Notas iniciais
Olá gente, ó eu aqui dnv! Não apareço há quase um século né, falta de tempo mesmo pessoal, também problemas de saúde...Enfim escrevi logo dois capítulos para não demorar tanto, espero que gostem e que comentem, sério quando leio um bom número de comentários até me dá vontade de voltar logo, então se não querem que eu demore outro século comentem! Também quero dizer que estou postando The Story no Whatpadd, a plataforma permite umas coisas bem legais, como comentar cada estrofe que vc gostou, então passem lá, me deem uma forcinha e recomendem a história para os amigos, segue o link: https://www.wattpad.com/myworks/149691067-the-story

E do nada sua mão ocupa minha cintura, fica uma quentura demarcando o lugar, o seu olho jura, eu já saquei que essa noite, de um jeito ou de outro a gente vai se entrelaçar, o bom é que depois, o final é a pequena morte lenta de nós dois”.

Pitty — Pequena Morte

(Maura)

Jane insistia que o que ela queria comigo era apenas um sexo casual e nada mais, mas o jeito que ela estava me amando essa manhã só me diz que a Jane ainda me ama. A forma como ela me beija, o gosto da sua boca, seu cheiro, o modo como ela beija meu pescoço e me olha nos olhos, todos esses carinhos me fazem arrepiar inteira. Nossos corpos já estavam suados, eu já havia chegado lá umas duas vezes, mas Jane parecia insaciável e eu admito que estava adorando, em um ponto eu rolei sobre ela e fiquei por cima, ela me mostrou um sorriso bem safado, colocou suas mãos na minha cintura e me ajudou a sentar sobe o seu pênis, que estava duro feito pedra e a cada subida e descida e apertava seu membro dentro de mim, fazendo-a gemer gostoso, o que me deixava louca e me incentivava a continuar, até que coloquei a cabeça para trás e gozei gostoso com Jane me acompanhando e se derramando dentro de mim, sai de cima dela aos poucos, ouvindo Jane gemer pelo meu ato, deitei do seu lado,nos olhamos profundamente e sorrimos, ambas com as respirações pesadas.

—Onde você aprendeu a cavalgar desse jeito Maura Isles?

—Em um cavalo ...O animal...Não um,er...Uma vez fiz um protesto nua na faculdade.

—Espera você montou num cavalo nua?!

—Eles queriam cortar a verba para o clube de química aplicada!

—Agora está mais parecida com você _Jane passou um tempo recuperando o ar _Sexo sem compromisso oferece muitas possibilidades.

—Tem razão... _Tomei sua mão e beijei.

—Maura... Não podemos, esse tipo de carinho não.

—Acha que irá se render aos meus encantos pelo beijo e não pelo sexo maravilhoso que fizemos?

Ela riu.

—Tem razão _Jane procurou o celular no bolso do terninho que estava no chão _ Já está ficando tarde, melhor eu ir.

Ouvimos uma batida na porta.

_Maura você já acordou? Você disse que ia fazer aquelas panquecas francesas com bacon lembra?

—Só um momento!

—Melhor eu sair pela janela, não quero q a Cailin me veja.

—Eu acho isso uma bobagem, mas tudo bem, faça como quando éramos adolescentes.

Jane vestiu as roupas e abriu a janela do meu quarto. Ela olhou para baixo e depois para mim, Jane parecia nervosa.

—É assim que você sabe que o dia vai ser bom... _Jane disse irônica.

—Se for fazer mesmo isso melhor se apressar, Cailin tem uma chave.

* * *

(Jane)

Juro que isso era mais fácil quando eu era mais jovem, pulei num galho que acabou cedendo com o meu peso, cai de costas no chão, Maura se debruçou na janela e me olhou assustada.

—Eu...Estou bem, só...Preciso recuperar o ar _Respirei com dificuldade _Acho que perdi um pulmão.

Levantei um tempo depois e sai de lá mancando. Sim esse seria "um ótimo dia".

*

Após fazer um passeio com as crianças voltei para a minha mesa exausta, se essas crianças são o futuro do país estamos todos perdidos, uma dessas pestes grudou um pirulito no meu cabelo e outro se escondeu na gaveta do necrotério.

_Jane!

—Esta morta!

—O que disse Rizzoli?

—Chefe! Não sabia que era o senhor.Estou exausta, essas crianças...Quando vai acabar essa tortura disfarçada de medida disciplinar? Me mande para terapia homem!

—Rizzoli as crianças não são tão ruins assim, mas não é sobre isso que quero conversar, você sabe q o Korsak está querendo se aposentar,mas antes eu precisava encontrar alguém pra ser o seu parceiro.

—Eu pensei q ele estivesse brincando.

—Infelizmente não está Jane, você terá um novo parceiro, ou melhor dizendo parceira e eu espero que você a trate bem.

—Claro que eu vou.

—Sem sarcasmo Rizzoli.

—De jeito nenhum chefe.

—Desisto! Tudo que sai da sua boca parece sarcasmo Jane, só...Ande na linha.

—Eu irei _Quando ele se afastou cochichei _De jeito nenhum que eu vou facilitar pra novata, haha.

Preenchi relatórios e mais relatórios, estava entediada e já pensava em fazer uma visitinha a Maura, mas ela que veio até mim, levantei rapidamente da cadeira.

—Huuumm...Eu já estava pensando em ir te ver,mas você deve ter pensado nisso também.

—Eu não vim pra transar Jane.Sean está chamando todos para das as boa vindas pra nova detetive.

—Ah...Ouvi falar algo sobre uma nova parceira _Fiz uma cara de desagrado.

—Jane, ela pode ser uma boa pessoa.

—Eu não disse nada _Dei de ombros.

—E precisa? _Ela riu e eu fiquei derretida, mas tentei manter minha cara de brava, não posso me derreter com esses pequenos gestos dela, nossa relação é só sexo, sem emoções, não posso mais quebrar a cara com a Maura.

Estão todos aqui?_ O chefe perguntou, Susie veio correndo ajeitando os óculos no rosto_ Bem acho q agora sim. Chamei todos aqui porque quero que conheçam o mais novo membro da nossa equipe, Ananda Vergara.

A mulher entrou se equilibrando num salto agulha, um terninho preto, os cabelos lisos soltos, ela era bonita, mas algo nela não me agradou. Susie bateu em mim com o cotovelo.

Desde que ela entrou q não para de olhar pra Doutora Isles.

Agora descobri porque não gostei dela.

—Ela foi transferida a alguns dias e com a saída do Korsak _Todos aplaudiram o velho bobo do lado do chefe _Ela veio completar nosso time.

A mulher foi até o Korsak _Só queria dizer q é uma honra conhecer você, sei da sua reputação, é uma pena você ter que se aposentar, mas espero dar o meu melhor pra honrar o seu legado.

—Obrigada por isso _Korsak respondeu _Tenho certeza que pra eles foi uma boa troca...

_Nem pensar que foi _Resmungou.

—Korsak _Cavanaugh disse _Obrigada por todos esses anos de serviço _Eles deram as mãos e todos aplaudiram,depois as pessoas voltaram a trabalhar.

Alcancei Korsak perto do elevador levando duas coisas numa caixa.

—Não acredito que isso aconteceu tão rápido! E que você não me disse q ia embora hoje!

—Desculpe Jane, mas eu sabia que você me faria desistir e esse corpo não aguenta mais uma perseguição policial.

—Tem razão, infartou há uns meses...Korsak, só queria dizer obrigada, por tudo _Mostrei minhas mãos com o ferimento feito pelo psicopata que prendemos anos atrás.

—Jane você é como uma filha pra mim ...Só quero q se mantenha na linha é que não esqueça seu velho parceiro depois daquele avião me substituir.

—Por Deus Korsak, ninguém fala mais isso!Eu ri alem disso não gostei da talzinha.

Vamos tomar uma cerveja na minha folga.

—Esta marcado Rizzoli _Agora vou indo descobrir o que velhos aposentados fazem.

O elevador fechou e eu ouvi risadas, quando me virei vi a Maura rindo de algo q a Vergara falou, ela até colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.

—Interrompo? _Disse séria.

—De modo algum _Vergara me respondeu _Estava conhecendo a legista.

Ela me disse que também está há pouco tempo aqui, foi uma sorte.

—Aham, sei...Qual o seu primeiro nome mesmo?

—Ananda, Ananda Vergara.

—De onde você é?

—Minha família é do México.

—Sei...

—A da Jane é italiana _Maura falou.

—Ah, adoro a culinária italiana! Sei até fazer umas massas... Qualquer dia posso convidá-las pra jantar.

—Não sei se posso essa...

—Por mim tudo bem _Maura respondeu sorrindo mais do que o normal.

—Semana... _Terminei de falar _Mas pensando bem, pode marcar, comida italiana me dá nostalgia do tempo q visitei a família da minha mãe na Itália.

—Jane você disse q nunca iria lá, porque são todos...excêntricos.

_São loucos Maura, mas isso não vem ao caso.

—Bom, eu vou voltar pro necrotério, tem súditos me esperando.

Maura saiu se equilibrando nos saltos dela, com um investido justo marcando cada curva perfeita do seu corpo.

—Linda não é? _Vergara falou.

—Sinceramente não reparei!

—Como não? Espera você não é lésbica? Meu Gaydar me enganou entoce.

_Eu sou lésbica, só não...Quer saber temos muito trabalho a fazer, veja todas aquelas pastas na minha mesa são casos em aberto que você precisa estar por dentro, então em vez de olhar as curvas da Maura que tal fazer o seu trabalho?

—Tranquila _Irei pegar as pastas agora mesmo.

Sentei na minha cadeira e olhei para Vergara, depois pelo caminho q a Maura fez. O que é isso Jane? Ciúmes do que não é seu? Preciso de um café.

*

(Narrador)

Jane passou a tarde pensando em como Maura estava sorrindo ao lado da nova detetive e Maura pensou q essa seria uma ótima oportunidade para fazer ciúmes a Jane, afinal se era um sexo casual não havia exclusividade, mas Maura sabia q não era apenas isso e que Jane não estava saindo com mais ninguém.

—Talvez seja bom provocar um pouco _Ela riu travessa.

***

Maura estava lendo um artigo científico quando recebe uma mensagem.

"_Posso te ver hoje?"

Ela pensou um pouco e começou a digitar.

—"Hoje não Jane, meus óvulos não foram fertilizados e meu endométrio está se desfazendo"—Sabia que Jane diria "porque não diz logo que está menstruada?!". Apagou a mensagem e escreveu outra.

— "Claro, estou te esperando".

A intenção da loira era clara, ela queria a companhia de Jane e essa seria uma boa oportunidade para estarem juntas, sem estarem nuas.

Jane já estava conduzindo Maura para o sofá e abrindo a calça quando a loira segurou suas mãos.

—Jane não podemos transar hoje.

—Porque não?

—Estou, como a Lydia diria, de sinal vermelho.

—Ah...Mas é que eu perguntei se poderia vir.

—Podemos só nos beijar hoje? Comprei pizza.

—Ok, sim podemos fazer isso _Jane respondeu contrariada.

—Podemos ver um filme também.

_Não sei Maura, isso é muito cara de casal.

—Jane, somos duas adultas bem resolvidas, podemos conversar sem nos apaixonarmos. Só queria companhia, Cailin está com a Nina.

—Tem cerveja na geladeira?

—Sinta-se a vontade.

Um tempo depois elas estavam levemente embriagadas lembrando de coisas do passado e rindo.

—Quer saber, seria bom um pouco de música.

—Ainda tenho o disco da Cindy Lauper que ganhei de presente, espera entre 10 e 15 minutos, vou procurar.

—A expressão é 5 minutos Maura.

—E eu já disso q isso é impreciso Jane.

Um tempo depois Maura voltou com um disco na mão, colocou pra tocar e convidou Jane pra se juntar a ela, a morena colocou as mãos na cintura de Maura e esta enlaçou o seu pescoço com os braços, "All Through The Night" começou a tocar,e elas se moveram levemente com o ritmo lento do começo da música,Maura deitou a cabeça no ombro de Jane e elas continuaram assim mesmo quando a outra parte mais agitada começou a tocar.

Maura sentia o cheiro dos cabelos de Jane, algo como cereja, respirava também próximo ao pescoço da morena que já estava arrepiada com aquilo. O coração de Jane batia forte, ela sabia que não podia, ela sabia que aquela pessoa doce com a cabeça no seu ombro já havia magoado muito e ainda assim seu coração insistia q era ela e sempre seria ela a mulher da sua vida.

Enquanto Jane pensava essas coisas Maura também estava perdida em pensamentos, prometendo a si mesma que dessa vez faria diferente, que não faria Jane sofrer. Quando a música acabou Maura levantou a cabeça e as duas se olharam bem próximas.

Os lábios quase se tocando, os narizes já se encostavam, nos olhos de ambas um brilho apaixonado e também cheio de dúvida, será que poderia ser agora? Será que dessa vez seriam felizes? Nada era certo.

—Eu sinto...Que se te beijar agora estarei traindo a mim mesma, mas ainda assim... _Jane fez uma_ Ainda assim eu quero.

Maura a beijou, um beijo intenso cheio de desejo e carinho.