The Story
25 Capítulo 25
Notas iniciais
“Eu poderia acordar sem teu olhar de sono, sem teu lábio que é dono, mas eu não quero, eu não quero, eu poderia encantar qualquer outro par de ouvidos, não te ter mais aqui comigo, mas eu não quero não, eu não quero. Poderia imaginar, ou até acostumar o meu querer noutro lugar, tanta coisa em que aqui cabe um sim,
mas não... Porque eu te amo e não consigo me ver sem ser o teu amor por anos não é acaso, é só amor não existe engano que me carregue pra longe
que te faça outros planos, meu bem, teu cheiro só tu tem, tua boca só tu tem, me tem” .
(Narrador)
Os primeiros raios de sol da manhã entraram pela janela do quarto de Maura e atingiram em cheio o rosto de Jane, que franziu as sobrancelhas e virou o rosto para o lado, encostando o nariz no cabelo de Maura, um cheiro de camomila invadiu suas narinas e fez a morena sorrir. Maura estava dormindo com a cabeça no seu ombro, já dormente, uma expressão serena, um dos seios desnudos, o q fez Jane dar um sorriso sacana.
Jane pegou o celular no móvel ao lado da cama, e olhou a hora, só então lembrou q era sua folga, a primeira folga q ela sabia o que queria fazer, ficar o dia todo na cama com a Maura.
Ela se aconchegou a loira, fez um carinho no rosto de Maura, que resmungou algo,mas não acordou, Jane lhe deu um beijinho no pescoço e adormeceu novamente.
***
Quando a morena acordou estava só, ela passou a mão pelas cobertas onde Maura deveria estar deitada e sentou se sentindo decepcionada, um lado seu dizia q a noite anterior podia ter sido um sonho.
_Não pode ser... Não pode porque eu mereço algo bom dessa vez, eu sei que já fiz muita merda e magoei algumas pessoas, mas eu acho que...
—Falando só? _Maura entrou de vez no quarto assustando Jane.
—Maura! Quer me matar do coração é? Eu sempre soube q você quer fazer minha autópsia.
—Quando você morrer vai ser falência hepática Jane, nem precisa de autópsia.
_Haha _Jane falou debochando, depois riu da piada da loira.
A loira sentou na cama junto com a outra e passou as pontas dos dedos pelo abdômen definido de Jane, subindo e descendo.
_Então o que vai querer pro café da manhã?
—Posso pensar em algumas coisas _Jane disse num tom lascivo.
— Oh, nada disso! Eu estou acabada depois da noite de ontem, sossega esse negócio ai_ Maura disse apontando para o meio das pernas de Jane.
Jane riu.
— É justo, vou querer panquecas então.
Maura ficou alguns segundos olhando para mulher a sua frente, o rosto ainda sonolento, o cabelo revolto, a mulher mais linda que ela já viu, cada traço de Jane lhe trazia um sentimento ardente no peito, era um rosto conhecido, um rosto que ela ama.
— Sabe que fico sem jeito quando me olha assim...
Maura sorriu, acariciou o rosto de Jane e depois de um beijo respondeu a morena_ É que você é linda, eu não posso deixar de te olhar, eu quero te ver acordando todos os dias.
— Bem, agora você pode já que somos um casal.
Com essa frase de Jane, Maura lembrou da noite anterior, quando fizeram amor, quando Maura disse que não queria mais sexo casual e Jane concordou, agora elas teriam um novo começo, mais um de vários e o último, porque dessa vez Maura agarraria essa morena com todas as suas forças e nunca mais se afastaria.
— Então você vem morar aqui?
— Ainda não sei, mas dormirei aqui sempre que você quiser, comerei toda a sua comida e você terá que ter um estoque de cerveja na geladeira.
Maura sorriu.
— Tudo bem, depois pensamos nisso morarmos juntas, agora toma um banho e desce, quero aproveitar nossa folga, sair pra caminhar, dar uma volta por Boston.
— Você sabe que não mudou muito não é.
Maura inclinou a cabeça_ Pode ser, mas quero andar por ai com você.
Jane beijou Maura e saiu catando suas roupas e indo para o banheiro.
***
( Jane)
Após comermos Maura quis dar uma volta no nosso antigo bairro. Ela estava usando um short que deixava boa parte das suas pernas a mostra e uma camiseta, esse visual mais despojado me encantou, parecia uma pintura, uma linda pintura aquela mulher com os cabelos brilhando ao sol, sorrindo pra mim, só faltava uma coisa, fui até seu rosto e tirei seu óculos escuro.
— Jane o que está fazendo!?
— Quero ver seus olhos.
— Isso é fofo, mas não será se o sol danificar minha retina.
Ri da cara dela.
— Tudo bem super nerd, se você me pegar pode ficar com seus óculos.
— Não me desafie Rizzoli, eu participava da corrida de Nova York todo ano.
— E eu corro atrás de bandidos.
Fiz um gesto com a mão chamando ela em desafio. Quando dei por mim Maura estava bastante perto, o que me fez correr o mais rápido que pude, mas ela me alcançou e pulou em mim, tropecei e caímos na grama.
— Como ficou tão rápida?
— Não me subestime.
Maura me beijou enquanto tirava os óculos da minha mão.
Depois de nos levantarmos e limparmos as folhas dos cabelos e roupas sentamos num dos bancos da praça, Maura olhava para tudo reconhecendo o lugar.
— É impressionante não é?_ Não perguntei nada, esperei ela terminar de falar_ Estarmos aqui de novo_ Maura apertou minha mão_ Por anos eu desejei te ver de novo, às vezes pra descarregar minha raiva, às vezes pra te beijar e entender tudo que aconteceu.
Encostei minha testa na tela e ficamos sentindo a respiração uma da outra.
— Eu entendo o que quer dizer...Eu fiquei te buscando em todas as mulheres com quem me relacionei, mas nenhuma era você, eu não poderia amar outra pessoa e ter você aqui...Isso finalmente me faz ser completa de novo.
Eu não sabia que estava chorando até a Maura limpar com o polegar uma lágrima que escorreu do meu olho, depois disso ela me beijou, o melhor beijo do mundo. Eu só queria congelar esses momentos, fazer eles nunca passarem, durar uma eternidade.
— O que vamos fazer agora?
— Bom_ Eu disse_ Minha Ma está nos esperando para comer uma lasanha.
— Tem certeza que ela não planejou meu assassinato?
— De repente sim, mas terão dois policiais lá, acho que você estará segura.
— Obrigada por me deixar mais calma Jane.
— Sempre que precisar_ Disse rindo do rosto tenso da Maura.
Levantamos do banco, entrelaçamos nossos dedos e fomos até a minha antiga casa.
***
( Nina)
Abri os olhos ainda sonolenta, senti o cheiro do cabelo da Cailin invadir o meu nariz, sorri em seguida, envolvi seu corpo com o meu braço e senti ela se acomodar em mim. Logo em seguida memórias da noite passada invadiram a minha mente e uma rusga de preocupação tomou conta do meu rosto, eu só queria saber se foi bom pra ela, nem toda primeira vez é boa a minha foi horrível, o cara só queria me penetrar como se não tivesse uma pessoa ali embaixo dele, às vezes nos deixamos levar pelo tesão e eu tinha medo de ter feito algo parecido com a Cailin, de querer apenas o meu prazer, por isso tentei adiar ao máximo nossa primeira vez. Meus pensamentos se dissiparam quando percebi que ela estava acordando.
— Bom dia.
— O melhor dia de todos_ Ela disse sorrindo e logo me puxando para um beijo.
—Cailin eu...Eu te machuquei de algum modo?
— Não! Nina você foi gentil e amorosa... Quer saber, foi ótimo porque foi com você e eu te amo mais que tudo nesse mundo.
Cailin rolou sobre mim, nossos tons de pele em contraste, os dedos dela passeando pelo meu rosto, meu ombro...É a primeira vez que eu experimento ter tudo, um bom emprego, alguém que amo e que me ama de volta, eu estou tão feliz que não cabe em mim.
— Eu tenho que trabalhar, não faz assim comigo_ Falei manhosa.
— Você não pode dizer que está doente?
— Isso eu realmente não posso fazer, mas posso “me atrasar por conta do trânsito” e conseguir mais tempo pra gente.
— Eu gosto dessa idéia.
Ela então me deu uma série de beijos no rosto e me abraçou bem forte, fiz o mesmo, sentindo o calor do seu corpo no meu, nunca senti alguém assim como a sinto, como cientista eu não acredito muito nisso de almas, mas parece que naquele momento as nossas estavam conectadas, porque é isso que a Cailin faz, me faz duvidar dar certezas que tenho e conhecer novas coisas, me faz ver o mundo á volta por ângulos antes ignorados por mim, é isso que um grande amor faz.
Ela entrelaçou nossos dedos.
— Sabe, você é a coisa mais maravilhosa que já me aconteceu, eu nunca pensei em amar assim ainda tão jovem, geralmente as pessoas passam uma vida toda procurando o que temos.
Fiquei algum tempo absolvendo aquelas palavras ditas de modo tão sincero e procurei uma forma de explicar pra ela tudo que eu estava sentindo.
— Eu também te amo Cailin, muito mesmo, eu já tive minha cota de relacionamentos fracassados e por isso eu sei do que você está falando, confesso que ainda me custa acreditar que tudo pode dar tão certo...Quando você entrou na minha vida eu estava preste a me mudar para Boston e o que eu menos queria naquele momento era algo com alguém, mas as coisas acontecem não é e uma bebida com uma garota em um bar pode se tornar algo incrível, você é incrível e eu te amo muito.
Nos beijamos novamente, no início com carinho, com paixão, depois com desejo, fizemos amor lentamente, depois tomamos banho juntas e café da manhã.
Eu posso me acostumar com isso, em tê-la aqui dando vida ao meu apartamento e a mim.
***
( Maura)
Confesso que estava nervosa de rever a família Rizzoli, eu podia imaginar o quão Angela me odiou por tudo que ela acha que fiz a Jane, não seria tão fácil assim ela aceitar minha presença, mas eu não poderia desistir, não quando eu tenho a Jane novamente.
— Tente não responder as provocações, se ela passar do ponto eu a interrompo_ Jane me orientou_ Sabe, a Ma está enfrentando uma depressão, por isso ela foi trabalhar no café, ela pode ser agressiva às vezes com as palavras.
— Tudo bem Jane.
Ela ia apertando a campainha quando parou_ Mas eu não vou deixar ela te ofender_ Jane levou o dedo novamente para a campainha_ Não estou pedindo que não retruque a ofensas...
Segurei no seu braço percebendo como ela estava nervosa.
— Jane, eu entendi, você parece mais nervosa do que eu.
Ela riu torto_ É que eu estive pensando e finalmente vou te apresentar a minha família como minha namorada, não poderíamos fazer algo do tipo na época, era tudo muito escondido.
— Namorada é?_ Falei arqueando a sobrancelha.
— Não somos!?_ Ela perguntou confusa.
— Depois que você me fizer um pedido formal então sim_ Sorri travessa.
Jane virou-se pra mim, entrelaçou suas mãos nas minhas.
— Maura Isles, você quer namorar comigo?
— Sim Jane, é o que eu mais quero.
Nos beijamos na porta da casa dela e então Jane tocou a campainha, juntei minhas mãos á frente do meu corpo me preparando para o que viria e então Ângela abriu a porta sorrindo, depois mudou para um tom sério quando seus olhos cruzaram com os meus.
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