The Stone Of Destruction

7 Capítulo 07 - Um Ryuk destruidor


Notas iniciais
Me avisem nos Reviews se tiver algum erro. Lembrem-se: Quando lerem, imaginem a história como se fosse um animê ~(não sei se existe isso, mas... ueheauhae) Obrigado por acompanharem!

Kurosako fitou Paid por alguns instantes. Seu rosto suado e olhos penetrantes passaram por todos os lados daquele local e com um sorriso no canto da boca, disse, em alto e bom som:

– Se quer saber... vamos lá, – começou, dando um passo para a frente e sentando-se numa rocha, – desde o nosso último encontro estudei alguns pontos dos mapas de todo o continente. Ao vir para cá, coincidentemente, vi esta vila de canibais sem coração. Me deu pena deles, mas acabei tendo uma idéia.

Paid achou a cena ridícula. Parecia que Kurosako estava contando os seus problemas para ele, sentando numa rocha com a guarda totalmente baixa. Mesmo assim, não ousaria um ataque naquele momento. Naquele momento.

– Matei a todos e consegui transformá-los em fantoches. Enquanto estava hospedado em Gyouko, ficava controlando todos, designando tarefas como se ainda existissem. Eu sabia que você viria buscar seus amiguinhos... – disse até ser interrompido. O homem sentado percebeu um tom de voz relativamente alto.

– Onde estão eles? – perguntou Paid entre dentes novamente.

– Não sei... – disse Kurosako sorrindo, enquanto levantava-se da rocha. O espadachim não agüentou e partiu para cima de Kurosako. Desferiu golpes que foram facilmente desviados. O do machado apenas pronunciou algo baixinho e deu uma rasteira no adversário, que caiu, mas logo se recuperou. Os dois ficaram frente a frente.

– Para que você me quer? – rugiu Paid, como um leão mostrando seu poder. Ele recuou alguns passos e estendeu a espada, que suavemente tocou o peito de Kurosako. O mesmo riu bastante.

– Simples, – começou, tomando fôlego, – Na verdade, quero apenas uma parte de você. Sua cabeça.

A revelação foi estrondosa. Paid sentiu sua barriga revirar. Sua cabeça? Kurosako estava são? Para que a cabeça? O espadachim concluiu que seu inimigo devia estar drogado ou coisa do tipo.

– Isso, sua cabeça, idiota. Afinal, com minha nova técnica posso usar a cabeça do adversário e conseguir todas as suas habilidades.

Um novo baque fez Paid arregalar os olhos. Aquilo não podia ser verdade. Kurosako podia ter as habilidades de quem arrancasse a cabeça. Talvez fosse um blefe, mas Paid não acreditava nesta possibilidade.

– Como? – perguntou aflito, mas demonstrando estar tranqüilo pela aparência.

– Anos de pesquisas. Coisa que um espadachim não pode fazer ou é burro demais para isso. – respondeu num tom de voz baixo. Kurosako observou o oponente e saltou para trás, arrumando o machado em suas mãos.

Paid achava pouco provável que o seu adversário já estivesse com as habilidades de alguém que já enfrentou. Teria que matá-lo nesta batalha, ou então acabaria morto amanhã ou depois. Isso fez com que o pavor e adrenalina aumentassem dentro dele.

Sem esperar algum pronunciamento, saltou para o alto, sendo acompanhado pelos olhos de Kurosako. O mesmo também fez o movimento, segundos depois e chocaram-se no alto. As pernas balançaram com velocidade, uma atingindo a outra. O joelho de Paid pareceu explodir por alguns instantes, mas logo se recuperou. As armas estavam sendo empurradas fortemente pelos dois, com o objetivo de a lâmina escorregar a atingir o inimigo.

– Você não vai me matar! – gritou Kurosako sorrindo, – eu sou muito mais forte, seu paspalho. Banku nº02!

O grito foi alto. Uma fumaça então começou a ser lançada pela boca de Kurosako, que tentou ir o mais para trás possível. Paid conhecia tal técnica, por já ter visto alguém usar. Ele tinha certeza que ela só poderia ter sido executada pelos superiores de soldados que defendem as aldeias. Talvez Kurosako já tivesse sido um major.

Paid não poderia continuar na trilha da fumaça, pois a mesma estava carregada de explosivos. Ele ficou no solo firme e se jogou vários metros para trás. A fumaça o seguiu. As explosões começaram rapidamente, mas o espadachim conseguiu sair ileso. Foi aí que percebeu estar sendo vigiado por alguém nas suas costas.

– Tome isso, porra! – berrou Kurosako, lhe dando um chute na cabeça. A pancada foi tão forte de Paid ficou zonzo. Estava prestes a desmaiar. Um corte abriu-se na sua cabeça e dele, um sangue vermelho escuro começou a jorrar sem parar.

– Tsuko nº06! – gritou, movimentando sua espada. Caiu no chão violentamente. Percebeu um rastro de sangue enquanto escorregava pela grama e barro seco. Uma espécie de corrente de ar, conforme os movimentos da espada atingiram Kurosako que caiu. Sua perna tinha um corte profundo e a barriga também.

Paid então desmaiou. Sentiu uma dor imensa até ficar em sono absoluto.

***

A vela mal conseguia iluminar o quarto escuro. As paredes eram cinzas e tinham retratos muito bonitos, além de alguns escritos em línguas estranhas, que Kurime não conhecia. O jovem estava deitado numa cama pequena, com cobertores escuros. Ele olhou para a sua direita e percebeu uma porta alta, de madeira. Ela estava aberta e uma pessoa surgia da escuridão. Ela ligou a luz do quarto por alguns instantes e voltou a deixar tudo escuro novamente.

– Ele não pode ficar com essa luz na cama, Umiho-sama. – disse Kurime baixinho, apontando para um homem alto, de cabelos azuis espetados, deitado numa cama parecida com a que o garoto estava. Dormia profundamente.

– Desculpe, Kurime. – avisou o homem minúsculo que estava à porta. Ela era careca e estava com roupas grossas e uma calça curta para seu corpo.

Ele se retirou silenciosamente, ligou a luz da cozinha e começou a preparar uma bebida estranha, cor de laranja junto de um sanduíche. O jovem ficou sentindo o ótimo cheiro até ouvir um barulho a sua esquerda. Paid levantou-se devagar, pondo a mão na sua cabeça.

– Você acordou Paid-sama! – exclamou em voz baixa o garoto de apenas treze anos. Umiho veio correndo da cozinha.

– Vocês... enfaixaram minha... cabeça? – perguntou Paid, ainda zonzo. Estava um tanto exausto, apesar de ter ficado dois dias dormindo.

– Sim. – respondeu Kurime, sorrindo para ele. O jovem foi até a cozinha e trouxe e terminou de preparar o sanduíche para o seu mestre. Umiho estava ajudando-o a sentar. O jovem chegou correndo, quase tropeçando nas próprias pernas.

– Muito obrigado. – disse Paid, pegando o prato pequeno e o copo transparente. Bebeu vários goles até começar a morder a massa do pão. Não demorou muito para chegar ao presunto. Após longas mastigadas, de boca vazia, perguntou: – O que houve?

– Bem... nós estávamos em cima da montanha quando percebemos que vocês ainda lutavam. Corremos para te ajudar e quando chegamos lá, você estava sozinho, desmaiado no chão com um corte na cabeça bem grave. – explicou Kurime, – Kurosako não estava lá. – terminou, ficando sentado na cama, enquanto Umiho trazia uma cadeira da cozinha.

– Mas... eu cortei ele na perna e na barriga... como ele conseguiu escapar? Não acredito... – falou um tanto irritado pela sua péssima luta frente a um grande adversário. As dores da batalha ainda podiam ser sentidas. Paid ajeitou-se na cama e terminou seu sanduíche, deixando um último gole da bebida.

– Preciso contar algumas coisas para vocês. – disse seriamente, largando tudo num bidê quase imperceptível ao lado da cama. Era feito de madeira, mas tinha várias partes em roxo.

Após alguns minutos os espadachins ali já sabiam de tudo. Foi aí que Paid lembrou-se de uma coisa.

– E Dankora? – perguntou.

– Depois de nos ajudar, – disse Umiho, dando uma pequena pausa para tomar ar, – disse que tinha assuntos pendentes em uma das vilas do planeta.

Sem dar muita importância a resposta, Kurime fez uma pergunta:

– Paid... Kurosako não é líder de uma aldeia?

– Sim, Kurime. Mas ele comanda uma vila voltada para o mal. Para as trevas. Quando tivemos que tentar pacificar todas, a dele parecia perfeitamente em paz. Estava, mas no subsolo de todas as construções, Kurosako formava guerreiros especiais, como os seus anjos da morte para se tronar o mais poderoso de todos os líderes. – explicou Paid sem parar. Quando terminou a última letra, respirou fundo o ar do local. Umiho observava os dois, quieto.

– E as outras vilas? – perguntou novamente o curioso aprendiz.

– Tinham medo. Nunca fizeram nada. Agora, os espadachins irão cair. Não sei se foi blefe, mas quem sabe já até caímos. Somos foragidos agora. Não conseguimos manter a paz. – esclareceu Paid.

– Impossível...

– Não, não é. As outras vilas já elegeram ou elegerão alguém para intermediar os interesses de todos, tornando a haver paz, ou algo que se denomina paz, mas realmente não é. Kurosako quer as nossas habilidades agora e irá nos caçar. As outras vilas não irão querer que protejam foragidos do líder de Yunuou. Assim, teremos apenas os nossos esconderijos. – falou exaustivamente o homem deitado. Umiho então levantou-se da cama e começou a caminhar no escuro.

– Então... pelo poder de Kurosako... um de seus subordinados conseguirá o cargo tão importante, ou claro, mais de um. Por isso... estaremos, querendo ou não, sendo caçados por todo o continente? – perguntou Umiho, parecendo tranqüilo. No fundo, um arrepio lhe subia a espinha.

– Sim – respondeu Paid secamente – Sem falar que, começo a acreditar que os nossos queridos companheiros de espadas estão mortos...

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? O que tenho que melhorar? Comentem xD plz