The Undercover
18 Chapter 17
Notas iniciais
– Vamos fazer comprar hoje – Skye anunciou à mesa do café da manhã na casa dos “Hunter”.
– Quem “vamos fazer comprar hoje? – Lance perguntou após servir uma xícara de café para Isabelle.
– As garotas – a hacker respondeu.
– Você e Simmons, porque Izzy e May são tudo, menos garotas – comentou maldosamente e recebeu um olhar mortal da esposa.
– Isso não foi delicado – Fitz reprovou e Skye assentiu, concordando com o amigo.
– Apenas disse verdades – provocou e Simmons revirou os olhos.
– Que saudades do meu paizinho de verdade – resmungou e mordeu um pedaço de sua enorme rosquinha de açúcar, antes de envolver-se em uma nova conversa com Fitz e Skye.
– Acorda madame – Phil chamou animadamente, entrando no quarto de casal com uma enorme bandeja equilibrada nos braços – Vamos logo, eu tenho uma surpresa pra você – disse com ênfase na surpresa.
– Que horas são?– May resmungou com a voz grogue de sono e remexeu-se entre as cobertas, afundando mais ainda o rosto entre os travesseiros.
– 10:30 – respondeu e repentinamente, ela pôs-se sentada na cama e começou a balbuciar.
– Eu dormi demais, essa missão vai acabar com os meus hábitos. Há uma semana já não pratico TaiChi e desde que cheguei aqui acordo tarde ... – reclamou, assustando Phil pela imensa quantidade de palavras logo pela manhã, e só interrompeu-se ao reparar na bandeja repousada na beirada da cama. Uma margarida solitária em uma copo d’agua, e tudo o necessário para um feliz café da manhã estava posicionado sobre a tábua de madeira.
– Bom dia – ele desejou com um sorriso de canto e inclinou-se para beijá-la.
– Ótimo dia – disse antes de responder com entusiasmo ao beijo de Phil.
– Quais são os planos para hoje?– perguntou puxando-a para si, com uma mão deslizando perigosamente no quadril da chinesa.
– Compras com a garotas. Skye me convenceu ontem a noite – respondeu desvencilhando-se dos braços habilidosos de Phil, que afastou-se e esticou o braço esquerdo para pegar um bolinho na bandeja.
– Cereja com baunilha, seu favorito – anunciou orgulhosamente.
– Você lembrou ?– perguntou com um sorriso tímido.
– Eu passei 17 anos comprando um desses para você todo dia, claro que eu me lembro. E informação importante, esse, eu que fiz, agora, abre a boca – pediu e ela negou, juntando os dois lábios em uma linha fina – Abre a boca – pediu novamente, porém, usando um tom mandão, que a fez sorrir antes de inclinar-se na direção do bolinho e morder um pedaço. Um gemido longo de satisfação brotou da garganta de Melinda e imediatamente, Phil sentiu todo seu sangue sendo bombeado para seus ouvidos, e em seguida, para o sul.
– Quero mais – pediu com um sorriso maldoso e novamente inclinou-se para morder o bolinho, repetindo o mesmo som de segundos atrás. Inquieto, Phil respirou com força ao vê-la de olhos fechados, com um gota solitária do recheio de cereja no canto de seu lábio inferior, ameaçando cair a qualquer momento.
– Mel – chamou, e sorriu ao puxá-la em sua direção – Tem uma gotinha aqui – disse apontando para a boca da mesma – Eu limpo pra você – sussurrou e sugou o açúcar do lábio de Melinda, que sorriu diante à delicadeza e eroticidade do ato.
– Quando você faz isso é como se nós estivéssemos no Brooklyn novamente – May comentou após aconchegar-se entre os braços de Phil.
– Eu sinto falta de lá – disse em voz baixa, como se doesse admitir.
– Sinto falta de Coney Island – admitiu com um sorrisinho.
– Nós ainda vamos voltar lá – sussurrou tristemente.
– Quando?
– Quando nós estivermos em paz – prometeu abraçando-a com força, antes de ameaçar sair da cama para vestir-se.
– Fica mais um pouco – ela pediu segurando o braço dele com força, e ele assentiu sorrindo.
– O quanto você quiser.
– Mamãe – Skye gritou ao entrar em casa. Seu tom era brincalhão, e assim que pronunciou a palavra mamãe deu um jeito de disfarçar com uma risadinha, pois ficou sem jeito – Nós vamos ao shopping, cadê você? – perguntou ao pé da escada.
– Aqui em cima, me arrumando – May respondeu e jogou-se para fora da cama, onde estava há mais de uma hora deitada e abraçada a Phil, enquanto conversavam sobre o passado e trocavam beijos apaixonados como se por alguns momentos o tempo não tivesse passado.
– Você tem que ir mesmo? – Coulson perguntou com um biquinho e levantou-se, seguindo-a até o closet.
– Se eu não for eu não terei o que vestir no sábado, ou esqueceu que nosso passeio ao shopping não deu em nada? – respondeu com uma careta e começou a escolher uma roupa para o dia.
– O azul é bem bonito – palpitou apontando para um longo vestido azul, simples a primeira vista, porém, com um profundo decote nas costas, que ia até um pouco acima da linha do quadril.
– Não é muito vulgar ? – perguntou preocupada.
– Se vulgar quer dizer lindo, então sim – disse dando de ombros e sorriu – Você, fica linda de qualquer jeito...
– May, é sério, desce logo, não temos o dia todo – Isabelle gritou do andar inferior, e ambos se perguntaram quando a agente havia chegado.
– Já disse que já vou – Melinda gritou em resposta e começou a tirar o pijama, fazendo Phil corar violentamente – Para com isso Philip, você me viu de biquíni três dias atrás – resmungou revirando os olhos.
– Biquini não é uma lingerie de renda da última coleção da Victoria Secrets – rebateu.
– Como você sabe que é Victoria Secrets?
– Eu vi a caixa, mas isso não importa, eu estou saindo – anunciou e saiu rapidamente.
– Homens – May murmurou revirando os olhos e continuou a fazer a troca de roupas.
– Bom dia senhor – Jemma desejou assim que Phil pisou na sala.
– Bom dia Simmons – respondeu com um sorriso – Como estão os planos para hoje?
– Compras senhor, estamos apenas esperando pela May – disse com um sorriso tímido.
– Ótimo, ela está se arrumando – anunciou apontando para o andar superior e com um aceno de cabeça, encaminhou-se para a cozinha – Bom dia Skye, posso saber onde a senhorita passou a noite? – perguntou apoiando-se no balcão central da cozinha.
– Na casa ao lado, dividindo a cama com a Simmons, conversamos a noite toda – a hacker respondeu enquanto bebia leite direto da garrafa.
– Bom mesmo – murmurou aliviado e olhou-a em advertência – Coloca num copo – pediu educadamente.
– Não, eu gosto de tomar na garrafa – rebateu e deu um impulso para sentar-se no balcão.
– Coloca num copo e desce já do balcão – May disse ao entrar subitamente na cozinha, seguida por Jemma, que sorria disfarçadamente – Skye se você já estiver pronta, vamos logo para a tortura – a chinesa pediu e a garota assentia, jogando-se para fora do balcão, e saiu da cozinha puxando Jemma pelo braço – Eu vou com elas e volto quando terminar, pode demorar – explicou e Coulson sorriu – Que foi? – perguntou confusa.
– Nada, é que você dando satisfação é tão único – respondeu simplesmente e ela deu uma risada sem graça antes que ele a beijasse subitamente.
– Tanto faz, eu vou indo – disse quando soltou-se rapidamente para que não fossem vistos e saiu da cozinha – Todas prontas? – perguntou para as mulheres sentadas na sala. Elas assentiram e com um suspiro exasperado, fez um sinal para que todas a seguissem até a garagem, onde sem cerimônias, May sentou no banco do motorista no corvete vermelho.
– Nós podemos ? – Simmons perguntou intimidada, e a chinesa arqueou as sobrancelhas como se dissesse: “Sério?”, e em seguida, as três acomodaram-se no conversível.
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