Notas iniciais
Olá flores do meu jardim como vão vocês?Bem eu espero,e também espero que gostem do novo capítulo!

Ótimo, realmente ótimo!Agora eu estava de mau humor pra variar um pouco a situação ali eu estava sozinha.

-Acho que não.

Ouvi aquela voz e com o susto quase saí da estrada. Olhei pelo retrovisor e vi uma sorridente Ana, parecia que ela tinha gostado daquilo.

-O que você quer aqui Ana, não vê que estou ocupada?- perguntei de modo retórico.

-Interessante... Sabe; depois de tudo aquilo eu pensei que você ia se acertar com sua família, então por que raios você está aqui falando comigo e não com eles?-ela perguntou sarcástica.

Na hora fiquei meio sem reação, aquilo doeu, mas meu mau gênio me dominou me fazendo responder.

-Interessante,então por que você não estava lá e se estava por que não ajudou,quer saber, você fala demais, mas na verdade quem foge da realidade é você. De nós duas quem anda fugindo do destino não sou bem eu não é protetora? – perguntei em puro veneno.

Ela me encarou lívida e eu sorri alegremente já antevendo sua reação a mi9nha cruel pergunta. No segundo seguinte eu estava sozinha novamente.

Parei um segundo pra respirar, tentar entender qual era o sentido daquilo tudo que estava acontecendo. A única coisa que me vinha é que eu não queria aquilo, via como Dean sofria antigamente e não queria aquilo pra mim de jeito nenhum.

Respirei fundo e olhei pro céu na tentativa vã de enxergar alguma resposta que fizesse sentido, onde eu encontrasse alguma lógica pra me apoiar, até o momento não encontrei nada.

Olhei praquela estrada sem luz e não vi nada, tudo ali estava um breu, e aquilo só veio como uma confirmação, eu estava sozinha, mas desta vez, realmente sozinha.

Entreguei-me a dor que me acometia e chorei copiosamente até as lágrimas me cegarem quase totalmente. Do nada uma dor insuportável me atingiu, na minha cabeça pareciam que mil agulhas a perfuravam sem folga, minhas lágrimas eram tantas que eu só enxergava borrões na pista, então não vi quase nada.

Olhei pro lado e vi uma luz se aproximando, será que era a morte?Ouvi várias pessoas falando, mas não tinha idéia de quem eram e o que queria de mim que agora jazia quase desacordada no chão. Olhei pra cima e vi um vulto que me segurava delicadamente, minha cabeça quase estourava, então não suportei e caí nos braços do vulto, escutei alguém me chamar, mas não conseguia responder. Aquilo pra mim era demais.

Despertei sei á quantas horas depois, mas não consegui abrir os olhos; a claridade dali quase me cegava, parecia que a luz ia me destruir se eu abrisse meus olhos. Puxei o que acho que era uma coberta pra cima do rosto, tentando dormir de novo. Mas peraê?! Eu não podia dormir de novo, eu nem sabia onde estava!

Com muito custo abri meus olhos lentamente até me ver num quarto que parecia ser de hotel. Não era sujo, mas com certeza não é o que eu poderia chamar de limpo.

Tá certo, agora eu comecei a me desesperar, olhei pro lado e vi todas as minhas coisas da ex-casa empilhadas ao lado da cama, então ou a pessoa era maluca ou era fanática demais, doente por sinal.

Fui até a porta cambaleante, aquela maldita dor de cabeça ainda me bambeava as pernas me deixando meio grogue no processo. Puxei a maçaneta e óbvio, quem estava comigo ali com certeza não me queria livre tão fácil. Fui até a janela e tentei puxá-la pra cima, mesmo resultado.

Há legal!Eu estava com uma enxaqueca de matar, não sabia onde e nem com quem estava e pra arrematar eu estava trancada!Alguém lá de cima deve me odiar pra valer!

Então considerei: Eu estava fraca demais até pra circular pelo mínimo quarto, sem nenhuma arma a vista e, além disso, eu estava em desvantagem de número muito provavelmente e sem prumo geográfico nenhum já que a merda do quarto dava pra um galpão. Pronto, minha breve vida vai ser realmente breve.

Sentei e esperei por sei lá quem, eu sei lá, uma hora a pessoa tinha que vir falar comigo não é?

Abracei minhas pernas no canto da parede mais distante e escondida da porta com a cabeça baixa, não queria me esconder, mas fazia isso ou quando estava muito nervosa ou estava com dor de cabeça. No meu caso eram os dois. Corri minhas mãos por meu cabelo quase surtando, e aquilo não era bom. Respirei fundo e continuei parada até que ouvi um barulho de tranca e percebi que vinha da porta, já estava na hora de eu saber o que se passava ali não é?

Quando dei por mim eu senti dias coisas imensas me lambendo sem parar. Abri meus olhos e vi que ali estavam Lúcifer e Violet, olhei mais pra cima e vi Dean, Sam e Jennifer me encarando. Levantei-me rápido e estaquei na parede, eu estava tão tensa que jurava que poderia me fundir a parede em que eu estava apoiada.

-Anny, eu acho que precisamos conversar- Sam falou.

Olhei pra eles som um misto de asco e espanto, por fora eu estava tensa, por dentro, meu estomago dava longas e enjoantes voltas.

-Acho que não Sam- disse eu tentando parecer segura do que dizia.

-Acho que você não está em posição de mandar em nada, senta aí e ouve!- Dean berrou me arremessando contra a cama.

Certo, ele me arremessou com o objetivo de me jogar na cama acho eu, mas como eu ainda não estava bem eu cambaleei e minha cabeça bateu direto na maldita quina da cama. Caí no chão com uma dor na cabeça que era imensa. Anny,eu não queria,desculpa... — disse Dean.

-Seu idiota, olha o que você fez!- bradou Jennifer.

Meus acessos de raiva eram difíceis, mas quando atingiam seu auge tornavam-se letais. Parecia que com aquilo minha força tinha quase voltado ao normal, empurrei os dois que caíram por ironia do destino ambos sentados na cama.

-Saiam todos vocês de perto de mim!Como ousa me tocar Dean, cadê a merda do meu carro?!- gritei em cólera.

-Você não vai dirigir enquanto agente não se acertar minha cara- Dean avisou sarcástico.

Olhei pra Sam que não se manifestou, fui até a porta e passei por ele como se ele nem me visse ali, meus dois ex-animais –de — estimação viam do meu lado.

-Podem voltar pra seus respectivos donos, não quero nada com traidores- falei.

Continuei andando, procurando por meu carro. Olhei pra frente e vi Bob, Hellen, Jô, Nate e Emmet estacados, parecendo que não me dariam passagem.

-Bom dia bebê, como passou a noite?- Bob perguntou sorrindo.

Virei-me determinada a fazer o caminho totalmente contrário, mas quando dei por mim Dean, Sam e Jennifer estavam ali me encarando. Olhei pros lados e me vi totalmente cercada por eles, não tinha escapatória no momento.

-Só queremos conversar- Emmet disse se aproximando.

-Me cercando desse jeito e não me dando opção de escolha?Acho que não- respondi seca.

-Você não entende, mas isso é pro seu bem.

Senti-me presa por uma chave de pescoço dada por Dean quase me sufocando,pisei em seu pé com toda a força e ele me soltou,virei meu corpo e o atingi no estomago.

-Anny, para com isso, nós vamos conversar de boa- Jennifer propos.

-Me imobilizando, essa é a sua concepção disso?Veja bem, eu fiz uma escolha e acho que vocês devem respeitá-la- expliquei.

-Que tal conversarmos quando todo mundo se acalmar hein?- Hellen perguntou fazendo um aceno de cabeça.

Aquilo tudo foi muito rápido, quando vi eu tinha uma seringa injetada no braço e estava caindo nos braços de Dean.

Não sei quanto tempo fiquei grogue, mas quando acordei eu estava de novo naquela cama, só que desta vez eu não conseguia me mexer, ataduras bem presas prendiam meus braços e pernas firmemente.

Aquilo me desesperou profundamente, comecei a sentir o ar faltar e as paredes girarem, ficar presa era a pior coisa pra mim. Comecei a lembrar dos acontecimentos de ontem quase chorando de raiva. Fechei meus olhos e comecei a puxar o ar com a maior força que podia e movimentar as ataduras na esperança vaga de rompê-las. Não sei quanto tempo depois eu já podia ver o sangue dos meus pulsos machucados mancharem minhas “correntes”.

Cerrei os dentes pra não gritar, mas não era de dor, era do meu desespero por estar assim, me sentir tão impotente. Ouvi a porta abrir e vi Jô sorrir alegremente pra mim, eu fechei os olhos de novo e tentei cantarolar mentalmente alguma música alta que me distraísse daquilo pra não começar a pensar em métodos para matar a todos que se metessem em meu caminho.

-Como vai Annice?Bem, todos estão lá fora esperando que eu comece uma conversa com você, e que de preferência você responda. Espero que você coopere comigo, senão alguém aqui vai ficar com sede e fome até resolver falar que nem gente. – ela disse toda cheia de si.

Sorri com a idéia, eu tinha que ser gente, bem; a meu ver os selvagens eram eles e não eu, eu não prendo ninguém na esperança de conversar.

Cantarolei mentalmente o mais alto que podia sem nem ouvir o que ela dizia. Senti unhas em meu rosto quando vi que ela parou de falar.

-Qual é seu problema?!Agente tá aqui tentando te ajudar e você tá aí, se fazendo de difícil!-ela berrava, e eu só pensava que se ela arranhasse meu rosto ela estaria pra lá de morta.

Bem, segundos depois ela saiu me deixando sozinha, mas aquilo que Lea disse ecoava em minha cabeça: Que papo era aquele de “me ajudar?!”

Notas finais
E ai gente,o que acharam hein?Leitores fantasmas,apareçam,eu juro que não mordo! rsrsrs brincadeira tá bom?
Mas agora é sério,comentem a opinião de vocês e me façam feliz,e ah,já sendo um pouco mais folgada,alguém pode me dar uma recomendação?Eu iria ficar super feliz com isso ta bom?
Bjos e até o próximo capítulo! O/