The Stab

4 Capítulo 4 - Tudo está próximo do fim.


Não se demorou muito para que eles já estivessem em frente à biblioteca perto da escola.

- Pronto, vamos entrar com bastante silêncio, vou tentar achar o DVD na área de vídeos e você fica aqui nos livros me esperando, tudo bem? – James se apressa abrindo a porta, um arranhão se faz ao chão ao abrir do local.

- Eu não disse que éramos pra fazer silêncio? – Kelsie faz um olhar sério.

- Como se adiantasse de alguma coisa, vamos logo, estarei aqui esperando. – Kelsie se apressa dentre todas as prateleiras de livros, ela abre a sala de vídeo, o local era espelhado, ela então começa a procurar os filmes, coloca um fone ao ouvido para assim enquanto procura está distraída em algo, enquanto isso James caminha pelo local, ele começa a falar em pensamentos.

- Tantos livros, mas quem disse que uso algum. – Ele riu ao canto dos lábios, logo após ele viu um livro que chamou sua atenção “Pânico – Vida Real em Ficção” era um livro ilustrando a vida dos atores logo após o sucesso do filme na época de 1996.

- Nossa, os fãs da franquia piram ao ver isso. – De repente seu telefone começa a tocar, ele larga o livro ao chão.

- Droga! Mas quem será, Alô?

- Olá James! – O rapaz sente um calafrio ao ouvir aquela voz.

- Quem é? — Ele pergunta voltando a caminhar ao local.

- Você sabe quem eu sou apenas está evitando acreditar que chegou a sua cena neste filme. — James passa a ter certeza que ali era o assassino.

- O que você quer seu infeliz? – Ele retira a arma da cintura e começa a olhar para todos os lados muito apreensivo.

- Eu quero você! Quero descobrir como está a pulsação do seu coração quando eu arrancar ele de dentro de você, vai ser bem divertido, não acha? – O assassino rir, James sente um forte medo.

- Desgraçado!Apareça seu filho da mãe, venha me encarar se você se diz ser esse homem todo.

- Como quiser! – Uma das prateleiras cai sobre James, ele grita.

- Não! – O assassino aparece cravando a faca sobre uma de suas mãos, James com bastante força consegue se levantar e atira contra o assassino, ele desvia, com esforço ele começa a correr pelo local até a sala de Kelsie, chegando ele tenta abrir a porta, mas esta estava trancada, pelo vidro ele consegue vê-la, mas ela com fone nos ouvidos não o escuta, ele bate ao vidro tentando chamar sua atenção.

- Kelsie precisamos sair daqui! – O assassino surpreende James por trás cravando a faca em sua coluna, Kelsie em um pequeno movimento se vira e consegue ver ainda seu primo sendo esfaqueado pelo assassino, ela grita colocando as mãos sobre o vidro.

- James não! – O rapaz gritava por ajuda, mas seu peito era esfaqueado a cada palavra, Kelsie se afasta para que o assassino não a veja, mas ele levanta e vai de encontro ao seu rosto e começa a passar a faca pelo vidro, deixando o sangue escorrer pela proteção.

- Sai daqui! – Kelsie gritava, o assassino abaixa-se saindo da presença da jovem, ela no pequeno quarto começa a chorar de medo.

- Meu Deus! Eu não acredito que isso esteja acontecendo. – Alguns minutos depois todas as luzes foram apagadas, Kelsie se assusta ainda, mas resolve ter uma grande atitude.

- Preciso sair daqui, cada vez mais estou colocando a minha vida em perigo. – Ela então resolve abrir a porta, o corpo de James estava logo ali ao lado todo ensangüentado, ela ainda chega a colocar uma de suas mãos ao pescoço do rapaz para saber se ainda tinha pulsação, mas ele estava morto.

- Meu primo querido, eu juro que vou sair daqui e mandar alguém vim pegar seu corpo, eu juro. — Ela então rapidamente começa a correr dentre os livros espalhados da prateleira que desabou, abrindo a porta de entrada ela avista um carro a sua frente.

- Vai ser esse mesmo. – Ela corre até o veiculo, abrindo a porta do motorista e entrando rapidamente. Mas as chaves não se encontravam ali, tirando de seu bolso uma pequena faca ela tenta ligar o motor.

- Vamos, por favor, pegue. – O carro dá sinal de partida.

- Graças a Deus! – Mas antes de pisar no acelerador, uma sombra é vista pelo retrovisor do banco traseiro, era o assassino, Kelsie grita.

- Não! – o assassino segura sua boca e por trás do banco começa a esfaquear as costas da garota, várias facadas são feitas até ele perceber que ali não havia mais vida, o corpo de Kelsie foi solto e sua cabeça bate na buzina do carro, fazendo um grande barulho ao local, o assassino abre a porta traseira, se retira e começa a caminhar, deixando o corpo da garota ali, esperando um breve aparecer de alguém que pudesse ver as recentes perdas.

Não muito longe da casa de Cris, morava-se duas jovens chamadas Grace Marvolo e Tracy Marvolo, eram irmãs gêmeas idênticas, na escola os rapazes sempre mantinham um olhar muito atento as duas, por serem loiras, de corpos bem feitos e usarem sempre uma blusa azul apertada até a cintura e uma bermuda Jeans. Naquela mesma noite Grace estava na varanda de sua casa conversando com sua irmã, as duas olhavam na direção da casa de Cris.

- Eu não sei se é algum pressentimento ruim, mas acho que tudo isso é culpa da Cris Evans. – Falava Grace com as mãos na cintura, Tracy que estava lendo um pequeno livro a uma cadeira olha para a irmã com um ar sarcástico.

- Você está com inveja dela, porque ela tem o James, aquele lindo que pode muito bem proteger ela e a mãe e você tem o quê? Nada, nem mesmo suas calcinhas te querem. – Grace faz uma face de ódio.

- Seu veneno nem se desce pelos lábios. – Logo após o telefone na sala começa a tocar.

- Atende lá Tracy, deve ser o Jason me chamando para sair.

- Saia desse mundo Alice, mas como sou boa, irei fazer este favor para você. — Tracy se levanta e vai atender o aparelho.

- Alô?

- Alô, gostaria de falar com Tracy Marvolo.

- É ela mesma, o que deseja?

- Gosta de filmes de terror? — Tracy fica intrigada e chama pela irmã.

- Grace venha cá. — A jovem entra com um sorriso ao rosto.

- É o Jason? – Pergunta Grace em voz baixa, Tracy passa o telefone para ela.

- Com certeza deve ser e ele hoje está mais babaca do que nunca. – Ela então sobe as escadas e se dirige ao quarto, Grace então se pronuncia na ligação.

- Oi meu amor. – Fala Grace com uma voz doce e amorosa.

- Avisa a vadia da sua irmã que eu não sou nenhum babaca, eu acho que um babaca não conseguiria fazer isso, ou consegue? – Em um instante se ouve um grito no andar de cima, Grace larga o telefone e ver sua irmã sendo esfaqueada.

- Tracy! – Ela grita, o assassino joga a garota pela escada, Grace assustada corre para a cozinha, o assassino desce os degraus com rapidez e a segue, a jovem retira de uma gaveta de um pequeno armário uma faca de serra e enfrenta o psicopata.

- Se você vim eu vou matar você. — O assassino a encara jogando-se sobre ela, Grace bate a cabeça na quina da pia, o assassino ergue sua cabeça e crava sua faca ao pescoço da jovem, ela pulsa bastante sangue pelo local de corte, ele então retira o objeto dela, caindo seu corpo ao chão, imóvel e sem vida.

Cris que já estava em sua casa ainda sem nenhuma noticia de sua mãe ou amigos resolve ligar para Amber.

- Amber? Estou preocupada, minha mãe até agora não apareceu, eu preciso saber onde ela está.

- Fique calma, estou voltando para ai, qualquer coisa me retorne a ligação.

- Certo. — Cris desliga o telefone, mas logo o aparelho volta a tocar.

- Alô?

- Olá Cris, finalmente podemos conversar. — Cris que estava sentada levanta-se ao perceber logo que ali era o assassino.

- Eu não quero falar com você! Deixe meus amigos em paz, deixe Walkersville, volte aos pesadelos de Sidney Prescott. — Ela chorava.

- Incrível como um filme pode influenciar as pessoas em Cris? Você sem querer acabou se tornando a favorita do Ghostface, deve está se sentindo a especial, mas lamento te dizer que isto aqui não é uma refilmagem, é uma parcela a parte. – Cris enxuga as lágrimas e o enfrenta.

- Se acha tão corajoso, o foda da história, mas isso aqui é realidade, bem diferente do que você ver nos malditos filmes que, aliás, não influenciam em nada, você que tem um péssimo caráter e vai pagar pelo mal que fez.

- Chega de baboseira Evans, estou aqui para te informar que está se aproximando o ápice final e vou logo te avisando, vai ser melhor que o original. — O assassino rir e desliga a chamada, Cris chora em pleno pavor, no mesmo instante Halley se apresenta a porta, Cris corre para abraçá-la.

- Mãe! Você está bem? O assassino me ligou, ele me quer, ele quer a todos nós. — Halley abraça a filha forte.

- Calma Cris, vai tudo se resolver, eu estava na casa de sua tia tentando conseguir pegar com ela alguma arma, precisamos de proteção, mas na volta acabei me encontrando com o policial Antony que está logo ai fora acompanhando da repórter Julie, eu não tenho boas noticias. — Cris com os olhos trêmulos observa seriamente a expressão da mãe.

- O que aconteceu? Vamos mãe me diga. — Cris se exalta, Antony aparece ao local informando os recentes casos.

- Boa Noite senhorita Evans, sei que nossa cidade anda em pleno pavor, mas hoje declaramos situação de emergência, seu namorado James Kant e a prima dele Kelsie Santana foram encontrados mortos na biblioteca próximo ao colégio, peço-te que mantenha a calma, pois estamos averiguando a situação. – Cris não agüentando a noticia sai correndo pela porta, Julie tenta segurá-la.

- Me solte sua repórter intrometida – Um soco foi dado ao rosto de Julie.

- Nossa! – Fala Halley chocada com a reação da filha, Antony corre atrás de Cris, a jovem desesperada corre em prantos de choro até que ela avista a porta da casa dos Marvolo, estava aberta, em passos lentos ela entra ao local, caminhando bem devagar ela avista o corpo de Grace e Tracy juntas com seus corpos em um puro banho de sangue.

- Não! – Um grito foi feito, Antony ouvindo tal som entra ao local e choca-se com a cena.

- Precisamos sair daqui Cris, imediatamente. — A jovem é arrastada pelo policial, Halley vem até o encontro dos dois e abraça a filha.

- Acalme-se Cris! — A jovem então grita com a mãe.

- Como você quer que eu tenha calma? Meus amigos estão morrendo e este infeliz desse assassino não é pego, todos que eu amo e tudo por minha causa. – Halley a segura firme olhando em seus olhos.

- Nada é por sua causa, vamos sair daqui, se preciso for até sair de Walkersville nós iremos, mas este pesadelo vai acabar, confie em mim. — Cris chora ao peito da mãe, Julie se aproxima de Antony para saber o que aconteceu na casa dos Marvolo.

- O que aconteceu que esta garota está mais desesperada que toda a cidade? – Antony faz uma expressão de pavor.

- As irmãs Grace e Tracy estão mortas, pelo jeito o assassino está agindo rápido, precisamos manter Cris em um local seguro e eu preciso de sua ajuda, posso contar com você?

- Tenha certeza que sim. – Julie concorda com um sorriso de coragem ao rosto.