The Stone Of Destruction
4 Capítulo 04 - Meditação
Os passos eram rápidos. A batida da sola dos sapatos era seca e ouvida em metros de distância. Um rosto pálido com cabelos em pé tentava chegar o mais rápido possível no seu destino. Apesar de tremer um pouco, sabia que precisava fazer o que lhe haviam mandado.
Segundos após passar por um corredor estreito a mal iluminado por fracos lampiões, o ser entrou em uma porta aberta, largou algumas coisas em cima duma cama suja e mofada e saiu do lugar, voltando a caminhar pelo corredor.
Mais ou menos no meio do mesmo, parou, ergueu a mão esquerda e pronunciou uma palavra em alto e bom som. Uma explosão foi ouvida. A parede havia cedido com extrema facilidade. Alguns guardas surgiram da escuridão e apontaram suas lanças cheias de venenos mortais para a criatura. Era na verdade um homem, um pouco parecido com uma mulher. Mesmo assim, não importava com o que achavam.
– Senha, filho da puta! – gritou o mais alto dos guardiões ali presentes, quase fincando a lança nas costelas do homem. O mesmo ficou quieto, ergueu e mão direita e mostrou um pergaminho longo, cheio de anotações estranhas.
O guarda se calou e recuou com seus homens. Ajoelhou-se calmamente e pronunciou em alto e bom som:
– Me desculpe, senhor! O que devo fazer para me redimir?
Após as tais falas, ouviu-se uma voz rouca, dizendo para amarrarem ele de cabeça p-ara baixo e chicotearem quinhentas vezes. O guarda aceitou e foi levado rapidamente a sala de torturas, no subsolo daquela construção. Sem empecilhos, entrou no buraco que havia feito na parede. Quando adentrou ali, o concreto pareceu se fechar.
– Demorou Kurosako. – avistou um homem velho, de barba branca e olhos fundos e pequenos nas órbitas. Levantou-se com cuidado, usando uma bengala velha de madeira com pontos de ouro. Sorriu, abraçando Kurosako.
– Eu sei, pai. – respondeu o homem, – Tive alguns problemas, mas meu plano ainda está de pé. – disse por final, sentando-se numa espécie de trono e observando um mapa grande, segurado por duas pessoas baixinhas.
***
Kurime se espreguiçava. Havia dormido nas últimas horas. Eram cinco da tarde e iria começar seu primeiro treino no pôr-do-sol. Era algo excitante para o jovem de apenas treze anos. Iria ganhar força e habilidades que nunca tinha sonhado quando era perseguido. Uma sombra surgiu de dentro do buraco que dava para o esconderijo embaixo daquela areia quente. Era Paid, vestido com um colete cinza e uma calça confortável. Os cabelos azuis mal arrumados deixavam-no com uma aparência Hippie.
– Vamos começar, Kurime? – perguntou seriamente, observando o garoto responder que sim com a mão direita. – Então, vamos para a primeira lição de hoje. Se quer conseguir dominar uma espada e usar os Ryuk's, terá de meditar e encontrar o seu eu interior, dentro de sua própria alma.
– O que? – perguntou boquiaberto o garoto. Como ele iria fazer isso? Era impossível! Mas pensando melhor, tudo que estava acontecendo era muito improvável, então, decidiu ficar quieto e não dizer mais nada.
– Você ouviu – disse Paid irritado, – precisa se concentrar, garoto!
– Vou meditar aqui, nessa areia quente e com o Sol torrando a minha cabeça?! – pergunto fazendo uma careta de desaprovação para Paid, que nem deu bola e respondeu que sim com a cabeça. Mesmo estando bastante contrariado, o jovem sentou-se no chão. Sentiu sua bunda queimar por alguns instantes.
– Livre-se de todos os pensamentos de sua mente... – sussurrou Paid tentando acalmá-lo. O jovem ficou mais bravo inda, mas tentou se concentrar e tirar seus pensamentos por pelo menos alguns minutos.
Uma leve brisa batia contra a face das duas pessoas ali paradas, apenas respirando suavemente. Era algo que tranqüilizava qualquer individuo. Meditar podia ajudar qualquer pessoa.
– Quando eu disse três, quero que se imagine segurando a sua própria espada. – sussurrou novamente Paid, que segurava agora um punhado de areia, apenas para passar o tempo por ali. – Um... dois... três.
Kurime conseguia imaginar perfeitamente tudo. Ele segurando a sua espada e realizando técnicas poderosas com ela. Além disso, também viu ele derrotando o maior inimigo da época e se tornando um grane líder, unificando todas as vilas.
– Muito bem garoto. – pronunciou Paid. Nessa altura, já imaginava que Kurime estava bastante concentrado, tanto que não conseguia ouvir a sua voz suave. Por isso, saiu dali e foi para perto do buraco da entrada do esconderijo, cravou um guarda-sol e sentou-se numa cadeira confortável, onde ficava observando o jovem meditar tranqüilo.
Os pensamentos do rapaz estavam em outro lugar. Depois de se imaginar com a espada, fazendo movimentos difíceis, começou a se movimentar rapidamente por um campo cheio de flores de todas as cores, com animais voadores, cães, gatos e outros bichos querido de quem gostava. Kurime se encontrava deitado, observando o céu totalmente azul ser dominado por algumas nuvens e pelo Sol, que deixava o ambiente muito bom paras e descansar.
– Ei, garoto, venha aqui! – chamou uma voz parecida com a dele. Quando percebeu, uma espécie de clone estava na sua frente. Os dois se apertaram a mão e ficaram se fitando.
– Sou Kurime. – disse o verdadeiro, observando que os dois eram totalemnte iguais, sem nenhum defeito.
– Eu também. – respondeu o clone, sorrindo e virando de costas para o outro.
Os dois começaram a passear pela região, passando por montanhas bonitas, com cumes enormes de neve, árvores frutíferas e demasiadas grandes e etc. Quando estavam descendo do morro em que estavam localizadas as tais plantas e flores de todas as cores imagináveis, eles encontraram fogo, trevas e criaturas horríveis. Kurime recuou, mas ficou observando tudo com cautela.
– Todos temos lados bons e ruins dentro da gente. Precisamos saber que lado seguir. – explicou a consciência do jovem, sempre o olhando nos olhos castanhos.
– E daí? – falou sem prestar atenção, observando as criaturas se matarem e produzirem fogo que estava queimando tudo.
– Você precisa saber disso ou acabará nas mãos de gente errada. – falou por fim a consciência, sumindo em uma explosão rápida e forte. O garoto sentiu como se estivesse sendo puxado e milésimos de segundo mais tarde se encontrava observando as montanhas de areia daquele deserto. Olhou para os lados e encontrou corpo deitado e dorminhoco de Paid. Já era de noite.
– Acorda! – gritou dando um tapa no peito do homem, que gritou e revidou, prendando o jovem com as mãos.
– E então, o que conversou com o seu eu interior? – perguntou curiosamente sorrindo. Estava diferente.
– Nada de mais. Ela me explicou coisas inúteis, como: "Todos temos lados bons e ruins dentro da gente. Precisamos saber que lado seguir." Bobagens. – respondeu Kurime sorrindo, enquanto caminhava para o buraco de areia que estava fechado no momento.
– Tem certeza? Você precisará se lembrar disso daqui há algum tempo. – anunciou Paid abrindo novamente o buraco. Já aparecia a porta quando Kurime falou por fim:
– O que quer dizer com isso?
Ele sabia que tudo que Paid lhe mostraria nos seus treinos serviria para alguma coisa importante mias tarde e por isso precisava ter tudo gravado na sua cabeça, para não acabar morrendo ou se dando muito mal bobamente.
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