The Stone Of Destruction

3 Capítulo 03 - Explicações


Notas iniciais
Espero que Gostem. Agora virão algumas explicações importantes xD

Instantes depois de terem desaparecido de um lugar e reaparecido em outro, Kurime e os espadachins e encontravam num deserto, sendo queimados pelo forte Sol da região. Percebendo que ninguém estava acordando, o rapaz foi rastejando ao encontro de Paid. O mesmo respirava ofegante e estava com os olhos fechados e cheios de areia. Após constatar que não havia ocorrido nada de errado com o mesmo, foi até Dankora e Umiho. Todos bem, apesar dos ferimentos que estavam presentes nos corpos pela pequenina batalha no ex-esconderijo, agora, em ruínas.

– Acordem! – gritou Kurime impaciente, levantando-se com a ajuda de uma enorme pedra. Ele percebeu um buraco grande bem perto dali. Decidiu dar uma olhada. Aos trancos e barrancos chegou ao lugar e observou uma imensa fenda, com bastante água dentro. Era um milagre. O jovem se atirou ali dentro e bebeu bastante água. Estava morto de sede e fome. Ao voltar para a superfície arenosa, percebeu Paid de pé, ajudando os outros dois a ficarem eretos.

– Vocês estão bem? – perguntou um pouco displicente, ajeitando a espada na bainha, localizada nas suas costas.

– Eu estou bem, mas cheio de perguntas. – respondeu Kurime, sorrindo para os espadachins, já de pé.

Todos foram caminhando sem rumo. O garoto lhes apontou a água. Todos se serviram e fartos de tanto líquido continuaram a caminhar.

– É por aqui, Paid. – falou Dankora com a voz rouca, tomando a frente. Ele bateu com a mão na areia e a mesma começou a se abrir, em duas ondas que percorreram os montes inacabáveis. Parecia um tsunami.

– Por aqui o quê? – indagou Kurime.

O jovem não obteve respostas, o que lhe deixou extremamente irritado. Apesar disso, começou a entender o que estava escondido embaixo da areia. Percebeu uma espécie de porta, aberta com uma chave enferrujada que Umiho carregava nas vestes.

Após a abertura, um ambiente escuro e sombrio foi revelado. O início de grandes escadas se apresentava para a visão de todos ali presentes.

– Temos um esconderijo por todo o lugar que você pode imaginar. – disse Umiho sorrindo para Kurime. Ele colocou a mão no ombro do jovem.

Cuidando para não serem vistos, eles entraram e trancaram a porta. Não só com a chave, mas também com algumas palavras, que fizeram tudo ficar vermelho. Apareceram várias trancas do nada. Kurime estranhou.

– Você pode me responder tudo agora? – perguntou ele, ao chegarem no subsolo. Lá estava um tapete enorme, duas mesas médias com cinco cadeiras cada, sofás, três quartos. No total, havia quatro camas e dois colchões de reserva. A geladeira lotada.

– Até posso. – respondeu arrogantemente Paid. Estava na cara que não queria conversar ainda com Kurime, mas mesmo contrariado, teria que dizer tudo.

O garoto ficou observando o homem, que fitou os olhos dele. Estava querendo que o mesmo começasse logo. Foi então que Paid desandou a contar coisas.

– Olha, você já tem o conhecimento da existência desta pedra, certo? Bem, creio que já sabe da lenda do Deus Ishi. Pois bem, está errada. – explicou Paid, sentando-se juntamente com o jovem.

– Errada? – perguntou franzindo bastante a testa o outro sentado.

– Sim. A primeira "versão" é que o Deus Ishi estava se vingando de um homem. Assim, criou toda esta história. Mas, você não tem fez nada para ele. Por isso, creio eu que alguém tenha posto isso na sua cabeça. Alguém mais forte que Ishi, aquele bobalhão. – disse Paid num tom sério demais. Ele coçou o nariz e continuou. – Temos suspeitas de que o líder de uma das seis vilas existentes no mundo estava fazendo experiências há alguns anos. Conseguiu vários resultados. Para você entende-los, preciso te explicar outra coisa.

Kurime olhava fixamente para o rosto reforçado de Paid. Os cabelos azuis dele balançavam um pouco a cada movimento de sua boca.

– Aposto que tem a ver com aquele Tsuko alguma coisa. – palpitou o jovem, debruçando-se violentamente para frente.

– Exatamente. Aquilo se chama Ryuk. São técnicas "mágicas" utilizadas por todos os guerreiros do planeta. Eles desenvolvem-nas com bastante treino e executam contra inimigos ou até mesmo para realizar ações. Existem vários tipos de Ryuk's. Tsuko é o nome das técnicas que os espadachins usam. Apenas nós seis. Você precisa estudar bastante para conhecer todas e se ligar no estilo de seu adversário. – falou Paid, quase sem respirar. Depois disso fez uma longa pausa. Os olhos reviraram-se nas órbitas. Estava com grande dor de cabeça, mas mesmo assim queria continuar e explicar tudo de importante naquele momento.

– Então... sabe quando você me falou de "fantoches"? Tem a ver com algum estilo dos Ryuk's? – indagou Kurime tentando se mostrar inteligente para o homem na sua frente. Ele respirou fundo e começou.

– Sim. É um estilo que precisava de grande energia corporal e treinamento para ser executado. Consegue transformar pessoas mortas em fantoches controlados pela mente. Mas eu estava errado quando lhe disse aquilo. Eram humanos vivos, naquele instante. – relatou Paid, fatigado.

– Entendi. E os tais resultados?

– Vou explicar. O líder dessa vila conseguiu desenvolver uma Ryuk em que podia atravessar o corpo humano de uma pessoa. Quando acabava de fazer isso, podia pegar qualquer coisa dentro da mesma, arrancando órgãos, veias etc. Assim, matando a vítima.

Kurime ficou boquiaberto. Ele desviou o olhar para a mesa, se imaginando no lugar de uma vítima deste tal Ryuk. Seria apavorante e extremamente doloroso. Após um arrepio na espinha continuou a prestar atenção absoluta.

– Quem fez isso foi nada mais, nada menos que Uta, líder da vila, juto de seu braço direito e sucessor, Kurosako. – sussurrou Paid. Ele olhou para Kurime sorrindo. O mesmo não retribuiu a ação. Foi aí que perceberam que os outros dois tinham tomado um bom banho. Haviam ligado um rádio onde ouviam algumas notícias de dentro de umas das seis vilas.

– Então, Kurosako não veio simplesmente me pegar para recuperar a pedra? – concluiu "chutando" o garoto.

– Mais ou menos isso. Pelo que sei, há alguns dias, vieram várias pessoas que conheciam da existência de Kurosako nas experiências. Elas iriam lhe pagar um dinheiro altíssimo pela pedra. Acho que ele iria passar a perna nessa agente, pois não seria tão burro de entregar por uma merreca. Assim, se pegasse você, ficaria com a pedra para destruir tudo que quisesse e um alto valor monetário. – terminou bocejando.

Agora Kurime compreendia. Estava um tanto assustado com tudo aquilo, mas compreendia. Achando que as falas terminariam por ali, percebeu Paid abrindo a boca pela última vez:

– Você tem que compreender que não poderemos ficar com você pelo resto da vida. Iríamos acabar todos mortos. Por isso, vou te treinar para se defender sozinho e levar uma vida distante, quem sabe nas montanhas. Suas habilidades começaram a serem aprimoradas hoje no final da tarde, prepare-se.

– O que? – perguntou Kurime novamente com sua pequena boca aberta. Ele não sabia o que lhe esperava. Precisava ter calma. Iria treinar e ficar forte como Paid, Dankora e Umiho. Assim, não precisaria deles para a sua segurança.

Notas finais
Comentem plz!