The Stab
3 Capítulo 3 - Precisamos agir contra este assassino
Após todos os alunos terem se retirado para suas respectivas casas, pelo turno da tarde na escola, o diretor Júlio e a professora Trudy ficaram ao local respondendo algumas perguntas do policial Antony.
- Então diretor Júlio, com base no seu conhecimento dos alunos aqui da escola de Walkersville, pode ter a certeza que nenhum destes tinha tendências psicopatas? — Júlio antes de responder é interrompido por Trudy.
- Desculpa Júlio, mas esta questão preciso eu responder. Em nossa escola sempre buscamos mostrar os melhores caminhos aos nossos alunos, não sabemos ao certo porque dentre eles surgiu esse amor intenso pela franquia “Pânico”, é uma coisa qualquer em minha visão. — Antony se aproxima da mulher.
- Para mim não é normal alguém sair com uma faca matando pessoas com base nas referências de um filme de terror, isso é doentio. – Júlio se cansando totalmente daquele interrogatório resolve opinar.
- Acho que já respondemos o bastante policial Antony, espero que tenhamos ajudado nessa sua investigação. – Trudy concordando com o dito do diretor, levanta-se e abre a porta da sala de reuniões para Antony.
- Está me expulsando professora Trudy? – Antony a pergunta pegando seus utensílios sobre a mesa de Júlio.
- De maneira nenhuma, apenas sendo educada e mostrando o mesmo dito por Júlio, não temos mais nada a dizer, passar bem. – Antony percebendo que ali não era mais seu lugar se retira do local, passa pela saída e puxa a porta sem muita educação.
- Sujeito mal humorado este. – Afirma Júlio sentando sobre uma cadeira e pegando alguns papéis para colocar em pilha sobre sua mesa, Trudy que mexia ao celular lembra-se de pegar algo em sua sala.
- Com licença Júlio, antes de me retirar preciso passar em minha sala para pegar as últimas avaliações, poderia me dar às chaves? — Júlio abre uma pequena gaveta e retira uma penca destas e entrega à mulher, Trudy vai até o corredor, caminhando lentamente ela ouve um barulho ao final daquele espaço perto do bebedouro.
- Alguém ai? — Pergunta ela meio desconfiada, chegando a sua sala abre sua porta rapidamente, seus papéis estavam logo sobre a mesa, mas antes de retirar-se seu telefone começa a tocar, ela recolocando seus pertences sobre a mesa resolve atender.
- Alô?
- Alô, quem é?
- Aqui é a Trudy, com quem gostaria de falar?
- Liguei para a pessoa exata. — Trudy observa que a voz com quem falava era muito sombria.
- Bom, então me digas o que deseja de mim. – Ela senta-se a uma das cadeiras de alunos.
- Eu quero saber qual é o seu filme de terror favorito? – Trudy percebe que a pergunta é referente aos filmes “Pânico”.
- Vamos logo acabar com esta palhaçada, se eu descobrir quem é o aluno por trás desta ligação estará muito encrencado comigo.
- Não tanto quanto você estará agora sendo estripada pela minha faca. – Trudy larga o telefone ao chão, ela corre até sua mesa para pegar seus pertences, mas o assassino a surpreende a porta.
- Socorro! – Ela grita, mas o assassino a empurra caindo sobre várias cadeiras, ela tenta se levantar, mas o assassino é mais rápido e começa a esfaquear seu peito, a mulher sangra pela boca, Júlio que estava na sua sala muito concentrado ouve um grande barulho, ele sai de sua sala para tentar saber a causa.
- Professora Trudy? – Mas nenhuma voz é respondida, Júlio começa caminhar lentamente até a sala da professora, ele olha aos lados muito apreensivo, mas faltando duas portas até o local seu celular começa a tocar.
- Alô?
- Presta atenção seu monte de merda, este é o meu filme, você está nele e não há nada que você possa fazer para me impedir de matar a todos, sua professora pagou pela língua e agora ela respira seu liquido vital. — Júlio fica chocado com os dizeres do assassino.
- Miserável, a policia vai te pegar.
- Isso é o que você pensa, entre na sala de Trudy e veja a prévia do que acontecerá com você. – Júlio muito nervoso abre a porta da sala de Trudy, as cadeiras estavam todas espalhadas, sangue se estendia ao chão, a professora estava com o pescoço amarrado ao ventilador, com sua barriga aberta, suas vísceras formavam três pequenas cordas que desciam sobre suas pernas. — Júlio não acreditando naquela cena começa a tremer e vai saindo da sala aos poucos, o assassino ao celular volta a falar.
- Sentiu? É esse medo que eu adoro vê nos olhos das pessoas, bem vindo ao meu filme, está na hora da sua cena. — Júlio larga o aparelho ao chão e corre ao corredor, o assassino surge a sua frente saindo de outra sala, Júlio desvia, mas ainda recebe uma facada ao braço.
- Desgraçado! – Ele grita e ainda empurra o assassino, correndo, a cada passo ele tenta abrir uma porta de cada sala, mas todas estão trancadas, até a sua havia tido o mesmo destino, pois o assassino possuía a penca de chaves, correndo para a saída do colégio ele atropeça, o assassino ainda o persegue, ele chega à porta, mas esta também se mantinha trancada, um dos guardas do local estava a uma distância longínqua dali conversando com um parceiro de trabalho, Júlio grita para tentar chamar a atenção de um daqueles. — Socorro!Alguém por favor, me ajude. – Mas seu esforço era em vão, o assassino o alcança cravando sua faca na barriga do homem, Júlio o empurra mais uma vez e tenta se arrastar ao chão sangrando muito, o assassino o segura pela cabeça e o joga na direção da porta, um dos guardas observa que a porta sofre um grande impacto, ele questiona com o amigo.
- Você viu isso? Parece que a porta recebeu um impacto, vamos lá conferir. – O guarda mais velho mete a mão ao seu bolso direito e retira uma chave padrão, ele abre o local, o corpo de Júlio é estirado sobre eles, sua garganta estava cortada e seu corpo banhado em sangue.
- Meu Deus! – Os dois homens dizem ao mesmo tempo.
Na Casa da Família Evans. — Duas Horas mais tarde.
Já era noite, Cris que estava sentada sobre seu sofá tentava ficar calma com as últimas noticias. Amber a confortava, Eric e James estavam perto da janela conversando.
- Esse desgraçado vai pagar caro, eu juro, vou cortar ele todo assim como ele fez com a Mandy. — Eric falava e chorava ao mesmo tempo, James tentava confortar o amigo.
- Acalme-se Eric, a policia está correndo a todo vapor para prender este miserável. — Cris ouvindo a conversa dos dois resolve se pronunciar.
- Será James? A professora Trudy e o diretor Júlio já estão mortos também, este desgraçado está conseguindo matar todo mundo e Antony que está à frente pela captura dele não consegue fazer nada além de interrogatórios, porque isso justamente está acontecendo em Walkersville? — Ela chorava, Amber cansando daquilo tudo reage.
- Temos que tomar nossas atitudes, se o assassino segue a linha dos filmes, nós também podemos, mesmo todos sendo suspeitos ainda podemos agir. — Eric gostando da opinião de Amber pergunta.
- O que você sugere? – A jovem pega ao lado do sofá uma pequena mala, ela abre e logo podemos ver quatro pequenas armas. – Os outros ficam assustados.
- Meu pai possui um porte legal de armas, estas eu conseguir pegar escondida, mas será nossa proteção. — Cris se amedronta.
- Eu não sei usar isso. – Cris comenta meio insegura, mas Amber a segura pelo braço.
- Se quiser sobreviver, terá que aprender. – Eric logo pega um dos objetos e coloca sobre a cintura, James faz o mesmo e as meninas acompanham.
- Pronto, se preciso for usaremos, apenas temos que ter algo para nos proteger. — Fala Amber olhando para todos, James responde.
- Concordo plenamente. — Ele olha ao relógio e observa que se falta exatamente vinte minutos para o horário de encontro com sua prima Kelsie.
- Nossa, preciso ir, Kelsie me espera na biblioteca, diz ela querer pegar algo lá. — Cris vai até o namorado e o abraça fortemente.
- Me promete que ficará bem? – James a beija.
- Claro que sim. – Eric cansando daquela cena melosa responde.
- Podemos parar com esta cena Edward e Bella e voltarmos à realidade? Obrigado, eu também estou de saída, aceita uma carona Amber? — A garota responde pegando sua bolsa e mala ao sofá.
- Não, obrigada, preciso passar na casa de minha avó, ela está meio adoentada e com esses assassinatos começou a se preocupar ainda mais. — Cris vai até a porta de saída, todos se retiram, James antes de sair fala ao ouvido da amada.
- Nunca se esqueça, qualquer coisa é fraca perante a força que existe dentro de você. — Cris sorrir, abraça o rapaz mais uma vez e fecha à porta, ela caminha novamente a sala, mas logo não demora a perceber a falta de alguém, onde estavas Halley Evans?
- Mãe? — Ela a chama subindo as escadas, chega ao quarto desta, abre a porta e observa tudo, mas ali não estava.
- Onde será que ela foi. – Ficou pensativa, então se dirigiu ao seu quarto.
James rapidamente chega ao McDonald’s, Kelsie estava sentada a uma cadeira tomando um pequeno Shake de morango.
- Pensei que tinha me esquecido. – James a segura pelo braço e alerta logo.
- Vamos logo, preciso está em casa o mais depressa possível.
- Porque toda esta pressa? – James olhando aos lados amostra a arma pela cintura.
- Meu Deus! O que vai fazer com isso? – James bota a mão sobre a boca da garota.
- Quieta! Nada demais, isso é nossa proteção contra este assassino, vamos logo.
- Certo! – Concorda, deixando ela o restante do alimento sobre a mesa e retirando-se junto a ele daquele local.
Fale com o autor