The Stone Of Destruction

2 Capítulo 02 - Kurosako


Notas iniciais
Espero que gostem xD

O Sol aparecia radiante no céu daquela manhã. A chuva da noite anterior já passara. Os pássaros voavam cantando alegres, exibindo suas penas coloridas para as fêmeas e buscando comida para os filhotinhos, pequenos demais para se virarem sozinhos.

Enquanto tudo isto acontecia, Kurime acordava numa cama, coberto por lençóis limpos e azulados. O travesseiro fofo como as pelagens de um cão. Fazia muito tempo que não dormia tão bem assim. Após ter aceitado ir até o grupo dos seis espadachins. Todos os seus músculos e ossos doíam. Havia sido bem difícil tudo que lhe acontecera. Mesmo assim, havia superado e agora se encontrava num lugar seguro.

Alguns minutos depois de ter acordado e ficar espiando a janela, alguém bateu na porta, já entrando. O jovem imediatamente se virou, com medo, mas percebeu a silhueta de Paid, sentando numa segunda cama do quarto pequeno, que tinha apenas mais um guarda-roupa.

– Muito obrigado! – exclamou, levantando-se com dificuldade e abraçando o homem. Agora sim dava para se ver as suas características. Era alto e tinha cabelos azuis espetados, apesar de pequenos fios pretos. Além disso, os olhos eram escuros na primeira vista.

– De nada, nossa obrigação, Kurime. – respondeu sorrindo ele. Estava sério. – Afinal, o grupo dos Seis Espadachins não serve apenas para estabelecer a paz entre as seis vilas existentes no planeta. Eu não poderia ver você morrer na mão daqueles fantoches brutamontes. – explicou olhando fixamente para Kurime.

– Fantoches? – perguntou o garoto, franzindo a testa.

– Sabe, eu ainda não quero lhe falar sobre isso. Irei te ensinar algumas coisas, já que terá que viver sobre a nossa proteção, por enquanto. Então, vamos deixar isso para lá, venha comer, – disse evasivamente, – o restante do grupo chegara ao meio-dia.

A manhã passou rápida. Os dois tomaram café da manhã, Kurime foi para o banho, se vestiu adequadamente, ajudou no almoço e etc. Alguns minutos antes do meio-dia foi até a porta daquela grandiosa residência. Queria saber onde estava. Percebeu muitas árvores. Estavam numa floresta não tão fechada.

– Por que vocês moram aqui? – perguntou Kurime um pouco nervoso. Ele coçou os cabelos e sentou-se numa mesa.

– Temos vários locais para nos encontrarmos. Vários esconderijos. Pode não acreditar, mas ninguém nos acharia aqui. – respondeu Paid mexendo uma gororoba estranha numa panela de vidro.

Kurime ficou com uma dor na barriga de repente. Ninguém poderia achá-los? Passou por sua cabeça vários fatos que poderiam acontecer, um mais louco do que o outro. Apesar disso, sentia-se bem ali. Parecia que Paid era seu pai, ou algum parente querido.

– Chegaram – disse sério, virando-se lentamente para observar a porta. Kurime também ficou observando. A casa era realmente gigantesca. Tinha uma mesa de madeira cheia de lugares, uma televisão moderna, cozinha cheia de armários e comidas para serem feitas além, é claro, dos outros cômodos.

Dois segundos se passaram após a fala dele. Quando se arrastaram para o terceiro, um baque foi ouvido e numa fumaça acinzentada, dois homens surgiram, com capas pretas. Um deles, alto, com cabelos escuros e muito mal-penteados. Além disso, tinha uma gigantesca espada nas costas com um risco em amarelo. Tinha uma cara de poucos amigos. O outro, bem baixinho e forte, careca. Olhos verdes e nariz pontudo.

– Olá Dankora, Umiho! – disse Paid, fazendo uma reverência para os recém chegados. Dankora era o mal encarado e Umiho o baixinho. – Lhes apresento Kurime. Ele tem treze. É neste garoto que está a pedra. – explicou o espadachim, apontando para a criança sentada.

Kurime imediatamente se levantou e cumprimentou os homens. Eles fizeram um cumprimento longo.

– Kurime, huh? – disse Dankora, sentando-se de frente para o jovem, – Então você é o infeliz proprietário da pedra... – falou sorrindo.

– Parece que sim. – respondeu o magrelo, ajeitando seu corpo na cadeira. Ele percebeu que Umiho foi pegar uma para ele também.

Após algumas trocas de palavras, o almoço ficou pronto. Todos se sentaram a mesa.

– E o resto? – perguntou Paid, servindo os presentes.

– Ficou para resolver um imprevisto. – respondeu Umiho. Ele tinha uma voz meio rouca, além da verruga atrás da orelha. Quando terminou de falar, ouviu-se mais um baque do lado de fora da residência.

Pensando que eram os outros, Paid saiu para fora cumprimentá-los e percebeu que havia dez guerreiros munidos de clavas cheias de espinhos. Tenso, Paid chamou quem estava ali. Fez um código no momento dizendo para Umiho manter Kurime do lado de dentro.

– O que quer? – perguntou Dankora ao chegar ali.

Estavam posicionados numa manobra de ataque, o líder de uma das vilas que existiam no mundo, Iunuou (nome da vila), junto de seu esquadrão especial, chamados de anjos da morte. Eram os mais terríveis assassinos que se podia imaginar. Paid sabia disso e precisava negociar muito bem naquele momento. Se desse um passo errado, com certeza atacariam e pegariam Kurime. Só não conseguia entender com o líder de Iunuou sabia que Paid havia levado o garoto para aquele esconderijo.

– O que vocês estão escondendo. – falou grosseiramente, enquanto observava a chegada de Umiho, com a sua espada cinza com um risco grande roxo.

– Não sabemos do que está falando, Kurosako. – retrucou Dankora nervoso, com a mão no cabo de sua espada. Ele parecia querer atacar os adversários. O que era verdade, para medir o próprio potencial.

– Olha aqui, seis espadachins. Pelo que vejo, estão em menor número. Mesmo assim, não tenho intenção de acabar com a raça de vocês. Apenas quero que entreguem o garoto. Se não cooperarem, – explicou seriamente, pondo a mão na sua katana, presa nas próprias costas através de uma bainha, – terei que usar minha força especial...

Ao ouvirem Kurosako falar isso, Umiho, Paid e Dankora gelaram. Apesar de saberem que poderiam enfrentá-lo, a força especial do homem ali presente era muito forte. A resposta estava quase saindo da boca de Paid, que deu um leve passo para frente e retirou a espadas. Os anjos da morte também avançaram.

– Então, terei que dizer não. – falou sorrindo com o canto direito da boca. O frio na barriga tomou conta de Paid. Se seu conhecimento estava certo, eles teriam alguma chance. Pouca, mas teriam uma brecha.

– Bem... vocês violaram o contrato com as vilas, matando três homens meus ontem a noite. Além disso, se recusam a nos dar o garoto, nosso por direito.

– Direito? – sussurrou Umiho caindo na gargalhada. Ele também retirou sua espada com violência e deu uma olhada de canto de olho para Kurime. O mesmo estava sentado, segurando um saquinho pequeno de palha.

– Exatamente, infelizes. – disse Kurosako, mostrando a suave navalha da katana, iluminada por um raio de Sol. – E como não cooperaram, precisarei pegar o jovem a força. Adeus, espadachins putos.

Ao término das silabas, uma barulho ensurdecedor foi ouvido. Haviam guerreiros nos fundos da residência. Estavam ferrados. Paid avançou contra os anjos da morte, matando dois e levando um corte no braço esquerdo após um movimento seu ser defendido. Ele recuou, dando uma brecha para Dankora avançar. Enquanto eles seguravam os guerreiros ali, Umiho foi pegar Kurime, que segurava firmemente o saquinho.

– Agora! – berrou Umiho.

Kurime não conseguiu abrir o objeto. Dankora foi derrubado e Paid levou um curto feio quase no rosto. Iriam ser mortos ali mesmo. Mas as habilidades deles eram sensacionais.

– Tsuko nº1! – berrou Paid. Sua espada começou a deixar sair uma espécie de fumaça, que rpotegeu os quatro ali presentes, enquanto os soldados de Kurosako destruíam tudo na casa. Só dava para ouvir o barulho das explosões. Com aquela fumaça, nada poderia machucar os humanos ali dentro.

– Está bem, Paid? – perguntou Umiho observando o ferimento.

– Está tudo tranqüilo. Abram o saquinho logo! – gritou ele, ainda segurando a espada e apontando para as mãos do magricelo Kurime. Com a sua própria arma, Umiho cortou o objeto, deixando cair um pouco de pó. Assim, após pronunciar algumas palavras, todos começaram a sentir como se girassem com grande velocidade. Ao mesmo tempo as armas de Kurosako batiam contra a resistente fumaça, que não cedeu.

Segundos depois disso, ouve uma explosão. Kurime fechou os olhos e quando percebeu estava deitado numa areia fofa, com o Sol batendo contra a sua face pequenina. Eles estavam numa espécie de deserto.

Kurime precisava de respostas. Queria perguntar o que era tudo isso, quem eram aquelas pessoas, o que era o tal de Tsuko alguma coisa etc. Mesmo assim, esperaria mais uns instantes, pois a dor em seu corpo só aumentara.

Notas finais
Comentem plz!