The Story
15 Capítulo 15
Notas iniciais
( Maura)
Estava parada na porta do quarto da Jane com a mão suspensa no ar pensando se deveria mesmo bater, se deveria entrar, baixei a mão e fiz e quis ir embora, depois parei, virei e voltei para a porta, bati e a porta abriu sozinha, entrei olhando para o quarto, depois fechei a porta e encontrei a Jane dormindo na cama.
Tirei o sapato e fui andando de meias , não queria acordar a Jane, olhei para os meus pés e percebi que as meias são diferentes, eu devo ter saído bastante apressada de casa. Me aproximei da cama, a Jane estava com metade do corpo coberto por...Parei um tempo sem acreditar, era a minha manta lilás, eu deixei ela na minha casa em Boston, porque ela estava com a Jane? Rizzoli me deve boas explicações logo que ela melhorar, sentei na cama e toquei na testa dela, estava um pouco quente, mas ela precisava acordar para que eu conferisse a sua temperatura corretamente, balancei o ombro da Jane, mas ela não acordou, tentei novamente, chamei seu nome, talvez eu devesse tocar bateria, ri dessa bobagem, peguei o termômetro levantei o braço dela e coloquei o termômetro em baixo da sua axila, eu me sentia mal em fazer isso com ela dormindo, mas a Jane não estava acordando, quem sabe um balde de água? Não consegui me controlar e ri alto, Jane acordou assustada olhando para os lados, ela olhou para mim e fechou os olhos, abriu novamente e esfregou.
— Ótimo estou tendo alucinações_ Ela disse.
— Ainda não_ Respondi.
— Maura!? O que está fazendo aqui? Quem te deixou entrar?_ Jane disse sentando na cama.
—Eu...A porta..._ Falei confusa, respirei fundo e me concentrei no que ia falar_ Martinez me disse que você saiu mais cedo porque estava se sentindo mal e a porta estava aberta_ Levantei da cama e cruzei os braços_ Você devia ter ido ao hospital Jane, eu te disse que o resfriado poderia se agravar.
— Não é nada, já estou me sentindo bem_ Jane sorriu tentando me convencer.
— Não, você não está bem_ Andei até a cama e sentei novamente, a minha respiração estava acelerada, peguei o termômetro_ Você está com febre.
— Então..._ Jane fez uma pausa, ela estava concentrada em um ponto fixo que não era o meu rosto, meus lábios talvez ou meus seios_ Então eu irei tomar banho, vou pegar uma roupa.
Jane levantou da cama e pegou a sua roupa, parecia um pouco abatida, de repente começou a rir, eu não estava entendendo mais nada até que olhei para meus pés, Jane estava rindo das minhas meias, atirei o travesseiro nela, Jane desviou.
— Quer parar?
— Desculpe, mas porque essa escolha tão singular?
— Eu sai de casa apressada, estava preocupada com você..._ As palavras foram saindo naturalmente sem que eu tivesse tempo para pensar melhor, olhei para Jane e vi um brilho nos seus olhos, desviei meu olhar e vi novamente a minha manta, segurei uma ponta com a mão_ O que faz com a minha manta?_ Vi a expressão no rosto da Jane mudar, ela estava com as bochechas vermelhas.
— Eu tenho que tomar banho.
— Jane Rizzoli..._ Ela havia fechado a porta, um sorriso enfeitou os meus lábios, era um sorriso de vitória por conseguir constranger Jane, não sei porque, mas eu estava feliz em conseguir desfazer essa pose dela de durona.
Eu poderia ter ido embora, mas queria esperar até a febre dela baixar, caso não acontecesse eu levaria Jane ao hospital nem que fosse no ombro, isso não aconteceria, Jane é mais forte que eu, mas eu daria um jeito de leva-la. Ela saiu do banheiro vestindo uma blusa de uma banda de rock e uma cueca box preta, desviei o olhar rapidamente, eu não esperava por isso.
— Pode vestir uma calça?
— Não, eu estou bem assim, me sinto mais confortável_ Continuei dando as costas para ela, Jane andou até uma poltrona que havia no seu quarto e sentou_ Maura você já me viu nua, não sei porque virar de costas.
Ela estava certa, eu já havia a visto nua, por isso mesmo não podia olhar, apesar de estar coberta pela cueca, um simples tecido, meu coração batia mais forte e minha mente insistia em me lembrar do quão maravilhoso era vê-la nua, fazer amor com ela, por isso eu não podia olha-la vestida assim. Contudo eu olhei, não podia deixar Jane saber que ainda mexe comigo, ela estava ao telefone pedindo uma sopa de legumes, perguntou se eu queria também, balancei a cabeça negando, estava admirando a sua beleza, seus braços fortes, seus cabelos cacheados molhados, seus lábios, seus seios e o volume entre as suas pernas.
— Agora irá me falar sobre a minha manta?
— Eu invadi a sua casa e peguei depois que você foi embora_ Ela disse e eu fiquei sem reação_ Queria ter algo que me lembrasse você, algo além das fotos, uma coisa que você gostasse e que tivesse o seu cheiro_ Eu quis chorar, quase podia sentir as lágrimas escorrendo e banhando meu rosto, consegui me controlar, ainda assim não sabia o que dizer para ela.
— Será que você ainda está com febre?_ Mudei de assunto.
— Eu não sei, provavelmente não, mas você é a doutora aqui, quer dizer, legistas também sabem cuidar dos vivos não é isso?
— Sim Jane_ Deixei um sorriso escapar, toquei a testa dela e ela parecia bem, minha mão desceu e fez uma carícia no seu rosto, Jane fechou os olhos apreciando o carinho, depois colocou sua mão sobre a minha, percebi uma cicatriz, fiquei curiosa para saber como ela conseguiu, mas não agora, beijei sua mão bem em cima da cicatriz, sentei sobre o braço da poltrona, Jane abriu os olhos, passou a mão por entre os meus cabelos e me puxou para um beijo delicado que depois se tornou mais rápido á medida que o nosso desejo aumentava. Me afastei de vez e levantei.
— Jane não! Eu não posso_ Passei a mão pelo cabelo nervosa e andei de um lado para o outro_ Eu tenho um namorado.
— Eu sei, eu só precisava te beijar.
— Pelo visto você está muito bem, eu tenho que ir agora_ Disse pegando meu tênis e andando até a porta quando sinto uma mão agarrar o meu braço.
— Você ama ele?
— Jane me larga!
— Só me diz...Você ama ele?
— Sim, muito_ Disse olhando para um lugar qualquer.
— Diga olhando para mim Maura.
— Jack é um homem maravilhoso, ele me ama e eu gosto muito dele, ele tem sido o meu porto seguro, é isso que queria ouvir?
— Sim_ Ela riu_ Sim era exatamente isso, eu queria ter a certeza de que ele pode ser tudo isso para você, mas ainda sim você não o ama, porque você só pode amar uma pessoa e essa pessoa sou eu.
Me soltei da mão dela e sai pela porta. Andei pelo corredor apressada e entrei no elevador, apertei os botões mais de uma vez, estava nervosa, percebi que tocava meus lábios com os dedos, os lábios que foram beijados pela morena minutos atrás, sentia raiva da Jane porque o que ela disse é verdade e de mim mesma por ter deixado ela ter certeza.
Cheguei em casa e tentei não fazer muito barulho para não acordar Cailin, isso se ela estivesse em casa, me dediquei tanto ao que vem acontecendo que não conversei mais com ela sobre essa curiosidade de ficar com mulheres. Eu deveria dizer para ela que mulheres são complicadas, somos loucas, imprevisíveis, nos jogamos de cabeça sem pensar na altura, por esses motivos, a única vez que tive um relacionamento intenso foi com uma.
Me deixei cair no sofá, tentava pensar em outras coisas, então meu celular tocou.
— Não quero falar com você! Fique longe de mim!— Disse sem nem ao menos ver quem estava me ligando.
— Maura você está bem?_ Reconheci a voz imediatamente.
— Claro, claro que sim, desculpe Jack, pensei que era outra pessoa— Falei nervosa.
— Tem alguém te incomodando?— Falou preocupado. Eu permaneci calada controlando a respiração e pensando no que dizer_ Maura?
— Não, não tem ninguém me incomodando, eu só estou cansada, trabalhei muito, mas me fale sobre você_ Mudei de assunto_ Teve tempo de passear?
— Sim, Maura aqui é lindo principalmente á noite, tenho que te trazer aqui algum dia, hj eu ...
Enquanto Jack falava empolgado sobre Toronto eu ouvia e dava respostas vagas, ria de uma coisa ou outra, mas minha cabeça e meu coração não estavam aqui, ele me disse que estava com saudades do meu cheiro, da minha pele, tentou fazer sexo pelo telefone, mas eu disse que queria dormir, Jack riu sem graça e se despediu.
Tomei algumas taças de vinho e tentei dormir, peguei no sono e acordei tarde, não precisava ir ao departamento pela manhã, era o meu dia de folga, só iria á tarde porque precisava ajudar a Jane e o Martinez, eu pensei em não ir, mas isso só faria Rizzoli ficar ainda mais confiante, não poderia deixar isso acontecer.
Levantei, fui até a cozinha e preparei um café bem forte, pouco tempo depois Cailin sentou á mesa, parecia acabada. Coloquei seu café e fiz a caneca deslizar até ela, sentei de frente para Cailin e tomei meu café, eu não precisava perguntar nada, bastava arquear a sobrancelha e ficar encarando.
— Eu sai com uma amiga, fomos á um bar GLS, acho que bebi demais.
— Acha?
— Tá bom, eu bebi demais e ela me trouxe.
— Cailin, você e a sua amiga, vocês já...Já... você sabe_ Disse rápido sem saber como conversar com ela sobre o assunto.
— Quer saber se já fizemos sexo. Não, ela sabe que nunca estive com uma mulher e está respeitando o meu tempo_ Cailin sorriu.
— Ela mora aqui?
— Não, ela mora em Boston..._ Percebi a tristeza na sua voz.
Peguei a mão dela e segurei firme_ Ei, não importa pra onde eu seja transferida, sua namorada sempre será bem-vinda lá e quando você gosta de alguém não importa a distância ou o tempo..._ Percebi que o que estava dizendo não era para Cailin e sim para mim.
— Maura, ela não é minha namorada, estamos nos conhecendo, você acha que ela vai querer alguém tão complicada?
— Bom, se ela não quiser com certeza você vai encontrar outra pessoa, por hora aproveite o que vocês tem_ Disse levantando e tocando a ponta do seu nariz.
— Não faça isso, não sou criança_ Ela protestou, mas eu sabia que ela estava sorrindo_ Vai sair hoje?
— Sim, irei ao departamento à tarde, tenho que saber como o caso está evoluindo.
— Como está a Jane?_ Ela disse animada.
— Bem...Eu acho_ Disse enquanto lavava as canecas.
— Ela deve ser maravilhosa na cama.
— Cailin!_ Disse virando-se para ela_ O que está dizendo?
— A verdade, Jane é muito gostosa, aquela bunda...E aquela boca, vai me diz como ela é.
— Cailin, chega desse assunto, não vou te contar nada.
— Você já me disse muitas histórias sobre vocês duas...Aliás vocês três, tem a Lila não é?
— Lydia- Corrigi.
— Isso! Mas você nunca me contou algo mais íntimo.
— O que quer saber?_ Disse sem pensar muito sobre, será mesmo que eu responderia todas as perguntas dela?
— Ela tem “pegada”?
Pensei um pouco e lembrei quando Jane me pegava pela cintura e fazia nossos corpos se colarem, levava sua mão a minha nuca e me beijava cheia de desejo, depois apalpava as minhas coxas e descia sua mão até a minha bunda...
— Sim_ Respondi, acho que estava vermelha.
— Pela sua cara a detetive sabia mesmo o que estava fazendo_ Um meio sorriso se formou nos lábios de Cailin.
— Já chega de perguntas_ Eu disse irritada.
— Só mais uma Maura_ Me pediu.
— Não sei, não gosto que riam da minha cara_ Cruzei os braços fingindo está chateada.
— Não farei piadas e nem nada do tipo.
— Vai, pergunta!_ Disse rendida.
— Vocês fizeram amor no seu quarto?
— Uma ou duas vezes, quando Constance estava viajando. Minha família não... Sabia sobre a Jane_ Eu menti para Cailin, mas não podia voltar atrás_ Nosso namoro foi escondido, não podíamos nos beijar em público, nem andar o tempo todo de mãos dadas, agíamos como amigas, o que nos dava uma liberdade de contato físico, mas não tanta.
— Deve ter sido difícil.
— Muito! Mas já passou_ Sorri_ Eu quero conhecer a sua namorada, traga ela aqui.
— Maura ela não é a minha namorada e ela é...
— É...?_ O que a Cailin estava escondendo?
— Mais velha.
— Muito?
— Uns dez anos.
Fiquei calada enquanto ela me olhava aflitiva esperando que eu dissesse algo negativo, eu percebi que Cailin gostava da minha aprovação, ela pedia minha opinião sobre várias coisas, eu era um exemplo para ela.
— Não é tanto, traga ela aqui_ Falei e vi um enorme sorriso enfeitar o rosto dela, Cailin correu e me abraçou.
— Obrigada Maura.
Cheguei ao departamento e fui direto para o necrotério, entrei na sala onde iria esperar a Jane e o Martinez, Ana veio até mim.
— Doutora Isles, pensei que hoje fosse o seu dia de folga.
— Eu vim para falar com a Jane e o Martinez sobre o caso.
— Entendi, quer um café?
— Não, obrigada Ana_ Olhei para uma mesa onde deveria estar às flores que o Jack me deu e vi uma orquídea branca_ Ana onde estão as flores que o Jack me deu?
— Elas murcharam então troquei por essas.
— Você comprou?
— Não, deixaram no necrotério, eu só trouxe para cá e coloquei no lugar das outras, fiz mal?
— Não_ Pensei um pouco_ Tem um cartão ou algo que eu possa saber quem mandou?
— Tem um cartão_ Ela andou até as flores e pegou um cartão que estava no jarro_ Aqui está, me entregou e ficou ao meu lado esperando que eu lesse em voz alta, mas eu não faria isso.
“ Não pedirei desculpas por ontem, não pedirei desculpas por fazer algo que desejei há tanto tempo”.
— Sabe de quem é?_ Ana perguntou curiosa.
— Não, estou tão curiosa quanto você_ Menti novamente, antes eu não conseguia mentir, as pessoas sabiam a verdade assim que as palavras saiam da minha boca, mas depois de um tempo aprendi a esconder coisas e depois disso mentir se tornou fácil, eu não fazia isso por mal, fazia para me proteger, não queria que ninguém soubesse muito sobre mim, não queria me abrir para as pessoas, contar minhas histórias, meus problemas, não queria amar mais ninguém como amei Jane Rizzoli, porque quando nos separamos doeu, e eu não queria mais sentir dor.
Ela me deu orquídeas, como no natal, sorri.
— Tem certeza que não sabe quem mandou as flores? Está com cara de apaixonada.
— Não estou, essa é a minha expressão de todos os dias.
— Não é mesmo, eu trabalho com você todos os dias e nunca vi essa cara.
— Ana, acho que eu vou querer aquele café agora.
Ela foi até a cafeteira preparar o café. Algum tempo depois Jane entrou na sala, sentou de frente para mim, Martinez não estava com ela. Rizzoli parecia estar melhor que ontem, estava corada, diferente da palidez que apresentava ontem.
— Martinez está ocupado com alguns relatórios, tenho uma carta para você traduzir. Louis mandou uma carta para o irmão algumas semanas atrás e preciso saber qual o conteúdo da carta.
Jane me entregou a carta_ Porque Louis mandou uma carta se poderia ligar para o irmão?_ Disse enquanto abria o papel que estava dobrado.
— Talvez ele achasse mais seguro, Louis estava ajudando em uma investigação sobre roubos de fósseis, o irmão dele diz não sabe muito sobre isso, mas ele nos pediu para conversar com um amigo do Louis.
— E sobre a tatuagem?
— Ele disse que o amigo tem uma igual, são como irmãos, é isso que eu acho estranho, ele sabia que Louis estava em Nova York. Seu amigo chega em outro país, depois é encontrado morto e você não procura a polícia. Porque?
— Ele sabe algo que não quer dizer_ Comecei a ler a carta, enquanto eu fazia a tradução percebia os olhares de Jane para mim, depois ela se afastou para ligar para a família e para Lydia, quando ela voltou ,eu já havia feito a tradução_ Terminei.
— O que Louis escreveu?
A carta contava muito sobre como ele estava, e como estava a sua mulher e filhos, eu li para Jane apenas um trecho que me chamou atenção.
“ Estou decepcionado, esperava mais do meu irmão, como ele pôde fazer isso comigo? Percebi a falta de alguns fósseis, coincidentemente ele sempre estava aqui, mas eu não quis acreditar, vou denunciá-lo, mas primeiro preciso falar com ele, ele acabou com a nossa irmandade”.
— Precisamos trazer Pierre Chermont até aqui_ Jane disse e percebi um brilho nos seus olhos_ Obrigada.
— Só estou fazendo o meu trabalho Jane.
— Não sentiu nada quando nos beijamos ontem?_ Ela mudou tão rápido de assunto, que eu demorei alguns segundos para entender a pergunta.
— Jane... Eu agradeço pela flor, mas eu estou namorando.
— Mesmo que vocês estivesse casada eu não iria desistir, só...Só não me envolveria se você tivesse filhos.
— Não poderia ter filhos com mais ninguém além de você_ Disse e me assustei com as minhas palavras, minha boca ficou aberta, eu estava surpresa e arrependida de ter deixado isso escapar, mas fiquei feliz quando vi o sorriso da Jane.
— É verdade?
— Jane...Sim é verdade, mas agora não importa.
— Importa pra mim, porque você não quer tentar novamente?
— Você acha que daria certo? Você tem uma vida diferente agora, deve ter muitas mulheres...
— Eu só quero uma, eu só quero você Maura, não me deixe voltar para Boston sem saber onde você vai estar, não se afaste de mim novamente, eu não posso entrar em coma alcoólico novamente.
Fiquei assustada com o que a Jane me disse, o que ela fez consigo mesma? Eu não sabia se Ana estava na sala, eu não pensei em nada, fui até a Jane e a abracei forte e não queria que esse momento acabasse nunca mais. Quando me afastei pude ver um lindo sorriso nos seus lábios, eu também estava sorrindo.
— Eu preciso pensar Jane, estou muito confusa, ainda precisamos esclarecer os motivos da minha partida e ...Eu quero saber porque não me ligou...
— Eu liguei! Constance atendeu duas vezes e depois desligou, depois um empregado atendeu e disse que você não queria falar comigo. Mandei cartas também, você nunca recebeu?
— Não, eu não entendo_ No fundo eu já sabia o que tinha acontecido_ Me dá esse tempo?
— Sim, mas só ficarei mais alguns dias e quando eu for embora?
— Podemos falar sobre isso depois, preciso ir pra casa e entender tudo que está acontecendo. Também não quero que fique muito confiante, não quero te dar falsas esperanças.
— Eu entendo_ Ela parecia triste.
Toquei seus rosto_ Acho que você vai mostrar para o Casey quem é o verdadeiro Sherlock Holmes desse departamento_ Peguei minhas coisas e me encaminhei para porta, parei apenas quando Jane falou comigo.
— Todo Sherlock Holmes precisa de um Watson_ Sorri, mas não deixei que ela visse. É isso, eu já me entreguei novamente a esse amor.
“Ela é astuta como uma raposa, esperta como um corvo, sólida como uma rocha, ela é, teimosa como uma pedra, ela é uma mulher cabeça-dura e a melhor que eu conheço. E eu a amo, sim, bem, eu a amo. Ela é tão fresca quanto a primavera, forte como golpes de outono, quente como o verão e suave como a neve”.
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