eu iria na cidade buscar mais, me aproximei do trailer e pedi para Lori onde a Isabelly estava...
– Ela foi para a cidade Daryl. – Falou Lori, como se fosse à coisa mais normal do mundo uma garota ir para uma cidade cheia de zumbis para buscar mantimentos.
– Como assim ela foi para a cidade? Com quem ela foi? – Pedi nervoso.
– Sozinha, ela saiu faz quase uma hora. – Falou Lori.
– Vocês são loucos? Como deixaram ela ir sozinha para lá? Ela pode ser atacada por uma horda de zumbis. – Gritei.
Nem dei tempo para que Lori me respondesse, virei às costas para ela, me dirigi até minha moto, e fui até Atlanta procurar Isabelly.
POV ISABELLY
Quando eu levantei Daryl ainda estava dormindo, ele parecia um anjo dormindo, então eu resolvi não acordá-lo, levantei-me, coloquei uma calça jeans, uma regatinha básica e um moletom, peguei meu coturno, o vesti e coloquei minha pistola dentro, logo peguei meu cinto com as facas e o vesti, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto, e saí da barraca. Fui até o trailer, Lori já estava de pé, pedi uma garrafa de água para ela, e a informei de que iria à cidade, ela me entregou a garrafa e se aproximou de mim.
– Isabelly, você poderia me trazer alguns antibióticos para o Shane? Ele está com bastante dor...
Apenas consenti com a cabeça, peguei o carro e fui em direção à cidade de Atlanta para buscar mantimentos, remédios, água, e ver se encontrava armas por aí... Cheguei lá, e o primeiro lugar que eu parei foi próximo a uma farmácia, me dirigi até ela, estava bem tranqüilo lá, haviam apenas dois zumbis, e os matei com facilidade com meu facão. Comecei a andar pela farmácia, não havia sobrado muitas coisas, a maioria das prateleiras estavam reviradas, comecei a procurar o tal antibiótico para o Shane, achei alguns e coloquei dentro da mala, peguei também vários pacotes de absorvente, algumas camisinhas, e um pequeno kit de primeiros socorros. A farmácia tinha uma escada que levava para o andar de cima, subi sem fazer barulho, era uma residência, não tinha ninguém lá, e nenhum Walker... Entrei no pequeno quarto que havia lá e logo achei um banheiro, entrei, tranquei a porta e me despi, liguei o chuveiro e senti que a água estava congelando, tomei coragem e fui pra de baixo do chuveiro, afinal, eu não tomava banho há dias... Fiquei cerca de 10 minutos no banho, saí, me sequei com uma toalha de rosto, era a única que eu tinha encontrado, e então me vesti. Peguei a mochila com tudo que peguei da farmácia e coloquei nas costas, saí do quarto e retornei para o andar de baixo, quando eu estava saindo da farmácia eu ouço um tiro. Ótimo, um tiro para atrair bilhões de Walkers, como se já não bastasse eu ter encontrado a Lori gritando pela rua há alguns dias, agora um tiro, essas pessoas são muito retardadas mesmo. Saí da farmácia, e vi um jovem virado de costas a uns 15 metros longe de mim, atirando em alguns Walkers. Corri até ele, peguei a pistola que estava em meu coturno, e quando cheguei até ele mirei a pistola em sua cabeça. – Para de atirar, você vai atrair todos os Walkers da região seu filho da puta, infeliz! – Ele se virou, e me olhou assustado, meu coração bateu forte, meu Deus, meu coração acelerou, parecia que ia saltar pela boca, então guardei minha pistola em meu coturno, e dei um forte abraço nele. – Josh, meu irmão, por onde você esteve? O que está fazendo aqui? A onde estão nossos pais e o Scott? – Perguntei preocupada puxando ele pelo braço, o levando até meu carro, porque logo logo todos os Walkers da região estariam ali. Entramos no carro, e fomos em direção ao mercado, o caminho da farmácia até o mercado foi percorrido em silêncio, chegamos ao mercado, lá estavam uns 4 Walkers, nós os matamos com facilidade, peguei a mochila e comecei a colocar mantimentos e água dentro dela, e Josh me acompanhava.. – Josh, onde está nossa família?
– Eles não sobreviveram Belly.
– Como assim Josh? Você está brincando comigo né? — Acabei deixando uma lágrima rolar pelo meu rosto.
– Chegamos em casa eu a mãe e o Scott, o pai tava na cozinha de costas, a mãe foi abraçar ele por trás e quando ela encostou nele, ele virou e mordeu o pescoço dela, arrancando um pedaço, então Scott correu até eles, pegou um facão que tinha sobre a mesa e enfiou no braço do pai, enquanto a mãe chorava de dor, mas o facão que Scott colocou no braço do pai não adiantou, o pai partiu pra cima do Scott e mordeu seu braço, eu corri, peguei a faca e enfiei ela dentro da cabeça do pai, ele morreu na hora, a mãe começou a falar coisas sem sentido, mandou eu fugir de casa, e deixar eles, ela implorou tanto mas tanto, que assim eu fiz, eu peguei uma mochila, coloquei algumas comidas, roupas, peguei o facão e saí com o carro do pai, e então encontrei um grupo.
– E o que aconteceu com seu grupo? – Perguntei.
– Eu os deixei para vim procurar você aqui em Atlanta Belly. – Ele falou, e me puxou para um abraço apertado, ficamos um tempo abraçados, quando ouvimos um barulho forte vindo da porta, nos soltamos e olhamos para o lado, Daryl estava lá, nos observando, dava para ver no seu olhar que ele estava furioso.
POV DARYL
Saí com a minha moto e fui procurar a Isabelly, fiquei um bom tempo dirigindo, achei provável que ela estivesse no mercado, porque ela havia saído do acampamento e vindo para a cidade justamente para buscar mantimentos e água que já estavam no fim, quando cheguei no mercado vi Belly pela porta de vidro, ela estava abraçando um cara, tinham 2 Walkers na rua, matei os dois com a besta, peguei as flechas, limpei elas e cheguei até as portas de vidro do mercado, dei um chute nelas, e isso fez bastante barulho, mas eu pouco me importava, eu queria saber o porque diabos Belly estava abraçando um cara.
POV ISABELLY
Parecia que a qualquer momento ele ia pular no pescoço de Josh. – Daryl, o que você está fazendo aqui? – Pedi.
– Vim te procurar, você é louca de vir sozinha aqui? – Ele falou seco, se aproximou de mim, pegou meu braço com força e me puxou para longe do Josh. – O que você pensa que ta fazendo Daryl? Que merda, me solta que você ta me machucando. – Gritei. Josh se aproximou do Daryl – Ela mandou você soltar ela – Falou Josh, empurrando Daryl. Puta que pariu, Daryl ia matar o Josh por isso, tava até vendo, eu não podia deixar eles brigarem, até porque o Daryl nem sabe quem o Josh é, ele não pode sair batendo em qualquer um que contraria ele. Daryl foi pra cima de Josh, e tentou dar um soco nele, mas ele se esquivou e deu um soco em Daryl, que acertou em cheio o seu rosto. Corri para frente do Daryl, porque eu sabia que ele iria revidar, porque agora ele estava muito bravo. Fiquei na frente de Daryl e gritei – Se você quer bater nele, vai ter que bater em mim primeiro.
Daryl revirou os olhos e me olhou furioso. – Quem é esse cara e porque você estava abraçando ele? E quem ele pensa que é pra te abraçar daquele jeito, eu vi que ele te olha com desejo. – Gritou Daryl.
– Cala a boca Daryl, seu filho de uma puta, o Josh é meu irmão, vai se foder.
Me aproximei de Josh, a mochila já tinha alguns mantimentos e garrafas de água, então, puxei seu braço o levando até a porta. – Vem Josh, vamos sair daqui. – Falei seca.
Fomos até o meu carro, tinham alguns zumbis durante o caminho do mercado até o carro, mas eles estavam meio longe, então apenas ignoramos, entramos no carro, e eu pisei fundo no acelerador. – Quem era aquele? – Perguntou Josh curioso.
– Era o Daryl.
– Vocês são namorados? – ele pediu meio irônico.
– NÃO! – falei – Apenas ficamos uma vez.
– hm, que bom, porque eu não fui nem um pouco com a cara dele.
Revirei os olhos e dei o assunto como encerrado, chegamos até o acampamento, apresentei Josh a todos, peguei a mochila, tirei os antibióticos de dentro dela, e joguei eles para Lori, que me olhou assustada. Mas eu tava pouco me fodendo para o que Lori pensava de mim, eu estava muito irritada pelo fato de Daryl ter desconfiado de mim, mesmo agente não estando namorando, eu gosto dele, e ele sabe disso, e eu acho um absurdo ele desconfiar de mim daquele jeito. Josh estava conversando com Amy, eu me aproximei deles, cortando o clima. – Josh, vou ir na floresta um pouco, preciso espairecer e colocar os pensamentos em ordem, não se preocupe comigo que eu volto ainda hoje. – Dei um sorriso de canto, ri pelo nariz e me afastei deles, peguei uma mochila de costas, coloquei uma toalha dentro dela, uma garrafa de água, duas barrinhas de cereal e adentrei na floresta, caminhei uns 15 minutos e cheguei até o lago, deixei minha mochila escorada em uma árvore e comecei a me despir, fiquei apenas de calcinha e sutiã, e entrei na água, que por sinal estava super fria. Entrei apenas com as pernas, a água parecia que ia congelar meu corpo, dei mais alguns passos para dentro do lago, até que a água batesse em meus ombros, eu estava batendo o queixo, a água estava realmente muito fria, então comecei a mergulhar e me movimentar, para ver se o frio passava, fiquei uma meia hora na água, que agora, para mim estava gostosa, eu não sentia mais frio, afinal, eu havia me movimentado bastante. Saí do lago, me sequei com a toalha que eu havia levado, coloquei as minhas roupas, e dei uma leve secada no meu cabelo, e penteei os com meus dedos. Deitei no chão, peguei a mochila e coloquei de baixo de minha cabeça, usando ela como travesseiro, e fiquei olhando para o céu, não estava ensolarado e nem nublado, ainda tinham umas réstias de sol, fiquei umas duas horas deitada, olhando para o céu, e lembrando de tudo que havia acontecido, comecei a lembrar de meus pais, que saudade que me deu, eles eram muito bons comigo, faziam sempre de tudo para me agradar, eu era a menininha da casa, eu sempre tive mais atenção, eles sempre me deram muito amor e carinho, e a ultima lembrança que eu tenho deles é de nós brigando, antes de eu ir para Atlanta, nós brigamos feio, e ficamos um mês sem nos falar, até que o caos começou, e agora eles se foram. Ah, e meu irmão Scott, meu Deus, ele era um anjo, por mais que brigássemos, ele sempre me protegia e me cuidava, quando eu era pequena, ele sempre me contava histórias para eu dormir, sinto muita falta deles. Deixei as lagrimas escorrerem pelos meus olhos, chorei tudo que tinha para chorar, depois de um tempo sequei as lágrimas e respirei fundo, eu precisava ser forte.
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