Notas iniciais
Olá cerejas, como vocês estão? Então, eu sumi né, bem aconteceram uns problemas meio loucos ( com meu notebook) e não deu para atualizar a fic, mas agora estou de volta! Aproveitem o capítulos e me deixem lindos comentários se quiserem que eu volte logo.

( Maura)

Cheguei em casa e deixei minha bolsa e chaves em cima da mesinha de centro, Cailin estava no quarto ouvindo música, na verdade ela e toda Nova York se considerar a altura que estava, tirei meus sapatos e bati na porta do quarto.

— Cailin! Cailin! _ Ela abriu a porta sem entender nada_ Pode baixar a música por favor.

Ela entrou no quarto e desligou o notebook_ Desculpe .

— Tudo bem, é que o Jack viajou hoje e eu tive muito trabalho, estou cansada_ Disse indo para a cozinha e enchendo uma taça de vinho para mim.

— Tá, onde está a minha taça?

Ergui uma sobrancelha.

— Maura eu não sou criança_ Servi ela.

— Eu poderia parar de te confundir com uma se você parasse de agir como tal_ Vi que Cailin ficou chateada, toquei o rosto dela_ Desculpe, hoje eu não sou uma boa companhia, mas não tenho o direito de descontar em você, quer pedir algo pra gente comer?_ Sorri e ela devolveu o sorriso indo para a sala fazer o pedido.

Tomei um gole do vinho e coloquei a taça sobre o balcão, não consegui me impedir de imaginar onde a Jane estava, o que ela está fazendo? Com certeza com alguma mulher por ai, idiota, atrevida, gostosa... Infelizmente continua muito linda, suspirei. O que eu estou fazendo ? Deveria estar preocupada com o meu namorado e não com a Jane.

— Maura eu pedi comida japonesa.

— Ótimo, eu escolho o filme.

— Porque?_ Cailin disse com um tom de voz triste.

— Porque você já escolheu a comida.

Sentamos no sofá e eu ia enchendo as nossas taças, enquanto comíamos a comida japonesa e víamos o filme, mas eu não prestava atenção no filme, estava perdida em pensamentos, Cailin desligou a televisão e então eu acordei .

— Ei, eu estava assistindo!

— Sério!?

— Sim.

— Qual o nome da protagonista?

Gaguejei..._ É...É aquela atriz que fez aquele outro filme... Tá eu não sei, porque eu não estava vendo o filme_ Confessei.

—Estava pensando nela?

— De onde tirou essa ideia?_ Peguei a garrafa de vinho e fui em direção à cozinha, Cailin veio logo atrás, me observou jogar a garrafa fora e eu virei para ela_ O que quer que eu diga?

— Tudo, se tiveram algum contato ou se ela pediu para conversarem.

— Eu e a Jane estamos trabalhando em um caso, eu estou prestando uma espécie de consultoria porque falo francês, e isso me traz lembranças porque eu fui para França, deixei ela e fui embora, quanto ela me pedir pra conversarmos eu... Eu não quero isso, não quero que ela se aproxime Cailin.

— Porque? Do que você tem medo?

— Eu irei embora, a Jane vai voltar para Boston, não quero magoa-la, não quero me magoar e muito menos o Jack, eu gosto dele...

— Mas não está apaixonada.

— Cailin...

— Porque você se contenta com pouco?

— Cailin eu não estou me contentando com pouco, Jack é incrível! Ele é gentil...

— Eu sei, o senhor perfeito_ Ela disse debochando_ Mas eu estava naquele parque Maura e eu vi o modo que ela te olhava e como você olhava para ela, era diferente, vocês tinham um brilho no olhar... Eu só quero te ver feliz, aprendi a te amar nesse pouco tempo, mas se você está bem com o Jack então eu aceito a sua escolha_ Ela me abraçou e beijou o meu rosto.

— Aonde está indo?

— Dormir, não vou sair hoje, boa noite Maura.

— Boa noite.

Peguei os pratos na sala, lavei tudo e fui para o quarto, tomei um banho, troquei de roupa e deitei, não consegui parar de pensar no que Cailin me disse, mas Jane tem uma vida diferente agora, eu teria que dividi-la com muitas outras mulheres, não quero isso para mim, contudo a frase que ela disse não me sai da cabeça, eu também acho uma pena Jane ...Te perder logo após ter te encontrado, mas talvez seja melhor assim, tenho que ser prática, se não deu certo antes porque daria certo agora?

( Jane)

Minha cabeça está cheia de pensamentos e frases, as mais comuns são: “E se”, “ O que eu sinto por ela?”, “ela gosta de mim?”. Decidi fazer alguns abdominais, não irei conseguir dormir se não estiver bastante cansada, comecei também a pensar sobre o caso, já havíamos identificado o corpo, era de um professor de história chamado Louis Burnier, amanhã iremos visitar o irmão dele. Resolver esse caso se tornou questão de honra, quero mostrar para o Casey que o que ele ouviu sobre mim é verdade, além disso, ficarei mais tempo perto da Maura, eu preciso disso. Tomei um comprimido , minha garganta estava inflamada, eu estava com febre e o nariz escorrendo, pelo visto essa noite vai ser longa.

Acordei cedo, apesar de me sentir molenga, comprei dois cafés, um para mim e o outro para Maura, decidi fazê-la conversar comigo, sim eu ainda tenho ressentimento por ela ter ido embora, mas que bem isso me fez? Todos esses anos perdida, sem nada sólido na minha vida a não ser o trabalho, trabalho esse que eu posso perder se não controlar a minha raiva. Eu não sou iludida a ponto de esperar que nós duas possamos ter algo, mas ao menos eu quero virar essa página.

Ignorei um comentário que Casey fez e segui para o necrotério, Maura estava no escritório, estava usando óculos para ler algo no notebook, voltei alguns passos e parei um pouco para respirar, eu pensei que ela não pudesse ficar mais sexy, agora vejo que estou enganada, fui até a sala novamente, Maura agora havia tirado os óculos e estava dando pequenas mordidinhas na ponteira, respirei fundo e entrei, sentei em uma cadeira de frente para ela e coloquei os dois copos perto de mim, depois empurrei um dos copos até a Maura, ela desviou o olhar do texto que estava lendo e olhou para o copo, depois me encarou, eu encarei de volta.

— Não precisa me comprar café para que eu te ajude com o caso.

— Eu sei que não, você tem uma cafeteira, mas esse café é especial, é o que você gosta...Ou gostava...

Maura tomou um pouco do café.

— Ainda gosto_ Sorriu_ Onde conseguiu esse café? A última vez que eu tomei foi em Boston.

— Eu descobri um lugar que faz um bem parecido, mas eu dei algumas dicas ao cara, tive que pagar um pouco a mais também_ Dei de ombros.

— Como você está se sentindo?_ Maura perguntou e ela parecia realmente interessada em saber.

— Eu vou ficar bem, tomei um comprimido hoje e...

— Jane Rizzoli você está se automedicando? Você deveria ter ido ao médico, resfriados podem se agravar.

Eu ri, meus lábios se moveram em um sorriso e depois uma risada sonora escapou dos meus lábios.

— Do que está rindo?_ Maura perguntou irritada, ela tentou levantar da cadeira, mas eu segurei a sua mão.

— Ei, você está trabalhando, continue sentada_ Esse momento que estávamos tendo era especial, pela primeira vez desde que nos reencontramos não havia ataques, nem acusações muito menos desvio de olhares.

— Então me diga do que estava rindo, porque eu não vejo motivo para ter rido de algo sério.

Eu ri porque fiquei feliz, feliz porque a Maura estava preocupada comigo, mas não podia dizer isso, então arranjei uma desculpa_ Estou lembrando de alguém que nunca queria ir ao médico quando estava resfriada, tomava suco de laranja e sopa de legumes e sempre dizia “ Se eu ficar bem quietinha, vou ficar bem logo, logo”.

Ela sorriu_ Isso não conta, foi há muito tempo, além disso, estamos falando sobre você. Deveria estar em casa repousando Jane, está bastante frio lá fora e isso não te fará bem.

— Eu sei, mas hoje vamos à casa do irmão da vítima. Precisamos saber o motivo da vinda do Louis Burnier a Nova York, não posso deixar o Martinez cuidar de tudo sozinho.

Terminamos o café e Maura voltou a fitar a tela do notebook, eu olhei para os lados, sabia o que tinha que fazer, queria conversar com ela, queria entender tudo e ao mesmo tinha medo que a verdade fosse dura, mas nossa história foi dura, não chegamos a concretizar nenhum dos nossos planos, o que poderia ser pior que isso?

— Maura eu..._ Comecei meio sem jeito_ Nós precisamos...

—Bom dia!_ Ana disse sorridente trazendo um pacote nas mãos_ Vejo que já tomaram café, é uma pena porque eu tenho em mãos um pacote para a doutora Isles, parece que se trata de um café especial_ Ela colocou o pacote na mesa, havia um pequeno papel com as informações da Maura como o endereço e o nome completo, Maura D. Isles_ O que significa o D?_ Ana perguntou curiosa.

— Dorothea_ Eu disse, simplesmente saiu, logo percebi minha falta quando Maura beliscou meu braço_ Ai, isso dói!

— Foi essa a intenção_ Ela me olhava com raiva, mas não a raiva do começo, era uma raiva fingida.

— Como você sabe?_ Ana perguntou_ Como sabe essas coisas sobre a doutora Isles, que ela fala francês, o seu nome do meio, já se conheciam?

Eu e a Maura ficamos nos olhando, por sorte meu celular tocou, era Martinez dizendo que estava pronto.

— Bem, bom trabalho para as duas_ Eu disse levantando, beijei o rosto de Ana_ Não perturbe a Maura, eu simplesmente descobri essas informações sobre ela, sou uma boa detetive_ Ana voltou-se para Maura com a mão no rosto onde eu a beijei, aproveitei que ela estava de costas e pisquei para loira, recebi um sorriso tímido que me fez quase desistir de sair dali, acenei para ela e sai da sala.

A nossa visita ao irmão da vítima foi proveitosa e ao mesmo tempo confusa, ele estava totalmente surpreso com a morte do irmão, não sabia que Louis estava no país, mas nos apontou outra pessoa que talvez soubesse de algo, um amigo de Louis, um paleontólogo famoso, o irmão de Louis nos contou também que o irmão estava envolvido em uma investigação envolvendo trafico de fósseis, Louis fez uma denúncia e aparentemente tinha provas. A partir desse momento esse era o principal motivo para alguém querer a morte do senhor Burnier.

Uma semana já havia passado e eu começava a me questionar se conseguiria mesmo resolver esse caso até a semana seguinte. Voltamos para o departamento, Casey estava conversando com alguns policiais, mas parou quando nos viu chegar, disse uma piadinha e todos riram, depois levantou a mão.

— Ei Martinez, quem ficou por cima?_ Todos os outros riram, eu andei a passos rápidos e fiquei de frente para ele que continuava com um sorrisinho nojento no rosto.

Eu pensei em dar uma resposta a altura do que ele insinuou, tão nojenta quanto, mas ao olhar para o lado eu vi a Maura parada nos observando e ela não merecia ouvir coisas tão baixas.

— Sabe Casey, eu te entendo, você se acha o máximo, o melhor detetive dessa divisão, de repente uma mulher prova o contrario e ainda por cima não quer ir pra cama com você, o que te resta é tentar me diminuir para que ninguém perceba que o pequeno é você.

Ele colocou a mão na calça e apertou.

— Desculpe querida não há nada de pequeno aqui_ Ele disse rindo, mas dessa vez sem o apoio dos outros.

— Mas com certeza tem algo de pequeno aqui_ Apontei para a cabeça dele_ Casey fechou a cara e saiu de lá, voltei para a minha mesa e os policiais se espalharam, Martinez me mostrou um sorriso e voltou o trabalho assim como eu, peguei alguns papeis para ler, tentei algo, levantei a cabeça e procurei Maura com o olhar, ela juntou as duas mãos em um aplauso silencioso e depois sorriu para mim, era um sorriso radiante, um sorriso que me fez falta todos esses anos. Alguém começou a falar com ela e eu voltei para os meus papeis, quando olhei novamente Maura não estava lá.

Pedi ao chefe para sair mais cedo, estava com uma forte dor de cabeça e meu estômago estava embrulhado, mandei Martinez informar a Maura sobre o caso e fazer algumas perguntas a ela sobre pontos que nós dois tínhamos dúvidas. Eu abri a porta do meu quarto as pressas, joguei minhas coisas na cama e corri para o banheiro, não pensei que estivesse tão doente, talvez a Maura tivesse razão eu deveria ir ao hospital, fiquei um bom tempo sentada no chão do banheiro próxima ao sanitário, depois lavei minha boca e deitei na cama, decidi dormir um pouco e se ainda estivesse assim quando acordar eu irei ao hospital.

( Maura)

Terminei uma autopsia e estava louca para voltar para casa e tomar um banho relaxante, mas eu deveria esperar Jane e Martinez, fui para o escritório e sentei na mesma cadeira que estava sentada hoje pela manhã quando a Jane me trouxe um café, Jane parece diferente, a Jane Rizzoli de antes teria resolvido a situação com o Casey batendo na cara dele, ou talvez ela tenha feito isso só porque me viu, então é isso? Jane se torna mais sensível perto de mim? Sorri ao criar essa hipótese, depois balancei a cabeça de leve afastando tais pensamentos, decidi dar uma olhada nas minhas redes sociais, que foi uma ideia da Cailin, ela me disse que era importante “ As pessoas só existem Maura porque tem redes sociais para postar tudo o que fazem”, eu pessoalmente achei um exagero, mas até que estava sendo útil, decidi pesquisar Lydia Rizzoli e encontrei o perfil dela, a primeira foto que vi foi da Lydia com um bebê, era um lindo menininho de cabelos loiros chamado TJ, depois encontrei uma foto da Jane dormindo no sofá, com o bebê que também dormia, sobre ela. Os cachos do cabelo dela caindo sobre a face dele, passei a mão na tela e fiquei algum tempo olhando. Depois fechei o notebook rapidamente quando vi alguém entrar, era o Martinez, coloquei a mão no peito.

— Desculpe doutora Isles eu não quis te assustar.

— Não se preocupe Martinez_ Olhei por cima do ombro dele e não encontrei a Jane_ Onde está a detetive Rizzoli?

— Ela voltou para casa mais cedo_ Ele disse colocando algumas pastas sobre a mesa_ Parece que não estava se sentindo bem, percebi isso quando fomos à casa do Jean Burnier , o irmão da vítima.

— Se incomoda se eu levar as pastas para casa? É que eu também preciso ir.

— Por mim tudo bem, preciso ver o musical da minha filha, já estava pensando em ligar dizendo que não ia, mas agora vou me apressar_ Sorri para ele, pequei as pastas e as minhas coisas, estava quase saindo quando algo me ocorreu_ Martinez, por acaso você sabe em qual hotel a Jane está hospedada?

— Espere eu tenho em algum lugar_ Ele mexeu no bolso e tirou um papel_ Ela me deu caso precisasse discutir pessoalmente alguma informação sobre o caso, também tem o número do quarto, boa noite doutora Isles.

— Boa noite Martinez.

Eu tinha que passar em casa, não poderia sair por ai com aquelas pastas e sem ao menos tomar um banho, mas decidi que veria como a Jane está, sabia que esse tipo de aproximação é perigosa, mas ela não conhece ninguém na cidade e deve estar muito mal, eu faria isso por qualquer pessoa... Ainda mais se essa pessoa for a Jane, fechei o papel na mão com força e fui até o meu carro.