Notas iniciais
Eu sinceramente estou com muita raiva de mim por não conseguir segurar um único capítulo. Sou me matar um dia por isso, sério. Mas então, aqui está o capítulo ^^ ~ Dois capítulos em 1 semana.

Gongchan não estava nem um pouco feliz naquela manhã ensolarada de Seoul. Enquanto as costureiras ajeitavam o terno no seu corpo, os olhos do garoto se perdiam nas ruas do outro lado da janela. — Pensamentos sobre seu amado vieram a sua mente. Já fazia quanto tempo mesmo? Ah, sim... Dois anos. Como ele estaria agora? Gongchan se perguntou, todo esse tempo e.... Ele ainda não havia esquecido seu hyung.

Kyuwon entrou no salão sorridente, então pediu para que as costureiras saíssem e a deixasse sozinha com seu noivo. Ela ajeitou o terno nele e só então Gongchan percebeu que a garota estava na sala. — Revirou os olhos e deu as costas abrindo a janela.

- Não está animado, oppa? — Ela perguntou indo atrás dele.

- Por que eu estaria? — Ele perguntou no mesmo tom áspero de sempre.

- Amanhã é o nosso casamento, oppa!

Gongchan deu de ombros e pediu para que Kyuwon saísse do salão, relutante, ela obedeceu. O garoto trocou e roupa e voltou para janela, apoiou os braços na mesma e suspirou fundo. Amanhã seria o dia que de fato ele morreria, ah, me desculpe, isso já aconteceu: Duas semanas antes do natal do ano retrasado, quando Kyuwon apareceu. Nenhum dos seus esforços adiantou, ele se separou do seu amado para que a banda não acabasse e a banda acabou ele não contou a mãe sobre o que havia acontecido naquele ano para que ela não sentisse raiva dele e a mãe o obrigou a casar com Kyuwon.

O dia passou devagar para Gongchan, então a noite caiu. Ele não teria despedida de solteiro, pois Kyuwon não havia permitido e também a única coisa que ele queria numa festa como aquela não era strepeers e sim Jinyoung. Então se deitou na cama e ficou encarando o teto. Seu celular tocou, o que o fez pular da cama.

- Alô? — Ele disse atendendo o mesmo, mas A linha estava em silêncio. — Quem é?

- No que ela é melhor que eu? — Perguntou a voz, Gongchan a reconheceu. A voz estava calma, porém estava claro que havia chorado nos últimos minutos. — No que ela é melhor que eu, Gongchan?!

- Hyung... — Sussurrou Gongchan caindo na cama depois de minutos.

- Já disse para não me chamar assim! — Gritou Jinyoung entre soluços. — Você fez uma promessa para mim!

- Sinto muito... — Conseguiu dizer o pequeno. — Nunca foi minha inteção.. — Então o choro de Jinyoung aumentou.

- Alô? — Falou uma voz feminina do outro lado da linha. — Você é o responsável deste homem?

- Ah... — Gongchan pensou. — Sim, por que?

- Nosso bar já vai fechar E ele bebeu muito, pode vim busca-lo?

Gongchan disse que sim, pegou o endereço e saiu escondido de casa. Era um barzinho normal, daqueles que vendem soju e kimchi barato, a garçonete estava limpando as mesas quando os olhos de Gongchan encontraram o amado sentado na mesa do fundo com os olhos fechados e o rosto sobre a mesa. Primeiramente Gongchan ficou parado vendo o quanto Jinyoung havia mudado, seus braços estavam levemente definidos, o cabelo havia crescido bastante e ele parecia mais pálido, porém cada vez mais belo. Depois se aproximou da mesa, respirando fundo com os olhos cheios de lágrimas cutucou o outro que abriu os olhos assustado.

- Hyung... — Gongchan disse arrumando o cabelo do mais velho enquanto as lágrimas escorregavam involuntariamente sobre seu rosto. — Vamos para casa.

Com dificuldade, colocou Jinyoung nas costas, pagou a conta do mesmo e o colocou no banco de trás do carro.

- Onde você deve morar, hyung? — Perguntou Gongchan a si mesmo dirigindo o carro. — Não posso te levar para minha casa, o que devo fazer?

Depois de passar num mercado e comprar algumas coisas, foi num hotel e pediu um quarto. Colocou Jinyoung na cama e ficou olhando o amado. Aqueceu as comidas prontas que ele havia comprado e os colocou ao lado da cama de Jinyoung com o bilhete. Relutante, saiu do quarto.

Ver o amado havia sido bom para o maknae, alegrava seu coração, mas ao mesmo tempo doía por não tê-lo por perto durante todo esse tempo. Chorando, voltou para casa e adormeceu com dificuldade.

O Sol invadiu o quarto acordando o pequeno, mas hoje ele não queria levantar, queria continuar em sua cama deitado e sonhando com Jinyoung, como fez Dês que se apaixonou, mas a mãe do garoto insistiu tanto que fez que ele levantasse. Na sala, Kyuwon estava sentada na mesa já posta, Gongchan e a mãe se sentaram também.

- Está animado, querido? — Perguntou a mãe sorrindo.

- Muito. — Ele respondeu com tédio, mentindo como sempre.

~

A manhã se arrastou para Gongchan, era como se todos estivessem numa velocidade elevada do que a dele, triste ele se arrumou para o casamento.

Os pensamentos sobre Jinyoung não paravam de surgir em sua mente mesmo no altar. Ao menos o virá na noite passada, mas não sabia se àquilo tinha o feito bem ou mal. ~

A igreja cristã protestante estava lotada, parentes e amigos, Dongwoo, Baro, Sandeul e Rose estavam presentes, a mãe do mais novo perguntou se ele não convidaria o melhor amigo: Jinyoung, mas ele mentiu falando que o outro estaria viajando.

- Parabéns, Gongchan-sshi. — Disse Rose sorridente.

Gongchan sorriu, um sorriso falso e sem cor. Então desviou o olhar para Baro e Sandeul, eles ainda estavam juntos, estavam conversando sobre algo provavelmente engraçado pois não tiravam o sorriso do rosto ou estavam apenas felizes por estarem juntos . Imaginou então como a vida estaria se Kyuwon não tivesse aparecido naquele dia no parque.

- Maknae... — A voz de Dongwoo atrapalhou seus pensamentos. Ele virou para encarar o mais velho. — Você tem certeza que quer fazer isso?...

Gongchan sabia que não, mas sorriu.

- Dongwoo... Pare de tentar me convencer a não me casar! — ele disse num falso tom divertido.

A hora chegará. Posicionado no altar como Dongwoo e Rose como padrinhos, Gongchan esperou a garota que havia estragado sua vida. "Tamnanam , tamnanam" a melodia soou nos ouvidos de todos, na entrada da igreja estava Kyuwon, com um vestido branco lindo e de calda longa. Ela sorria, satisfeita de ter conseguido chegar até ali, ao lado dela o pai, com lágrimas nos olhos por ter que deixar a filha se casar, porém conhecia o noivo, sabia que ele não a faria mal.

O pastor fez a cerimônia do casamento chegando assim na parte principal:

- Lee Kyuwon, — ele disse. — você aceita Shik Gongchan como seu marido para ama-lo e respeita-lo?

- Aceito. — ela disse sorrindo.

- Shik Gongchan você aceita Lee Kyuwon como sua esposa para ama lá e respeita-la ?

Gongchan hesitou, a parti dali ele teria que começar a ao menos fingir está bem, mas ele sabia que nunca iria esquecer o hyung.

- Aa...- Sua voz falhou.

A troca de alianças foi interrompida.

~

Naquela manhã:

Os olhos cansados e pouco inchados piscaram se acostumando com a claridade. A cabeça doía muito, ele estava exausto. Quando finalmente conseguiu enxergar algo depois dos surtos segundos que o deixaram momentaneamente cego, se perguntou onde estava. Olhou o quarto que estava nunca havia estado ali antes, mas tinha uma aparência comum de um quarto de hotel. Piscou forte, apertando a memória para que talvez algo pudesse lembrar, mas nada aconteceu. A ultima coisa que lembrava ter feito na noite anterior foi... Não, ligar para Gongchan devia ser apenas uma parte do seu sonho, certo? Só então se deu conta da refeição ao seu lado. Não comeria em circunstâncias normais, mas seu estomago fez um barulho alto, implorando por comida. Levantou a vasilha e pegou os hashis, percebendo uma folha pautada dobrada cautelosamente ao lado da refeição. Curioso, voltou a colocar a tigela no criado-mudo e pegou a folha. Uma bela caligrafia desenhava praticamente toda a extensão da folha, Jinyoung se pôs a ler.

“Olá, Jinyoung-ssi.

Eu senti sua falta durante esses anos, sinto muito por não ter pedido desculpas quando aquilo aconteceu a dois anos, fui um idiota. Então, vou usar essa oportunidade para lhe pedir as minhas sinceras desculpas, você não tem ideia do quanto me arrependo pelos meus atos idiotas daquele ano.

Eu sinto muito por não corresponder a todas suas expectativas, por ter sido um mal companheiro e destruir seu sonho que era B1A4. Fui um idiota. Mas quero que saiba que seus atos também não me agradaram, você destruiu não só o seu sonho jogando tudo para o ar, quanto os meus e de meus melhores amigos. Sei que até hoje você se arrepende por isso, quer dizer... O Jinyoung que eu conhecia se arrependeria segundos depois.

Jinyoung, sei que não tenho direito de pedir nada depois do que aconteceu entre nós dois, mas mesmo assim, irei fazê-lo. Não me ligue, não me procure, siga em frente! Você irá encontrar alguém melhor que eu, se você ficar me ligando e falando coisas como falou, vai ser ainda mais doloroso para nós dois. Já faz tanto tempo, por que não me esquece? Levante a cabeça e siga em frente.

Shik Gongchan”

As lagrimas escorregaram sobre a face do homem caindo sobre o papel e borrando a caligrafia perfeita. Então não foi um sonho.

— Como posso esquecer-me de você, seu maldito?! – Jinyoung berrou entre soluços. – Eu nunca vou te esquecer, infeliz Shik Gongchan!

Jinyoung berrava descontrolado para parede, lembrando-se de tudo que passou ao lado do amante. Sim, ele ainda o amava, estava claro isso, todos sabiam. Apressou-se para comer a refeição, afinal, como diz aquela frase: Saco vazio não fica de pé. E saiu as pressas do hotel, tinha que fazer alguma coisa, tinha que falar com o homem que amava.

Notas finais
E ai, façam suas apostas, o que vai acontecer? *aff, todo mundo já sabe.