— Senhorita – ele acenou e se afastou.

Nunca conversamos de fato, apenas nos cumprimentamos ocasionalmente. Muitas vezes me pego encarando-o por um longo tempo, até ele perceber e eu tolamente desviar o olhar.

Noite passada tive um sonho fatíloquo. Vi nós dois juntos, felizes, livres. Vi minhas fantasias acontecendo. O problema é que nunca acreditei nessas belas histórias de amor.

Ele parece mudar de ideia e caminha de volta para o jardim. Seu rosto é sereno como se estivesse exatamente onde queria estar. Então congelo ao observar seu enorme sorriso.

— Até mais, Regina.

Talvez eu esteja prestes a mudar minhas crenças.