The Stone Of Destruction

1 Capítulo 01 - O Garoto Chamado Kurime


Notas iniciais
Espero que gostem =D

Uma leve chuva de verão caía naquela noite. A brisa fazia com que parecesse que estava frio, mas na realidade, o calor predominava em tal região. Os raios e trovões surgiam de repente, sem pedir licença no céu escuro. Nem a lua conseguia brilhar. Sombrio. Tudo sombrio. As patas dos cavalos batendo contra a lama não se ouvia mais na Floresta, próxima a vila de Yoko. Agora, apenas os lobos uivavam com extrema ferocidade, deixando o pobre Kurime assustado. Sujo e molhado tentava locomover-se nos centímetros de chão ensopado por água e terra. Estava um caos naquele momento. Kurime apenas pensava em sua família. Os pais do jovem já haviam morrido. Ele estava sozinho e no meio de uma zona de combate.

O garoto de apenas treze anos havia nascido diferente de outras pessoas da sua idade. Logo bebê, os médicos constataram algo estranho dentro dele, através de um raio-x, pois ele possuía um caroço na região da cabeça. Era uma coisa inexplicável. Um objeto, parecido com uma pedra, pontiagudo de um lado e redondo no outro. Ninguém nunca soube por que ele tinha aquilo. Até os seus onze anos. Pesquisadores descobriram em papéis antigos que o Deus Ishi quis se vingar de um homem que queimou todas as pessoas que acreditavam em tal crença. Assim, teve uma idéia. Criou uma pedra que pudesse matar tudo e destruir qualquer coisa. Ao colocar no conhecimento de humanos, usou seus grandes poderes para colocá-la dentro da cabeça do homem. Assim, obcecados para conseguirem dominar o mundo, todos tentaram matá-lo, para conseguir arrancar o objeto.

Mesmo assim, ninguém nunca comprovou a veracidade de tais documentos, mesmo assim, todos do planeta acreditavam. Todos então estavam caçando o jovem, que não tinha descanso e nem esconderijo. Nem menos uma faca ele possuía para tentar fazer sua própria defesa.

– Mas que merda! – exclamou irritado, tentando achar algum lugar para se refugiar da chuva, que estava virando um temporal gigantesco e inacabável. Ele estava apavorado. Havia fugido de uma tropa de guerreiros assassinos por se jogar de um penhasco e cair num lago. Isto havia sido mais cedo. Mesmo assim ainda podia sentir as mordidas que recebera de peixes verdes escuros, com dentes afiados e uma cauda luminosa.

Já tinha passado bastante tempo desde a morte de seus pais. Dois anos. Ele ainda se lembrava da noite em que tudo acontecera. Haviam feito dois dias de descoberta sobre a história de Ishi. Soldados de muito longe invadiram a casa da família Yamato. Estavam munidos de espadas, machados, clavas e escudos com pregos venenosos. Atacaram como canibais a procura de carne fresca. O pai do jovem, Uro se atirou na frente segurando os outros enquanto Kurime e sua mãe, Tsuki fugiam. Mesmo assim, a duração de vida da mulher foi muito curta. A linda mulher de cabelos amarelos e olhos castanhos foi atingida por um machado arremessado. O mesmo atravessou seu peito. O garoto acompanhou toda a cena de agonia, enquanto conseguia se esconder por alguns instantes. Dias depois do acontecimento, encontrou um grupo de refugiados onde viveu, até ser dispensado. Ninguém mais queria viver ao lado dele. Era muito arriscado.

Fazia um mês que perambulava pelos matagais intermináveis da bela região de Strobach. Montanhas e árvores frutíferas enchiam os campos com folhagens curtas e bem cuidadas pelos camponeses.

Ao achar uma enorme árvore com um buraco no tronco, o rapaz entrou nele, se espremendo entre a madeira. Ele não sabia o que pensar naquele momento. Apenas observava uma foto que tirara com seus pais num parque de diversões.

"Vou acabar morrendo a qualquer minuto..." pensou ele. Uma lágrima ligeira escorreu sobre sua face. "Mas eu preciso ser forte, como me ensinaste, pai. Não vou decepcioná-lo. Encararei a morte com os olhos abertos e o peito estufado, lutando até o final."

O jovem limpou o barro que tinha por debaixo dos olhos castanhos. Ele era bem baixinho para sua idade, além da magreza, vinda de família. Os cabelos cheios da água aparentavam ser mais escuros do que realmente eram. Após alguns segundos, percebeu alguns vermes escuros passarem pela sua mãe direita. Ele os pegou, fechou os olhos e enfiou na boca. Segundo seus estudos no colégio em ciências, tais animais por mais que fossem nojentos, ofereciam alguns componentes importantes para o corpo, principalmente no estado em que Kurime se localizava no exato momento.

Algumas mastigadas depois percebeu que havia mais alguns ao seu lado. Todos foram parar no estomago do garoto. Com ânsia de vômito, pôs a pequena face para fora do tronco, sendo molhado pela chuva. Quando levantou a cabeça, percebeu três homens lhe encarando.

– Filho da...! – berrou o mais avançado do grupo, levantando um machado pesadíssimo. Fez um movimento vertical. Quando foi atingir o pequenino jovem chamado Kurime, parou. Tinha recebido um chute na região genital. Deu dois gemidos altos. Depois disso, seguiram-se berros fortíssimos. Enquanto o homem atrapalhava seus companheiros, Kurime aproveitou para escapar. Ele foi derrapando e se sujando cada vez mais até cair no chão. Estava praticamente morto. Era o seu fim, pelo menos achava isso naquele momento, quando viu os outros dois vindo na sua direção.

"Encarar a morte de olhos abertos e de peito estufado!"pensou, apressando-se para se levantar. Quando se posicionou do jeito que desejava, sentiu algo passando com extrema velocidade por ele. Era grande, segurava uma espada afiada. "Mais um?!"

Os milésimos de segundo que se seguiram foram extremamente incríveis. O que havia lhe ultrapassado ergue a espada e golpeou os inimigos, matando-os instantaneamente.

– Vem brigar comigo aqui, seu imbecil! – gritou uma voz masculina. Usava um capuz, roupas largas, escuras. Será que estava querendo salvar o jovem para pegar a pedra? Se realmente queria ajudar-lhe, qual era o objetivo disso? Pensando assim, Kurime se desligou. Quando percebeu, os três que atacaram lhe estavam caídos, ensopados de sangue vermelho.

– Está bem, amigo? – perguntou o homem estendendo a mão para Kurime. O jovem recuou, mas mesmo assim apertou a na sua frente. – Meu nome é Paid. Estou aqui para levar lhe ao encontro do grupo dos seis... Você aceita?

O garoto ficou observando o homem. Conhecia tal organização, apesar da fala ter sido inacabada. Os olhos castanhos estavam cheios de medo e pavor.

Ele devia aceitar? Recusar? Que organização misteriosa seria essa?

Notas finais
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