Notas iniciais
Olá cerejas, aqui estou eu, demorei um pouquinho eu sei, mas não adianta ficar me explicando, o importante é que voltei,rs. Então quero agradecer a Samira Fernandes pela linda recomendação, gostei bastante cereja. Esse capitulo não terá muita interação entre o nosso casal, mas é importante para que vocês entendam algumas coisas. Lembrem-se de ler as notas finais.

E eu que passava noites e dias, entre amores de mentira, entre beijos de papel e eu que não acreditava em contos de fadas nem princesas encantadas, não pude me defender.

E é você, só você, a que me leva a lua, a que acalma a minha loucura, a que me queima a pele, e é você, sempre você, anjo da manhã, a tatuagem da minha alma, para sempre te encontrei”.

ANGEL — Elefante

( Jane)

Pierre Chermont estava na sala de interrogatório, ele tomava água, eu entrei na sala acompanhada do Martinez, Chermont sorriu.

— Policial bom, policial mal, como nas séries de TV_ Ele levou o copo novamente à boca.

Sentei em frente a ele que me olhou sério, mas eu sabia que Chermont estava nervoso, havia suor em sua testa e sua garganta estava seca a julgar pela quantidade de água que ele bebia desde que entramos na sala.

— Está enganado Pierre Chermont, não será necessário eu ou o detetive Martinez encenarmos para que você nos diga a verdade, fará isso porque Louis Bournier era seu amigo... Ele era seu irmão e agora ele está morto, como pode não se importar?

—Eu me importo! _ Chermont falou alto, o tom de voz alterado_ Eu só não posso falar, sabe o que dizem _ Chermont falou algo em francês e depois traduziu_ “ Mantenha a boca fechada ou fecharemos ela para você”.

— Podemos protegê-lo se nos disser o que sabe_ Martinez que até agora estava calado se pronunciou.

Chermont riu, um riso desesperado e passou a mão pelo cabelo.

— Não, vocês não podem, mas eu direi tudo pelo Louis, pelo meu irmão.

Pierre Chermont acabou nos contando que trabalha para traficantes de fósseis, no início ele roubava pequeno espécimes do laboratório, mas depois eles começaram a cobrar mais dele, Chermont não matou Louis, Bournier o procurou em sua casa para conversar com ele e Chermont estava na companhia de um dos traficantes, o homem se escondeu na cozinha e ficou ouvindo tudo, Chermont tentou convencer o seu amigo que aquele não era o melhor momento, mas Louis insistiu e expôs tudo o que sabia, o homem encontrou um taco de basebol na casa e foi para cima de Louis desferindo golpes. Chermont tentou impedir, porém levou uma pancada no rosto e desmaiou.

Pierre Chermont nos deu os nomes das pessoas com quem está envolvido, estamos aguardando os mandatos que sairão no dia seguinte.

Eu ainda não peguei todos, mas com certeza fiz mais que o Casey. Depois do interrogatório e de escrever um relatório eu voltei para o hotel, tomei banho, pedi o serviço de quarto e resolvi mandar uma mensagem para Lydia.

“ Como você está?”_ Um tempo depois ela respondeu.

“ Eu nem devia te responder Rizzoli, que porra é essa!? Você tem que me manter informada droga!”.

“ Então acho bom você estar sentada. A Maura me beijou!!!”_ Esperei a reação da Lydia, que foi explosiva como pensei.

“ O que!!!? Como? Quando? Foi só um beijo mesmo? Jane eu te conheço...kkk”

“ Não foi só um beijo Lydia, foi algo que esperei por muito tempo”.

“ E agora vocês estão juntas?”

“ Não_ Coloquei uma carinha triste_ mas é um começo, é complicado Lydia...Ela tem namorado”.

“ Vocês que complicam tudo, se eu estivesse ai você já tinha casado com ela”.

“ _ Coloquei risos_ Eu não duvido disso, estava pensando em comprar algo para ela, uma coisa simples mais que tenha um significado”

“ E quer que eu te ajude”.

“ Sim_ Coloquei uma carinha feliz”

“ Tudo bem, o que você faria sem mim Jane Rizzoli? Me manda as fotos e eu te ajudo a escolher”

“ Obrigada Lydia”

Vesti uma roupa mais despojada e decidi ir ao shopping, não é algo que me agrada, mas eu encontraria algo para a Maura. Eu não sabia o que comprar, um coberto novo? Ri com a ideia, tudo bem que eu roubei o dela, mas esse não seria o presente certo. Poderia ser um vestido, um que valorizasse todo o corpo dela, um que ela só usaria para mim, porém os vestidos que a Maura usa custariam um ano do meu salário.

Depois de andar por muito tempo, vi uma vitrine de uma loja com algumas joias que me chamaram atenção, decidi entrar e procurar um colar que tivesse um pingente bonito, acabei achando uma lupa, será?

Mandei uma foto para Lydia e a resposta veio em alguns minutos.

“ É lindo Jane, mas porque a lupa?”

“ Eu e a Maura somos fãs do Sherlock Holmes e também... Eu sou uma detetive, acho que isso fará ela lembrar de mim, kkk. Esquece vou comprar o da borboleta ou o da rosa”.

“ Ei...Não com certeza ela vai gostar da lupa, afinal vocês sempre foram estranhas mesmo”.

“Obrigada Lydia por me chamar de estranha”.

“ Por nada, sempre que precisar ouvir a verdade eu estou aqui”.

Enviei uma carinha brava e depois risos. Comprei o colar e voltei para o hotel.

*Eu estou feliz, não sei o que irá acontecer agora, não sei se ficaremos juntas, mas a angustia que senti todo esse tempo se foi, a única coisa que falta é esclarecer o motivo de termos nos separado, tenho certeza que a Maura teve um bom motivo, eu só tenho que esperar ela me dizer.

Foi bastante difícil para mim a nossa separação, mas eu ainda não estava acreditando no que a Maura havia me dito, então sai á noite e fui até a casa dela, iríamos conversar e resolver tudo, porém quando cheguei a casa estava vazia, não havia uma placa de vende-se, mas eu sabia que não voltariam tão cedo.

Pulei o muro, como eu e a Lydia fazíamos antes da Constance nos pegar aquela noite, quebrei o vidro da janela do quarto da Maura e entrei, abri o guarda-roupa poucas roupas estavam lá, deitei na sua cama e afundei meu nariz no travesseiro para sentir o cheiro dos seus cabelos, depois de algum tempo e muitas lágrimas eu levantei, foi ai que vi a sua manta lilás, dobrei novamente e sai de lá levando-a comigo.

Meus pais haviam saído para jantar fora, esse era o único romantismo de Frank Rizzoli, levar a mulher para comer em um lugar qualquer uma vez por ano, os meninos estavam no quarto jogando, eu entrei no meu quarto, peguei uma caixa no guarda-roupa com fotos e cartas e coloquei na cama, depois tirei de outra caixa duas garrafas de bebida que a Lydia pediu que eu guardasse, comecei a ver as fotos e ler as cartas enquanto bebia, eu bebi demais, tentei levantar para ir ao banheiro, mas acabei caindo no chão, perdi a consciência , acordei no hospital.

O quarto branco e iluminado me fez apertar os olhos logo que os abri, olhei para o lado e encontrei a minha mãe deitada em uma poltrona, ela parecia bastante cansada, fiquei tentando lembrar o que aconteceu, porque eu estava em um hospital, olhei novamente para a minha mãe e ela estava acordando, dona Ângela poderia me dizer o que aconteceu, ela fez uma cara de dor, a poltrona não fez bem para ela. Quando me viu acordada ela correu e me abraçou, apesar de estar um pouco dolorida eu precisava daquele abraço.

— Que bom que você acordou meu amor_ Minha mãe acariciou meu braço e depois meu rosto, alguns segundos depois sua expressão desesperada mudou para uma brava_ Você tem ideia de como seu irmão ficou ao te encontrar no seu quarto e com vômito por todo o rosto? Frankie ficou chorando por horas e se não fosse por ele eu e o seu pai iríamos dormir e você teria morrido! Teria sufocado com seu próprio vômito. Por que você fez isso Jane? Por que?

Ela começou a chorar e eu olhei para o lado tentando entender tudo, mas a única coisa que me vinha a cabeça era a Maura.

( Maura)

Cheguei em casa sorrindo, eu estava confusa, são tantos sentimentos se atropelando... Joguei minha bolsa e chaves em um canto qualquer e deitei no sofá, eu realmente fiz isso? Eu dei esperanças a Jane? Sim eu fiz, estou dando uma chance a nós. E o Jack? O que direi para ele? Ora Maura pare de se torturar, vocês não são casados, ele é uma boa pessoa e irá entender e se não entender sinto muito por ele.

Ouvi uma chave entrando na fechadura e depois Cailin entrou em casa sorrindo assim como eu.

— Vejo que está feliz.

Ela pôs a mão sobre o peito e arregalou os olhos.

— Quer me matar de susto Maura!?

— Se está assustada é porque fez algo errado_ Eu sentei e dei espaço para ela, que se jogou de todo jeito do meu lado.

— Eu não fiz nada “errado”_ Cailin estava zangada.

— Eu sei que não, na verdade quem sabe o que é certo ou errado?

Ela me olhou e trocou a expressão de chateada para um leve sorriso.

— O que é isso no seu rosto?

— O que?_ Cailin tocou o canto dos meus lábios.

— Esse sorriso contido, esse olhos brilhando...Você se acertou com a Jane?

— Não! Cailin isso não irá acontecer, eu estou feliz porque o Jack me ligou_ Menti, talvez eu não queira dizer a ela o que nem eu tenho certeza, Cailin entenderá depois.

— Ai que chato!

— Cailin!_ Repreendi, mas ri por dentro.

— O que? Agora não posso mais dizer o que penso? Acho que hoje já deu pra mim­_ Ela beijou meu rosto e foi para o seu quarto.

­_ Atrevida! _Disse alto para que ela pudesse escutar.

Me ocupei com algumas revistas cientificas e a noite chegou depressa, tomei um banho relaxante e vi um filme na sala, Cailin estava estudando no quarto, de repente me peguei pensando na Jane, ela estava sendo uma fofa, com as flores e o café, por coincidência_ Para quem acredita nisso_ Jane me mandou uma mensagem.

“ Passei a tarde toda pensando em você”.

Eu quis responder logo que terminei de ler, mas me controlei e demorei um pouco, não quero que ela pense que estou desesperada.

“ Foi mesmo?”_ Resolvi provocar.

“ Sim, eu não penso em mais nada desde que nos reencontramos”.

Não sabia o que responder, eu também estava assim, apesar de negar logo no começo, mas queria ir com calma, no entanto depois de tantos anos tudo o que havia era pressa.

“ Jane...Eu estou até agora sentindo os seus lábios nos meus, gostaria de te convidar para vir aqui agora, mas não posso...Acho que precisamos ir devagar, pelo menos até que eu resolva a minha situação”.

“ Eu te entendo, sei que não podemos pular os degraus, mas e um almoço? Gostaria disso? “

“ Sim, pena que amanhã não será possível, você tem algumas prisões para fazer ...”

“ O importante é que você disse sim, podemos esperar a melhor oportunidade. Boa noite Maura, sonhe comigo”

“ Convencida...Eu adoraria sonhar com você”.

Reli novamente toda a conversa antes de subir para o quarto, dessa vez eu não deixaria o amor da minha vida escapar, eu fui uma idiota antes.

Minha mãe estava estranha há alguns dias, mas o que esperar da Constance... Eu não me importei muito, então ela deu uma pulseira para a Jane como presente de aniversário, eu não falei nada para a minha namorada, mas aquela pulseira era bastante cara. Fiquei desconfiada, porém resolvi ignorar, se eu soubesse o que Constance estava planejando nunca teria deixado a Jane aceitar o presente...

Notas finais
Pois é, eu parei na parte boa né,haha. Vocês tem alguma teoria sobre o que a Constance fez ?