Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, ele tem algumas explicações sobre o motivo da Jane e da Maura se afastarem. Espero que gostem, a música do capítulo ( caso vocês queiram ouvir desde o começo) é All I Want- Kodaline. Aproveitem o capítulo e me digam o que acharam nos comentários.

— Com licença_ Me afastei exibindo um falso sorriso e liguei para Cavanaugh, chamou duas vezes então ele atendeu_ Que história é essa de duas semanas!?

Ah, Jane... Eu ia te dizer, a corregedoria não aceitou a minha medida disciplinar por completo, acharam que você deveria se afastar um tempo, é que seu “ato violento” já aconteceu outras vezes.

— Então eu estou suspensa?

Não, por isso está em Nova York, consegui um forma de que você conseguisse continuar trabalhando, mas não em Boston, mantenha a calma Jane, serão apenas duas semanas— Não, será uma eternidade.

Chutei um balde que vi no chão e ele foi parar bastante longe, estava de costas, mas podia apostar que todas as atenções estavam voltadas para mim.

— Claro duas semanas e eu devo agradecer por tudo que fez por mim, porque você não faria isso por outra pessoa_ Disse irônica, mas ele não entendeu assim.

Vejo que Nova York fará bem para você, já estou percebendo a mudança.

E quanto ao hotel, o departamento irá custear o tempo que ficarei aqui?

Claro, o seu hotel não é caro Jane, na verdade nem é dos melhores, é um hotel qualquer, mesmo tendo bar e piscina.

— Tenha um bom dia chefe_ Disse isso e desliguei, virei com os punhos fechados e uma expressão que fez o detetive Martinez recuar.

— Problemas Jane?_ Casey perguntou.

— Não, nenhum.

A equipe de Maura chegou e levou o corpo, logo em seguida ela os acompanhou e eu fui com o Casey, durante a volta ele tentava puxar assunto e me perguntas coisas, eu respondia com “Sim”, “hurum”, “verdade?”, não queria ouvi-lo falar, por mim seria bem melhor se ele não estivesse comigo, eu só conseguia pensar em como seria esse tempo trabalhando com a Maura, sempre pensei no que diria para ela caso a encontrasse, mas agora todas essas coisas pareciam erradas ou não serviam. Eu deveria pergunta-la porque? Deveria culpa-la? Deveria dizê-la como vivi esses últimos anos?

— Rizzoli chegamos.

Desci do carro e entrei logo após ele, meus passos eram lentos, eu mais parecia um condenado á morte andando pelo corredor até a cadeira elétrica, será que ela também está se sentindo assim? Claro que não.

— Venha, vamos atualiza-la sobre o caso, depois iremos ao necrotério, precisamos saber se a Maura descobriu alguma novidade.

***

A primeira pessoa depois da Lydia a descobrir sobre nós foi a minha mãe, Maura e Lydia dormiram na minha casa, durante o café da manhã eu acabei beijando ela, sobre protestos da Maura e quando abrimos os olhos e nos afastamos eu ouvi o barulho de vidro quebrando, minha mãe havia nos visto e acabou derrubando uma bandeja com copos.

— Desculpe, eu vou limpar essa bagunça_ Minha mãe estava agindo normal, mas eu sabia que quando as meninas saíssem, nós duas teríamos uma longa conversa.

Maura estava bastante inquieta e Lydia ficou calada, não fez nenhuma piada, segurei a mão de Maura por baixo da mesa, ela olhou para mim, queria lhe passar confiança, lhe dizer que tudo ficaria bem, mas nem eu tinha certeza disso.

As duas foram para as suas casas, Maura queria ficar, mas eu insisti que deveria falar sozinha com a minha mãe, mais tarde ligaria para a casa dela e lhe diria tudo, ela me abraçou e foi embora.

Fechei a porta e me virei para encarar a minha mãe, baixei a cabeça e lutei para que as lágrimas não descessem.

— Mãe...

— Eu vou falar primeiro_ Balancei à cabeça concordando_ Ela gosta de você?

— Sim, nós duas nos amamos.

— Jane, é maravilhoso encontrar alguém, Maura sabe sobre você e gosta de você mesmo assim, eu confesso que acharia mais estranho se você gostasse de homens, porque... Melhor não entrar nesse assunto. Eu queria te dizer que esse romance de vocês será fácil, mas não é assim, as pessoas não aceitam esse tipo de coisa, você é uma ótima filha, é uma adolescente esperta e qualquer pessoa que tenha o seu amor pode se dizer com sorte, eu sei disso a Maura sabe disso, mas as outras pessoas não.

— Já falamos sobre isso quando fomos ao médico.

— Já, mas isso é diferente, você pode escolher quem vai saber sobre o seu corpo, mas não pode escolher quem vai saber sobre a sua sexualidade, porque Jane se esconder dói, muitas vezes vocês duas terão que fingir não ter nada, acha que pode fingir para sempre?

— Quer que eu desista dela por causa do que as outras pessoas vão dizer?

— Não, quero apenas te mostrar que não será um mar de rosas, não posso te pedir que desista, nunca pediria isso, nunca irei te limitar e nem te impor nada.

— Obrigada mãe.

— Agora vamos falar sobre você e a Maura dormirem no mesmo quarto...

Liguei para Maura contando tudo, ela ouviu tudo calada, mas depois se mostrou aliviada, a convidei para ir ao cinema á noite, pensei que ela iria negar, mas ela aceitou, Maura escolheu o filme, seria um romance. Na sala estava escura enquanto o casal do filme se beijava e trocava juras de amor eu acariciava o cabelo dela vez ou outra, ou segurava a sua mão, acariciava seu rosto, Maura me olhava e retribuía minhas carícias. Quando o filme terminou seguimos a pé para a minha casa.

***

Maura já estava com dezoito anos quando eu fiz dezessete, estávamos juntas durante todo esse tempo, tínhamos nossas brigas, mas logo resolvíamos, nós duas tínhamos ciúmes quando alguém flertava, ou tinha atitudes mais ousadas, contudo uma ia na casa da outra, ou ligava e estávamos bem novamente.

O ensino médio estava acabando, esse era um ano de escolhas e também o ano mais doloroso da minha vida. Minha mãe fez uma pequena festa para mim uma semana depois do meu aniversário, ela não pôde fazer antes, quando os convidados foram embora, Lydia me puxou pelo braço.

— A loira vai dormir aqui?

— Minha mãe não iria permitir.

— Tudo bem, hoje eu vou dormir na casa de um amigo, minha mãe não está em casa foi visitar uma tia dela, Maura vai sair comigo dizendo que vai para casa dela, depois eu te ligo e digo que minha mãe saiu e estou só, a loira já vai estar lá.

— Maura sabe?

— Claro que sabe, acho que ela quer transar com você.

— Ou conversar algo importante.

— Ou pegar com as duas mãos em alguma coisa por ai_ Apontou para a minha calça.

— Eu posso te dar um socos.

— Mas o que você irá fazer é me agradecer_ Lydia saiu puxando o braço de Maura.

— Elas não vão dormir aqui?

— Não, Maura tem que ir para casa.

Esperei no meu quarto até Lydia ligar, estava nervosa, eu era virgem, a Maura também ,mas isso não me deixava menos nervosa, ouvi batidas na porta do meu quarto e o meu coração bateu mais forte.

— Jane a Lydia ligou, disse que a mãe dela saiu de casa e pediu para você dormir lá.

Abri a porta do quarto_ A mãe dela sempre tem que fazer essas coisas.

— Sinto pena da Lydia_ Minha mãe disse_ Vai, pega as suas coisas, aproveita que amanhã é feriado.

Entrei na casa da Lydia e subi para o quarto, bati na porta.

— Lydia?

— Ela...Já foi_ Maura disse e abriu a porta.

— Isso é estranho não é?_ Sorri sem graça.

— Um pouco_ Ela saiu da porta e me deixou entrar, fechando-a logo depois, coloquei minha mochila no chão e sentei na cama.

— Tem certeza?

Ela sentou do meu lado_ Já estamos juntas a mais de um ano, eu confio em você e te amo Jane, claro que eu tenho certeza.

Sorri para ela e acabei com o espaço que havia entre nós quando tomei seus lábios nos meus, nossas línguas explorando a boca da outra, ajudei Maura a retirar a sua blusa e ela deitou na cama, cobri seu corpo com o meu sem deixar de beija-la, o rosto, o pescoço a boca, retirei o sutiã dela sem muita habilidade o que demorou um pouco, nos olhamos e eu parei para encara-la.

— Quer que eu pare? Se quiser terá que dizer agora, porque depois eu não irei conseguir.

Ela tocou meu rosto e sorriu.

— Não quero que pare, nem agora e nem depois.

Transamos, talvez tenha sido algo sem jeito e nem um pouco parecido com o que se lê nos livros ou se vê nos filmes, mas eu estava com a Maura e só por isso aquela noite foi a mais especial da minha vida, por isso quando sentou comigo após o jantar da minha mãe Lydia perguntou como eu me sentia naquela data, era a nossa data, a nossa noite, minha e da Maura.

***

— Agora que já viu o que sabemos, vamos até o necrotério_ Casey disse e me mostrou o caminho_ Ei, eu sei que provavelmente não gosta de falar sobre isso, mas você tem experiências em pegar assassinos em série, quer dizer foi o que ouvi falar, o primeiro foi o Charles Hoyt.

— Eu já esqueci o Hoyt , era só um homem infeliz buscando chamar atenção.

— Você é corajosa Rizzoli, já pensou em ficar aqui permanentemente?

Ele não sabe que a corajosa aqui está morrendo de medo de encarar os olhos verdes naquela sala.

— Não poderia ficar longe da minha família, além disso, Boston é o meu lar.

— Tem namorado Rizzoli?_ Olhei para ele e o seu sorrisinho me enojou, Casey podia ser um cara legal, mas ele estava perdendo tempo comigo.

— Não, terminei com a minha namorada há pouco tempo.

— Ah, você gosta de mulheres.

— Tanto quanto você.

— O que achou da legista? Porque eu acho ela bastante gostosa, pena ser tão séria e ter namorado.

Maura está namorando, namorando um cara. Entramos no lugar e ela estava de costas concentrada pesando os órgãos do cadáver e gravando a autopsia.

— O que tem para nós Isles?

— O pulmão dele estava comprometido, mas isso foi pelo cigarro, a causa da morte foi a pancada na cabeça, algumas costelas também estão quebradas, o rosto machucado e os nós dos dedos, ele se envolveu em uma briga.

— Conseguiu DNA no sangue das mãos?_ Perguntei.

— Já estava chegando lá_ Ela me disse fria_ Coletamos amostras que estão sendo analisadas.

— Só podemos esperar_ Casey disse_ Jane, não temos muito trabalho e você precisa se adaptar ainda, fique aqui e espere os resultados ok?

— Casey eu acho que não será necessário, tenho certeza que ficarei bem atrás de uma mesa.

— Ora Jane nada disso, fique aqui, quem sabe você não ajuda a Isles?

Sério, eu vou matar esse cara antes de ir para casa, acompanhei ele com o olhar, até que ele foi embora, então virei-me e encontrei Maura trabalhando.

— Paul a serra_ Ela estendeu a mão e tocou o ar, acho que ela esperava Paul passa-la a serra, mas ninguém apareceu_ Paul!

Fui até a bandeja e lhe entreguei a serra.

— O que acha disso aqui Paul?_ Ela olhou para a sua direita e me viu_ Paul e suas escapadas para fumar!_ Ela disse e soltou o ar.

— Então...Você é legista.

— Eu não quero falar com você, além disso, se você não ficou cega durante esses anos pode muito bem ver que sim, eu sou legista.

Continuei ao lado dela calada, acabei olhando todo o lugar, já estava acostumada com o cheiro e com o lugar gelado, as gavetas, os instrumentos cirúrgicos, mas Maura deu seu toque, havia duas salas, uma era de reunião e pesquisa, e nela havia uma mesa, cadeiras, cafeteira, notebooks , mesmo nessa sala que era usada para autopsias eu podia ver um pouco dela, uma foto da Maura com uma adolescente, outra foto com um cara, provavelmente o namorado e um jarro com flores, pena que estavam murchas.

Sentei em uma mesa_ O que está fazendo?_ Maura perguntou.

— Sentando.

— Sentando na mesa? Nunca ouviu falar sobre cadeiras?

— Pensei que não estivesse falando comigo_ Disse usando de todo meu sarcasmo.

— Idiota!_ Ela disse e continuou trabalhando.

Eu podia ter deixado quieto, mas não.

— Você está sendo uma babaca e eu que sou a idiota?

As pessoas na sala de reunião começaram a nos olhar.

— E como queria que eu te tratasse? “ Jane, que bom que você está aqui”, você não ligou, nem me escreveu, aposto que nem lembrava mais de mim.

— Você foi embora! Como tem coragem de me cobrar algo?

—Não vou discutir isso aqui, é o meu local de trabalho, você é apenas uma invasora, um vírus .

— Eu também tenho bons adjetivos para você, mas todos eles seriam censurados na TV.

Uma mulher saiu da outra sala_ Algum problema doutora Isles?

— Nenhum Ana, estou apenas falando com a detetive Rizzoli.

A mulher voltou para a sala e continuou a trabalhar.

— Dê um jeito de não vir aqui_ Ela disse olhando para mim, eu não sei direito o que vi, era raiva, mas podia jurar que tinha algo mais.

— Os lugares onde não me querem são os lugares onde eu normalmente estou, faz parte de ser uma detetive_ Ela reclamou baixinho e eu pude perceber que Maura estava nervosa, acabei sorrindo disso, mesmo sendo uma idiota, continuava uma idiota linda.

***

Deixei a Maura em casa no dia seguinte, após termos comido algo em uma padaria, eu não iria entrar, mas fomos surpreendidas pela Constance, ela não estava muito bem, o pai da Maura havia traído ela, Maura o pegou com a Vizinha, Maura não viu tudo, mas contou a mãe, Constance aceitou a traição do marido ele ficou alguns dias morando na mesma casa que elas, mas depois se mudou, Maura ficou decepcionada com o pai, não suportava nem falar sobre.

Constance sorriu para mim e me fez entrar, estava com uma caixinha na mão, abriu e nos mostrou um bracelete.

— É para você Jane, fiquei sabendo do seu aniversário.

Eu olhei para Maura e a loira estava tão surpresa quanto eu, ela não sabia de nada.

— Acho que não posso aceitar.

— Por favor Jane, eu ficaria ofendida.

Acabei aceitando o presente, mas não o usei, guardei no meu guarda roupa, não o tirei da caixa. Após essa esquisitice proporcionada pela Constance, eu e a Maura dormimos na casa dela, havíamos transado, ela estava deitada sobre o meu ombro, eu acariciava seus fios loiros e começamos a fazer planos.

— Maura, qual faculdade você vai escolher?

—Harvard..._ Ela levantou a cabeça para me olhar_ Isso te incomoda, que eu fique um pouco longe de você?

— Bem... Você estar longe de mim é um incômodo, mas é o que você quer e eu aceito isso_ Respirei fundo_ Eu não sei qual curso escolher ainda.

— Jane, ainda temos tempo, você vai encontrar algo em que seja boa_ Maura passou os dedos pelo meu abdômen _ Quando terminarmos a faculdade...Você quer morar comigo? Eu sei que não iremos nos casar, não como os casais normais...Não que não sejamos normais, eu quis dizer...

Coloquei meu dedo sobre os lábios dela_ Claro que eu quero morar com você, imagina acordar todos os dias, olhar para o lado e te ver? Poder agir normal na nossa casa, te beijar a toda hora, tocar você, te chamar de meu amor bem alto.

Maura riu_ Eu queria poder fazer isso agora_ Ela fez um beicinho, eu ri.

— Você fica linda assim, quer saber, não importa que vá demorar, o que importa é que vai acontecer, vamos poder ficar juntas eu prometo.

— E teremos um cachorro.

— E teremos um cachorro, dois gatos, três papagaios, um coelho e..._ Ela me bateu.

— Jane, para!_ Maura começou a rir e eu também _ E filhos?

Engoli em seco_ Eu não posso te engravidar.

— Podemos tentar uma fertilização, já é possível e eu posso pagar, claro que não precisamos pensar nisso agora_ Fiquei algum tempo pensando e quando ia responder ela já estava dormindo, fiquei algum tempo imaginando um bebê loirinho como ela e depois dormi também. Foi um dos últimos momentos bons que passam juntas.

Algumas semanas depois Maura me pediu para encontra-la no parque, estava frio, não tinha muitas pessoas por lá, por isso quando ela chegou a abracei, mas quando nos afastamos eu percebi que tinha algo errado, Maura estava com os olhos vermelhos e algumas lágrimas já escorriam pelo seu rosto, enxuguei-as com meu polegar.

— Ei, o que foi?

Maura me olhou, e disse gaguejando_ Jane eu... Eu irei para a França.

Eu olhei confusa, não podia ser aquilo que estava ouvindo.

— Como assim você vai para a França, vai passear?

— Não Jane, eu irei morar em Paris.

— Porque? Porque não fica aqui, Maura você ia para Harvard, o que mudou desde a última vez que falamos sobre isso? É a sua mãe?

— Não é a minha mãe Jane, eu tenho o direito de estudar em um lugar com melhores oportunidades, tenho que pensar em mim.

—Ótimo, pense só em você, esqueça de nós.

— Eu irei te ligar, te escrever, você também pode me ligar.

— Quanto vai custar uma ligação para a França? Maura, não iremos nos ver mais, você já pensou nisso? Como vamos namorar se você vai para tão longe?

— Jane, sobre namorarmos... Eu... Estou terminando o namoro, irei te explicar depois, você vai entender, podemos ser amigas.

— Não sei se podemos ser amigas, não aguento ouvir você falar, não aguento olhar para você, tanto faz agora, pode ir pra França ou para o inferno Maura Isles, eu não ligo mais, não sou sua namorada.

— Jane_ Ela tocou meu rosto_ Estou fazendo isso porque amo você.

Eu ri, uma risada alta e irônica_ Que porcaria de amor é esse!? Você me ama e por isso vai embora e como quer que eu reaja? E o prêmio de maior idiota, burra e ingênua vai para Jane Rizzoli, por achar que uma menina rica, inteligente e odiosamente linda iria se apaixonar por ela e enfrentar a sua mãe.

— Está me magoando Jane.

— Você fez isso primeiro_ Dei as costas para ela e fui embora de lá, deixei Maura gritando meu nome.

Tudo que eu quero é nada mais que ouvir você batendo na minha porta, porque se pudesse ver seu rosto mais uma vez, poderia morrer uma mulher feliz, tenho certeza. Quando você disse seu último adeus, morri um pouco por dentro, me deito chorando na cama a noite toda, sozinha, sem você ao meu lado, mas se você me amava, porque você me deixou, tome meu corpo, tome meu corpo. Tudo que eu quero e tudo que eu preciso, é encontrar alguém, vou encontrar alguém como você”.

All I Want — Kodaline