The Stone Of Destruction

11 Capítulo 11 - Chegada ao Rancho


Notas iniciais
Espero que gostem. Se tiver algum erro, por favor, comuniquem. Obrigado a todos que leram, estão lendo e lerão (^^)

No último capítulo de TSoD:

O grupo dos espadachins restante recebe uma carta de um misterioso homem. O grupo então parte para o rancho dele, em busca de um novo e melhor esconderijo. Enquanto isso, desconhecidos guerreiros surgem, se denominando Esquadrão A.

----

Faltavam apenas alguns minutos para o grupo alcançar a residência do tal Benji, um amigo misterioso de Paid. As horas se passaram rapidamente enquanto eles passavam por montanhas, cachoeiras, lagos e planícies. Tudo estava indo conforme o combinado. O tempo previsto estava certinho.

– Falta muito? – indagou Kurime, ofegante, tentando saltar de uma rocha grande para outra menor. Ao conseguir, sentiu a aproximação de Paid ao seu lado.

– Não – respondeu rispidamente, tentando se concentrar no caminho e em qualquer aparecimento de algum estranho. Ele estava de guarda agora e por isso estava com Kurime na fila de trás, deixando os quietos Umiho e Dankora a frente.

Paid tinha a espada em mãos o tempo inteiro, não a largando por nada. Assim, ficava mais fácil de agir em uma situação ruim para eles.

Kurime ficou um pouco desligado por alguns instantes, enquanto observava corvos voando rapidamente. Eram negros e muito velozes.

– É depois daquela colina? – perguntou Dankora, tentando elevar o tom de voz para todos ouvirem. Paid respondeu que sim. Apenas alguns minutos separavam o grupo de um lugar seguro. E eles foram se passando muito rapidamente. Quando Kurime percebeu, os quatro estavam em cima da montanha, observando o que estava depois dela. Para a surpresa de todos não havia nada. Apenas um campo aberto gigantesco, com algumas árvores e folhagens bonitas, de várias cores.

– Tem certeza que fica aqui? – perguntou Kurime, franzindo a testa para Paid. O mesmo ficou em silêncio.

– Sim – respondeu Umiho.

Kurime não entendeu. Os espadachins trocaram olhares e Dankora, que havia ficado com a carta que Benji mandara, pegou-a de seu bolso e desenrolou o papel. Nele estavam escrito o que Paid havia informado e no final tinha uma frase. Ela estava cheia de letras que não davam para ser entendidas.

– Deve estar aqui – explicou Paid, nervoso.

– Achei! – exclamou Dankora, sorrindo. Ele apontou para uma frase minúscula, embaixo de um título de saudação. Estava ao contrário. Ali estava a senha. "O berro do Dragão de asas negras" estava escrito. Era com certeza uma espécie de senha.

Umiho e Paid disseram a frase ao mesmo tempo enquanto o outro espadachim falava ela ao contrário. No exato momento em que terminaram, uma porta imensa de uns quatro metros apareceu na frente dele. Abriu-se lentamente. Estava inclinada por causa da colina, o que era muito estranho. Todos entraram sem hesitar e a porta se fechou.

Todos perceberam estar em um corredor escuro, iluminado por cinco lampiões à esquerda. Caminharam tranquilamente até observarem o aparecimento de uma passagem no final do corredor. Lá estava um homem baixinho, com braços pequenos, barba até o chão e cabelos cinza. Usava um óculos redondo e gigantesco, além das vestes bem maiores do que seu corpo. Aquele era Benji.

– Vocês chegaram! – exclamou feliz da vida, indo até o encontro de Paid e companhia. Eles se apresentaram e se conheceram. Na verdade, o único que não tinha ouvido falar de Benji antes era Kurime, que ficou surpreso com o homem. Era muito diferente do que ele imaginava.

Todos caminharam até a passagem. Lá descobriram haver uma escada, que dava para um rio subterrâneo. Ele estava localizado numa valha feita de pedras douradas, que pareciam ser ouro. Na parede, um pouco mais alta, tinham quadros e armadilhas para intrusos. Apesar de estarem desativados, Kurime ficou com receio de passar por ali.

– Eu sabia que seriam astutos para descobrir a senha – disse Benji, animado – afinal, são os espadachins! Alias, cadê os outros? – indagou, remando um barco pequeno em que todos se localizavam. Estavam sentados. A pequena correnteza do rio não adiantava muito.

Um momento de silêncio ocorreu e Benji sem deu conta de que havia feito uma pergunta num momento não tão bom. Quando foi tentar consertar o erro, Paid falou:

– Eles saíram para uma missão. Devem voltar logo – disse num tom desapontado. Lembrou-se naquele momento de seus amigos companheiros e que devia descobrir onde os mesmo estão. Mas por enquanto não podia fazer nada. Pelo menos era o que achava.

Enquanto o barquinho ia ganhando velocidade, todos iam conversando e trocando idéias. Benji se apresentou formalmente para Kurime e lhe disse várias coisas sobre o rancho. Benji já sabia que Kurime estava com a pedra e ficava feliz em ajudá-lo a escapar daquelas vilas brutamontes.

Quando finalmente se aproximavam do rancho de Benji, um silêncio tomou o lugar por completo. O rio terminava numa praiazinha subterrânea. Após os amontoados de areia, encontrava-se uma escada grande feita de irregulares pedras. Ao final dela, havia uma espécie de tampa de alçapão, trancada com cinco cadeados pesados.

– Vamos – disse Benji desembarcando com o grupo. Eles foram apressados e subiram logo as escadas. Benji retirou cinco chaves diferentes, uma de cada um de seus bolsos da calça verde enorme. Após abrir os cadeados, ajudou os companheiros a entrarem numa sala escura, que após Benji murmurar algumas palavras se acendeu, mostrando milhares de lampiões gigantescos. Era uma sala grande. Nela estavam uma mesa gigantesca, dois guardas empunhando armas e uma mulher, de vestido branco até os calcanhares. Estava com o cabelo castanho preso em um rabo de cavalo. Usava muita maquiagem e tinha olhos verdes penetrantes.

– Meu nome é May – disse ela, sorrindo para os que chegavam – sou a mulher de Benji – explicou, fazendo uma reverência para os espadachins, que retribuíram.

Beni a beijou nos lábios e convidou todos para se sentarem, onde comeriam um lanche especial feito pelas grandes cozinheiras daquele lugar, a gigantesca casa de Benji. Ele na verdade ganhou muito dinheiro quando jovem. Era muito sortudo. Conseguiu vencer cinco vezes a loteria de Yoko e saiu de lá atacado pelos guardas, que desconfiavam dele, dizendo ter manipulado o sorteio.

Depois dum lanche demorado, Benji mostrou os aposentos de todos, localizados dois andares acima da cozinha. Na verdade onde eles estavam era um prédio, mais para um castelo de cinco andares. O primeiro servia como sala de diversões, cheio de jogos incríveis. O segundo, aposentos para os convidados. No terceiro, um local propício para relaxamento e no quarto e quinto andar os aposentos de Benji e May.

Após largarem as coisas nos seus aposentos, os espadachins foram convidados para conhecer aquele rancho. Saíram do castelo e logo perceberam uma trilha em meio as grandes árvores verdes que tinham naquele lugar. Ele passearam durante alguns minutos até chegarem na frente de dois caminhos diferentes. Um levava para a cachoeira, localizada em um monte pequeno, ali perto. A outra levava para o centro de treinamentos, um local para qualquer guerreiro se aprimorar.

Escolheram a cachoeira.

***

– Senhor, senhor! – gritou um homem alto, correndo na direção do quieto Kurosako. O mesmo lhe deu permissão para falar. – Os três prisioneiros fugiram! – explicou desesperado, com as mãos na cabeça.

Kurosako pensou que era uma brincadeira, mas após alguns segundos percebeu o quão séria era a situação. Seu rosto pálido tornou-se vermelho de raiva. Ele sacou seu machado gigantesco e decepou o homem, na frente de outros dois que vinham para informá-lo da mesma situação.

– Onde foram? – rugiu, ameaçando matar aqueles dois também.

– Para o deserto – explicou o mais gordo.

– Temos uma informação especial do nosso espião em Eati. A irmã do líder, Poahuu, salvou Dankora da morte, quando o mesmo foi atacado por guerreiros desconhecidos, estes que provavelmente iriam querer alguma recompensa nossa – disse o do lado, que era fino que nem um palito.

– Então o irmão de Poahuu salvou Dankora? Eles vão pagar. Mas antes quero matar aquele grupinho meia tigela e não deixar que os fugitivos alcancem os espadachins, senão será o nosso fim – rugiu Kurosako, tentando ficar com menos raiva. Por um momento, pensou que ia explodir, mas logo se viu sentado em sua cadeira especial.

Estava colocando uma jaqueta resistente, um colete, que serviria como armadura. Os dois homens continuavam em sua frente, esperando Kurosako falar algo.

– Chame o esquadrão de Isuh. Eu vou com eles. Temos alguém seguindo os fugitivos? – indagou, levantando-se e indo até os homens.

– Sim. Está esperando reforços. – informou o gordo.

"Por que o Esquadrão A não me mandou notícias ainda? Que estranho. Onde será que estão aqueles espadachins medíocres? Que droga..." pensou Kurosako, saindo de seu castelo para se encontrar com o tal Isuh e partir em busca dos misteriosos três fugitivos. Para que serviriam a Kurosako?

Notas finais
O que acharam?