The Superboy: Episódio 1 - Smallville.
1 Krypton.
Notas iniciais

Eu sempre me pergunto do porque devo sempre temer a morte. Eu temo a morte, o maior medo é morrer e deixar o mundo que mais amei e mais protegi insegura. Eu ando me perguntando: “ Como as pessoas irão se sentir ao verem que o mundo que pensavam que estaria protegido e seguro de males que invadem nosso planeta e ameaçam suas vidas? Se sentiriam ameaçadas, amedrontadas ou preparadas para enfrentarem mais um dia em que terão que usar suas próprias forças para defenderem suas próprias vidas e as de quem mais amam?”
Eu não sei, mas eu creio que... As pessoas irão estar preparadas para sempre assim que verem que o mundo não possui mais o seu guardião.
Eu já salvei milhares de pessoas, já organizei a paz mundial e já tive o bastante de força para expulsar as mais terríveis criaturas e os mais malfeitores de planeta distantes e diferentes dimensões, tive excelente amigos e aliados e é claro... Um amor. Um grande amor na qual eu sei que estará torcendo por minha volta em um momento tão critico.
Sim... Eu estarei de frente com a criatura krypitoriana mais poderosa que já vi na vida. Ele se aproximava diante de mim que estava estirado ao chão, sujo de sangue, meu uniforme completamente rasgado e é claro... Eu estava fraco. Darkside é a criatura mais poderosa e descontrolável que já vi na vida, um soco só eu poderia morrer em instantes. Eu não sabia mais o que fazer para enfrenta-lo. Me senti mais fraco quando senti um único forte e poderoso soco sobre meu rosto que afundou ao chão. É... Eu senti essa dor, foi horrível. Darkside logo me ergue como se eu fosse algo bastante insignificante, eu sinto seu movimento corporal que era na qual estava prestes a me dar mais um golpe e foi o que aconteceu: Darkside me nocauteou com tudo me fazendo parar do outro lado de um prédio e bater de costas contra uma parede de um bando de Metrópolis. Eu estava fraco demais, não sabia mais o que fazer ao cair ao chão, a dor que eu sentia, a fraqueza na qual era impossível para mim por ele não possuir nada radioativo a krypitonita, mas sim... Há respeito de ele ser da mesma raça do que eu, ele poderia me ferir. Eu começo a pensar na família que eu tive: “Mãe, pai, amigos, Lana... Ahhh adorável Lana.” Minha adolescência valeu muito a pena após eu ter a conhecido. Tivemos nossos desentendimentos, mas a pior coisa foi que tivermos que seguir diferentes caminhos. Meus momentos de tristeza se apagavam em questão de que eu tinha a obrigação de cumprir meu destino e proteger Smallville e Metrópolis. As pessoas antes não sabiam quem poderia ter sido seu salvador, mas... Queria que elas estivessem preparadas no momento certo e verem quem poderia ser para que elas se sentissem esperançosas. Passei por diversos desafios com pessoas poderosas e impiedosas, inimigos mortais e até mesmo imortais. Tive um grande amigo que acabou se tornando em algo na qual nunca imagina que se tornaria e até agora ele torce pela minha morte por mais pura inveja e eu possuir um poder divino na qual não poderei infelizmente compartilhar com meu povo, mas mesmo se eu pudesse, não faria para mantê-las seguras e do quanto possuir poderes Kryptorianos era perigoso demais e já havia presenciado esse fato.
Oh não, sinto e ouço passos pesados se movimento em minha direção, eu me ergo um pouco, na verdade fico apenas de joelhos e ergo meus olhos ao ver aquela criatura bizarra e maior do que eu me encarando através do outro prédio que havia um enorme rombo feito por mim. Ele rosnava e eu podia ver sua fúria e a vontade insana em querer me matar me esmagando. Como eu disse, eu sempre tive medo da morte, sempre irei temer a morte, mas chega um momento em que é melhor bater de frente com ela.
É o que mais irei fazer ao me levantar com bastante firmeza e encarando Darkside que se enfureceu ao ver que eu estava de pé, ele correu em minha direção em grande velocidade atravessando o prédio, eu respirei fundo e soltei meu fôlego e corri em grande velocidade também, logo nós dois voamos de frente um para o outro. Era esse o meu destino e o dele também, era esse o fim de tudo.
Eu ouço o choro de um bebê, era um som bastante significante para mim, era o choro da minha alegria e da minha felicidade ao ouvir as seguintes palavras:
– Jor-El... É um menino.
– Um menino? – Eu disse tentando conter a emoção. – Isso... Isso é maravilhoso.
Eu olho para a minha bela esposa Lara que também estava feliz ao ter o nosso filho Kal em nossas vidas. Eu tive um enorme orgulho, me sentia bastante feliz e alegre ao ver que o meu filho, o meu primeiro filho que tanto irei amar, cuidar e ensinar tudo que sei havia finalmente nascido, finalmente aparecido em nossas vidas para me alegrar.
Devido a minha esposa ter que ficar com nosso filho, eu comemorei com amigos e colegas de trabalho o nascimento de Kal-El. Nós brindamos com bastante entusiasmo nossas bebidas e rimos bastante, conversamos bastante sobre nossas vidas no trabalho e foi logo quando Zeken deu toques com a colher na taça pedindo a atenção de todos que a conversa cesso formando um silêncio entusiasmatico.
– Eu quero... Agradecer ao grande Jor-El – Começou Zeken erguendo a taça para mim. – Por ter me lembrado de que ainda existo e poderia acabar com a bebida dele.
Todos riram com a pior gracinha de todos, mas eu não pude negar que era a mais pura verdade por ter quase o esquecido de convidá-lo.
– Jor-El foi uma pessoa bastante dedicada, bastante trabalhadora e sabia no que fazia em suas pesquisas e mesmo assim, Krypton fica grato por ele por seus atos. Agora... Diante dessa comemoração quero parabeniza-lo de que o momento em que será pai do primeiro filho de Krypton do ano seja bastante bem aproveitada. Á Jor-El.
– JOR-EL! HEEEY!!! – Gritaram todos os meus amigos com bastante alegria e brindamos.
Era incrível para mim ver tantos amigos em minha volta, me apoiando na maravilha que tive ao ter meu primeiro filho. Eu não paro de falar tanto nisso, mas a felicidade em ser pai era algo bastante significante e importante para mim.
Meu aparelho começa a bipar, eu a retiro da minha cinta escondida sobre meu sobretudo cinzento bem abotoado e verifico a seguinte mensagem do Comandante Liron: “Preciso que me encontre urgente! Estou aqui embaixo o esperando.”
O que poderia ser tão urgente, na qual o comandante necessitava falar comigo, eu olhei para os meus amigos e guardei meu aparelho, apenas disse que iria para fora no momento e eles permitiram tranquilamente.
Ao chegar ao lado de fora do prédio o comandante Liron, um homem de 47 anos, cabelos curtos e embranquecidos, usava trajes cinzentos assim como o meu, postura autoritária e olhos azuis. Ele me aguardava ansiosamente, eu poderia perceber a tranquilidade, mas assim que ele começou a falar foi algo na qual percebi que parecia nervosismo:
– Temos um problema sério. Muito sério.
– Me diz o que pode ser tão sério, comandante?
– Zod quer tomar o poder de Krypton.
– O que?! Mas por que isso? – Perguntei bastante chocado agora.
– Ele foi nomeado a General e no momento ele construiu um exército para tomar nosso planeta.
– Ele não pode fazer isso! E ainda que o planeta...
– Eu sei o que está acontecendo com o planeta! Só não quero que me lembre!
Após eu ver o grande nervosismo do comandante, podia ver de que ele estava com medo e que não queria que Krypton estivesse sob ameaça de ser destruída. Infelizmente era algo na qual eu mais não desejava também, mas uma estrela nuclear radioativa se aproximava do planeta pondo em risco a vida de todos nós.
– A respeito disso... Já que tocou neste assunto... Você, sua esposa e seu filho irão sair do planeta.
– O QUE?! – Exclamei agora espantado. – Como assim? Do que esta falando?
– Jor-El... – Dizia o Comandante que pôs a mão no meu ombro com bastante firmeza e confiante. – Você fez de tudo pelo nosso povo. Você... Merece viver a sua vida.
– Eu não pos...
– Você deu esperança para aqueles que precisavam graças a sua inteligência e sua ciência. Agora... Um novo mundo aguarda, um novo mundo aguarda uma verdadeira esperança como você para mantê-los seguros e protegidos como mantéu nosso planeta.
O comandante não parecia estar delirando, mas depois de eu ter salvado milhões de pessoas de uma terrível epidemia ou de uma quase radiação tóxica nuclear, as pessoas de Krypton me declaram um verdadeiro herói. Mas agora o comandante quer que eu parta para ter uma nova chance se meu lugar sempre é e sempre irá ser em Krypton.
– Eu não posso fazer isso, Comandante.
– Você tem que fazer isso, Jor-El! – Insistia o Comandante prestes a ficar impaciente com a minha decisão. – Você nos salvou, agora é hora de salvar mais quem precisa de salvação. Já se sacrificou pela gente e, por favor... Salve a sua vida e de sua família.
Eu não conseguia acreditar no que Liron estava falando, ele queria que eu deixasse o povo de Krypton invés de eu mesmo morrer ou tentar salvá-los. O comandante apenas puxou um pequeno sorriso de satisfação como se eu havia aceitado com bastante tranquilidade em sair da cidade, ele deu as costas para mim e se dirigiu até seu carro.
– Alguns sacrifícios servem para serem feitos, Jor-El. Não desperdice.
Eu observava o comandante entrando no carro que flutuou rumo entre os prédios. Eu estava agora bastante preocupado, não há nada que eu possa fazer á não ser voltar para comemorar com meus amigos e depois pensar nos problemas.
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