The Stone Of Destruction
12 Capítulo 12 - A Invasão!
No último capítulo de TSoD:
O grupo viaja até o tal rancho em segurança (pelo menos sem receberem ataques...) e agora estão protegidos pelo tal Benji. Enquanto isso, três prisioneiros de Kurosako desconhecidos fogem. Por que Kurosako fica tão preocupado com eles? O que escondem? O que acontecerá a Kurime? Veja nos próximos e eletrizantes capítulos de The Stone of Destruction!
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O Esquadrão A estava parado, escondido entre arbustos cheios de folhas verdes e com orvalho. Recém amanhecera e o grupo planejava algo grande, um seqüestro. Estavam preocupados e tentavam se preparar o máximo que podiam. Black, o homem mais entre todos ali caminhava por alguns metros e voltava e se esconder com o grupo. Cagarih, o homem forte de cabelos loiros bem longos levantava pedras muito pesadas, com metal no meio delas. Eram especiais e continham um amuleto, que aumentava os atributos do esquadrão. Usadas em situações extremas.
– E aí? – indagou Black, virando-se para Ingo, que estava deitado. Ao seu lado, localizava-se Shinoh, o mais inteligente, com as mãos sobre a testa do guerreiro.
– Estou quase achando, capitão – falou ele, sorrindo por cima do ombro e voltando a se concentrar.
Black entrou num arbusto. Cagarih foi no outro. Estavam vigiando qualquer aproximação enquanto os outros dois ficavam em um galho grosso, em uma altura um pouco maior que o chão.
– Achei – disse Shinoh, sorrindo. Ele estava com a mão aberta, mas não havia nada em cima da palma.
– O que diz? – indagou Ingo, se desvencilhando das folhas e encarando o companheiro.
– O berro do Dragão de asas negras – sussurrou Shinoh, no ouvido de cada companheiro de equipe, – esta é a senha.
Black saiu do arbusto e sacou sua arma, uma adaga pequena. Entregou-a um dos outros homens ali, que o seguia de perto. Ele pegou outra arma, uma clava com pregos, que estava na sua perna direita. Usaria ela para o seu plano. Todos foram até o local onde tinham visto os espadachins chegarem. Haviam acompanhado tudo, mas foram atingidos por uma armadilha, provavelmente feita por Benji, que os fez esquecer a senha. Mesmo assim, com a inteligência de Shinoh, eles conseguiram invadir a mente de Ingo e retirar, com muito esforço, as informações. Isso demorou horas, mas estava terminado naquele instante.
– Prontos? – perguntou Black, recebendo muitas respostas de "sim".
Uma leve brisa soprava. Eles empunhavam as armas.
– Mande Yu levar esta carta para Kurosako – disse Black, chamando uma coruja cinza, de olhos bem redondos – ele saberá de tudo que estamos fazendo e que descobrimos.
Depois de Ingo entregar um papel que Black lhe deu para a coruja, a mesma saiu voando e o homem voltou a ficar alinhando. O Esquadrão A estava pronto para agir.
– Vamos invadir e capturar o garoto.
O tempo se passou. O Esquadrão A entrou pela mesma porta que os espadachins haviam usado. Ao chegarem naquela tal passagem subterrânea, perceberam que a água era muito profunda. Black usou sua velocidade e achou o barco, levando até os companheiros. Quando começaram a atravessar o rio subterrâneo deram de cara com as armadilhas. Através da inteligência de Shinoh, o grupo desativou as armas que não fizeram estrago algum.
Logo chegaram às escadas. Todos seguravam as suas adagas, exceto Black que empunhava uma clava cheia de pregos. O líder do esquadrão olhou para trás.
– Vamos invadir. Os reforços chegarão rapidamente, lhes dei as coordenadas de como entrar. Precisamos pegá-los desprevenidos. – disse Black, tentando passar confiança para todos, – Nossa missão é capturar o garoto e matar todos que estiverem lá dentro. Quando entrarmos lá, não poderemos hesitar – terminou, sorrindo de leve. Ele percebeu que todos concordavam com as palavras e deu um murro na portinhola. Viu que ela não abriu e estava fechada por cinco cadeados.
– Com entraremos? – indagou Ingo.
– Fácil – explicou Shinoh.
O mesmo iniciou uma série de palavras em latim. Eram estranhas para o resto do grupo, exceto Black. O mesmo já conhecia aquele ritual. Era pouco utilizado naqueles tempos. Depois de alguns segundos, Shinoh terminou de pronunciar palavras e deu um tapa forte que fez a portinha estremecer e se quebrar. Estava aberta.
"Este é um Ryuk bem antigo, utilizado por magos poderosos. Serve para desbloquear qualquer coisa. Até mil cadeados podem ser destruídos... só não sei como o Shinoh aprendeu isso..." pensou Black, saltando para dentro do castelo.
Entraram numa sala longa, com uma bela mesa. Alguns soldados estranharam a aparição do grupo e levantaram suas lanças.
– O que está havendo? Peguem eles! Matem-os! – gritavam desesperados, lançando-se contra os invasores.
– Deixem comigo – falou Ingo, ajeitando os cabelos loiros. Ele sacou duas adagas bem afiadas. Percebeu a aproximação de cinco adversários, tentando lhe espetarem com as lanças enormes. O jovem saltou, escapando de qualquer ataque. Depois de voltar a ficar no chão, decepou um guarda. O sangue escorregou por toda a sala e ele aproveitou uma pequena distração dos inimigos para fazê-los em pedaços. Os movimentos foram tão rápidos, que o resto do Esquadrão nem percebeu o que acontecia. Quando Black viu, todos estavam mortos, com sangue por todo o lado. Três tinham as cabeças decepadas, outros dois com a cintura cortada e o coração fora do peito. O mesmo ainda batia, fracamente. Ficaram observando ele até parar de bater.
– Muito bem – falou Black, – Shinoh, suba pelas escadas e investigue os quartos. Nós vamos seguir para fora – terminou o líder, apontando para um lance de escada no fim da sala e uma porta no outro extremo.
***
Kurime estava caminhando ao lado de Paid e Benji. Eles se encontravam quase dentro do famoso Centro de treinamentos. Após alguns segundos, abriram a porta e entraram, sem fazer muito barulho. Num piscar de olhos, as luzes no teto alto se ligaram, revelando um espaço imenso. A espécie de ginásio que dava para se ver por fora não parecia ser tão grande. Eles estavam num tipo de varanda, com mesas objetos ara se comer e outros tipos. Num andar de subsolo, estava um campo, cheio de árvores, arbusto e um lago grande. Era um espaço muito parecido com uma floresta.
– Nossa! – exclamou o garoto.
– Observem isso – falou Benji, sorrindo para os dois. Ele ligou um botão num painel, situado na parede da porta. De repente, o campo cheio de árvores, arbustos e um lago sumiram, dando um lugar para um campo de terra, com mini-vulcões em erupção e fogo localizado em pedras especiais.
– Demais! – falou Kurime. Estava com os olhos brilhando. Era um campo de treinamento perfeito para ele e Paid treinarem. De repente, uma explosão foi ouvida. Berros surgiram e Umiho e Dankora apareceram na porta do centro de treinamentos. Eles voltavam de um banho na cachoeira. Estavam desesperados e seguravam as espadas.
– Estão invadindo! Mataram os guardas! – gritaram juntos. Imediatamente Paid sacou sua espada. Mandou Benji e Kurime se esconderem num dos cenários do centro. Benji clicou num botão, fazendo o primeiro campo, com árvores, aparecer. Os dois foram para cima de galhos, apesar de Kurime protestar. O jovem queria lutar contra quem estivesse invadindo aquele lugar incrível.
– Vamos lá! – berrou Paid.
Os três foram pelo caminho de volta, percebendo três homens vestidos de capas azuis surgirem, com adagas em mãos.
– Espadachins... – sussurrou Black, se aproximando mais. Os seis se encararam. Parecia um encontro de velhos amigos.
Paid então ficou desligado por alguns instantes. Ele começou a se lembrar de algo. Seu rosto tornou-se pálido.
Flashback:
Paid estava sentado num banco pequeno. Naquela época, sua idade estava em torno de doze, treze anos. Suas espinhas eram feias e o rosto redondo. Os cabelos azuis eram muito parecidos com os que possuía na maioridade. Além disso, seus olhos encaravam qualquer um que passassem perto. Nas costas, estava uma bainha feita de madeira, com uma katana levemente curvada. O jovem sentiu a aproximação de uma amiga bem mais alta que ele. Eles estudavam junto. Uma espécie de colégio militar, para formar grandes guerreiros que protegeriam a vila. Naquele tempo, Paid morava em Uhuko. A moça era gótica. Tinha cabelos bem curtos e escuros. Seu nome? Kushi...
– Olá. – disse ela, seriamente.
– Oi – falou o garotinho, cabisbaixo.
– O que foi? – indagou Kushi, desviando seu olhar para uma mulher grávida, que segurava uma menina de dois anos no colo. Era uma mulher bem bonita. Possuía olhos verdes.
– Bem... minha mãe e eu brigamos. Eu não quero mais morar nesta vila idiota – explicou Paid, com lágrimas nos olhos.
– Fale a verdade – começou Kushi, abrindo um sorriso de gozação, – está com medo do tal Black, aquele garoto de cabelos escuros né? – indagou ela, gozando do garoto, que ficou com cara de desaprovação. Encheu-se de fúria.
– Não estou não – falou, observando o garoto de quem Kushi se referia espancando uma criancinha de seis anos. Ninguém se metia com ele. Era um valentão com muitos companheiros.
– Quando eu crescer, me tornar a grande líder desta vila. Assim, acabarei com esses valentões que espancam criancinhas. – disse ela, decidida, com um olhar determinado.
Flashback OFF:
Paid começou a voltar à realidade. Parecia que o tempo havia parado. Ele se lembrou daquele Black. Havia se mudado para Uhuko para estudar. Anos depois, Paid viu que o jovem desapareceu com um homem de olhos que mudavam de cor, Kurosako. Naquela época, o líder de Iunuou era quase da idade de Black e fora designado para trazê-lo para a vila (que era comandada por Uta). Kurosako tinha cabelos levemente vermelhos, com vários fios pretos. Seu cabelo estava quase igual, mas usava diferentes perucas.
– O querem aqui? – perguntou Umiho, dando um passo a frente e ficando a um palmo do nariz de Ingo.
– O garoto – respondeu ele, levantando levemente a sua adaga. Os dois se encararam por alguns segundos.
– Ele não está aqui – tentou Paid, elevando o tom de voz. As atenções se viraram para ele. Qualquer brecha seria bem aproveitada para um ataque. Mesmo assim, o Esquadrão A parecia querer descobrir algo. O líder dos espadachins fez um movimento imperceptível, mostrando estar pronto para um ataque. Desta vez foi Cagarih que deu um passo a frente, dizendo:
– Não está não. Eu me esqueci que o garoto se refugiou na casa daquela vadia de sua mãe! – disse em tom de deboche. Paid se enfureceu, tentou se segurar, mas não resistiu. Deu um chute forte no queixo de Cagarih, que não teve como defender. Black por sua vez avançou, desferindo um soco no estomago de Paid.
– Acalmem-se! – tentou Dankora, mas já sentiu a aproximação de Cagarih. Os dois iriam lutar. O espadachim então começou a "guiar" o adversário para longe. Enquanto os que haviam apanhado se recuperavam, Umiho partiu para cima de Ingo, e Black contra Paid.
Os dois últimos foram trocando socos e chutes, desferindo golpes nos braços, barriga, costas, coxas... até chocarem espada contra clava. Apesar de não parecer, arma de Black era muito forte e segurou nunca boa a espada do adversário. A mesma se chamava Aoi, nome dado pelo próprio dono.
– Você vai me entregar o garoto! – rugiu Black, dando dois passos para trás e levando a clava na altura da cabeça. Quando foi jogá-la contra Paid, o mesmo abaixou-se, apoiando o corpo com uma mão apenas e dando uma rasteira no líder do esquadrão.
– Gostou? – indagou ele, sorrindo e se recuperando. A clava havia caído longe. Black então, fervendo de raiva, igualzinho a Paid, fez um movimento rápido e sacou sua arma novamente.
– Sinta o poder da minha velocidade – falou Black, tentando recuperar-se da louca vontade de arrancar os olhos do espadachim. Em um segundo, o corpo de Black se encontrava ao lado de Paid, que não teve tempo para ver nada. Quando percebeu, os pregos da clava estavam próximos de seu rosto. Seria acertado.
Agora, era o chefe dos espadachins contra o chefe do esquadrão A. Líder versus Líder! Quem sairia vivo desta batalha? Acompanhe nos próximos capítulos...!
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