The Stone Of Destruction
8 Capítulo 08 - Reunião
Notas iniciais
Num piscar de olhos, quinze homens apareceram no meio do grande 0pomar de árvores. Estavam próximos da casa do Sr. Craven, um idoso muito querido naquela vila cheia de gente. Os homens andaram segurando pequenas espadas que estavam sendo iluminadas por algo verde bem clarinho. Ao olharem para os lados, todos perceberam os frutos marrons e roxos que às vezes caíam violentamente lá de cima. Ao passarem por uma ponte pequena que ficava de um pequeno riozinho cheio de peixes, encontraram uma silhueta baixa, com barba branca, em pé, segurando uma folha de papel amarelada.
– Bom dia, Sr. Craven. – disse o líder do grupo que estava vestido de capas pretas com o rosto tapado. O líder deu um abraço rápido no idoso. Sorriu para ele.
– Bom dia. Este é o papel de permissão para você. – explicou ele, retribuindo o sorriso. Pediu para que lhe acompanhassem. Todos o seguiram andando rapidamente. Haviam duas casas ao longe, além de montanhas gigantescas banhadas por uma cachoeira gigante que cobria uma boa parte delas.
– Vamos poder viajar daqui? – perguntou o sub-líder que andava ao lado do homem alto, na frente. Estava com o rosto empinado, fazendo seu capuz ir para trás e mostrar o nariz arrebitado e o lábio seco. Ele segurava uma espécie de dente em sua mão. Estava cheio de sangue.
– Sim, – respondeu o Sr. Craven, virando seu rosto para observar o homem ali, – por que está segurando este dente gigante? – perguntou inocentemente, desviando de um amontoado de estrume. Havia sido feito por um de seus lindos cavalos brancos. Estavam espalhados pelo terreno gigantesco. Odiava que chamasse sua mansão de fazenda.
– Tivemos que enfrentar um gigante muito furioso, – explicou o líder. Ele abriu um sorriso pequeno, no canto da boca, – e o nosso querido Yamoto arrancou o canino dele. – riu-se.
Todos ali presentes deram pequenas gargalhadas, exceto Yamoto, que ficou olhando com cara-feia, apesar de ninguém ter notado.
– Pensei que todos esses bichos haviam sido mortos. – explicou o Sr. Craven um pouco sonolento. Eles haviam interrompido seu querido sono da manhã.
– Eu também achava – respondeu Yamoto, sendo alvo de novas risadas.
Alguns minutos se passaram. O grupo chegou às casas distantes. Todos esperaram até que o velho abrir uma grande porta nos fundos. Só aí que entraram. A casa era modesta. Um quarto apenas, uma cozinha pequena com cheiro de queijo e um banheiro que estava com a porta fechada. Uma mulher bem velhinha os cumprimentou, ofereceu chá e todos aceitaram. Após alguns minutos, os convidados foram levados para a segunda casa. Lá, encontraram uma espécie de porta. Era de madeira bem rústica.
– Vou mostrar o papel... – falou o Sr. Craven retirando o papel amarelado das mãos do líder. Ele colocou o papel num espaço ideal para ele. Demoraram cinco segundos até que um baque foi ouvido. A porta misteriosamente foi aberta. Era uma espécie de elevador, bem espaço.
– Temos que dizer onde pretendemos ir? – perguntou Yamoto, seriamente.
– Não, já o regulei. Adeus – respondeu o velho, fechando a porta.
Em menos de dois segundos, todos foram arremessados contra o teto, depois bateram contra o chão. Era um elevador gigantesco. Todos cabiam perfeitamente. Os quinze não podiam acreditar no que acontecia. Eram lançados contra as paredes, violentamente, mas não sentia nenhuma espécie de dor. Foi quando a porta de madeira se abriu, fazendo todos caírem para fora. O amontoado de guerreiros empunhando espadas era enorme. Ninguém havia se machucado, por milagre.
– Chegamos – disse o líder em voz baixa, tirando o capuz. Era loiro, com cabelos longos e olhos verdes chamativos.
Eles caminharam pouco, passando por trinta guardas. Eles eram muito fortes. Barraram todos os que chegaram menos o líder. Ele entrou com a cabeça em pé. Encontrou uma moça muito bonita que lhe mostrou uma porta embaixo de uma escada. Ela pronunciou algumas palavras e trancas escondidas foram reveladas. Eram muitas. Todas explodiram momentaneamente, fazendo uma pequena fumaça se levantar. Surgiu uma maçaneta de prata, com um buraco para chave.
– Pode entrar – disse ela piscando o olho direito para o rapaz, que sorriu e fez um sinal estranha para ela.
O homem girou a maçaneta em encontrou uma sala, cheia de gente sentada. Era uma mesa redonda, com vários copos de água e vinho. Apenas um lugar estava vazio, o do homem que chegava.
– Desculpem a demora. Tivemos um problema na viagem. – disse baixinho, rodando a mesa para se sentar. Quando fez isso, fitou todos os ali presentes. Eram oito, mas apenas sete sentados. Um deles era Kurosako. Usava curativos grandes na perna e a palidez sumira um pouco. Seu cabelo estava ajeitado e vestia vestes formais. Havia duas mulheres. Uma de estatura mediana, de cabelos loiros e olhos escuros. Ela tinha três tranças que iam até sua cintura. A outra tinha uma aparência fantasmagórica. Era bem alta, mais que todos ali presentes. Seus cabelos curtos e escuros a deixavam mais gótica ainda. Tinha colares estranhos e caveiras no longo vestido.
– Muito bem. A reunião irá começar! – falou um homem de cabelos cinza.
O homem sentado continuava a fitar os outros. Mas teve que parar ao ouvir mais uma voz.
– Quero que se apresentem. Essa será a terceira reunião de vocês como líderes, mas este procedimento tem de ser feito. – explicou o homem, junto de outra pessoa, em pé ao seu lado. Ele estava sentado, como todos os líderes ali presentes.
– Eu sou Akiro, da vila de Akado. – falou o que havia chegado por último. Abriu um sorriso largo no rosto e observou o segundo a se apresentar.
– Meu nome é Kushi, da vila de Uhuko. – disse a gótica, num tom grave e um pouco estranho. Todos a fitaram e voltaram a perceber os outros sentados.
– Podem me chamar de Poahuu, de Eati – disse um homem de estatura mediana, com dois dentes fora da boca. Parecia não conseguir deixá-los dentro dela. Tinha cabelos curtos e castanhos. Não tinha nada a ver com o seu nome. Além disso, sua orelha era visivelmente mais pontuda que a de todos ali.
– Sou Kurosako, de Iunuou – disse o homem pálido, sorrindo falsamente para todos ali, que retribuíram com um olhar sério.
– Me chamo Lira e sou a líder da aldeia de Gyouko! – exclamou a mulher das tranças, sorrindo. Ela parecia realmente estar sorrindo de verdade e não falsamente.
– Por fim, meu nome é Uton, de Yoko. – falou um homem em voz bem alta, deixando todos um tanto incomodados. Ele era baixo e tinha olhos pequenos e fundos. Seus cabelos eram totalmente para cima, como se ele tivesse tomado um forte choque.
– Bem... vamos começar esta reunião. Ela foi pedida pela aldeia de Iunuou. Kurosako? – perguntou o homem, sendo ouvido por todos. Kurosako assentiu com a cabeça, tossiu e começou a falar.
– Eu queria revelar a todos algumas coisas que ocorreram com os nossos espadachins, os seis que devem garantir a paz no mundo, – começou um pouco nervoso, – queria pedir para que usássemos algum outro grupo, ou pessoa para mediar as nossas reuniões e interesses.
Todos observavam com extremo silêncio. Dava para se ouvir um passarinho cantando a vários metros dali. A porta de repente abriu-se e a mulher da entrada chegou trazendo mais bebidas. Uton colocou bastante líquido na boca e ao engolir tudo falou:
– Bem... nunca fiquei muito satisfeito com esses espadachins. Uma vez atacaram alguns homens meus.
– Exatamente – aprovou as duas mulheres em diferentes tons de voz. Poahuu discordou baixinho e tentou explicar seu ponto de vista.
– Se eles atacaram seus homens, Uton, é por que eles devem ter feito alguma coisa suspeita ou errada que poderia tirar a paz do planeta. Que eu saiba, eles não fariam isso, mas...
De repente foi interrompido pela voz rouca de Kurosako. Seu punho bateu contra a mesa, chamando a atenção de todos.
– Eles também mataram homens meus. Estão querendo alguma coisa, Poahuu. Não iriam matar alguns homens por achar sua atitude suspeita. – discordou sorrindo. Estava claramente desafiando o líder da aldeia para uma discussão. O mesmo se calou.
Todos tinham certo medo de Kurosako. Ele estava no controle da situação. Sorria por dentro e por fora.
– Eu acho que poderíamos mudar mesmo. Tenho informações de que eles estão protegendo o garoto da pedra. Mataram soldados do líder de Iunuou para salvar o tal menino. Poderiam destruir uma cidade deste jeito – falou subitamente Kushi, que se ajeitou na cadeira.
Um silêncio tomou conta da sala, mas foi quebrado logo depois por uma voz alta.
– Em minha opinião, por conhecer Paid, acho que ele poderia continuar no seu cargo. É uma pessoa responsável e não deixaria que o menino viesse em primeira importância, ultrapassando a paz mundial. – explicou Lira, incomodada com as falas de seus companheiros de mesa.
– Então... temos um impasse. Quem vota nos espadachins para continuarem na função atual? – perguntou o homem de cabelos cinza, fitando todos da mesa. Eles ficaram quietos e após alguns instantes, quatro mãos se levantaram. Haviam vencido.
Kurosako estava muito feliz. Iria acabar com os espadachins. Mas esta reunião curta era só uma pequena parte do plano, ainda precisava falar com outros líderes, em particular.
– Então, os espadachins estão fora do seu cargo atual. Não têm mais função nenhuma com o mundo e nem com as vilas. Alguém sugere um nome para compor o espaço deixado em branco? – perguntou o intermediário, batendo as pernas contra o chão de madeira. Kurosako levantou a mão devagar.
– Sim. Milaho, um conhecido meu. Ele realmente é capaz. – falou o líder de Iunuou. Todos se surpreenderam. Não acreditavam na sugestão.
– Mas ele era um canibal e já comeu a carne de milhares de pessoas! Como pode ajudar na paz mundial? – perguntou Poahuu, indignado. Seu rosto demonstrava raiva.
– Ele deixou de ser canibal e ajuda crianças no seu desenvolvimento. – explicou Uton. Ele deu uma olhada de canto de olho para Kurosako.
– Ele tem três subordinados. São de confiança. – disse Akiro, também olhando para o líder de Iunuou. Um silêncio tomou conta da sala. Ninguém falava nada por ali. Kushi e Poahuu se entreolharam.
– Quero conhecê-los. – disse Kushi, fitando Kurosako. O mesmo respondeu que sim, mas por enquanto, até isso acontecer, ficariam no cargo. Todos aceitaram.
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