The Virus
8 - Me desculpe
Notas iniciais
POV DARYL
Segui para o acampamento em minha moto, Belly estava muito irritada, eu tentei bater no irmão dela, sem nem dar chances para ela explicar o que estava acontecendo... Eu sabia que estava errado, e isso me dava raiva, eu ia ter que pedir desculpas para ela... E o que me deixou ainda com mais raiva, foi o irmão dela ter me dado um soco na cara, porra, quem ele pensa que é pra me bater? Ele é um bosta, idiota. Mas o fato de ela estar abraçada em um cara que eu não sabia nem quem era mexeu muito comigo, não sei por que diabos eu me importei tanto, me deu um misto de ódio, e desprezo, eu nunca tinha sentido tanto ciúmes assim de uma mulher, e isso não era nada bom...
Cheguei ao acampamento e logo fui procurar Belly, mas não tinha nenhum sinal dela, então me dirigi até o irmão dela, que se eu não me engano se chamava Josh. – Onde está ela? – Pedi seco e preocupado. – Ela foi para a floresta, acho que não deve procurar ela, ela precisa pensar... E desculpa pelo soco. – Ignorei tudo que ele falou, e resolvi que iria atrás de Belly na floresta, até já podia imaginar a onde ela estava então eu peguei a besta e adentrei na floresta, me dirigindo ao lago.
POV ISABELLY
Eu já havia parado de chorar, mas meus olhos ainda estavam vermelhos e inchados, eu sentia o vento forte batendo em meu corpo, me causando um arrepio imediato. O sol já estava sumindo, o tempo estava fechando, provavelmente iria chover, então eu levantei, peguei minhas coisas e me dirigi para a floresta, para voltar ao acampamento, quando ouço um barulho de passos, apanho minha faca rapidamente e fico em posição de ataque, mas logo abaixei a faca quando vi que era Daryl. – O que foi? Aconteceu alguma coisa? – Perguntei, olhando fundo em seus olhos.
– Sim, Isabelly, eu queria te pedir desculpas, eu agi errado hoje no mercado, e.. – Daryl se atrapalhava com as palavras, ele não era muito bom em lidar com as pessoas – me desculpe por ter desconfiado de você.
– Tudo bem Daryl, mas você não pode continuar sendo assim, o mundo não gira ao seu redor, você não pode partir pra cima de qualquer pessoa que te contrarie. – Eu estava sendo dura com ele, mas tinha que colocar ele no lugar, ele não podia fazer isso, e ser explosivo desse jeito, isso poderia causar muitos problemas para ele ainda... – Mas ok, vamos esquecer esse assunto, não quero ficar brigando com você o tempo todo.
Voltei a andar, quando eu ia passar por Daryl ele segurou meu braço e me puxou para frente dele, passou suas mãos ásperas e calejadas pelo meu rosto, segurou meu queixo, fazendo-me encará-lo, sentia minhas bochechas queimarem ao olhar para aqueles seus olhos azuis perfeitos. Ele me abraçou e ficamos um tempo assim, até que ouvimos barulhos de tiros, e corremos para o acampamento...
Chegamos lá, e vimos que o acampamento estava sendo lotado por zumbis, peguei a pistola e ia atirando nos zumbis mais próximos, enquanto Daryl me dava cobertura com a besta, já estávamos quase acabando com os zumbis do acampamento, Daryl, eu, Shane, Dale e Merle estávamos matando os walkers. Ouvíamos gritos vindos da barraca de Carol, corri até lá, quando cheguei, vi Ed, o marido da Carol, sendo devorado sem dó por três walkers, os gritos cessaram, Ed. Estava morto. Matei dois zumbis arremessando facas, e o outro com meu facão, quando voltei para perto dos outros, eu vi Amy no chão, e Josh sentado ou seu lado, segurando a mão dela. Corri desesperadamente para lá, fiquei com muito medo de que algo tivesse acontecido com Josh, que ele tivesse sido mordido ou algo assim, quando cheguei perto deles, senti um alívio enorme, pelo fato de não ter acontecido nada com Josh, mas fiquei triste por Amy, ela havia levado uma mordida no braço, e estava pálida, chorando desesperadamente. – Ela vai se transformar. – falei com a voz tremula, estava nervosa, e engolia seco, não iria chorar na frente deles.
– Me matem, por favor, por favor, eu não posso... eu não quero virar uma dessas coisas horríveis, por favor, não deixem isso acontecer comigo, me matem. – Gritava Amy, chorando muito.
Eu olhava Josh, e via que algumas lágrimas rolavam pelo seu rosto, e mesmo ele tendo passado tão pouco tempo com Amy, ele de certa forma gostava dela.
– Você tem certeza que quer isso anjo? – Josh perguntou para Amy, passando a mão em seu rosto.
– Sim, por favor, dêem um jeito em mim, não quero virar uma daquelas coisas.
Eu olhava para Josh, e podia ver a dor em seus olhos, ele sempre foi uma pessoa muito sentimental... – Então me deixem um pouco sozinho com Amy, eu irei dar um jeito nisso! – falou ele, com os olhos marejados. Nos retiramos do local, e deixamos eles a sós.
POV JOSH
Pedi para me deixarem a sós com Amy, eu não iria matar ela enquanto ela estivesse viva, só daria um jeito nela quando ela virasse uma daquelas coisas. Comecei a cantar para ela, do jeito que minha mãe sempre cantava para mim quando eu estava triste, ou mal.
– “ And if I could have just one wish, I’d have you by my side” (E se eu pudesse ter apenas um desejo, eu desejaria ter você ao meu lado)
Amy foi fechando os olhos calmamente, ela já não chorava mais, as suas mãos largaram a minha, e ela começou a ficar pálida, Amy tinha ido embora, para longe de mim, havíamos conversado muito à tarde, até nos beijamos, ela era uma garota muito doce e meiga, ela era muito boa, ela não merecia isso, não merecia. Peguei a pistola que Belly havia deixado comigo, e dei um tiro na cabeça de Amy, antes que ela acordasse como um zumbi, e tentasse me morder.
POV ISABELLY
– Josh – falei, colocando a mão em seu ombro. Ele se virou, olhando em meus olhos, e se levantou. – O que foi maninha? – ele ainda estava com os olhos inchados e vermelhos. Eu não disse nada, apenas o puxei para um abraço, ficamos um tempo abraçados, então eu o soltei. – Josh, vai ficar tudo bem, nós vamos dar uma limpa aqui no acampamento, queimar os zumbis e enterrar o pessoal do grupo... Pode ir descansar na minha barraca... – Ele consentiu com a cabeça e foi para a barraca.
– Psiu, caipira, eu e você vamos para a floresta checar se não tem walkers, Shane e Merle, vocês dois queimem os walkers e enterrem o pessoal do grupo que foi mordido. Dale, você fica ali em cima do trailer, se aparecer walkers, mate! — Antes de eu ir com Daryl para a floresta, uma espécie de rádio tocou, com aqueles interfones, sei lá como se chamavam, eu não entendia muito sobre isso. Corri até o “rádio” e peguei a espécie de interfone. A conexão estava bem ruim, dei o “interfone” para Shane, e ele começou a falar com um cara chamado Glenn, que perguntou onde eles estavam.
– Estamos em uma pedreira, não é muito longe daí, — Shane explicou bem certinho onde estávamos para o homem. – Venham logo para cá, nós precisamos partir, o nosso acampamento foi atacado. – Logo depois disso, não ouvimos mais nada, devia ser por causa do tempo, que estava pra chuva.
Eu e Daryl fomos para a floresta, verificar se haviam mais walkers por perto. Caminhamos durante uma hora em silencio, aquilo já estava me incomodando, eu estava sentindo necessidade de falar. – Dar.. – Ele me interrompeu. – Shiii – ele fez barulho para mim ficar quieta, af, mas que droga. Permaneci calada, quando olhei para Daryl, vi que ele mirava para uma árvore, wtf? Mas que porra. Fiquei observando ele, ele atirou, correu em direção ao local que havia atirado a flecha, agora eu entendi, ele estava caçando esquilos. – Daryl, ta muito escuro e frio, vamos voltar, amanhã agente volta. – Ele me olhou e veio em minha direção, beijou minha testa, e sussurrou em meu ouvido. – Vamos então minha fresca. — Um sorriso enorme se formou em meus lábios, ele havia falado que eu era dele, fiquei sorrindo que nem boba, ele sorriu de canto, segurou minha mão, e voltamos para o acampamento...
Quando chegamos, os corpos já haviam sido enterrados e os walkers queimados, Josh estava dormindo na barraca, fiquei com dó de acordar ele, então peguei meu saco de dormir, e coloquei do lado de uma árvore e me deitei. – O que você ta fazendo? Vai pegar um resfriado. – Daryl falou se aproximando de mim. – Josh está na barraca, eu não queria acordar ele, então vim pra cá.
– Já o acordei, e mandei ele pro trailer, no lugar onde Amy dormia, agora vamos para a barraca, está muito frio aqui Belly. – Assenti com a cabeça e me levantei, peguei o saco de dormir, e fomos até a barraca, eu estava tremendo de frio, me deitei, e Daryl tirou sua jaqueta, ficando apenas com uma camisa, e abriu os botões da mesma. – O que está fazendo? Assim quem vai morrer congelado é você. – Ele me olhou com cara de bravo, e eu me calei. Ele pegou sua jaqueta, e colocou em meus ombros, então nos deitamos, e dormimos abraçados.
Acordamos cedo, provavelmente iríamos embora da pedreira depois desse acontecimento, até porque não agüentaríamos a mais um ataque como o de ontem, já estávamos quase sem balas, e havíamos perdido duas pessoas do grupo. Levantei, tirei o casaco que Daryl havia me emprestado ontem, e coloquei sobre ele, que ainda dormia. O observei dormindo por alguns minutos, ele estava com a expressão totalmente relaxada, ela ficava ainda mais lindo dormindo. Saí da barraca e fui falar com Shane, que estava escorado no trailer. – Iremos embora hoje? – Pedi.
– Não! Temos uns amigos que ficaram presos em Atlanta, conseguimos contato com eles ontem pelo rádio, e eles vão vir para cá.
– Quando?
– Provavelmente hoje ou amanhã, eu não sei, esperaremos por mais alguns dias, expliquei para eles a onde nós estamos, se eles demorarem mais que dois dias, nós vamos para lá procurá-los.
– Ok, mas não agüentaremos dois dias com os mantimentos que nós temos! Precisamos ir à Atlanta buscar mais, por mais que tenhamos ido ontem, eu peguei pouca coisa, e agora estamos praticamente sem balas, gastamos tudo com os walkers ontem. E o inverno está chegando, precisamos de roupas de frio e mantas. – Falei meio impaciente.
– Ok, arranje alguém para ir com você providenciar isso. – Ele falou isso como se ele não se importasse, como se ele não fosse usar as balas, as roupas e os mantimentos que eu traria, babaca.
Saí de perto dele a passos largos, adentrei na barraca fazendo barulho, nem tinha me lembrado que Daryl estava lá, peguei meu cinto com as facas e coloquei em minha cintura, peguei a minha pistola e coloquei em meu coturno, prendi meu cabelo, e me agachei para falar com Daryl. – Hey caipira, eu vou para Atlanta. – Ele arregalou os olhos, e me olhou bravo. – Eu vou com você, espere cinco minutos e eu fico pronto.
– Não precisa Daryl, pode ficar e descansar, você ainda tem um turno para fazer a noite, você precisa descansar...
– Eu vou com você.
– Ok, ok, se arrume, e me encontrei no carro.
Saí e fui em direção ao carro, peguei uma mochila e sentei-me no banco da frente, para garantir que Daryl não teimasse comigo para ele ir dirigindo. Demorou uns 5 minutos e ele chegou no carro, entrou e sentou-se no bando de passageiro, sorri vitoriosa, e seguimos para Atlanta.
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