Notas iniciais
Aqui está o segundo capítulo, quero saber a opinião de vocês sobre a fic, então deixem seus comentários.

Por isso hoje estou tão triste, porque querer está tão longe de poder, e quem eu quero está tão longe, longe de mim”.

Eu quero sempre mais (Ira & Pitty)

Acordei no sofá, fiz minha higiene e segui para cozinha, preparei meu café e decidi trabalhar em um caso , colei fotos na parede do meu quarto, nomes, datas, estamos trabalhando em um algo difícil ultimamente, estudei o caso até que chegou a hora do almoço, pedi comida pronta e enquanto comia fazia ligações, não descobri muita coisa, mas consegui algumas pistas que poderiam levar a algum lugar.

Em dias de folga as pessoas se divertem, elas levam seus filhos ao parque, elas saem para jantar com seus maridos ou esposas, visitam uma tia velha que sabe toda a árvore genealógica da família ( é ai que você descobre ser prima de terceiro grau de alguém famoso, rs) . Eu não tenho muito o que fazer, hoje tem um jogo de beisebol as três horas, fora isso não tenho nada planejado.

Vou para a sala e coloco um filme pornô, não sou muito fã desses filmes, mas às vezes é necessário, enquanto o cara transa com a atriz eu me masturbo. Depois de tomar um banho ligo para uma mulher interessante e marco com ela de ir a um bar, ela sugere o Dirty Robber e eu concordo. Preparo alguns petiscos para comer, coloco meu boné e camiseta e quando sento no sofá ouço a campainha, quem diabos poderia ser? Abro a porta e dou de cara com Frankie e Tommy.

— Podemos entrar?

Sai da porta e voltei para o sofá_ Fecha à porta e não comam toda a minha comida e acho bom terem trazido cervejas.

— Sim, o Frankie comprou, mas a mãe não vai gostar de saber que você está bebendo.

— Ela não precisa saber e você não precisa contar, Tommy você é um homem, não uma criança, tem que saber guardar um segredo_ Abri uma das cervejas_ A mãe mandou vocês aqui não foi? Ela tem medo que eu surte.

— Ela pode ter sugerido algo_ Frankie disse sentando ao meu lado_ Vai fazer alguma coisa hoje à noite?

— Marquei com alguém, vamos a um barzinho.

— Ela tem uma amiga?

— Se quiser posso perguntar_ Frankie riu e deitou a cabeça para um lado_ Vou mandar uma mensagem para ela.

— Será que vocês podem se concentrar aqui? _ Tommy disse e aumentou o volume da TV.

Meus irmãos são idiotas às vezes, especialmente o Tommy, mas são os melhores amigos que eu posso ter, eu não digo que foi fácil para eles entender minha condição, mas eu continuava sendo família deles, só mudei de irmão para irmã, mas uma irmã que fica com mulheres e ama beisebol, então o que exatamente mudou?

— Não idiota!_ Eu disse e me mexi no sofá derrubando cerveja nele e no chão.

Quando o jogo acabou minha sala estava bastante suja, entre comida e garrafas de cerveja, perdemos, Frankie e eu estávamos furiosos, mas Tommy parecia mais, ele socou minha mesinha de centro.

— Perdi duzentos dólares.

— Perdeu quanto!?_ Frankie disse.

— Fiz uma aposta, eles vinham jogando bem, como eu poderia saber?

— Lydia vai te matar e eu vou ajudar, sei muito bem como esconder provas_ Disse rindo.

— Por isso não podemos casar com a melhor amiga da irmã, elas te deduram para a amiga_ Ele pensou por alguns segundos_ Pode me dar apenas um tempo para comprar flores e agrada-la?

— Tommy, ambos sabemos que Lydia não pode ser comprada com flores, Lydia só não vai te estrangular se você der a ela um ótimo sexo.

— A Jane está certa_ Empurrei Frankie com o ombro e ele me empurrou de volta, ficamos assim por algum tempo, como duas crianças crescidas.

— Então um de vocês pode ficar com o TJ?

Paramos de rir e olhamos sério para ele, Frankie coçou a cabeça pensando em uma desculpa.

— Eu não vou prometer nada, depende do trabalho, passe aqui amanhã por volta das seis horas e traga as coisa dele_ Eu adoro o TJ e ele também gosta de mim, se um dia eu tiver filhos quero que seja como ele, claro que isso é bem complicado, teria que ser uma inseminação e eu não quero fazer isso com mais ninguém, já que não aconteceu com a Maura, ninguém mais merece dividir a maternidade comigo.

Fui até a cozinha e peguei uma garrafa no armário, Frankie me seguiu e antes que eu levasse o copo à boca ele tomou o copo da minha mão, olhei para ele pedindo uma explicação.

— Você não pode mais beber, já bebeu muita cerveja, Jane todos sabem que ontem foi difícil para você, mas quando começa a beber assim a mamãe ficar nervosa, ela teme que aquela noite possa se repetir. Já fazem quinze anos...

— Sim, fazem quinze anos, e eu sei o que vai dizer, vai dizer que eu tenho que esquecer, que eu devo seguir em frente_ Comecei a limpar o bancada com a mão derrubando os copos e as garrafas_ Frankie se assustou_ Acontece que podem passar cinquenta anos eu nunca vou esquecer a Maura_ Dei um soco na bancada e acertei um copo, mas o copo já estava com a borda quebrada e fez um enorme corte na minha mão, o sangue se espalhou pela bancada.

— Jane, vamos eu vou levar você para hospital.

Eu havia agido por impulso, estraguei minha noite e a do Frankie, eu só queria que eles pudessem me entender, entender que eu tenho o direito de ficar assim, perder alguém nunca é fácil, principalmente alguém que ama, a primeira pessoa que eu amei de verdade, ela está Deus sabe onde e eu aqui em um hospital tendo a minha mão costurada.

Frankie não contou a nossa mãe como eu cortei a mão, ele me levou pra casa, tirei os sapatos e deitei na cama, Frankie me deu um analgésico e deitou ao meu lado.

— Poderíamos estar no Dirty Robber agora_ Falei olhando para o lado.

— Sim, poderíamos...

— Eu preciso controlar esses impulsos, eu sei que preciso, mas é difícil.

— Jane _ Frankie disse olhando-me _ Eu também não deveria ter falado aquilo, você ama ela de verdade e deve ser horrível amar alguém e não ter essa pessoa por perto.

Balancei a cabeça concordando.

— Mas pense só, você machucou a mão esquerda, ainda pode segurar a sua arma, ambas as armas_ Ele riu, Frankie adora dizer essas palavras de duplo sentido me fazendo rir.

— Ei, você é o masturbador da família, sempre demorava no banho e a mãe não sabia porque.

— Você demorava muito mais.

— Não comece, quer que eu cite as minhas camisinhas que você roubava, aliás, pra que você queria camisinhas se não usava?

Frankie ficou bravo e eu ri.

— Acho que você já está bem o suficiente para ficar só, mas caso precise de algo pode me ligar.

— Obrigada Frankie.

Olho para minha mão e ela está enfaixada, isso me lembra quando eu e a Lydia ensinamos a Maura a andar de bicicleta.

Eu e a Lydia combinamos de andar de bicicleta no parque, chamamos a Maura para ir junto, ela nos disse que não tinha uma bicicleta, ficamos surpresas já que ela tinha tudo, de qualquer forma dissemos que iriamos no revezar e emprestar nossas bicicletas a Maura, só que o que a loira não nos contou é que não sabia andar de bicicleta. Lydia se exibiu pedalando sem uma mão e depois sem as duas, quando a via sorrindo com as duas mãos levantadas torcia para que ela se desequilibrasse e caísse, isso quase aconteceu uma vez, disse isso a Lydia um dia que ficamos bêbadas e ela ficou sem falar comigo por dez minutos.

Maura nos olhava dando voltas pelo parque e em vez de estar ansiosa por uma de nós parar de pedalar e lhe entregar a bicicleta, ela parecia estar vermelha, desci da minha bicicleta.

— Sua vez Maura.

—Acho que não é uma boa ideia Jane, vamos deixar para outro dia.

— Porque? Tá Maura, já sei você não quer andar em uma bicicleta velha como a minha.

— Jane não é isso! _ Ela me olhou aflita_ É que eu...Não sei andar de bicicleta_ Ela disse de uma vez só, mal tendo tempo para respirar.

— Sério?

— Sim, meus pais não tem tempo para isso, e eles dizem que não há porque eu perder tempo andando de bicicleta se andarei de carro toda a minha vida.

— Seus pais são..._ Eu ia dizer o que pensava, mas a expressão reprovadora de Maura me fez desistir_ Esquece, vamos eu vou te ensinar a andar de bicicleta.

Dei umas três voltas com Maura segurando a bicicleta como os adultos fazem com as crianças e sem aviso soltei a bicicleta, Maura pedalou muito bem sozinha, até olhar para o lado, me procurar e não me ver, ai ela se desesperou e perdeu o controle, pulou da bicicleta e feriu a mão, Maura não chorou e também não teve nojo do sangue, ela nunca teve nojo de sangue, os cortes não eram profundos, levei ela pra casa no varal da bicicleta e ela perguntou a um empregado se se sua mãe estava em casa, ele disse que não, então entramos, eu e Lydia babamos em tudo, a cada móvel, a cada coisa legal que víamos lá, subimos para quarto de Maura, havia vários ursos de pelúcia, muitos livros, papel de parede de astronauta com foguetes e estrelas, nada de quarto rosa como eu pensei, o guarda roupa da Maura era enorme, Lydia pediu para experimentar as roupas e Maura deixou, ela disse que iria pegar algo para colocar nas mãos, eu senti vontade de ir no banheiro e fui no banheiro que ficava no próprio quarto, eu tinha a mania de deixar a porta aberta, já havia terminado de fazer xixi e estava fechando o short quando Maura entrou, eu me assustei e virei de frente, ela olhou para meu pênis e saiu fechando a porta, Lydia me disse que lá fora ela surtou, ficou vermelha, envergonhada e os olhos arregalados, mas Maura não me ofendeu ou achou estranho, o motivo de todo embaraço é que eu a assustei, afinal Maura nunca havia visto um pênis.

Notas finais
O capítulo 3 será postado sexta provavelmente, mais pode ser postado mais cedo dependendo dos comentários de vcs ;) .