Notas iniciais
Espero que gostem e eu adorei os reviws, continuem comentando, brigada lindos, bjss!

Boneca de Pano.

– Mãe? Eu vou morrer? – eu disse, minha voz estava calma agora, mesmo com a dor no meu peito, eu só queria ir para a minha cama, parecia tão fácil aceitar essa situação, esse négocio de Veela.

– Eu acho que sim – sua voz parecia exausta. – Mas nós vamos dar um jeito, nós sempre damos.

– Sim, nós vamos dar um jeito – nós dois sabíamos que era mentira, mas a esperança é assim uma mentira piedosa.

~*~

Nós ficamos alguns minutos no chão da cozinha pensando, eu tentava me lembrar dela, como meus pais disseram, mas não conseguia.

– Como ela era? Rose? – minha mãe pareceu se assustar com a pergunta.

– Ah, ela era linda, um doce. Você a chamava de Rosy, era uma graça, na verdade, ela foi a primeira pessoa a te chamar de Liam, por isso o apelido pegou, depois que voltamos, você não respondia mais ao “Will”, apenas William ou Liam – eu soltei um risinho. – Ela era pequenina, os cabelos bem ruivos e olhos castanhos claros lindos, me lembrava um pouco uma coruja, o nariz parecia um botão e a boca era vermelhinha e bem redondinha, uma amor de menina, muito inteligente na verdade, ela ficava lendo histórias trouxas pra você, um se apoiava no outro, e acabaram dormindo juntos abraçados... Ah! Eu me lembro, eu tinha tirado uma foto, deve estar-

– Aqui. – meu pai interrompeu, ele apareceu com uma caixa de metal e se sentou ao nosso lado de pernas cruzadas e colocou a caixa entre nós – Abra Liam, é seu.

Eu fiquei inseguro por um minuto, mas depois tirei a tampa de metal que fez um barulho alto no silencio, eu respirei fundo e o melhor cheiro que eu já tinha sentido apareceu, era uma mistura de morangos, chocolates e livros novos e algo mais cítrico que eu não conseguia identificar.

Eu me senti diferente, o cheiro parecia me preencher e me dava vontade de rir e de chorar, de gritar e pular de alegria e de ir para a minha cama e não me levantar mais, eu logo comecei a mexer na caixa, a primeira coisa que eu vi foi um boneca de pano, era pequena e tinha cabelos curtos ruivos em duas trancinhas, dois olhos de botões marrons e um sorriso de fio vermelho, um vestidinho branco e um sapatinho de couro, eu a trouxe para mais perto e enterrei meu rosto na boneca, o cheiro me inebriava, me fazia sentir como nunca, o buraco no meu peito, não parecia existir mais.

– É dela? – eu murmurei, a minha voz estava rouca, nem parecia minha.

– Sim, nós achamos que você ia se sentir melhor se tivesse algo com o cheiro dela e no hotel você só tinha se acalmado com isso – ele disse, depois de mais alguns minutos que eu ficara com o cheiro na cabeça e tentando me lembrar do seu rosto, eu comecei a procurar mais coisas na caixa, haviam coisas normais minhas, certidões de nascimento, fotos... uma me chamou a atenção, não era minha com a família, eu estava na sombra de uma arvore, a sombra se mexia e fazia contraste com o meu cabelo claro, mas o que me chamou a atenção, foi a garota ao meu lado, ela era a coisa mais linda que eu já vi, os cabelos brilhantes, a expressão solene e a pele de porcelana, a boca pequena um pouco aberta e a respiração saindo levemente, a mão dela estava na minha e ela segurava uma mecha do meu cabelo loiro.

Sem que eu percebesse duas lagrimas caíram pelos meus olhos, eu funguei e continuei a olhar as coisas, só havia mais um frasquinho com um liquido prateado que parecia água se movendo.

– O que é isso? – eu perguntei já sabendo a resposta, mas precisando a confirmação.

– Essas são as suas memórias daquele dia – mal terminaram de falar e eu já tinha ido com a boneca e a foto para a biblioteca, com um aceno da minha varinha a penseira que ficava guardada no armário apareceu, eu guardei a foto com cuidado no meu bolso e fitei o frasquinho, depois de respirar fundo duas vezes, eu virei ele na água. Assisti a água tomar formas escuras.

Depois de alguns segundos, eu afundei a minha cabeça na penseira, a primeira coisa que vi foi um garotinho correndo, me reconheci como a mim mesmo, eu corria entre as pessoas em um parque trouxa, tudo pelo ponto de vista do menino parecia sem cor, até que a alguns metros um ponto de cor foi visto, eu o seguia e vi quando ele ficou parado, congelado por um momento, olhando para a única coisa com cor, uma garotinha de cabelos ruivos, agora eu via seus lindos olhos castanhos. Eu vi como o meu eu mais jovem se aproximou, ele não prestava atenção em mais nada, e um cheiro me veio, era o mesmo cheiro da boneca, o cheiro dela.

Ao mesmo tempo que eu via por fora, as memórias começavam a voltar, eu não sabia como me aproximar, estava nervoso, em choque, surpreso, feliz, assustado, ela brincava com duas bonecas de pano, uma das duas, era a que eu tinha comigo, ela deve ter se sentido observada, porque olhou para cima com seus olhos inteligentes e me fitou por um momento, antes de me estender um boneca.

– Quer brincar? – ela disse com a sua voz melódica, eu assenti, eu sentia que naquele momento que ela falou, eu faria tudo que ela quisesse. Nós ficamos brincando com as bonecas, ela era um pouco quieta, mas não incomodava, gostava de ficar tocando no cabelo dela e ela não parecia se importar. – Sou Rose.

– Meu nome é William, mas todos me chamam de Will – eu disse, ela colocou um dedo no queixo como se pensasse, e seu rosto se iluminou.

– Então eu vou te chamar de Liam, é diferente – ela disse, eu tinha sorrido, ela me chamando de Liam era especial para mim, ela era especial para mim, nós ficávamos conversando um pouco e ela me falava de algumas coisas, coisas banais, como os brinquedos ou livros.

– Gosto do seu cabelo, é bonito – eu disse, ela corou um pouco mais sorriu. – Seria lindo comprido.

– O seu também, mas não comprido – ela balançou a cabeça e riu como se me imaginasse com cabelo comprido, ela era tão inteligente, as coisas que falava, parecia ter dez anos e não cinco, me deixava encantado, mas quase uma hora depois com a nossa brincadeira, meu pai nos achou, agora as coisas começaram a passar mais rápido, meu pai me repreendendo, indo procurar a minha mãe, minha mãe e de Rose se conhecendo, a tarde passando, eu tinha me sentado para observar tudo, me sentia em paz, eu já me lembrava de tudo, mas ainda queria observar de fora, e quando nós dormimos, meu olhar começou a vagar e parei na mãe de Rose, elas se pareciam, mesmo a cor do cabelo, os olhos castanho, o nariz pequeno, a curva do sorriso... mas então eu travei, eu já tinha visto ela, me era familiar. Não era pela memória, eu já a tinha encontrado em algum lugar, então o nome dela passou pela minha cabeça, Hermione... Hermione... e a lembrança me bateu tão forte que eu arregalei os olhos.

Eu tinha 14 anos, tinha ido visitar Scorpius em Londres, ficaria por uns dias, enquanto minha mãe estava em uma missão e meu pai estava com vários turnos no hospital e eu queria ir ver meu padrinho, nós estávamos jogando quadribol quando Draco teve um problema em uma das industrias da Firebolt, a associação da empresa com a Malfoy & Potter era nova, por isso ainda dava um pouco de trabalho, ele disse que saia, mas que tinha pedido para a Madrinha de Tony ficar com a gente, nós não demos bola e continuamos jogando os três. Os garotos já tinham me falado da Madrinha de Tony, a melhor amiga do pai deles, Hermione, diziam que cuidava deles desde pequenos já que a mãe não fazia, todos sabiam que o único motivo de Astória Malfoy estar casada é por dinheiro, já que nem dos próprios filhos ela gosta. Ele diziam que não se importavam, Hermione sempre foi uma mãe pra eles, todas as visitas para os materiais da escola ou almoços em família, ela os cuidava como se fossem seus próprios filhos e era uma família enorme.

Nós escutamos um barulho de aparatação e os garotos correram par a mulher que acabar de chegar, ela era muito bonita, poderia se passar por uma mulher de 25 anos, fácil. Os garotos lhe deram um abraço de urso quase a derrubando, dava pra escutar a risada dela, era do tipo que te fazia rir.

– Eu sou Hermione Granger, muito prazer – ela disse quando eu me aproximei e me surpreendeu com um abraço.

– Liam, o prazer é meu – ela disse para continuarmos jogando que ia preparar um lanche para nós. Quando ela voltou com Pink, um dos elfos livres da mansão, elas carregavam duas bandejas com sanduíches e suco.

Enquanto comíamos, ela me perguntava como era Beauxbatons, e depois eles falaram de como era Hogwarts, e dos primos e sobrinhos que estavam lá, falou muito dos seus dois filhos, Hugo, o melhor artilheiro da Grifinória e da filha Rose, que estava em uma das suas viagens anuais com o Professor de Poções dela na Russia. Nós conversamos mais um pouco e depois Draco voltou, parecia ansioso, e eu vi que era por ela, assim que colocou os olhos nela ele relaxou, nunca vi esse olhar no padrinho, ele era completamente apaixonado por ela, e mesmo conseguindo esconder muito bem para ninguém mais notar, eu vi algumas olhadas que mostravam que ele era correspondido, mas os dois agiam apenas como amigos, e isso me deu pena, o que teria acontecido para que ele terminasse com a cobra da Astória e não com a mulher que ele claramente ama?

[...]

Eu sai rapidamente da penseira e fui para a cozinha onde escutava a voz dos meus pais, eles me olharam apreensivos, mas quando viram o sorriso feliz no meu rosto estavam surpresos.

– Temos que ir para Londres – eu disse animado antes de começara a contar tudo.

~*~

Nós recém tínhamos embarcado no transporte trouxa, chamado avião, era diferente de tudo o que eu vi, mas pelo menos confortável, para ir á Londres, só poderia usar chave de portal entre os Ministérios, mas isso demoraria pelo menos 5 dias e eu não queria esperar, por isso depois de apenas algumas horas, nós tínhamos decidido o que fazer, minha mãe praticamente saltitava pela casa, o que deixava o humor do meu pai no Maximo e o meu não era diferente, eu mandei um carta para Scorpius dizendo que estávamos indo á Londres, que eu tinha que contar uma coisa á ele.

Agora que eu sabia que podia encontrá-la, me sentia tranqüilo, as coisas não pareciam correr á minha frente e sim ao meu ritmo, foi quase impossível dormir de noite e quando o fiz, não pude sonhar com ela, não sei porque, era a primeira vez em anos que isso acontecia e eu acho que era pelo fato de eu ter descoberto.

No café-da-manha, minha mãe disse que tinha procurado por Hermione Grager, tudo o que conseguia e falou do que todos sabiam. Ela era parte do Trio de Ouro da Grifinória, a bruxa mais inteligente da sua época, uma das principais Heroínas da Guerra, tinha se casada com um dos melhores amigos, Ronald Weasley, também parte do Trio, no mesmo ano teve uma filha, Rose, e dois anos depois Hugo, mas a ultima informação que ela disse nos deixou chocados, eu peguei o jornal de uma semana atrás para ler de novo. Eu andei tão desligado essa semana que nem falar com Scorpius eu pude.

PROFETA DIARIO.

CONFIRMADO O DIVORCIO DOS NOSOS HERÓIS DE GUERRA.

Nossos amados Ronald Weasley, Hermione Grager Weasley, Draco Malfoy e Astória Greengrass estão se divorciando, depois de descobrir o caso de Astória com Ronald de anos, antes mesmo do casamento, Hermione saiu da casa levando seus dois filhos e no dia seguinte, já tinha entrado com o pedido de divórcio.

Fontes seguras afirmam que no mesmo dia no ministério, Draco Malfoy pediu o seu divórcio e não parecia nada triste com isso, sempre frio como um bom Sonserino, ele conseguiu o processo feito no mesmo dia pelos seus contatos no Ministério, e por uma clausula no contrato de casamento, ele ficou com a guarda dos filhos e com todo o dinheiro, a deixando com nada já que a fortuna dos Greengrass estava acabada a anos, e o casamento com o Mlafoy foi o único que salvou a família, pois ao recusar o casamento com Thedore Nott, Dafhne Greengrass foi tirada da família e trilhou seu próprio caminho, hoje uma das mais ricas estilistas do mundo, casada com Blásio Zabini e com seu filho, James.

Mas ao contrario do Malfoy, Hermione Grager só conseguiu o seu divórcio uma semana depois, já que o Weasley acreditava poder reverter a situação e se recusava a assinar os papeis, mas quando intimado pelo Ministério, ele não teve escolha, pelos próximos dias Hermione foi assediada pelo Chefe dos Aurores onde fosse, no trabalho, no hotel onde se hospedava ou nas ruas, até conseguir a guarda das crianças, que ele nem quis discutir e uma ordem de restrição contra ele, depois aceitou o convite do seu melhor amigo e padrinho de sua filha, Rosalie Weasley, Draco Malfoy, ela se mudou para a mansão Malfoy onde reside até agora, esperando a divisão de bens ocorrer e ter acesso ao seu dinheiro.

Mas com certeza os mais afetados nesta história foram as crianças, coitadas, Rosalie e Hugo Weasley e Anthony e Scorpius Malfoy. Depois de descobrirem as traições do pai, os irmãos Weasley cortaram qualquer tipo de ligação com ele. Hugo Weasley esta na mansão Malfoy com a mãe e nossa querida Rose sumiu do mapa, daqui á uma semana recomeçam as aulas e nem sinal dela, onde será que a bruxa mais inteligente de Hogwarts se escondeu?

A matéria se seguia e assim que eu li eu fiquei aflito, como assim, sumiu? Eu precisava ir para Londres o mais rápido possível, então compramos as passagens de avião, por sorte minha mãe sabia usar essas coisas estranhas chamadas telefone. Nós conseguimos um cedo e arrumamos as malas, primeiro as cosias para alguns dias, os empregados arrumariam o resto das coisas. No avião eu acabei sentado longe dos meus pais, para passar o tempo, minha mãe me deu um livro de Veelas, ela disse que a ajudou bastante a entender e que me ajudaria também.

O livro era bem interessante, falava de vários assuntos das Veelas, mitos, histórias, mas chegou á uma parte que me chamou a atenção, dos Parte-Veela.

A época em que foram criadas é completamente desconhecida. Nem os maiores profetas do mundo bruxos foram capazes de rastreada o tempo ou criador de uma das criaturas mais fascinantes do planeta.

Veelas são incrivelmente bonitas, sedutoras e charmosas. o maior poder delas é o da sedução, o que consiste na sua rápida reprodução. A maioria de sua espécie é do sexo feminino, mas às vezes existem algumas mutações e aparecem alguns machos.

As Veelas femininas vivem a vida normalmente. Apaixonam-se com dificuldade, mas quando acontece, ficam assim pela vida inteira. A aparência dos Veelas de ambos os sexos é muito conhecida. Seus olhos e cabelos são incrivelmente claros. Seus dentes, perfeitos e sua pele muito branca. Mas a única coisa que separa o Veela feminino, do Veela masculino, é o fato dos companheiros.

Graças à mutação genética que faz com que um Veela nasça homem, os Veelas masculinos tem um par para a vida toda. Eles são chamados de companheiros. O companheiro do Veela masculino é a pessoa mais compatível com ele possível. Esta pessoa tem o poder de acender no Veela seus sentimentos e ações mais primitivos (como cheirar seu companheiro, por exemplo). Os Veelas são extremamente possessivos, obcecados, ciumentos e protetores quando se trata de seus companheiros. Seus olhos tornam-se pretos quando estão cobertos pelo ciúme ou a luxúria e também são capazes de sentir o que o companheiro deles sente.

O único problema dessa união é o fato de que, se o Veela for rejeitado por seu companheiro e/ou não o encontrá-lo até seu aniversário de dezoito anos (a data máxima para o rito de acasalamento do Veela), ele morre de desgosto.

O rito de acasalamento do Veela é muito simples. Ele se consiste em três etapas. A primeira e mais fácil, é que o companheiro do Veela o aceite e também se apaixone. O segundo é quando o Veela morder (apareceram presas no lugar dos caninos) a dobra entre o pescoço e o ombro de seu companheiro e assim, diminuindo o sentimento de possessividade e ciúmes. E por último, a terceira etapa, que consiste apenas na relação sexual entre o Veela e o companheiro.

Existem também casos, mas raramente, dos Parte-Veela. Esses homens ou mulheres são o resultado da união entre um Veela (tanto macho, quanto fêmea) e um bruxo comum. A situação é rara, pois mesmo o Veela sendo pai ou mãe deste indivíduo, o sangue nem sempre é forte o bastante para se passar de geração em geração. Se esse Parte-Veela for homem, sua vida acontece igual ao de um Veela completo. A única diferença é que ele não é capaz de se transformar em uma Harpia (outro poder comum entre Veelas completos). Mas também existe um problema na vida de um Parte-Veela, tanto homem, quanto mulher. É a transformação.

A transformação de um Parte-Veela é quando seu sangue Veela se manifesta no corpo do indivíduo. Isso acontece sempre no momento em que a pessoa completa dezessete anos. Dura muitas horas e é extremamente doloroso. No final do processo, os instintos Veelas começam a reagir e a aparência Veela da pessoa torna-se completa.

Mas apesar disso tudo, os hormônios Veelas podem se manifestar no indivíduo muito cedo, se ele ter o contato com seu companheiro. Houveram casos de Veelas novos — com dez ou nove anos — que, apesar de não sofrerem a transformação, encontraram seu companheiro cedo e isso despertou os sentimentos mais comuns entre essas criaturas, como: o ciúmes, obsessão e carinho extremo.

Notas finais
AIII, POV Rose no próximo, espero que gostem muito e espero comentários, bjss