The Superboy: Episódio 1 - Smallville.
2 O Alto Conselho.
Notas iniciais
Ao chegar ao meu lar eu vejo uma grande nave estacionada ao lado de casa. Enquanto eu conversava com o Comandante, obviamente havia deixado secretamente ao nosso aguardo (Á mim, Lara e Kal) para partirmos brevemente para um destino desconhecido que pode nos levar á novos lugares. Meu pensamento poderia ser um pouco egoísta, pelo fato de não querer partir, não querer deixar meu povo de Krypton que sempre apoiei, admirei e ajudei. Me consideraria um grande traidor ao abandonar á todos e com certeza não aguentaria assistir o tamanho sofrimento que irá ser em breve enquanto partiria para longe Ao entrar em casa fui recebido de bom grado pelo androide 478C esperou que eu retirasse meu sobretudo e pudesse deixar no armário diretamente, mas tive que recusar pela causa que não ficaria muito em casa. Andei diretamente até o quarto da minha esposa e a vista sentada na cama carregando o nosso filho que dormia tranquilamente. Ele me fez sorrir mais uma vez ao vê-lo, a felicidade que me causa cada vez que o vejo. Sentei sobre a beirada da cama, pus a mão na cabeça do garoto com bastante suavidade em que ele apenas deu uma pequena mexida ao se sentir confortável. Lara sorriu para ele e logo para mim quando notou uma diferença no meu rosto que me fazia parecer que estava chateado com o que o Comandante havia dito e faria seu belo sorriso desaparecer aos poucos.
– Esta tudo bem? – Perguntou Lara preocupada.
Eu olhei para ela e respondi:
– Esta tudo ficando diferente do que havia percebido.
– Como assim? – Perguntou Lara desentendida.
– Krypton talvez possa ter pouco tempo depois dos raios da estrela gigante tomar contar de tudo e acab...
– Não fale assim. – Cortou Lara suavemente na qual por instantes me acalmou aos poucos. – Você sabe que fez de tudo para impedir e iremos escapar disso.
Escapar era o que Lara também queria e era o que mais me abalou no momento. Eu não queria decepcioná-la dizendo que não irei partir e de que preferia morrer junto com meu povo. Á não ser que a única maneira que poderia fazer é deixar ela e Kal-El partirem sem mim. Lara iria se sentir segura no momento de que sabia que eu poderia arranjar um jeito de escapar da destruição do planeta, eu não queria dizer á ela que irei ficar pelo simples fato que estamos em momentos de felicidade. Levantei-me e andei até a janela refletindo e comtemplando a cidade Kryptonopólis. Não sabia mais o que fazer, eu tive que fazer algo para impedir isso, mas não tive escolha, não tinha meios de impedir a destruição. Foi por isso que o alto conselho, por decisão do presidente Roz-An, fez questão em me retirar do meu cargo de ciências. Eu me sinto desolado, abatido ao ter descoberto que Krypton estava com seus dias contados em acabar e por ter alertado ao conselho que os levou entrarem em desespero e até agora desacreditando de que tudo poderia estar perdido. O toque da mão suave de Lara ao meu ombro me fez me sentir um pouco relaxado e me fez virasse para ela para poder olhar para os seus lindos olhos azuis e nunca me esquecer de como ela é tão linda. Era a pessoa na qual mais me fazia esquecer-se de todos meus problemas, nos abraçamos com bastante de força de como se soubéssemos que tudo que iria acontecer, teria já um longo fim.
Eu retorno para o conselho, logo sou recebido pelos conselheiros que estavam sentados em suas grandes cadeiras de prata em uma enorme e espaçosa sala iluminada pela luz do sol de fronte a enorme e estendida janela.
– O que faz aqui, Jor-El? – Perguntou Roz-Na como já percebia que não esperava a minha presença.
– Eu... Vim para pedir duas coisas – Comecei um pouco trêmulo enquanto todos me fitavam bastante surpresos. – Preciso que vocês me coloquem de volta ao cargo de ciências para descobrir pela última vez uma forma de eu poder descobrir de como salvar Krypton.
– Suas tentativas foram um tremendo fracasso, Jor-El! – Exclamou Roz com bastante severidade e firmeza em sua voz grossa.
– Eu posso garantir a vocês de que posso arranjar uma maneira de descobrir de que é possível que Krypton possa ser salva. Por favor... Eu imploro... Apenas me deem uma última tentativa.
Os conselheiros se entreolhavam, eu poderia imaginar de que eles não confiavam muito na minha palavra, eles iriam negar da mesma forma, mesmo eu implorando minha última tentativa em salvar Krypton.
– Eu acho que... Jor-El pode estar mantendo a sua palavra.
Todos os conselheiros e inclusive a mim olharam para uma única pessoa que concordou que o presidente poderia tomar uma decisão em me dar o cargo novamente. Era Lor-Van, pai da minha esposa amada Lara. Era um dos representantes do conselho e meu aliado também. Desde que o presidente retirou meu cargo, ele não pode me defender devido ao meu melhor amigo Non ter feito primeiro, levando a Roz a prendê-lo, torturá-lo em uma lobotomia cerebral que causou danos em seu cérebro esquecendo todos os traços de suas origens. Nunca se sabe de seu paradeiro.
– Como pode ter certeza disso, Lor? – Perguntou Roz seriamente.
– Jor-El se esforça bastante. Você mesmo viu no que ele fez pelo nosso povo com sua incrível ciência e capacidade em nos livrar das contaminações do Zero Negro. Então... Eu confio na palavra de Jor-El. Sendo que ele é o único que pode trabalhar nisso. Deve mesmo ter uma maneira. Á não ser que... Ele havia descoberto algo novo ultimamente.
Eu fiquei bastante satisfeito e alegre após Lor ter me defendido, não pela causa que ele seja o pai de Lara e meu amigo e sim que está agindo como um representante do Alto Conselho bastante honesto. Os representantes olhavam para Roz-An que permanecia pensativo e não saber o que fazer em sua decisão. Ele apenas pôs sua mão em sua longa barba branca e alisou, olhou para mim apenas erguendo os olhos como se fosse um choque para mim ter que encará-lo, mas tive que manter a postura. Ele ergueu a cabeça e perguntou:
– Você... Encontrou alguma coisa que possa talvez impedir esta catástrofe brevemente?
– Mas é claro. – Respondi descaradamente por mentira – Eu quero continuar com meu cargo para poder trabalhar nisto e necessitar de ajudantes para a pesquisa.
Roz me encarou por uns instantes, olhou para os outros representantes que também duvidavam da minha possiblidade, ele tornou a olhar para mim e disse:
– Esta bem. Você terá seu cargo de volta. – Anunciou Roz em voz alta e me interrompeu antes que eu começasse a sorrir satisfatoriamente – Mas... Se você fracassar novamente, eu terei que ser obrigado de além de retirar seu cargo, terei que prendê-lo. Além de receber Lobotomia, receberá uma passagem de ida até a Zona Fantasma.
O nervosismo tomou conta de mim, a Zona Fantasma era uma das piores prisões que se existia longe de Krypton. Era em uma dimensão diferente onde tem os maiores criminosos presos no momento e sendo que ele irá fazer isto injustamente em um local em que eu mesmo criei. Mas eu não tive alternativas, eu teria que arranjar uma maneira de descobrir como irei salvar o planeta dessa fatal destruição.
– E... Qual a segunda coisa que você iria querer, Jor-El?
Chegou o momento.
– Eu... Quero que vocês garantam a segurança de Lara e meu filho Kal-El.
– Segurança de que? – Perguntou Roz sem saber do que se trata.
– Em escaparem da destruição para outro planeta. Eu não irei ir com eles.
Os representantes do conselho começaram a discutir e darem vozes de protesto. Jor-El notava de que havia alguma coisa errada: O Alto Conselho inteiro não sabia a respeito de tal possibilidade de que a família El teria que sair do planeta unicamente. Eu olhei para o pai de Lara que apenas fechou os olhos e olhou para o lado bastante decepcionado de como se era algo que eu não deveria ter contado. Foi quando percebi que o plano em convencer o Comandante de mim e Lara escarpar clandestinamente do planeta para nossa segurança vinda de Lor.
– Como assim escaparem da destruição? Quem autorizou em deixar o planeta enquanto todos irão morrer e sofrer?
– Ninguém... Senhor... Eu... Apenas delirei. – Menti me sentindo um idiota no momento.
– Jor-El mentir perante o presidente do conselho você sabe que é um crime absurdo que pode levá-lo a sujeito a prisão no momento!
– Eu mesmo planejei a fuga e... Queria saber se vocês poderiam garantir a segurança apenas deles.
– Ninguém pode sair de Krypton, seria traição em abandonar o planeta. – Disse um representante.
– Então é isso? Vocês querem que todos fiquem e morram invés de planejarem transporte para todos? – Perguntei agora em tom desafiador ao achar uma tremenda injustiça em relação do que o conselho pensa.
– Jor-El, você não sab...
O protesto do presidente foi interrompido por uma enorme explosão na entrada, todos se levantaram rapidamente, guardas aparecem de corredores com suas armas em punhos e quem aparece por trás de uma grande fumaceira é um homem alto um pouco acima da minha altura, cabelos curtos e negros, rosto de um homem de 30 anos, físico definido e postura autoritária. Ele estava acompanhado de mais 10 homens que vestiam a mesma farda negra do que ele.
– Você. – Disse Roz bastante feroz. – Você não deveria estar aqui! Você foi expulso!
– Ora, cale-se, velhote! – Ordenou Zod apontando a pistola com Roz na sua mira de tiro. – Você sabe do porque voltei! Você sabe do porque eu irei iniciar a minha vingança!
– Os Kryptorianos não têm culpa de você ter perdido sua fam...
– CALE-SE! – Gritou Zod bastante enfurecido. – Eu vim aqui para acertar as contas com ele!
Era o que mais imaginava e temia após Zod apontar o dedo para mim, eu não fiquei com medo, apenas fiz o que era certo, logo ele se aproximou diante de mim, eu enxergava a fúria e o ódio diante de seus olhos, ele não sabia o que fazer, mas estava tão enraivecido após ter perdido toda sua família e pedir para eu usar o DNA deles e trazê-los de volta para uma possível clonagem. Mas era um crime na qual eu nunca desejava realizar, ele balançou aos poucos a cabeça como se estivesse negando um fato na qual não conseguia engolir.
– Por que, Jor-El? Por que? Depois de tudo que fiz por você, por que não fez isso por mim?
– Você saber os principais motivos na qual não pude realizar o que você pediu, Zod. – Respondi com seriedade.
– EU SALVEI A SUA VIDA! – Gritou ele de repente – Eu o salvei da morte! E você não custava em fazer um favor na qual possa ter mantido nossa amizade.
– Sua raiva não irá trazer sua família de volta, Zod. Eu... Sinto muito.
Zod pareceu não aceitar o fato de ter perdido a sua família e achou que eu havia negado em fazer os seguintes clones de sua família Kandoriana, por achar ser um crime como um ato de preconceito, ele apenas me deu um soco no rosto e me chutou ao chão. Eu vi os passos apressados da guarda indo avançar contra os Kandorianos que sacaram suas armas e dispararam tiros contra eles. Três Kandorianos foram atingidos e sete Kryptorianos foram mortos. O último guarda foi morto por Zod que apenas torceu a cabeça dela com bastante força. Eu podia ver o quanto Zod era impiedoso, eu enxergava a maldade, a vingança e o desejo em matar todos os Kryptorianos pelo o ocorrido. O presidente e os demais representantes do conselho estavam assustados, não tinham mais saída. Logo Zod foi se aproximando diante de todos discursando:
– Nesse momento... Vocês presenciaram o quanto a era dos Kryptorianos esta chegando ao fim... Não é por causa da... Estrela como vocês tanto temem. É por causa de que nós! Kandorianos iremos tomar tudo o que vocês conhecem! Vocês não são nada agora perto de mim. Esses guardas caídos ao chão, como estão vendo... São apenas o inicio, uma abertura de um caos que estão por vir. Agora... Eu peço a vocês: Rendam-se agora e ninguém se machucará ou lutem e morrerão por sua valentia.
Os representantes se entreolhavam com um enorme medo que tomavam conta entre si, eu permanecia deitado e havia um Kandoriano de pé ao meu lado, eu não sabia o que fazer, não queria deixar Zod nos mantendo em refém.
– Pelo que eu vejo – Continuava Zod olhando para todos. – Ninguém irá lutar para sobreviver, assim que eu gosto. Eu quero que vocês me entreguem seus amuletos de Rao... AGORA!
Roz e os demais representantes retiraram seus amuletos e entregaram a cada guarda Kandoriano que os pegavam com total violência. Zod pegou por último do presidente, eu via que ele sentia um enorme prazer e orgulho após ter suspirado, fechou apenas os olhos ao pensar que estava com o poder em mãos, logo tornou a abri-los olhando para o presidente e aos demais que se sentiam humilhados.
– Agora... A última coisa que terão que fazer para suas supostas sobrevivências... Ajoelhem-se... Perante a Zod!
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