The Story
21 Capítulo 21
Notas iniciais
“Superei, eu superei você. A maneira que você ri de tudo o que eu faço,superei, eu superei você,a maneira que você disse que iria ser sempre verdadeiro. Talvez se eu digo a mim mesma o suficiente,talvez se eu fizer isso, eu vou superar você”.
Ingrid Michaelson feat. A Great Big World — Over You
( Jane)
Claro que com a sorte que eu tenho a substituta do George seria a Maura e ainda por cima Lydia a veria e chamaria ela para sentar conosco. Percebi ela meio hesitante, era uma saia justa, era uma puta saia justa sentar com a pessoa que você quebrou o coração duas vezes, mas se ela não sentasse Lydia iria até lá e arrastaria ela até a nossa mesa.
Maura pegou o seu café e veio andando em câmera lenta até nós( Pelo menos eu estava vendo assim, talvez fosse porque ela continua muito bonita e cada vez mais gostosa) a cada passo que ela dava o ar esmagava os meus pulmões, a porra do meu coração batia acelerado e eu estava quase lhe dizendo alto que ele se controlasse, que encontrasse outra pessoa para amar, que não me fizesse ficar com cara de boba olhando para ela, mas ele não me ouvia. Logo que a Maura sentou tratei de tentar escapar da situação com as minhas velhas armas, ironia e sarcasmo.
_Bem, já que você já está acompanhada Lydia, e muito mal por sinal eu vou pra trabalhar.
Eu não estava acreditando que a Lydia iria ignorar tudo q eu contei a ela por saudades da Maura e estava quase me levantando da mesa pra amaldiçoar elas duas, as famílias e as vacas quando Lidya segurou meu braço forte e me puxou de volta para cadeira.
—Senta aí Jane, estamos juntas de novo, você não pode apreciar o momento por dois segundos?!
—Claro_ Eu disse irônica_ Um, dois...Tchau.
—Jane Clementine Rizzoli, senta nessa droga dessa cadeira agora!
A Lydia colocou tanta firmeza na voz q eu me obriguei a sentar.
—Lydia, talvez seja melhor marcarmos algo depois...Ãh, um café por...
_Não comece você também Maura_ Lydia olhou da Maura para mim_ Isso é oficialmente um reencontro do club Alone, se comportem, não é porque uma não tá comendo a outra q eu não posso ter as duas num lugar só.
—Se ela não tivesse escolhido aquele cara ainda estaria sendo bem comida_ Resmunguei baixinho.
—Todo mundo ouviu Jane, quando você fala dos seus atributos perde a noção do volume. Em todos os sentidos.
Que vontade de matar a Lydia e jogar o corpo no mar.
—Como você está Maura, o que tem feito?
—Ãh...Eu...Estou de volta há alguns dias, estou na minha antiga casa, eu e minha irmã Cailin limpamos tudo...
— Irmã...Não me diga q Constance teve outra filha!
—Não, Cailin é filha do meu pai
—Graças a Deus_ Lidya se benzeu_ Aquela mulher é assistente do demônio ainda disputa o cargo_ Lydia tocou o braço da Maura_ Desculpa apesar de tudo ela é sua mãe...
— Não se incomode com isso, nada do que você disser com a Constance será muito.
— Uma irmã então... Isso é legal, lembro que sempre quis saber como era ter irmãos, queria até adotar os da Jane.
Eu estava de braços cruzados, a perna balanço e a cara mais feia q eu tenho.
—Mas foi você quem casou com um vejam só_ Maura sorriu e Beto bateu mais rápido. Que foi não posso por um nome no meu coração?
—As coisas q alguém faz após uns drinks são inimagináveis Maura...Tenho um filho agora o TJ.
— Sim, ele é lindo Lydia, vi algumas fotos.
— Tomara que não seja como o pai_ Lydia suspirou.
—Ei_ Eu disse_ Se vai ser como se eu não estivesse aqui porque não me deixa levantar?
Lydia me olhou com a pior cara dela e eu me encolhi no meu canto.
—Você veio buscar um emprego no departamento?
—Claro q não Lydia, ela veio assumir a vaga de legista deixada pelo idiota do George... Tipo de todo mundo foi ela, porque Jane Rizzoli é a pessoa q mais tem sorte no mundo e...
Quando dei por mim as duas me olhavam atenta, estavam esperando q eu fosse desabafar, sabiam q uma hora ou outra eu iria explodir.
—Jane, precisamos conversar.
Ignorei completamente a Maura e me voltei para a Lydia_ preciso trabalhar_ Dei um beijo no rosto da Lydia_ Me liga mais tarde.
Sai da cafeteria sem terminar o meu expresso e precisaria dele para encarar o que vinha pela frente,Beto pareceu triste por não estar mais perto da Maura, mas só porque esse coração é masoquista.
***
( Maura)
Eu sei que ela ainda me ama, se não amasse ela não iria se incomodar com a minha presença, alguém que não representa nada para você é fácil de ignorar, alguém que não pode sorrir que você se desmancha é outra coisa. Eu sei disso porque é exatamente como eu fico e ela nem precisa sorrir, basta ser irônica...São as armas dela, sarcasmo e ironia para esconder que ainda me ama.
Eu sei que tenho essa mania de fazer tudo errado, o amor não é uma ciência exata, eu não posso estudar sobre, nem pesquisar ou formular hipóteses para testar o que cada escolha minha resulta na Jane, eu tenho que errar então eu sei...A última coisa que eu queria no mundo era magoar o amor da minha vida, mas acabei fazendo isso duas vezes.
Eu não posso garantir que não irei errar de novo, mas posso garantir que não posso ficar sem ela, porque eu tentei todos esses anos seguir e viver sem a Jane e tudo que consegui foi existir, porque quando ela chegou à Nova York, quando me conquistou novamente , quando a beijei, quando fizemos amor eu percebi que agora sim estava vivendo novamente e eu preciso viver.
— Ela me odeia_ Disse logo que a Jane se levantou e eu fiquei olhando aqueles cachos revoltos sumindo prédio adentro.
— Pelo contrário, ela só está magoada...Você vai casar com ele?
— Quem? O Jack? Nunca. Nós terminamos.
—Mas o que aconteceu? Pelo que a Jane me disse o cara estava doente e você ficou com ele por pena.
— Jack não estava...Ele inventou tudo, sabia que eu estava com a Jane e usou disso para nos separar.
— Mas porque você não diz isso a ela?
— Porque não importa, ele não deve nada a Jane, eu escolhi ficar com ele e eu sim devo algo a ela.
— Me deixe pelo menos conversar com a Jane sobre...
— Você pode fazer, mas sabemos que sou eu que tenho que me redimir_ Meu celular tocou_ Isles...Estou indo_ Virei-me para Lydia e alcancei suas mãos_ Tenho que ir, chegou mais um súdito, marcamos em algum lugar outro momento pode ser?
— Ai! Pode ser no Lagostt?
— Claro que sim_ Sorri.
Me despedi da Lydia e entrei no elevador.
Cheguei até o necrotério e Susie me esperava com todos os instrumentos prontos, parece que vamos nos dar bem.
— Bem preciso determinar a hora da morte.
— Ãh...Entre 1h e 2 da manhã Dr. Isles, tomei a iniciativa de verificar a temperatura do fígado, espero não ter sido impertinente.
—De forma alguma Susie, pode me passar...
— O afastador para costela.
— Exatamente!_ Sorri, impressionada.
Finalizei a autopsia e estava fazendo algumas anotações no relatório quando ouvi várias crianças gritando. E depois a voz da Jane.
— Não! Ei, não,não,não! Ai é o necrotério!
— Eba necrotério!
— Não garoto! Ai tem gente morta!
— Legal!
Pouco tempo depois entraram várias crianças no necrotério.
— O que está acontecendo aqui?!
Susie abriu a porta da minha sala.
— Jane perdeu o controle das crianças dela, temos que impedir que eles mexam nas evidências.
Ao ouvir isso guardei os relatórios ainda por terminar numa pasta e sai apressada da sala.
— O que está acontecendo aqui?_ Havia umas oito crianças, a Jane e uma outra mulher junto com a Susie tentavam fazer todos se juntarem e não tocarem em nada.
Quem respondeu foi a Susie.
— O chefe deu uma punição a Jane, sabe porque ela bateu em um suspeito, agora ela terá que orientar excursões de crianças pelo departamento.
— Mas no necrotério?_ Susie deu de ombros_ Tudo bem, vou organizar essa bagunça_ Peguei um apito no bolso do casaco e usei_ No mesmo instante todas as crianças pararam, Susie e a mulher com a Jane taparam os ouvidos, Jane só não o fez pois segurava um menino com um braço em volta dele, mas os dois também me olharam.
— Fico feliz de ter conseguido a atenção de vocês, eu sou a legista, Dr. Maura Isles.
— Bom dia Dr. Isles_ A mulher do lado da Jane veio apertar a minha mão_ Eu sou professora das crianças. Não era nossa intenção atrapalhar o seu trabalho, nem deveríamos estar aqui, mas você sabe como são as crianças.
Sorri, na verdade eu não sei, quem sabe um dia eu possa de fato saber.
— Bem, já que estamos aqui porque não aproveitar para ensinar algo as crianças. Alguém aqui quer ser cientista?_ Vários deles levantaram as mãos_ Venham me sigam não toquem em nada, algumas substancias podem fazer seus dedos caírem_ Eles me seguiram de braços cruzados protegendo as mãos.
Escutei Susie cochichar pra Jane_ Ela tem jeito com crianças.
***
As crianças já haviam ido embora há algum tempo, Susie já tinha se retirado após preencher os seus relatórios e catalogar as evidências e eu estava me preparando para ir pra casa quando alguém bateu na porta da minha sala, olhei naquela direção com os meus óculos e era a Jane, a cabeça e metade do corpo na porta.
— Posso entrar?
— Claro_ Girei a cadeira e cruzei as pernas, não pude deixar de perceber os olhares da Jane para elas, já que, eu estou usando uma saia, que subiu com o movimento_ Quer sentar? Ou pelo menos colocar o corpo todo para dentro da sala?_ Eu ri e ela acabou rindo também, eu queria que o clima entre nós continuasse assim.
— Eu só queria agradecer por ter controlado as crianças hoje a tarde.
— Ah, não foi nada. Fiquei com medo deles tocarem nos cadáveres ou contaminar as evidências.
— Bem, então estou indo.
— Jane... O que...O que te fez mudar o modo de me tratar?
— Lydia me contou sobre o Jack_ Ela colocou as mãos nos bolsos_ Acho que quero encerrar tudo isso sabe...
— Então é isso? Está seguindo em frente?_ Ela não quis me escutar, estava saindo da sala, mas eu a impedi segurando seu braço, aproveitei que ela ficou sem reação e tranquei a porta da sala_ Antes você vai me ouvir.
Jane suspirou.
— Se está seguindo em frente quero que me diga, não podemos fugir dessa vez, é um momento definitivo de saber se ainda podemos ficar juntas ou não.
Ela riu_ Nada disso, ainda tem esperanças de me ter?
— Pelo modo como você reage aos meus toques eu tenho motivos para ter_ Acariciei seu braço e ambas olhamos para ele, ela então puxou o seu de uma vez.
— Abra a porta por favor.
— Antes me diga que não me quer.
— Eu não quero, agora me dê às chaves.
— Não senti verdade nas suas palavras_ Peguei as chaves e de forma ousada guardei dentro da blusa.
— Maura eu não tenho tempo para isso, me dê as chaves ou eu ponho minha mão ai dentro.
Sorri desafiadora. Jane veio correndo na minha direção, dei um pequeno grito de surpresa e me escondi atrás da mesa no centro da sala, ela ficou do outro tentando me pegar.
—Se você não quiser conversar como adulta podemos ficar o dia aqui correndo em volta dessa mesa Jane.
—O que quer que eu diga?_ Ela avançou em minha direção e quase agarra a ponta do meu jaleco, mas eu consegui escapar.
— Coloque sua raiva para fora! Me xingue se quiser, mas me diga a verdade..._Tomei um pouco de ar, pois já estava cansada de correr_ Porque não acredito que você me esqueceu e se...E se você conheceu alguém só quero que me diga.
Jane chegou por trás de surpresa e me agarrou , seus braços fortes envolvendo a minha cintura fez meu corpo todo aquecer, então ela falou ao meu ouvido.
— Eu não tenho ninguém_ Sua voz rouca me fez arrepiar inteira_ Tem razão eu estou com raiva, raiva e frustrada por nunca ser escolhida, porque você sempre acha que sabe o que é certo pra mim e o seu certo é sempre me privar de você, dos seus beijos_ Ela passou os lábios de leve no meu pescoço_ Do seu cheiro...Te odeio por fazer isso.
— Mas eu estou aqui agora! Eu sei, meu Deus como eu sei que não mereço! Mas porque não aproveitar que estou de volta?
— Não é tão simples Maura! Eu estou machucada_ Jane tentou colocar a mão dentro da minha blusa_ Eu me soltei dos seus braços e a empurrei.
— Antes você gostava.
Lhe dei um enorme tapa na cara, ela passou a mão no rosto e me olhou com raiva, então avançou em minha direção, me tomou pra si e me beijou. Fomos andando até o sofá entre beijos, eu puxando o seu cabelo e ela me beijando, ela tirou meu jaleco, eu tirei seu terninho, abri sua calça, ela tirou minha blusa e as chaves caíram, ela ignorou e acariciou meus seios por cima do sutiã agarrando com força, eu gemi e o foi o suficiente pra deixar a Jane bem excitada. Em pouco tempo estamos nuas, ela beijando todo o meu corpo, enquanto eu mordia o seu pescoço e fazia arranhões em suas costas, Jane me beijava com tesão, levou a mão até o meu sexo, masturbou um pouco testando a umidade e quando percebeu que eu estava bastante molhada, segurou o pênis em frente a minha entrada, passou ele um pouco por fora, deu batidinhas e entrou gostoso e forte, coloquei as pernas em volta dela a prendendo e lhe dando mais liberdade de movimentos e a Jane aproveitou bem,continuou me estocando forte enquanto eu mordia seu ombro.
— Queria que eu descarregasse a raiva Maura? Que tal agora?_ Jane entrou em mim com força e de uma forma tão gostosa que eu só pensei em provocá-la pra conseguir mais.
— Juro que não senti nada...Já descarregou?_ Disse rindo_ Jane deu mais uma estocada forte e eu gemi alto.
— Foi muito forte?_ Ela perguntou carinhosa, passou a mão pelo meu rosto.
— Não...E não pare Jane.
Eu sei que a intenção dela é fazer um sexo com raiva, mas ela não consegue, ela se preocupa muito comigo. Eu sabia que ela estava segurando o orgasmo mais um tempo pra que eu gosasse também e com mais uma estocada gostosa meu corpo começou a ter espasmos e ela me preencheu com seu líquido.
Ficamos no sofá olhando pro teto e rindo como idiotas, os corpos nus e suados.
— Eu só posso oferecer isso_ Olhei pra _ Só posso te dar sexo, um sexo com raiva, sem sentimentos, então se você quiser um relacionamento é melhor me dizer.
— Por mim sexo está ótimo_ Disse.
— Bom...Eu preciso ir agora_ Ela levantou catando as roupas eu fui atrás.
Ambas estávamos vestidas.
— Combinamos um lugar depois.
— Claro.
— Tem certeza que é isso que quer?
— Sim.
Jane me beijou e saiu da sala, eu fechei a porta e me encostei nela.
— Nunca será só sexo Jane, mesmo que seja um ótimo sexo.
Se ela acha que vou me contentar com isso está enganada e enganando a si mesma, mas por hora deixamos como está. Deitei no sofá onde minutos atrás nós pegamos fogo e sorri lembrando do quão bom foi.
“Talvez se eu digo a mim mesma o suficiente,talvez se eu fizer isso, eu vou superar você,Você, superar você, você.Eu estou caindo em torno de você, talvez se eu digo a mim mesmo o suficiente (eu estou caindo em torno de você),talvez se eu fizer (estou caindo ao seu redor)”.
Ingrid Michaelson feat. A Great Big World — Over You
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