The Stone Of Destruction

10 Capítulo 10 - O Esquadrão A


Notas iniciais
Nota Importante ~ Logo mais estarei disponibilizando um link com informações referentes a história.

No último capítulo de TSoD:

Após alguns dias de desaparecimento, Dankora volta e conta uma história para o grupo, uma história com algumas revelações importantes sobre ele. Enquanto isso, Kurosako age e apresenta os que tomaram o lugar dos espadachins na política, Milaho e subordinados para Poahuu e Kushi...

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Kurosako caminhava com passos longos. Estava vestido com luvas e um grande jaleco, límpido. Ao seu lado, vinham duas pessoas baixinhas, segurando espadas afiadas e quase maiores do que elas.

O subterrâneo da vila de Iunuou estava sempre quente, mesmo que tivessem uma ventilação absurda, principalmente no outono, época preferida pela maioria do povo.

– Então... já chegaram a um resultado? – perguntou Kurosako, ainda pálido como sempre. Suas mãos se estenderam. Eram cheias de curativos. Ele se referia ao doutor, que se encontrava na porta de seu principal laboratório.

– Mais ou menos – respondeu ele. Era velho, enrugado e com cabelos desajeitados e grisalhos. Além disso, tinha uma barriga elevada e ombros caídos.

– Como assim "mais ou menos"? – perguntou o líder de Iunuou, indignado. Já fazia tempo que a tarefa havia sido entregada para o doutor Wakashi. Ele estava bem atrasado, por sinal.

– Venha ver, senhor...

O velho levou Kurosako para dentro do laboratório. Ele era bem grande e espaçoso, com alguns computadores e mesas, cheias de luvas e aparelhos desconhecidos pelo guerreiro. Doutores experientes trabalhavam em microscópios e moças usavam pequenas agulhas para separaram objetos imperceptíveis a olho nu. Numa das paredes, que eram cinza, estava uma projeção. Uma imagem. Eram cinco homens encapuzados. Estavam todos segurando chicotes e outros pequenos objetos. Na frente deles, estavam três pessoas, vestidas de capas amarelas bem chamativas. Kurosako ficou prestando atenção nisso. Quando percebeu, tinha visto um dos homens chicotear as costas de uma pessoa.

– Está vendo meu senhor, andamos pesquisando aqui e...

– Estão torturando os prisioneiros?! – perguntou Kurosako tremendo de raiva. Seu punho se fechou e ele bateu contra uma mesa. A mesma afundou, deixando uma marca da mão do homem.

– Você não tinha pedido isso...? – indagou o cientista, incrédulo.

– Não, cacete! – berrou Kurosako. Foi segurado então por um dos homens baixinhos. O mesmo entregou uma pílula, que fez ele se acalmar. – Desculpe – disse Kurosako, desta vez, sem estar com raiva, – mas... eu disse que não era para torturar os prisioneiros.

– Perdão, senhor – disse o cientista Wakashi. Ele secou algumas gotas de suor da testa enrugada. Estava apavorado.

– Os mandem parar! – exclamou para os dois guardas pequeninos. Os mesmo entraram por uma porta que estava trancada por uma chave que o da direita possuía. Desceram bastante até aparecerem no vídeo e darem as ordens. Os homens que estavam encapuzados pediram mil desculpas. Depois, tiraram as três pessoas do foco e levaram para a jaula.

– Se vocês fizerem outra cagada terei que tomar providências – ameaçou Kurosako, saindo da sala. Ele fez o mesmo percurso para chegar ali, desembarcando na sua sala, dentro do castelo de rochas brancas, situado em Iunuou.

***

Paid não conseguia ficar parado. Os seus companheiros encontravam-se ao seu lado. Dankora ainda não conseguia acreditar nas histórias que havia ouvido. Ele sabia o destino dos espadachins não seria bom. Mesmo assim, sempre que via seus amigos de cabeça baixa tentava animá-los, apesar de ele não ser otimista. Muito pelo contrário.

– Por que está tão nervoso? – indagou Kurime, irritado. Não agüentava mais ver Paid caminhando entre os cômodos da casa.

– Acalme-se – respondeu ele, deixando seu aprendiz ainda mais fulo.

Os minutos passavam velozes e nenhum acontecimento inesperado ocorreu. Nada que pudesse esboçar qualquer reação nos quatro ali, no esconderijo. Umiho preparava uma gororoba roxa.

– Afinal, o que é isso? – perguntou Kurime, novamente, mas agora para uma pessoa diferente. Ele ficou olhando para a tigela em que Umiho mexia o líquido. Parecia bem pegajoso e com gosto muito ruim.

– Isto é uma mistura de nutrientes que dá mais energia, força etc. Ajuda um guerreiro em situações extremas. Estou preparando isso e vou deixar um frasco para cada um. – explicou Umiho, mostrando a Paid que deveria contar as coisas ao garoto. Ele realmente estava se tornando um espadachim. Estava aprendendo a se virar sozinho. Mas com ele, os espadachins apenas haviam arranjado problemas. Estavam foragidos e sendo caçados por algumas vilas. Além disso, perderam a chance de ocupar uma posição política entre as vilas. O principal motivo do começo da organização tinha sido o de manter a paz entre o planeta. Eles estavam cada vez mais trazendo guerra. Não de vilas contra vilas, por enquanto, mas sim de vilas contra eles.

– Chegou! – disse Paid, correndo contra a porta de aço reforçada do esconderijo. Todos ouviram batidas fracas. Pareciam de um homem idoso.

O guerreiro abriu uma pequena portinha. Ninguém tinha conseguido ver a existência dela. Kurime então percebeu que Paid apertou em um botão, antes e abri-la. O mesmo saiu da frente, dando espaço para um lindo falcão marrom, com manchas amarelas entrar, voando formosamente. Seu bico era bem pontudo e segurava uma carta em papel enrugado. Ela estava cheia de pingos gigantescos de tinta que pareciam ser pontos.

– Chegou o que? – perguntou Kurime. Ele parecia estar programado para fazer milhares de perguntas.

– É uma carta. Eu tenho um amigo chamado Benji, que mora no campo. Ele tem uma propriedade fechada, cheia de lugares incríveis. Deixou nós nos escondermos lá – disse Paid, finalmente explicando para Kurime. Mesmo assim, o jovem continuou sem entender algumas coisas.

– E que diferença faz, aqui ou lá?

– Faz toda. Aqui, eles podem nos rastrear, com uma dificuldade imensa, mas podem. Aquele rancho de Benji está protegido com encantamentos, na verdade um Ryuk poderoso. Benji é um sábio muito inteligente e habilidoso. Além da maior segurança, ele tem um espaço específico para treinamentos. Quando chegarmos lá, vamos realizar um no lugar – disse ele, respirando fundo quando terminou de falar. O falcão voava em círculos, parando apenas para pousar nos ombros dos presentes.

– Você não achar arriscado? Partirmos assim, a luz do dia, vulnerável? – perguntou Dankora, franzindo a testa, enquanto pegava um copo da água para beber. Ele ainda tinha curativos por todo o corpo.

– Um pouco é. Mas somos os espadachins. Um fica rastreando qualquer movimentação enquanto os outros e preocupam no melhor caminho a seguir. Qualquer coisa, temos as nossas espadas. Nos defendemos. – disse Paid sorrindo.

Kurime ficou triste por alguns instantes. Ele não queria falar no momento, mas se sentia muito mau. Ele era o motivo por tudo que aconteceu de ruim aos guerreiros espadachins. Ele havia feito com que Dankora quase morresse além é claro, que os outros também se ferissem. Ele era o motivo por terem que viver em esconderijo, se mudarem de lugar sempre com medo e vigilância para não acabarem presos, torturados ou mortos.

– Pra mim, vamos agora. Quanto antes chegarmos lá, melhor – disse Umiho, – além do mais, agora é cedo. Se tiver alguém nos procurando, não irá ser um esquadrão inteiro. – opinou, levantando-se da cadeira macia. Fez um alongamento longo, até estalar os ossos e ficar pronto.

– Tudo bem – concordou Dankora, com o olhar fixo em Umiho.

Em poucos minutos estavam prontos. Um deles segurava uma sacola branca, na qual tinha os pertences de todos. Encontraram-se na porta do esconderijo onde conferiram tudo. Todas as espadas se encontravam nas costas, protegidas por uma bainha bonita, feita de um metal desconhecido, menos a de Kurime. Eles haviam feito a sua com pedaços de bambu. Melhoraria ela quando achassem um metal bom resistente.

Quando nada faltava, Paid trancou o esconderijo e o cobriu de areia. Ninguém conseguiria saber que se localizava ali. Após estarem totalmente prontos, partiram, sempre se escondendo em folhagens. Um dos espadachins segurava também uma sacola branca, com remendos, onde estavam os equipamentos e vestimentas dos viajantes.

– Tenho um percurso médio até lá. Dankora, fique de guarda agora! – disse Paid enquanto corria ao lado de Kurime. Atrás vinham Umiho e Dankora.

***

Todos os pés pousaram em segurança num galho grosso de árvore. Os quatro homens se entreolharam, apontaram adagas e voltaram a ficar com a guarda-baixa. Estavam felizes de terem se transportado corretamente. Estavam com os rostos a mostra, sem se preocuparem, pois não havia com o que se preocupar.

– Onde estão, Ingo? – perguntou o que parecia ser o líder. Seu nome era Black, um guerreiro muito veloz. Ele tinha cabelos negros bem espetados e um nariz arrebitado. Seus olhos escuros eram penetrantes e assustavam às vezes. Ao seu lado estava posicionado Ingo, um guerreiro com ótimo faro e habilidade com sua adaga, uma habilidade superior a de todos ali. Ele tinha cabelos loiros e olhos castanhos.

– Estão próximos, senhor – respondeu Ingo, virando-se para os homens de trás. Um de cabelos vermelhos e olhos escuros se chamava Shinoh, o mais inteligente dos quatro e ao seu lado um cara de cabelos longos e loiros, até o pé, sem falar nos olhos verdes avermelhados. Seu nome era Cagarih. Ele era especializado no uso da força fisíva.

– O esquadrão A está formado – disse Black, sorrindo – Vamos pegar aqueles filhos de uma puta!

Notas finais
Espero que gostem. Comentem!