The Stone Of Destruction

9 Capítulo 09 - A História de Dankora


Notas iniciais
Espero que goste e se tiver algum erro no cap., por favor, avisem. Obrigado a todos que estão acompanhando.

Uma semana se passou rapidamente. Kurime havia treinado todos os dias ao lado de seu mestre. Ele estava muito melhor no controle de sua espada. Os dois haviam produzido uma com corte melhor e mais resistente. O jovem não a largava de jeito nenhum.

– Muito bem! – gritava Paid, ao observar os vários cortes rápidos que o garoto fazia no ar. Os dois sentiam que Kurime melhorava a cada treinamento. Ele com certeza se tornaria um bom espadachim.

Na sexta-feira, ficou treinando por catorze horas até conseguir aprender seu primeiro Tsuko, o número um, que cria uma barreira protetora. Kurime ficou felicíssimo. Nem conseguiu dormir de tanta felicidade.

Ele recém havia acordado. Moveu-se até a cozinha para comer alguma coisa. Todos estavam dormindo ainda. O jovem serviu-se de cereal e começou a encher a barriga. Bebeu também um gole de suco amargo.

Tossiu um pouco. Depois voltou a comer. Estava faminto. Queria engordar um pouco. Além disso, precisava aumentar sua força. Sentia-se muito melhor agora que manuseava uma espada muito bem, para sua idade.

Enquanto os minutos se passavam, sentia cada vez mais sono. Eram seis da manhã. Ele queria acordar cedo para poder meditar um pouco. Após alguns instantes terminou de comer e levou tudo para a pia. Percebeu então barulhos vindos do teto.

Ele olhou fixamente para o ponto em que tinham barulhos. Achou que deviam ser soldados a mando de Kurosako. De repente, uma pancada forte foi ouvida na porta. Ela começou a se abrir lentamente. O jovem ergueu a espada. Passos apressados vieram do quarto, também com espadas em mãos.

Paid e Umiho tomaram a frente. Kurime ficou observando o que aconteceria. De repente, quando a porta se abriu toda e um pouco de areia entrou no esconderijo, um homem coberto por sangue vermelho vivo caiu, batendo fortemente contra o chão. Era Dankora.

Ele não havia voltado há dias para casa, o que havia os deixado muito preocupados.

– Dankora! – gritou Umiho, correndo até ele. Estava ensopado de sangue com vários cortes por todo o lado. Não conseguia falar nada, Havia usado toda a sua energia restante para voltar ao esconderijo. Seus olhos reviravam-se nas órbitas.

– Vamos colocá-lo deitado! – exclamou Paid, ainda sonolento. Ele ordenou que Kurime pusesse um pano grosso antes do colchão, para não ensopá-lo de sangue. Após colocar o guerreiro machucado deitado, Umiho pegou alguns panos e gaze para estancar o sangue e fazer curativos.

Dankora não conseguia nem se mexer. Havia perdido muito sangue e isso era algo muito ruim na situação dele, e de qualquer pessoa, na verdade.

– Ele está muito ruim... – falou o guerreiro mais baixinho. Estava enfaixando o braço esquerdo, que tinha um corte profundo.

– Mas... vai sobreviver, não é? – indagou Kurime, seriamente. Parecia triste.

– Acho que sim – respondeu Umiho, partindo para outro curativo.

O tempo se passou. Demoraram algumas horas, todos sentados, observando um guerreiro fazer curativos e estancar sangue de outro, desmaiado. Eles não conseguiam sair dali.

Após algum tempo de descanso, Dankora abriu os olhos. Percebeu onde estava e abriu um leve sorriso. Estava muito feliz. Talvez o momento mais feliz de sua vida. Ele então percebeu a aproximação suave de seus companheiros. Estavam todos sorrindo, esperando Dankora falar alguma coisa.

– Muito... obrigado – disse, quase gaguejando. Sua boca possuía um corte que ainda não parara de sangrar, apesar da gaze usada no lugar. Todos foram até o homem deitado.

– O que houve, Dankora? – perguntou Paid, fixando os olhos nos do amigo. O mesmo coçou o nariz devagar e respondeu:

– Bem... depois de... te resgatar, eu precisei ir... para a cidade. Vocês não sabem, mas... – falou, pausadamente, enquanto virava o rosto para os três na sua frente, – eu tenho um filho.

Todos ficaram boquiabertos. Kurime, principalmente.

– Um... filho? – indagou Umiho, um tanto desconfortável na ponta da cama.

– Sim. Antes de... entrar para a equipe... eu tinha uma namorada. Ela engravidou... e teve um filho. Está com poucos anos de vida. Eu sempre o visitava por algumas horas, de noite ou de manhã... bem cedo – explicou o guerreiro, lembrando-se da pequena criança que segurava nos braços, no mesmo dia em que ajudou a trazer Paid são e salvo para casa.

– E por que está todo machucado? – perguntou Kurime, franzindo a testa. Seu corpo magricelo estava mais forte do que o comum.

– Quando estava voltando... guerreiros me encurralaram. Espancaram-me. Eu estava usando uma máscara. Quando a retiraram, sem querer, perceberam quem eu era e estava me prendendo, quando alguém me salvou... – disse com o olhar distante, como se estivesse revivendo a cena.

– Alguém de salvou? – indagou Paid, incrédulo.

– Sim. Não pude ver o rosto, mas era uma mulher, bem alta. – explicou, voltando a fixar seu olhar para os três ali presentes.

– Precisamos contar algumas coisas, enquanto você estava fora – disse Paid, pedindo para Kurime e Umiho saírem. Ele queria falar a sós com Dankora. Os dois entenderam e foram conversar na cozinha, onde pegaram um líquido azul muito gostoso para beber.

O dia passou muito rápido. Dankora dormiu bastante e ficou processando as informações recebidas do resto do grupo. Kurime ainda fez alguns treinamentos e foi só. Paid meditou por algumas horas e Umiho andou preparando uns lanches, para se acontecessem situações extremas e imprevisíveis.

***

Kurosako estava de pé, observando suas próprias pegadas na areia. Quando levantou a cabeça, percebeu a chegada de duas pessoas. Uma delas era Kushi, uma mulher gigantesca e gótica. Usava cabelos escuros. O outro tinha o corpo inteiro tapado por uma manta roxa. O rosto era caracterizado, principalmente, por dois dentes grandes, que ficavam fora da boca. Kurosako sorriu. Estava prestes a se dar bem, muito bem.

– Enfim, trouxe quem queria conhecer – falou, tentando esconder o riso de felicidade. Os dois não mostraram nenhuma expressão, esperando o aparecimento de alguém naquele local. Estava numa praia com altos e baixos, frente a um mar incrivelmente bravo e montanhas bem altas com pedras caindo a todo o instante.

Sem querer esperar mais, Kurosako deu um sinal. Um homem de estatura mediana apareceu. Ele era afro descendente e era seguido por três homens quase da mesma etnia que ele. Eram todos muito musculosos e tinham marcas estranhas nos rostos. Eram mal-encarados.

– Milaho, estes são Poahuu e Kushi – apresentou Kurosako, sorrindo. Todos se apertaram as mãos. Estava tudo quieto. – E então? – indagou o líder de Iunuou, rompendo o silêncio.

– Bem... parece que nossos companheiros aprovaram a idéia... – disse Kushi, meio contrariada. Não achava que aquele Milaho e seus subordinados poderiam manter a paz entre as vilas.

– É... – sussurrou Poahuu. Ele havia feito uma careta de leve.

Todos ficaram trocando idéias. Quando os Poahuu e Kushi sumiram, Kurosako apressou-se a falar.

– Bom trabalho – disse sorrindo, – está tudo andando como combinado.

– Isso mesmo – falou Milaho, maliciosamente – daqui a algum tempo, você estará no controle. – disse por fim, sumindo de repente. Kurosako deu mais algumas risadas em alto e bom som. Após alguns segundos, sumiu, fazendo um pouco da areia se levantar e ser jogada contra o vento, indo distância de sua "antiga localização".

Notas finais
Reviews? Obrigado por lerem.