The Veela And Your Mate
5 2017, Mansão Lumiére, Paris, França.
Notas iniciais
2017, Mansão Lumiére, Paris, França.
Os trovoes pareciam coincidir com os gritos do garoto no andar de cima, ele sentia como se estivesse levando 10 Crucious ao mesmo tempo, como se rasgassem a sua pele, os gritos irrompiam pela sua garganta o deixando rouco, era para ser um aniversário normal, mas assim que soou a meia do seu aniversário dores começaram a passar pelo seu corpo, ele não se sentia bem desde a manha e fez o que fazia em todos os seus aniversários, ele se jogou na cama e tentou sonhar com a princesa ruiva que atormentava seus sonhos desde que pudera se lembrar, ela era a sua melhor amiga, nunca conseguira ver seu rosto, só o lindo cabelo ruivo em longos cachos e o belo corpo cheio de curvas, no inicio, ela não falava nada, mas depois de um tempo, começavam a falar de amenidades, coisas que gostavam e a falar do seu dia, na verdade, a noite era o momento que ele mais ansiava, a dor constante em seu peito que o sufocava, sumia, mas não está noite, ele passou o dia de cama e enjoado, vomitou até as tripas e não poder se manter mais de pé.
– AHHHHHHHHH! – mais um trovão foi ouvido, acompanhado do grito do jovem Lumiére e um barulho de vidro quebrando, os pais deram folga a todos os empregados esse dia, Juliet cuidara do filho todo o dia, mas faltando dez minutos para a meia-noite, o marido a fez descer, apenas a companhia da Companheira era permitida durante a transformação, já que a magia do Veela se descontrolaria danificando ou machucando as coisas ao seu redor, menos a Companheira, o seu corpo e magia, já estava configurado para se afastar de qualquer caminho que a machucasse, apenas protegesse e cuidasse.
Mas eles não tinham essa opção, faltava seis minutos para a uma da manha quando o grito mais agudo foi ouvido.
– Pelo Amor de Merlin, Vincent! Eu quero ver meu filho – Juliet se descontrolou, isso geralmente acontecia ás mães quando passavam uma hora escutando os filhos urrarem de dor como se o estivessem torturando.
– Eu sei, querida, eu sei, mas falta pouco agora, bem pouco e nós poderemos ir ajudá-lo – ele acariciou os cabelos da esposa que chorou em seu ombro.
– Eu só quero o meu bebê – ela lamentou. Quando as badaladas anunciando a uma da manha, Juliet aparatou diretamente no quarto do filho, ele estava no meio do chão ao lado da cama, a camisa rasgada e o suor escorrendo pela sua pele com algumas tatuagens.
– Mamae... – ele gemeu, ainda se sentia dolorido, os espasmos se recusavam a abandonar seu corpo completamente.
– Eu sei, meu amor, eu sei – ela e Vincent o levaram para a cama, e ela tirou a camisa rasgada e a bacia com a esponja e água de hoje ainda estava ao lado da cama, a mãe limpou o suor do rosto do seu filho com muito cuidado, quem a visse agora, acrescentaria dez anos á sua idade, não parecia ter seus 37 anos, podia ser confundida com cinqüenta, o mesmo para seu pai, a preocupação se arrastara por toda a semana, mesmo ele tentando esconder dela como era a transformação, não conseguiu impedi-la de pesquisar.
Em pouco tempo, o garoto, agora homem já dormia.
POV Liam
Eu acordei me sentindo como se um hipogrifo tivesse dançado macarena em cima de mim, eu parecia um caco e a minha cabeça não estava melhor, depois de conseguir me levantar da cama, me perguntando o que diabos aconteceu ontem, eu fui para o banheiro tirar o suor em mim, mas ao ver meu reflexo fiquei preso no lugar, eu esta... diferente.
Podia jurar que esta no mínimo, uns cinco centímetros mais alto, e meus músculos já salientes por causa do Quadribol, estavam mais definidos e fortes, minhas tatuagens pareciam nova, mas o meu rosto era o mais diferente, eu sempre fora um garoto bonito, mas agora eu esta... muito bonito, o meu queixo antes normal, meio quadrado, estava forte, com o maxilar cerrado, e um pouco de barba crescida, meus cabelos loiros curtos, caiam agora em uma desordem, até cobrir meus olhos, eles pareciam mais claros, quase espelhos, eu olhei e antes a minha pele com pequenas marcas ou defeitos normais, estava lisa e perfeita, eu procurei por uma cicatriz que fiz no braço ao escalar uma arvore no jardim com nove anos, mas não estava mais ali.
Eu me sentia estranho, enquanto caminhava para o chuveiro, as coisas pareciam mais perto, mas devia ser porque eu estava maior, fui para o banheiro e fiquei embaixo da ducha de água, eu não entendia o que aconteceu, mas sabia que meus pais sim, eles estavam agindo estranho na ultima semana, pediram para que a escola me liberasse e surpreendentemente eles o fizeram, mas meus pais me olhavam como seu eu fosse explodir a cada minuto. Eles sabiam o que ia acontecer ontem de noite, sabia que sim e eles iam me dizer assim que saísse do banho e me vestisse.
Quando fui para o meu closet, peguei uma calça jeans preta velha pra ficar em casa, mas... ela não estava fechando, e antes eu ficava pisando na barra, agora ela estava no meu tornozelo. Que ótimo! Pensei sarcástico, depois de revirar o meu armário, a única coisa que serviu em mim foi o meu moletom, e hoje estava calor, então fiquei sem camisa, não ia andar com um moletom assim pela casa, ia pedir uma camiseta do meu pai, asminhas ficavam tão coladas que me lembravam desse cantores de BoyBands que as garotas adoram, argh.
Assim que estava no topo da escada, eu senti o cheiro de bacon e ovos, meu favorito, mas a cozinha ficava do outro lado da casa, o cheiro devia ser muito forte, então eu ouvi um estrondo que parecia ao meu lado e dei um pulo assustado, mas pelas vozes devia ser na cozinha... ta, isso ta começando a me assustar seriamente, eu me apressei em direção a cozinha e vi minha mãe com a mão em baixo da água na pia, e uma frigideira com ovos no chão. Meu pai estava ao lado dela super protetor. Com isso eu revirei meus olhos, meus pais sempre pareceram um casal de adolescentes apaixonados e o meu pai era super ciumento e protetor com a mamãe, achava que todos os caras estava a fim dela e queriam tirá-la dele, era até engraçado ver o papai afastando os caras do trabalho dela de perto.
– Tudo bem mãe? – ela se assustou com a minha voz, eu vi que não tinha feito barulho nenhum ao chegar.
– Ai que susto, ta parecendo o seu pai agora. Mas to bem sim, meu amor, só me queimei um pouco ao encostar na panela, nada demai-
– Como nada demais? Isso pode infeccionar, pode ficar marca, pode doer, e você pode pegar uma doença e pode ir pro hospital, não melhor ir agora pro hospital – ele disse decidido e eu e mamãe reviramos os olhos juntos, eu podia ser a cópia do meu pai, mais ainda agora, mas eu tinha a personalidade brincalhona da minha mãe.
– Ok, depois vocês continuam com isso, agora eu quero que vocês me expliquem o que raios aconteceu ontem e eu sei que vocês sabem. – eu disse enquanto meu pai passava pomada na minha mãe e ainda tentava convencê-la de ir no médico.
– Liam...
– Não, sem essa de “Liam”, eu to pirando aqui, minhas roupas não me servem, eu to diferente, cresci o que devia ter feito em anos em apenas uma noite, eu to ouvindo as coisas mais alto, eu to sentindo os cheiros como se eu fosse um maldito cachorro-
– Veela – meu pai interrompeu, eles estavam sérios.
– O que? – eu disse.
– Você esta sentindo e escutando como um Veela.
– Tipo o que aquelas garotas lindas e chatas da escola são? – eu perguntei confuso, nunca me interessei por esse negócio de criaturas mágicas, o que eu gostava mesmo, era DCAT.
– Sim, acho melhor nós nos sentarmos filho, temos que te contar uma coisa – ele disse sério, se sentando com a minha mãe nas cadeiras da cozinha, eu apenas cruzei os braços e dei um sorriso sarcástico.
– O que? Vai dizer que eu sou uma Veela? – quando ele parecia em duvida o sorriso sumiu do meu rosto e eu me sentei na cadeira. – Não é sério, né?
– Tecnicamente você é apenas Parte-Veela – meu pai disse como se isso fizesse a situação melhor, eu coloquei o rosto entre as mãos, me sentia em choque.
– E o que aconteceu ontem? – eu perguntei.
– Acho melhor explicar tudo antes de chegar nessa parte – meu pai disse e eu assenti — As Veelas são as criatura mais antigas junto com os Dragões no mundo, o surgimento da magia está fortemente ligados á eles, os Veelas eram muito comuns na sociedade bruxa, eram como realeza, mais que os Sangue-Puros, mas á partir de 1400, muitos Veelas foram assolados por uma doença estranha que só os afetava, a maioria eram os homens que antes em maioria, quase desapareceram, e nós viramos minoria, com isso, nos povoamos mais aqui na França, foram poucas famílias, mas nós construímos a sociedade bruxa aqui, tivemos grande participação no crescimento aqui e na construção de Beauxbatons, mas depois de um tempo, o sangue Veela foi se diluindo com o sangue bruxo e poucos continuaram se mantendo com Sangue Puro Veela, ou pelo menos não quebrando o sangue na família, uma dessas famílias, é a nossa, Lumiére, por muitos anos, nossa família teve apenas Veelas puros ou Parte Veelas com Puro Sangues bruxos.
– Mas... mamãe é mestiça — eu disse e eles sorriram se olhando.
– Sim, digamos que eu e sua mãe fomos uma exceção, mas você tem que entender, Bruxos Veela são poderosos, a única diferença entre um Veela e um Parte-Veela é que o Parte Veela apenas se torna completo, quando ocorre seu aniversario de 17 anos e passa pela transformação. – eu assenti começando a entender.
– Então ontem eu me transformei? E você é um Veela Puro Sangue? – eu perguntei meio incerto.
– Sim, na verdade, eu sou o ultimo Veela da nossa família, os Veela puros, tem apenas um filho e depois que seus avós morreram quando você tinha sete anos, nós fomos os últimos da família, mas nós temos parentesco com os Delacour, sua avó era uma Delacour, as sobrinhas dela, uma se casou com um Bruxo puro sangue Inglês e a outra se casou com um Puro Sangue Veela de outra família, mas tem que entender, provavelmente, você é parente de metade do sangue Veela de Beauxbatons, mesmo que seja por gerações de distancia – eu pensei em todas as garotas com quem dormi e um arrepio me subiu a espinha, minha mãe notou e riu da minha desgraça, eu acabei rindo também, ela tinha uma risada engraçada, quando ficava alta, ela soltava uns roncos.
– Tudo bem, não é tão mal assim esse negocio, agora as garotas vão ficar louquinhas por mim – eu disse me achando e acabando com o riso da minha mãe que revirou os olhos, ela era muito ciumenta comigo, mas eu já disse que ela era a única garota na minha vida.
– Ahn, bem, sobre isso, tem uma coisa, os Veela femininos se apaixonam muito fortemente e muito raramente, geralmente só uma vez na vida, mas a mutação genética rara dos machos faz com que nós tenhamos uma companheira, ela é compatível completamente com nós, nos completa, é a única a não ser afetada por nosso charme Veela, sem ela nós... não somos nada. O Veela tem que encontrar a sua Companheira até os seus dezoito anos, se não ele perde a vontade de viver, ou se ele é rejeitado por ela, acaba morrendo de desgosto.
Ele não falava as ultimas partes para mim, ele olhava para minha mãe com os olhos brilhando, então minha mãe era a companheira do meu pai, isso devia fazer sentido do porque eles eram tão apaixonados e completos juntos.
– Então eu também tenho uma companheira? – agora eu estava empolgado, me senti mais feliz, alegre e por um segundo a dor no meu peito parou de doer, ter alguém para mim... era uma boa perspectiva, mesmo a parte de morre não sendo muito legal. Meu sorriso sumiu quando meus pais olharam para mim, meu pai tinha um olhar de tristeza e pena e os olhos da minha mãe se encheram de lagrimas. – O que? O que foi?
– Quando... quando você tinha cinco anos, nós fomos visitar seu padrinho Draco, provavelmente você não lembra. Mas todos os dias, nós passávamos por um parque de diversões trouxa e você ficava louco para entrar e no ultimo dia de viagem, nós decidimos fazer um piquenique. – meu pai começou, mas minha mãe colocou a mão sobre e dele o impedindo de continuar e ela mesma falou.
– Você estava tão animado esse dia, mais que o comum, corria de um lado para o outro, ia em todos os brinquedos, quando fomos almoçar, você ficava falando de um cheiro bom, eu achei que era da comida – ela disse me dando um sorriso, seu tom estava embargado, como se fosse chorar a qualquer momento – Mas então, em um segundo que eu e seu pai nos distraímos, você sumiu, eu nunca ficara tão preocupada antes, tinha medo de que algo pudesse ter te acontecido.
– Sim, fiquei uma hora correndo de um lado para o outro, até que eu te encontrei, você estava em um piquenique, e eu quase não te reconheci, você estava tão... calmo, parado, e quando eu olhei para onde você olhava admirado, tinha uma garotinha, ela tinha a sua idade, 5 anos, era uma gracinha, cabelo ruivinho e em cachos até os ombros, uma graça, era muito inteligente e você parecia adorá-la, não demorei muito a perceber que ela era a sua companheira, ela estava lá com a mãe e o irmão, Hermione e Hugo, seu nome era Rose.
Eu tentava em lembrar disso que eles falavam, mas nada me vinha a mente, só um buraco cada vez maior no meu peito, minha respiração começou a acelerar.
– E? O que aconteceu? Porque eu não a conheço? Porque não me lembro dela? – lagrimas caiam pelos olhos da minha mãe agora.
– Vocês passaram a tarde juntos, não desgrudava um segundo dela, o tempo todo com a mão na dela ou o braço em volta, você gostava do cabelo dela, de ficara mexendo e ela no seu. Ficavam lindos juntos, na hora de ir embora, você não queria deixá-la de jeito nenhum, não tínhamos telefone para trocar, então combinamos de nos encontrar no dia seguinte já que os dois estavam muito apegados. Decidimos nos mudar então para Londres, para vocês ficarem mais perto, não nos importamos com que ela fosse trouxa, só sabíamos que ela era o que te faria feliz e te deixaria vivo, nós teríamos desistido de tudo por isso. No dia seguinte, nós estávamos nos arrumando no Hotel, quando aconteceu. Seu pai trocou de canal e apareceu a noticia de um acidente de gás na rua, alguns carris explodiram, todos estavam vazios na época, menos, um, tinha três pessoas n carro, uma mulher e duas crianças ruivas. – minha mãe soluçava agora, e eu sentia uma dor de cabeça horrível, era como se uma barreira quisesse se romper e o buraco no meu peito... se eu não visse, eu pensaria que alguém tinha cravado um punhal no meu peito.
– E-ela morreu? – eu me sentia sufocado dizendo essas palavras, meus pais só assentiram. – Isso quer dizer que eu vou morrer também? E porque eu não lembro?
– Nós... achamos melhor tirar as suas lembranças desse dia, para você foi apenas uma tarde normal no parque, mas depois desse dia você nunca mais foi o mesmo. – meu pai disse, eu estava confuso, com dor, magoado, triste, mas agora com raiva.
– Vocês... vocês não tinham esse direito! E-eu quero me lembrar dela, eu preciso me lembrar dela – eu não sabia o que dizia, mas meus pais se assustaram com a minha explosão, eu nunca gritara com meus pais.
– Nós tínhamos sim esse direito – minha mãe se levantou também e agora tinha raiva nos olhos também, sua voz era ríspida – Você não tem idéia William do que é carregar uma pessoa por nove meses dentro de você, não tem idéia! Se torna uma parte de nós, se você se lembrasse disso, você morreria William, e eu... faria tudo para te manter a salvo, para cuidar de você, eu iria até o inferno, eu... acho que eu não me lembro mais de como é te ver sorrir feliz, nos meses seguintes, era como se você estivesse morto por dentro William, mal levantava da cama ou comia, eu estava destruída, era como assistir a sua morte, e teria sido pior se eu não fizesse o que eu fiz, então não venha me julgar, por querer proteger meu único filho!
Eu olhava chocado para minha mãe, ela sempre fora a pessoa mais calma que eu conhecia, impossível de levantar a voz para algo, nunca se zangava e ver isso me destruiu, porque não fui só eu que sofri, lagrimas borravam meu rosto, ela abriu os braços para mim e eu fui para o seu abraço, me aconchegando no seu calor, depois de vários minutos, de nós dois chorando como dois bobões, nós nos acalmamos.
– Mãe? Eu vou morrer? – eu disse, minha voz estava calma agora, mesmo com a dor no meu peito, eu só queria ir para a minha cama, parecia tão fácil aceitar essa situação, esse négocio de Veela.
– Eu acho que sim – sua voz parecia exausta. – Mas nós vamos dar um jeito, nós sempre damos.
– Sim, nós vamos dar um jeito – nós dois sabíamos que era mentira, mas a esperança é assim uma mentira piedosa.
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