The Story
23 Capítulo 23
Notas iniciais
_Maura... Não podemos. É melhor eu ir agora.
—Não Jane, nós bebemos muito é melhor você não dirigir, pode dormir aqui se quiser...
Jane pensou por algum tempo, eu podia perceber o conflito que estava se formando dentro dela pela sua expressão. Ela me ama, isso é nítido, mas ela tem medo de sofrer e eu não a culpo por isso, mas eu preciso encontrar um jeito de provar pra Jane q eu vou sempre escolher ela, que nada nem ninguém vai me fazer desistir de nós, mas para isso ela precisa deixar o "nós" acontecer.
—Tem algum quarto de hóspedes disponível?
—Infelizmente _Ou felizmente pensei _Eles estão sendo reformados, então você pode dormir no quarto da Cailin ou comigo,mas nunca se sabe o que se pode encontrar naquele quarto, ela não me deixa entrar pra limpar.
Jane fez uma cara de medo.
—Vamos pro seu, mas sem beijos melosos.
Ela subiu as escadas segurando no corrimão, eu subi logo atrás, ajudei a Jane a se livrar da calça jeans q ela estava usando e um calor subiu pelo meu corpo quando vi aquele volume na sua calcinha box, afastei os pensamentos e tirei meu vestido, depois vesti uma camisola preta de seda, ainda estava de costas quando ouvi Jane dizer.
_Não importa quanto tempo passe, você continua linda.
Sorri com o elogio.
Fui até ela de deitei na cama ao seu lado, Jane estava bastante embriagada e isso a deu coragem pra dizer tudo q estava sentindo.
—Sabe...Eu amo a Maura,eu nunca a esqueci, pensei nela todo dia durante todos esses anos.
—Ela também pensou em você Jane _Falei acariciando seu rosto.
—Mas e se ela me trocar de novo? Eu nunca estou em primeiro lugar na sua vida.
—Creio q eu...Ela aprendeu a lição Jane, porque quando ficamos juntas em Nova York e eu...escolhi o Jack minutos depois eu percebi o erro q cometi, porque foi só você sair por aquela porta e eu me sentir morta.
—Ta, mas não conta pra Maura o que eu disse _Jane colocou o dedo indicador nos meus lábios _Shiiii.
Puxei o cobertô sobre nós e deitei a cabeça no ombro dela.
***
Quando cheguei no trabalho Susie já estava lá há um bom tempo, eu normalmente sou bastante pontual, mas precisei fazer um café forte para a Jane e chamei um táxi pra ela, mesmo ela insistindo q podia dirigir.
—Doutora Isles, os materiais estão esterilizados, temos três corpo hoje, e um deles, uma mulher de 30 anos foi colocado como uma autópsia urgente pela detetive Rizzoli.
—Claro, Jane sempre apressada.
—Sim, muito nervosinha _Susie riu _Deve ser o sangue italiano, mas como sabe que a Rizzoli é assim? Fala como se já a conhecesse, Jane é muito fechada sabe, eu trabalho com ela já faz alguns anos e sei pouco sobre ela...
—Eu já conhecia a Jane.
—De onde? Desculpa minha curiosidade, mas se tiver algo constrangedor sobre ela que possa me contar eu quero ouvir.
—Já conversou com a Lydia? Ela tem ótimas histórias desse tipo sobre a Jane, são as preferidas dela.
Esta anotado, pagarei um café para Lydia qualquer dia.
Sabe, vocês duas são parecidas.
—Em que aspecto? _Perguntei intrigada.
—Vocês são bastante reservadas, eu sei q eu falo pelos cotovelos, já devo ter contado sobre o meu namorado umas quinhentas vezes e você doutora Isles tem alguém?
—Você pode me chamar de Maura Susi...E sim, tenho alguém, mas ela não quer nada sério e eu...Bem eu quero.
—Ah, essa pessoa deve ser a Jane.
—O que? _Me assustei por ela ter descoberto, como ela...Será q a Jane contou algo?
—Tipo como Jane, que não gosta de compromisso.
—Oh,sim, é isso _Respirei aliviada.
—Agora entendo porque as autópsias estão atrasadas, as duas aí ficam só fazendo fofoca _Jane entrou nos surpreendendo.
_O mundo não gira entorno de você Jane _Disse provocando.
—Mas bem que podia _Ela andou até Susie _Já largou aquele cara?
—Não Jane, eu pretendo casar com ele.
—Uma pena.
_Meu Deus você está mesmo flertando com a Susie?
—Ah não Douto...Maura, a Jane está apenas brincando.
—Susie você poderia terminar os seus relatórios sobre a última autópsia de ontem? Os meus já estão na pasta.
—Claro doutora Isles.
Quando Susie entrou na sala dei um tapa no braço de Jane.
—Ai Maura, isso é agressão a uma detetive _Ela falou esfregando o braço.
—Deixe a minha assistente em paz.
—Mas foi só uma brincadeira.
—Acha q não sei da sua fama Rizzoli? Todas as policias comentam, parece que você já andou copulando com grande parte das mulheres dessa delegacia.
—Co...O que?
—Fazendo sexo Jane! _Falei irritada.
—Ok, mas isso foi antes, tipo eu não tô transando com mais ninguém.
—Mesmo?
—Sim, eu só tô saindo com você,mas se não quiser exclusividade podemos pensar em ménage _Falou com o sorriso mais safado de todos e usando o seu tom de voz rouca, a voz mais sexy q eu já ouvi.
Nesse momento a nova detetive, Ananda Vergara entrou.
—É uma boa Jane, podemos convidar a Vergara.
Percebi que Jane não gostou pelo bico q ela fez.
—Convidar para que exatamente? _Vergara perguntou.
—Tomar umas bebidas no Dirty Robbe, comemorar sua chegada ao departamento _Eu disse rindo da cara alarmada da Jane.
—Por mim tudo bem _Vergara disse sorrindo.
—Esta combinado então, agora vocês podem voltar para as suas mesas, eu tenho uns órgãos para pesar.
—Eu posso te auxiliar se quiser Isles, trabalhei um tempo como legista.
—Que ótimo _Jane disse sarcástica _Então eu vou voltar pra minha mesa enquanto vocês brincam de médico aí.
_Legistas Jane _Corrigi _Obrigada pela ajuda detetive Vergara.
—Ah não, pode ser só Ananda.
(Jane)
_" Ah não, pode ser só Ananda".Como se esse tipo de flerte eu não já tivesse usado!
Sentei na minha mesa e fiquei rodando na cadeira.
—E a Maura ainda convida ela pro nosso ménage, tipo ela quer transar com aquela mulher? Aposto q estão agora se pegando numa maca daquelas onde ficam os corpos. Necrofila! _Gritei olhando para o corredor q leva ao necrotério, quando olhei pra frente todos estavam me olhando _O que? Vão trabalhar!
Liguei o computador da minha mesa e pesquisei outros assassinatos com faca de caça, essa era a arma usada, ou pelo menos Maura tinha quase certeza que sim, mas acontece que eu passava pelas fichas de criminosos registrados só por passar, minha mente estava naquela sala do necrotério, estava em tudo q eu estava vivendo ultimamente, na viagem para Nova York, no dia que revi a Maura naquela cena de crime, senti novamente aquele aperto no peito, o mesmo que senti quando descobri que ela tinha um namorado, o que vivemos lá, minha felicidade por acreditar que finalmente iríamos ficar juntas e então Maura escolhendo ele. Suspirei alto.
—Você poderia ter me escolhido, então estaríamos juntas agora.
Foi só terminar de falar isso é senti um vento na nuca que arrepiou todos os meus pelos.
—Fala aí Jane, ficou excitada não foi?
—Ah, vá para o inferno Lydia!
—Se você tivesse visto sua cara, tá quase pedindo pra te baterem uma.
—Quer calar a boca! Não teve nada disso, eu só me assustei.
—Aham, sei..._Lydia riu.
—O que você tá fazendo aqui mesmo?
—Ah eu vim com a sua mãe.
Levantei da cadeira depressa _O que? Porque?
Foi o Tommy, no que ele se meteu dessa vez? Aquele idiota, se a Ma passar mal por causa dele eu mato...
—Ei! Não foi o Tommy, ela veio pela vaga de emprego no café.
—O que!! Ma vai trabalhar aqui? De jeito nenhum, eu vou lá agora!
—Jane...Ela precisa...
—Como assim ela precisa?
—Eu acho q sua mãe tem depressão.
—Do que tá falando?Ma é a mulher mais bem humorada que eu conheço!
—Pessoas depressivas nem sempre demonstram Jane.
Sentei novamente _Ela te disse isso, mas porque ela não me disse nada?
—Talvez ela não quisesse te causar mais problemas, ela sabe tudo q você vem passando, você cortou sua mão há poucos dias num acesso de raiva Jane!
Acha...Acha que esse trabalho vai mesmo fazer bem pra ela?
—Sim, Angela precisa sair daquela cozinha,ver gente.
—Então vou lá dar uma força a ela.
***
Entrei no Dirty Robber e vi a Maura acenando, me chamando pra sentar com ela, nem sinal da Vergara, Frankie também não estava lá ainda.
—Onde estão os outros? _ perguntei
—Encontrei o Frankie no elevador, ele disse que tem um encontro, mas tudo q a gente beber é por conta dele.
—Ele sabe que os vinhos que você bebe custam trezentos dólares o mais barato?
_Não,kk...O que eu beber eu pago, deixa ele bancar apenas as cervejas de vocês.
—Isso mesmo, assim finalmente ele me paga todo o dinheiro que eu já emprestei pra ele.
—Eu não acredito que vocês ainda brigam como crianças...
—Maura eu quero te dizer algo, talvez você encontre a Ma no departamento.
—A dona Angela? Mas porque?
—Ela tá trabalhando na cafeteria _Eu não sei porque decidi tocar no assunto, mas a Maura tem isso, ela me faz se abrir facilmente _Lydia disse que a Ma tem depressão, como eu não percebi?
—Jane...Essa doença é assim mesmo, muitas vezes as pessoas ao redor só percebem quando já é tarde demais, as pessoas podem estar deprimidas e trabalhar,namorar, sorrir...O importante é você apoiar a sua mãe agora.
Minhas mãos corriam tímidas pela mesa tentando alcançar as mãos brancas da Maura, seus dedos perfeitos com um esmalte vermelho nas unhas, sua pele macia, mas ao perceber o que estava fazendo eu quis recuar, Maura então entrelaçou seus dedos nos meus, olhei pra nossas mãos juntas e dei um leve sorriso.
—Cuidado pra minha mãe não arrancar seu baço.
—Vou tomar... Mas porque o baço?
—Maura é sempre o baço.
Ela riu _Ok Jane, tomarei conta do meu baço.
Ficamos um tempo caladas, Maura fazia um carinho na minha mão.
—Você sabe que pode contar comigo pra tudo não é?
: Uma lágrima teimosa rolou do meu rosto, eu odiei isso, eu não deveria estar ali me mostrando tão fraca pra ela, mas a verdade é que eu não sabia como agir, as vezes eu tenho vontade de destruir os sentimentos dela e as vezes eu queria poder pedir colo, com certeza eu vou enlouquecer com esse monte de sentimentos.
—Eu não deveria estar me abrindo com você.
—Jane...
—Não, é assim que começa, eu não sei porque motivo você derruba todos os meus muros e depois quando me tem sempre dá um jeito de me magoar, parece que você faz intencionalmente só para saber se eu vou te querer quando você quiser...
—Quer parar?Está me acusando de ser manipuladora.
—Quer saber o q eu penso quando estou na cama com você?
—Jane não diga nada que possa se arrepender.
—Eu penso... _Senti os lábios dela serem ameaçados contra os meus e depois sua língua entrar na minha boca e sugar a língua de uma forma erótica.
—E você quer saber o q eu penso?
Fiquei com os olhos arregalados.
—Penso que você é a única pessoa com quem eu já fiz amor, que se importou se eu também estou sentindo prazer, que não dorme depois de gozar, enquanto eu não tiver um orgasmo também, e faz tudo isso quando diz que me odeia, se importa quando diz que só quer me foder! Isso que eu penso.
Meus lábios se entreabriram, ainda estava sentindo o calor do seu beijo e também estava atordoada pelas palavras da Maura.
—Eu estou confusa... Eu tenho medo.
—Eu vou provar que não irei te magoar dessa vez.Só me deixa provar.
Meu peito subia e descia, minha cabeça tava uma bagunça eu não sabia o q dizer e quando finalmente pensei em algo Vergara chegou.
—Demorei?_Falou sorrindo, os lábios volumosos com um batom vermelho ridículo na minha opinião.
Por mim poderia nem ter vindo.
Puxei minha mão das de Maura.
—Claro que não, eu e a Jane vamos pedir as bebidas agora.
Vergara começou a puxar um assunto qualquer ao qual eu não estava nem um pouco interessada, Maura olhava dela para mim, seus olhos diziam muito, eu pude sentir que tinha muito amor ali. O que eu devo fazer? Pegar a minha chance ou deixar passar?
“Porque aqui estou eu estou dando tudo o que posso, mas tudo o que você faz é estragar tudo. Sim, estou aqui mesmo, estou tentando deixar claro, que ter metade de você simplesmente não é o suficiente, eu não vou esperar até que você termine, fingindo que você não precisa de ninguém, estou aqui vulnerável”.
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