Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo! Agora vamos saber como foi o dia seguinte depois daquele hot,haha. Esse capítulo é dedicado a uma pessoa que eu gosto muito a Alex, eu te adoro menina e você sabe disso porque eu te digo sempre né,rs...mas nunca parece muito, eu sempre quero que saiba como gosto de você. Eu já colocava algumas coisas das nossas conversas na fic, mas sempre de forma sutil, agora não está nada sutil você com certeza vai perceber muita coisa aqui, tive que selecionar porque a gente tem muita coisinha,kk. Algumas dessas coisas são imaginações nossas, o que queríamos fazer juntas, seu modo " doce" de falar da minha comida nada saudável,haha, nossas peculiaridades... Aqui está o seu presente de natal um pouquinho atrasado, eu queria ter postado antes mais você sabe da minha preguiça,rs. Alex, gosto muito de ti, e tudo que eu te escrevo são demonstrações simples disso, queria ver você tentando disfarçar o sorriso bobo lendo as fofuras aqui nas notas e no capítulo em si,rs. As músicas do capítulo também são para você, a primeira é " Coisa linda", sempre lembro de você ouvindo essa música, então essa não poderia faltar, a outra é " Dengo" e eu vou explicar o porque de ter escolhido essa nas notas finais, até lá menina linda ♥ . *** Gente aproveitem o capítulo, espero que gostem.

Linda feito manhã, feito chá de hortelã, feito ir para o mar. Linda assim, deitada, com a cara amassada, enrolando o acordar, o acordar”

Coisa linda- AnaVitória

( Maura)

Abri os olhos, já era manhã, olhei para o lado ao ver o emaranhado de cachos da Jane um sorriso se formou nos meus lábios, lembranças da noite passada me vieram a mente, eu estava imensamente feliz , uma felicidade que só a Jane podia me dar, a felicidade de me sentir amada, de saber que alguém que você gosta também sente o mesmo por você. Me aproximei do ouvido dela e sussurrei um “ bom dia”, ela nem se mexeu, tentei mais uma vez.

— Jane hora de acordar_ Afastei alguns fios do seu cabelo e beijei a sua testa. Ela deu um leve sorriso, mas nada além disso, o que posso fazer pra acordá-la? Terei que pensar em algumas coisas, sorri maliciosa, bem...não agora melhor deixá-la dormir e ir preparar algo pra gente comer.

Sai da cama puxando o lençol e deixando a Jane completamente nua, ao ver a sua bunda durinha mordi os lábios louca de desejo, vesti um robe e a cobri novamente com o lençol, Cailin poderia entrar de vez no quarto e ver a minha Jane nua... minha Jane, isso soa bem.

Após fazer a minha higiene matinal vesti uma roupa simples e fui até a cozinha preparar o nosso café, não que eu seja uma chef de cozinha, mas o básico eu sei fazer. Acho que a Jane é do tipo de pessoa que come ovos com bacon pela manhã, felizmente Cailin também é, por tanto eu tenho em casa. Já estava quase terminando quando senti dois braços envolvendo meu corpo em um abraço delicioso, ela beijou meu pescoço e com a voz rouca ainda pelo sono me desejou um “ bom dia”, fechei meus olhos apreciando o momento, Jane afastou meus cabelos para o lado e colocou um colar no meu pescoço, toquei o pingente.

— Jane é lindo!

— Que bom que gostou, queria te dar algo diferente e que te fizesse lembrar de mim.

— Eu vou lembrar Jane, sempre...

Pensei que ficaríamos assim, mas ela é atrevida, colocou a mão por dentro da minha blusa e arranhou de leve a minha barriga, meu desejo por ela era tão grande que esse simples toque conseguiu me excitar, quando ela beijou e mordeu o meu pescoço um pequeno gemido escapou da minha boca, percebi que a Jane também ficou excitada, consegui sentir.

— Acho que alguém acordou bem disposta_ Disse virando de frente e passando meus braços envolta do seu pescoço, enquanto os da Jane estavam na minha cintura.

— Por mim poderíamos voltar para a cama agora mesmo..._ Ela sorriu, um sorriso safado .

— Nada disso Jane, a Cai...

Nem precisou terminar o nome da minha irmã para ela entrar na cozinha, Jane soltou-se dos meus braços e se escondeu atrás de mim ou melhor estava escondendo o volume em sua calça.

— Bom dia para vocês_ Ela disse sorrindo_ Não me digam que estavam se pegando na cozinha! Espero que não tenham usado essa mesa.

— Cailin!_ A repreendi, acabei corando e fazendo-a rir de mim.

— O que temos pro café da manhã?_ Ela disse puxando uma cadeira e sentando.

— Ovos com bacon e torradas_ Respondi_ Fiz para vocês duas, apesar de achar muito incorreto que comam esse tipo de alimento pela manhã.

Elas não ouviram mais nenhuma das palavras que eu disse, simplesmente se serviram e estavam se deliciando com aquele veneno.

Estávamos caladas e ficamos assim por algum tempo, eu pensei em começar um assunto qualquer, no entanto Cailin foi mais rápida que eu.

— Maura..._ Eu percebi um certo nervosismo no seu tom de voz_ Lembra da mulher que eu estava conhecendo? Nós estamos namorando.

Cailin ficou calada esperando que eu dissesse algo. Levei a xícara a boca e tomei um gole de café, olhei para Jane e ela me respondeu com um olhar que parecia dizer “ pega leve com ela”.

— E quando vou conhecê-la?

— Quando quiser, ela também está ansiosa por isso.

— Ela virá para o natal?

— Não, ela tem que voltar para Boston, recebeu uma proposta de trabalho.

Olhei para Cailin, depois para a Jane e sorri.

— Sempre Boston...

Nós três rimos.

Jane teve que sair cedo ela precisava continuar com os interrogatórios, eu só iria para o departamento á tarde então eu e Cailin decidimos fazer o almoço e ver alguns filmes depois. Num dado momento quando o primeiro filme _ou teria sido o segundo _ terminou Cailin ficou me olhando estranho.

— Bonito colar, mas porque uma lupa?

—Eu e a Jane somos fãs do Sherlock Holmes_ Toquei o pingente e o encarei sorrindo, depois encarei Cailin novamente_ A Jane me disse que também escolheu a lupa para que eu lembre dela, já que ela é detetive.

— Ela não é nada óbvia não é_ Cailin ficou alguns segundo calada depois voltou a falar_ Eu nunca te vi assim tão boba, gosto de te ver assim sorrindo do nada.

— Eu estou tão feliz Cailin!

— Espero que possa dividir essa felicidade comigo, comece contando da sua noite ontem.

— É melhor você escolher outro filme, porque não te direi nada.

— Maura assim não vale, somos irmãs, me diz se foi bom.

— Então faremos uma troca, eu te digo como foi e você me diz se já transou.

— Eu acho que é justo, você primeiro.

— Sim Cailin foi bom, foi muito bom, há algum tempo eu só tenho sexo, com a Jane eu tenho amor, é algo intenso e ao mesmo tempo delicado, ela sabe exatamente onde me tocar, quando o sexo é com alguém que gostamos de verdade tudo fica melhor. Agora você.

— Ainda não, a Nina quer que seja especial e eu também prefiro esperar, mesmo que por vezes eu tenha provocado ela_ Cailin sorriu um riso malicioso_ Ela é incrível Maura.

— Eu vou adorar conhecê-la.

— Obrigada Maura, você ter aceitado o nosso relacionamento é muito importante pra mim.

— Cailin eu vou aceitar tudo que te faça feliz.

Vimos mais um filme então eu tive que me arrumar e seguir para o departamento.

***

( Jane)
Faz um tempo desde que me senti feliz assim, parecia que o mundo estava diferente, estava mais lindo, liguei o rádio do carro e começou a tocar uma música que eu não gosto muito, mas eu cantei junto sem nem perceber, porque eu só conseguia pensar na Maura e na nossa noite. Fiquei presa no trânsito, em um dia comum eu iria me juntar aos outros motoristas para acabar com a buzina em vão, gritaria com algum idiota e chegaria no trabalho louca para bater em alguém, mas hoje não, hoje eu nem vi o tempo passar, só percebi que deveria sair com o carro quando um nervosinho bateu na minha janela gritando algo que eu nem ouvi, sorri para ele e sai de lá.
Logo que cheguei ao departamento cruzei com o Casey, ele me disse uma das suas piadinhas machistas e eu ignorei completamente, Casey achou estranho eu não ter dado uma resposta, me seguiu por algum tempo perguntando o motivo do meu sorriso e dizendo que provavelmente eu tinha conhecido algo maior do que dedos, ele merecia um chute no meio das pernas ou um soco, deixei pra outro dia, entrei no elevador e lhe desejei um bom dia, Casey ficou coçando a cabeça e então as portas se fecharam.

Sentei na minha cadeira, arrumei umas coisas sobre a mesa e peguei o telefone, precisava dizer tudo isso a alguém então liguei para a Lidya, se bem que quem me visse com esse sorriso bobo com certeza saberia que algo bom me aconteceu, o celular chamou algumas vezes, mas ela não atendeu, deveria estar no banho ou ocupada com o TJ, decidi que era melhor assim, eu contaria para ela pessoalmente tomando umas cervejas.
De repente tive uma idéia, peguei um post it e escrevi para a Maura pedindo para ela me encontrar no Central Park depois do almoço, depois de escrever eu levantei com o papelzinho amarelo, guardei-o dentro do bolso e segui para o necrotério, entrei na sala e dessa vez não olhei para os corpos esperando a autopsia, segui direto para o escritório e encontrei a Ana lá.

— Bom dia Ana_ Disse sorrindo.

— Bom dia Jane, veio ver a doutora Isles? Ela ainda não chegou ela só virá ...

— Á tarde, eu sei Ana_ Antes que ela perguntasse como eu sabia disso continuei a falar_ Er...Você poderia me ajudar com algo?

— Claro Jane, do que se trata?

— Qual objeto a Maura sempre toca logo que chega aqui, ou onde ela sempre vai?

Ana ficou confusa com a pergunta, mas pensou um pouco e me respondeu.

— Ela sempre toma café logo que chega, o seu café Gourmet.

— Aquele de gosto estranho_ Fiz uma careta e a Ana riu.

— Esse mesmo, fica no armário então depois de pronto ela pega uma das suas três canecas e toma o café, mas porque está me perguntando isso?

— Preciso que ela veja isso_ Tirei o papel do bolso_ Então acha que dará certo se eu colocar perto do café?

— Sim, ela com certeza verá_ Ana disse um pouco triste_ Você gosta da doutora Isles?

— Muito Ana, eu a amo.

— Mas vocês se conhecem há tão pouco tempo.

— Na verdade nos reencontramos aqui em Nova York, namoramos um tempo quando ela morava em Boston...é uma longa história Ana, você pode guardar segredo? Ainda não estamos juntas oficialmente.

— Claro Jane, a doutora Isles tem sorte de ter você na vida dela, confesso que pensei em te jogar contra a parede e te beijar toda vez que você entrava por essa porta_ Fiquei de boca aberta com a sinceridade dela_ Mas agora vou ter que me contentar apenas com essa imaginação.

Eu não sei o que me deu, mas eu também fui sincera, até porque a Ana sempre foi legal comigo e isso é difícil quando se é um detetive novo em outro departamento.

— Se... se eu não estivesse com a Maura eu teria gostado disso_ Ela sorriu de forma maliciosa.

Eu fui até o armário e coloquei o post it próximo ao café estranho da Maura.

***
Cheguei primeiro ao Central Park, estava com duas bicicletas que aluguei e paguei a alguém para trazer a outra, fiquei vigiando elas e decidi sentar em um banco, a Maura já havia me ligado e eu disse que estaria no mesmo banco em que comemos um cachorro quente da outra vez, ela também tentou descobrir o que eu estava planejando, mas eu sou boa em guardar as coisas sei fazer surpresa, diferente da Maura que sempre conta tudo.
Enquanto esperava ela chegar, linda como sempre, me perdi em pensamentos, primeiro pensei na noite de ontem, mas depois pensei em todos os planos que criamos no passado, uma vez ficamos horas trocando carinho e imaginando a nossa casa, uma casa de madeira com janelas de vidro, ela linda pela manhã e nós duas enrolando para acordar apesar de já estar bem tarde... Perdida nesses pensamentos só “ acordei” quando ouvi uma voz que eu tanto gosto.

— Jane em que está pensando? Deve ser algo bom porque você está com um sorriso no rosto e uma cara de boba.

Puxei ela para o meu colo de uma vez e a Maura deixou escapar um gritinho.

— Estava pensando em você.

Ela fez uma leve caricia no meu rosto, tocou meus lábios com os dedos e então me beijou, um beijo bom e demorado. Quando abriu os olhos Maura me mostrou um sorriso que me deixou com mais cara de boba ainda, eu a Jane Rizzoli a mulher mais irritada que conheço, parecia uma menina perto dela.

Finalmente Maura olhou ao redor e percebeu as bicicletas.

— Vamos andar de bicicleta? Nossa faz muito tempo desde pedalei, acho que eu nem sei mais como é.

— Maura claro que você sabe, não me faça dizer aquela frase clichê_ Eu ri e ela também_ Pegue a sua doutora Isles e vamos dar uma volta.

— Gostaria de estar vestida com uma roupa mais adequada.

— Maura você está impecável como sempre, mas acho melhor tirar esse salto, não sei se conseguirá pedalar com ele.
Ela pegou a bicicleta, montou nela e me disse de forma provocante.

— Você não sabe as coisas que sei fazer usando um salto alto Jane.

Eu fiquei igual uma idiota processando essa informação, então ouvi a Maura gritando.

— Vamos Jane, vem aproveitar à tarde comigo!

Peguei a minha bicicleta e a alcancei, estiquei a minha mão e a Maura pegou, ficamos assim pedalando de mãos dadas, depois apostamos corrida. Quando estávamos cansadas paramos um pouco e mesmo com o frio que estava fazendo tomamos sorvete, compramos sabores diferente e vez ou outra entrelaçávamos os braços fazendo cada uma provar o sorvete da outra. A beijei sentindo o gosto de morango em sua boca.

— Jane eu gostaria muito que passasse o natal comigo e com a Cailin_ Pensei sobre e não havia outro lugar onde eu gostaria de estar se não com ela.

— Eu irei, cantaremos músicas de natal e eu contarei umas histórias suas a sua irmã.

— Você pode até contar, mas vai perder tudo o que planejei pra gente no final da noite_ Ela levantou e saiu empurrando a bicicleta.

Eu levantei e peguei a minha.

— Espera Maura, você sabe que eu estava brincando não é? Maura!?

Nos beijamos no carro dela voltando para o departamento, nos beijamos e trocamos caricias ousadas no elevador então tivemos que nos separar e voltamos ao trabalho.
***

Já era tarde, eu ainda estava presa no trabalho escrevendo relatórios, a Maura foi mai cedo para casa era um dia calmo para ela, havia uma caneca com café na minha mesa a segunda da noite, o lugar todo estava silencioso, as últimas pessoas haviam saído a pelo menos meia hora, eu estava brincando de jogar bolinhas no lixo quando meu celular fez um barulhinho característico de quando uma mensagem foi recebida. Era a Maura.

“ Trabalhando muito?”

“ Fiz uma pausa agora, estou morrendo de tédio * carinha aflita*”

“ Quer que eu te faça uma visita? Visto um robe e te encontro ai com a minha linda camisola roxa * carinha safada*”

“ E o que você planeja fazer quando chegar?” _ Continuei com as provocações.

“ Deixarei você tirar ela”

Trocamos mais algumas mensagens provocantes, já eram três horas da manhã, eu estava esperando a Maura responder a minha última mensagem que tinha sido bastante provocante, mas ela ainda não havia visto a mensagem e já fazia alguns minutos. Mandei mais uma mensagem para saber se ela ainda estava acordada.

“ Maura? Ainda está ai?”

Nenhuma resposta por um bom tempo.

— Não acredito! Na melhor parte Maura..._ Disse só pra mim.

“ * carinha triste* Queria que tivesse ficado mais um tempo comigo me livrando do tédio, mas tudo bem”
“ Boa noite Maura, nos vemos amanhã”.

Voltei a trabalhar olhando o celular de vez em quando para ver se ela acordava, mas isso não aconteceu. Terminei os relatórios e fui para casa, durante todo o trajeto eu só pensava nela, já que fui convidada para passar o natal em sua casa essa seria uma ocasião perfeita para pedi-la em namoro.

“Ô, dengo, se tu prometer ficar, te canto todos os dias, todas as alegrias que você me presentear, juro o café da manhã preparar, dar-te mil beijos pra te acordar, me deixa cumprir, é só não ir”.

Dengo-Anavitória

Notas finais
Esse trecho da música no final do capítulo eu escolhi porque me lembra as vezes que eu tenho que sair, ou tó com sono e você me pede para ficar mais um pouco com vc e eu sempre fico porque eu nem queria sair de verdade né,rs. Espero que goste do capítulo menina Te adoro muuito.