The Sound Of War
10 Chipped Soul
Notas iniciais
ATENÇÃO!!!
Este capítulo contém descrições de violência, violência contra a mulher e descrições apenas para maiores de 18 anos. Fica a critério do leitor ler este capítulo, sabendo que o mesmo foi devidamente alertado.
Belle sentou-se no escritório de James, montando guarda ao lado da janela, junto de Mary Margaret, para que pudessem ver quando James estivesse se aproximando. A noite não estava fria, mas o medo lhe dava calafrios.
O relógio sobre a lareira registrava lentamente o passar de cada segundo e ela não conseguia parar de pensar que Gold estava por trás daquilo. Belle acreditava que ele era o responsável por entregar a informação de onde os membros da Resistência iriam se reunir aos alemães. Talvez ele até participasse da ação daquela noite.
Ao subir as escadas para se prepara para o martírio que teria que enfrentar mais tarde com Gaston, Belle perguntou a si mesma se as cosias poderiam ficar piores. Quando terminou de se preparar, voltou a descer as escadas e continuou com sua vigília.
Os ponteiros do relógio marcavam vinte e uma e quanta e cinco quando Belle ouviu passos que levavam à porta da casa. Correndo imediatamente até lá, ela viu Mary Margaret abrindo a porta e James cair nos braços da mulher. Ofegante, ele conseguiu se pôr em pé com algum esforço e Belle sufocou um grito horrorizado ao perceber o sangue que escorria pelo casaco que ele usava, na altura do ombro.
“Santo Deus, James, você está ferido! O que aconteceu?” Mary Margaret perguntou.
“Não consegui chegar a tempo. Quando estava entrando na cafeteria, o lugar já estava cercado pela Gestapo. O caos estava por toda parte, os lados abrindo fogo... Não sei quem me acertou. Não se preocupe, Mary. O ferimento não é profundo e eu vou ficar bem. Infelizmente, não posso dizer o mesma da sua amiga, Isabelle.”
Belle sentiu um nó se formar em sua garganta... Ruby estava morta...
“James” Belle disse, aflita. “Foi ele, não foi? James, eu preciso saber. Foi Gold quem os delatou? Ele estava lá?”
Os olhos de James não se fixaram nos de Belle, mas sim nos de sua esposa, e o silêncio era resposta suficiente para ela.
Então, esse era Adrian Gold. Um covarde que acreditava que o poder faria com que ele se tornasse uma pessoa corajosa. Mas Belle sabia que o poder jamais traria coragem ao coração daquele monstro. Lá, cravejado em seu coração e em sua alma, ele era apenas um covarde. E, era assim que ele cumpria a sua promessa de que a protegeria? Covarde.
“Isabelle...” James tentou falar, mas não conseguiu prosseguir, com a voz embargada pela dor.
“Não, James. Você precisa subir.” Mary Margaret impediu que ele falasse, e conduziu o marido pelas escadas. “Vou pedir para que Laura prepare o seu banho.”
James tentou argumentar, mas não tinha forças para discutir, e quando eles desapareceram no corredor, a campainha tocou.
“Oh, não! Senhor, me ajude!” Belle sussurrou para si mesma, e abriu a porta para que Gaston entrasse. Com um belo sorriso no rosto, ela disse: “Estou pronta! Vamos?”,
Surpreso e satisfeito com aquele entusiasmo, Gaston concordou, deu o braço a Belle e os dois desceram até o carro que os aguardava. O motorista abriu a porta para Belle, e Gaston entrou no banco traseiro ao seu lado. Ela podia sentir o cheiro pútrido do hálito do alemão, marcado pelo consumo de álcool, como de costume. A braçadeira com a suástica que ele trazia preza ao seu paletó roçou contra a pele exposta de Belle e ela sentiu que Gaston plantava a mão firmemente sobre sua coxa.
“Ah, é ótimo poder escapar um pouco do trabalho. Tive um dia cheio” Gaston comentou.
“Mas teve bons resultados?” Belle perguntou, esforçando-se para parecer tranquila.
“Indiscutivelmente. Conseguimos obter algumas informações e capturamos vinte rebeldes, mas, infelizmente, eles sacaram suas armas e causaram a perda de um bom oficial, que era também um bom amigo. Alguns deles conseguiram fugir, é claro... Mas é interessante como eles cospem os nomes de seus comparsas quando os pressionamos da maneira certa. Fique tranquila, pois encontraremos os que escaparam. Mas, agora...” ele disse, dando palmadinhas na coxa de Belle. “Bem, isso é um assunto para amanhã. Esta noite, vários deles estão atrás das grades e eu pretendo relaxar.”
Gaston estava exultante com seu triunfo. Quando entraram no clube, Belle pediu licença ao alemão, foi até o lavatório e trancou-se dentro de uma das cabines. Sentou-se sobre a tampa do vaso sanitário e colocou a cabeça entre as pernas. Sentia-se incrivelmente fraca e sua respiração estava entrecortada. Belle arfava, esforçando-se para inspirar o ar em golfadas curtas e intensas. Será que tudo estava acabado?
Quando Gold contasse a Gaston sobre James, que ele o havia visto na cafeteria na hora do ataque, ajudando os franceses, o alemão começaria a desconfiar. Isso se Gold já não tivesse alertado à Gestapo ou a S.S..
E era sua culpa. Traíra a confiança de James e Mary Margaret e, ao tentar alertar Ruby, colocou em risco a vida de todos eles.
“Oh, meu Deus, meu Deus! O que foi que eu fiz?” Belle lamentou.
E Ruby? Todo o seu charme e astúcia não foram o bastante para salvá-la da morte.
Belle saiu da cabine, foi até a pia e borrifou água no rosto. Reaplicou seu batom e deu uma bela bronca em si mesma em frente ao espelho. Esta noite, ela sabia que tinha que dar a James todo o tempo que precisasse para se recuperar.
Independentemente do que fosse necessário...
|~|
James estava deitado em sua cama, rangendo os dentes com a dor que sentia no ombro. Depois do banho, Mary Margaret limpou o ferimento, aplicou um antisséptico e fez um curativo.
“Oh James...” Mary disse, desesperada, “Por que você teimou em ir àquele lugar? Você teve sorte que Gold tem uma péssima pontaria e a bala apenas o atingiu de raspão. Você poderia estar morto!”
“Mary... Não foi Gold quem atirou em mim...” Ele disse, com o rosto contorcido por uma careta, sentindo o antisséptico arder como ferroadas de mil abelhas.
“Como? O que você quer dizer isso?” Mary Margaret estava confusa. “Você falou para Belle que ele estava lá. Que ele atirou em você...”.
“Não, Mary. Gold salvou a minha vida...”.
O silêncio tomou conta do quarto, enquanto Mary Margaret tentava compreender o que o marido estava lhe dizendo.
“Gold salvou você?” Ela perguntou, estupefata. “Mas... Por quê?”
“Eu não sei. Quando eu cheguei à cafeteria, a Gestapo havia cercado o local. Não havia como as pessoas da Resistência escapar. Então alguns deles reagiram e começaram a atirar para tudo quanto era lado. Aquilo parecia um inferno. Havia pessoas gritando e correndo em todas as direções, tentando fugir daquele massacre. Eu vi quando a amiga de Belle foi atingida. Ela estava tentando escapar por uma viela e alguns alemães a perseguiram e... Meu Deus, Mary Margaret... O que fizeram com ela... Eu só ouvia os gritos desesperados daquela pobre mulher sendo violentada por aqueles monstros e... Oh Mary, eu não pude fazer nada para salvá-la... E, não foi apenas ela. Eu vi dezenas de pessoas serem mortas na minha frente... Eu não fui capaz de salvá-las, meu Deus...” James tentou se sentar, mas voltou a cair sobre os travesseiros, acometido pela dor, pela repulsa e pela tristeza.
“Não havia nada que você pudesse fazer, meu querido. Nada disso foi sua culpa...” Mary falou, segurando a mão do marido carinhosamente nas suas.
“Eu não sabia se sairia vivo daquele lugar. Quando eu tentei escapas, fui atingido, e cai no chão. Eu não consegui ver quem havia atirado em mim, mas eu vi quando um dos alemães veio em minha direção, percebendo que eu estava machucado, e ele apontou a arma para mim. Naquele momento eu sabia que iria morrer...” James fechou os olhos, tentando apagar aquela imagem da sua mente. “Eu só conseguia pensar em você, meu amor... Eu iria quebrar a minha promessa. Eu não iria voltar... Mas, então, quando aquele alemão estava prestes a me matar, uma bala acertou em cheio no centro da cabeça daquele miserável. O tiro havia vindo de trás de mim. Era Gold. Ele estava segurando a arma em punho, na direção em que aquele alemão estivera, e ele olhava para mim, mas não demonstrava nenhuma surpresa em me ver ali.” James olhou para a mulher, atordoado. “Eu sabia que não aguentaria ficar lúcido por muito tempo, então senti que alguém estava me ajudando a levantar. Gold não estava sozinho. Um dos homens que trabalha para ele, veio em meu socorro, e me conduziu para uma rua lateral, onde havia um carro estacionado... Eles me deixaram a duas quadras daqui. Gold não disse nada durante o percurso inteiro... Oh, Mary Margaret, eu estou vivo porque ele me salvou.”.
Mary Margaret permaneceu em silêncio, assimilando, perplexa, tudo o que James havia lhe contado.
“Por que você não falou isso para Belle?” Ela perguntou por fim.
“Porque nós não sabemos o que ela realmente pensa sobre Gold.” James falou, quase sucumbindo ao sono. “Nós dois sabemos, desde o início, que há mais coisas nessa história que Regina não contou. Isabelle está atuando sobre as ordens dela, e não sabemos a quem Belle é leal. Regina manipula as pessoas, e Isabelle pode ser uma das marionetes dela.”
Mary Margaret suspirou, levantando da cama, para que o marido pudesse descansar.
“Eu não sei James, mas você não deve julgar Belle desta maneira. Ela é uma mulher muito nobre e inteligente. Tenho certeza de que ela já esteja desconfiando de Regina.” Mary Margaret olhou tristemente para James. “Eu só espero que ela fique bem hoje a noite.”
“A única coisa que podemos fazer é pedir à Deus que ele tenha piedade dela” James falou por fim, fechando os olhos e dormindo profundamente.
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Belle conseguiu voltar para junto de Gaston, exibindo um sorriso tão falso nos lábios quanto batom vermelho que os adornava.
Gaston comia vorazmente, ela mal tocou em sua comida. O alemão não perguntou nenhum detalhe sobre a vida de Belle antes da guerra, nem sobre nada que a fizesse o centro das atenções. A única coisa que importava era ele. Tudo era sobre a vida dele e suas conquistas durante a guerra, e como conseguiu chegar ao posto mais cobiçado da Gestapo. Tudo era sobre ele, exceto quando Gaston começou a perguntar sobre James.
“E o que me diz sobre o seu primo James? É um homem interessante, não acha?”
“Ele realmente é interessante” Belle respondeu, em tom neutro.
“Um membro da burguesia francesa, com um histórico familiar que se estendo por vários séculos. Uma árvore genealógica repleta de homens de valor, que arriscaram suas vidas para defender o país que amavam.”
“A família de James teve muitos homens corajosos” ela concordou.
“E, mesmo assim, James conseguiu jurar lealdade à Alemanha e a seu império crescente. Sempre me perguntarei como, e por qual motivo, um homem faria isso.” Gaston filosofou, com os olhos ainda fixos no rosto de Belle.
“Talvez, porque ele veja o futuro da mesma maneira que você.” Ela disse. “Ele sabe que a velha França não pode sobreviver da maneira antiga e reconhece a superioridade do regime do Führer.”
“Preciso admitir que nossos sentimentos direitistas beneficiam homens ricos como ele. Mesmo assim, houve ocasiões em que outros duvidaram que o apoio que ele demonstra à nossa causa seja sincero” Gaston suspirou. “Seu nome foi ligado a uma certa organização do submundo e à Resistência Francesa. Claro, ignorei todos esse comentários. Não passam de fofocas.”
“Tem razão, Gaston. Parece que ninguém em Paris consegue ficar livres de suspeitas. Talvez nem mesmo eu!” Belle disse, com uma leve risada.
“Não, Fräulein, eu garanto que seus registros não têm qualquer marca que levante suspeitas. James está em casa esta noite?” Gaston perguntou. “Talvez, ao final do nosso encontro, eu possa falar com ele e avisá-lo de que seu nome foi mencionado a mim, ligado a uma atividade recente da Resistência. Afinal, é o mínimo que um amigo deve fazer por outro. James sempre foi um anfitrião incrível para mim.”
“É claro que ele estará lá, mas será muito tarde. Tenho certeza de que já estará dormindo.” Belle disse, segura de si. Naquele momento ela precisava ser corajosa. Teria que fazer tudo o que fosso necessário para manter Gaston o mais longe possível daquela casa. Havia colocado a vida de James em perigo, e o mínimo que poderia fazer era protegê-lo naquela noite.
Mas quem a protegeria? Belle sabia a resposta. Ninguém. “E imaginei que a noite de hoje fosse mais apropriada para relaxar. Não foi isso que você disse?” Ela perguntou, inclinando a cabeça de maneira sedutora e abrindo um sorriso.
Os olhos de Gaston se arregalaram e ele bateu na mesa.
“Sim! Tem razão. Esta noite está reservada ao prazer. Vamos dançar.”
Belle pressionou seu corpo intensamente contra o do alemão enquanto dançavam. Aceitou as carícias que ele fazia, como se realmente as desejasse. Podia sentir a excitação de Gaston contra sua coxa quando ele beijou seus lábios com força, sentindo sua língua de lagarto explorando lhe a boca.
Belle não conseguiu deixar de comparar Gaston com Gold. Embora Adrian Gold aparentasse ser muito mais perigoso do que o alemão, ele a tratava com respeito. Mas, não adiantava mais pensar naquilo. Gold havia atirado em James e ele não estava ali para protegê-la. Ele era tão perverso quanto Gaston. E ela precisava ser forte.
“Vamos a algum lugar onde possamos ficar a sós” Belle sussurrou no ouvido de Gaston, desejando afastar a ideia de visitar James.
“Agora mesmo”.
Gaston chamou seu carro e entrou com Belle no veículo. Depois de bradar seu endereço ao motorista, não perdeu tempo e começou a explorar as partes do corpo de Belle que estavam ao seu alcance. Parando em frente a um prédio indistinto de apartamentos, a poucos minutos do quartel-general da Gestapo na Avenue Foch, Gaston dispensou o motorista, puxou Belle para dentro do prédio e tomaram o elevador até o segundo andar. Ao entrarem no apartamento, Belle foi rapidamente conduzida a um quarto escuro.
“Mein Gott! Estou esperando por isso desde a primeira vez que a vi.”
Rasgando as roupas que cobriam o corpo de Belle e parando apenas para tirar seu casaco, ele a jogou na cama e abriu o zíper de suas calças. Belle fechou os olhos com força para conter as lágrimas quando Gaston forçou-se para dentro dela, apertando-lhe os seios com força enquanto o fazia. Ela movia os quadris para cima, em direção a ele para indicar que aquilo lhe dava prazer, esperando que isso fizesse o martírio terminar mais rápido.
Belle o ouvia murmurar impropérios em alemão e sentia o hálito nauseabundo em seu rosto. Suas entranhas secas ardiam com a dor enquanto o alemão continuava a estocar a carne de suas partes íntimas. Quando estava começando a achar que iria desmaiar, Gaston soltou um urro e deixou-se cair por cima dela.
Conforme a respiração dele se normalizou, ele se apoiou sobre um dos cotovelos e voltou a olhá-la.
“Para uma aristocrata francesa, você faz sexo como se fosse uma prostituta.” Ele disse, rolando para o lado e fechando os olhos.
Belle ficou em silêncio, tentando não solução enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto. Fora para isto que ela havia vindo para a França? Fora para isto que ela havia deixado o conforto do seu lar em Londres, da segurança de seu pai? Tudo isto para proteger o seu país? Mas, a única coisa que ela conseguia pensar era em Adrian Gold. Ele prometera. Ele iria protegê-la. Ele jamais deixaria que Gaston a machucasse. Ele havia prometido. E ele havia mentindo.
Belle, sentindo uma falsa sensação de segurança, agradeceu a Deus por tudo haver acabado relativamente rápido.
Mas, dez minutos depois, Gaston estava acordado. Olhou para ela e começou a se acariciar. Agarrando-a pelos ombros, ele a arrastou por sobre a cama, trazendo-a com rudeza para o chão. Movendo as pernas rapidamente, ele a posicionou entre elas.
“Herr Gaston! Por favor, eu...” Ela não conseguiu falar mais nada enquanto ele a forçava a abocanhá-lo.
“Sua burguesa francesa, acha que é superior a nós. Acha que aquele Hurensohn do Carruthers vai vir aqui defende-la?” vociferou Gaston, segurando a cabeça de Belle com força. “Você preferia ele ao invés de mim, Hündin. Vocês mulheres, são todas iguais: vadias e prostitutas!”
Conforme a noite se arrastou até se transformar em uma alvorada tímida, Belle foi submetida a uma série de atos sexuais degradantes e perversos. Durante toda a noite, os insultos de Gaston contra ela e Gold pareciam não ter fim. Ela chorou, implorou, mas suas palavras não tinham qualquer efeito enquanto ele continuava com os abusos. Num dado momento, quando ele a virou de bruços e invadiu cavidades virginais que não foram criadas para aquele propósito, a agonia foi tão grande que Belle perdeu a consciência.
Ela acordou com uma luz esmaecida que brilhava pela janela e viu que Gaston não estava mais no quarto. Com lágrimas escorrendo pelo rosto, ela recolheu suas roupas, cambaleando e sentindo-se desorientada enquanto o fazia, e vestiu seu corpo machucado e ensanguentado. Verificou seu relógio e viu que já passava das seis horas da manhã. Esforçando-se para permanecer em pé, sentindo que seus músculos violados gritavam indignados a cada passo, Belle abriu a porta do quarto. Procurando desesperadamente por uma saída, ela percebeu que estava na sala de estar.
Belle estava devastada. Cada parte do seu corpo fora maltratado e violado. Mas era a sua alma e o seu coração que não estavam lascados, mas destruídos. E Adrian Gold não estivera ali para protegê-la. Ele havia mentido.
Belle cambaleou de volta ao banheiro para vomitar, enxugou o rosto e engoliu um pouco de água da torneira. Em seguida, saiu do apartamento, deixando o seu coração e a sua alma para trás.
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