The Sound Of War
17 Beauty in a Cage
Notas iniciais
A cada estação, Belle sentia seu corpo ficar tenso. Havia imensos contingentes de alemães por toda a extensão do percurso até Montluçon e as plataformas estavam repletas de soldados nazistas. O vagão não era aquecido e não tinha qualquer conforto, mas Belle percebeu que tanto Laura quanto Mary Margaret haviam conseguido dormir. Além do medo de ser capturada, toda vez que Belle fechava os olhos, o horror da noite em que Gaston a atacara continuava a lhe assaltar os sentidos. Agora Belle conseguia perceber o quanto Gold havia a reconfortado e afastado àqueles pesadelos da sua mente quando estavam juntos.
Na estação que havia antes de Montluçon, o coletor de bilhetes passou por entre os passageiros, avisando que os alemães estavam a bordo, verificando os documentos dos passageiros no trem. O coração de Belle batia com força em seu peito enquanto ela acordava Laura e James acordava Mary Margaret, para alertá-las. Todos no vagão estavam se preparando para o perigo. O cheiro do medo era palpável. Belle se perguntou, enquanto olhava para aquele grupo diverso de seres humanos, quantos outros passageiros estavam viajando ilegalmente.
Um oficial alemão entrou no vagão e ordenou que todos mostrassem seus documentos. Todos os olhos estavam pousados nele enquanto cada fileira de passageiros era verificada. Laura, Mary Margaret, James e Belle estavam na última fileira, e a agonia de esperar até que ele chegasse onde eles estavam parecia não ter fim.
“Fräulein, documento!” Vociferou o alemão para Laura, que estava sentada no final da fileira.
“É claro, monsieur” Laura respondeu, entregando-lhe os papéis com um sorriso amistoso. Ele examinou os papéis e depois voltou a encará-la.
“Onde estes documentos foram emitidos, Fräulein?”
“Na prefeitura da minha cidade natal, Chalon.”
Ele voltou a examinar os papéis e balançou a cabeça negativamente.
“Estes documentos são falsos, Fräulein. Não têm o carimbo correto. Levante-se!”
Laura se pôs em pé, tremendo, e o alemão tirou sua arma do coldre, pressionando-a contra a barriga da mulher.
“Monsieur, sou uma cidadã inocente, não pretendo fazer mal a ninguém. Por favor... Eu...”.
“Aus! Silêncio! Saia do trem agora!”
Enquanto Laura era escoltada para fora do vagão sob a mira do revólver, ela não se virou na direção de Mary Margaret e Belle.
Se deixasse escapar qualquer sinal de que estavam viajando juntos, eles também poderiam ser presos. Alguns segundos depois, o apito do trem soou e a composição voltou a se mover.
Todas as pessoas estavam olhando para o lugar onde Laura estivera sentada. James segurou a mão de Mary Margaret e apertou-a com força, para avisá-la de que não deveria dizer nada, e deu de ombros, com um olhar desinteressado. A mulher era simplesmente outra passageira que viajava ao seu lado. Em Montluçon, os três desceram do trem para esperar a conexão que os levaria a Rodez. James levou Mary e Belle até um dos bancos da plataforma.
“Meu Deus, James!” Mary Margaret exclamou, desesperada. “Para onde levaram Laura? O que acontecerá com ela?”.
“Não sei, Mary” James respondeu, tentando manter a calma. “Mas não havia nada que pudéssemos fazer. Pelo menos, eu confio que Laura não dirá nada a nosso respeito, nem dirá para quem ela trabalhava em Paris. Ela ama você e sua família”.
“Oh, James, ela esteve comigo desde que eu nasci!” Mary choramingou. “Como vou conseguir viver sem ela?”
“Você tem a mim” James disse, tocando em sua mão carinhosamente. “Vou cuidar de você. Prometo”.
Belle observava tristemente como James consolava a esposa. Belle sabia que Laura nunca mais iria voltar.
Quando o trem para Rodez cegou, Belle embarcou, apreensiva. Se os documentos de Laura foram facilmente identificados como falsificações, os que ela, James e Mary levavam também seriam. E foi somente por acaso que os documentos de Laura foram verificados antes e os deles foram ignorados.
A jornada até Rodez levou pouco mais de duas horas. Belle olhava para as várias vilas, que agora, no início de dezembro, aparentavam um tom de cinza tristonho. Belle estava tremendo de frio e esperava encontrar calor quando chegassem ao château.
Felizmente, a viagem de trem não teve qualquer complicação e elas desembarcavam na estação de Rodez em meio a uma forte chuva. Quando o trem voltou a seguir seu caminho e o pequeno número de passageiros se dispersou. Alguns minutos depois, James surgiu na estação, empurrando duas bicicletas.
“O château fica a cinco minutos daqui se usarmos bicicletas.”
James pedalava pela estrada esburacada com Mary Margaret agarrada a ele. Belle o seguiu e, vários minutos depois, enquanto pingos da chuva escorriam pelos seus cabelos negros, James saiu da estrada principal. Alguns metros após entrarem na via secundária, ele parou par deixar que Belle o alcançasse.
James ajudou Mary Margaret a descer da bicicleta, e indicou que Belle fizesse o mesmo. “Precisamos caminhar a partir desse ponto, pois a trilha é difícil demais para as bicicletas. Estamos entrando pelos fundos do château, por uma rota que vai nos levar aos vinhedos e diretamente a cave. A boa notícia é que não cruzamos com ninguém desde que deixamos a estação” ele disse enquanto as conduzia na trilha esburacada e lamacenta. “A chuva estava do nosso lado.”
“Já estamos chegando?” Belle perguntou.
“Quase. Chegaremos à cave em alguns minutos.” Mary disse para reconforta-la.
“Johanna estará esperando por nós” James disse.
O som daquele nome pareceu acelerar os passos de Mary Margaret. Uma estrutura grande e bem cuidada apareceu no campo de visão de Belle, e James abriu as enormes portas de madeira do lugar. Belle tinha vontade de chorar de alegria quando conseguiram sair da chuva.
O interior da estrutura era um espaço vasto e escuro, preenchido pelo cheiro da fermentação das uvas. Imensos tonéis de carvalho estavam colocados contra as paredes e uma figura apareceu numa das portas que ficava entre dois daqueles artefatos.
“Mary? É você?” sussurrou a voz por entre as sombras.
“Johanna!” Mary Margaret estendeu os braços, e uma mulher baixa e corpulenta, com cerca de quarenta anos, com o rosto marcado por rugas e bronzeada pelo trabalho sob o sol, aproximou-se dela.
“Minha Mary! Graças a Deus, você está bem!” A mulher a abraçou com força contra o peito forte e Mary Margaret chorou em seu ombro. Ela acariciou seus cabelos encharcados e sussurrou carinhosamente em seu ouvido.
Belle e James observavam a demonstração de afeto em silêncio. Em seguida Johanna olhou para eles.
“James, querido, obrigada por trazer Mary para casa.” Ela disse, com a voz embargada pela emoção. “Alguém os viu chegar?”
“Johanna, não conseguíamos enxergar dois centímetros à nossa frente debaixo de toda essa chuva.” James riu. “Não poderia haver uma ocasião melhor. E Johanna, esta é Isabelle.” Ao apresentar Belle, James e Johanna se entreolharam como se aquele nome significasse algo importante.
“Ah, claro,. Bem, a lareira da minha casa está acesa e vocês duas precisam trocar essas roupas molhadas. Sigam-me” Johanna disse para James e Belle enquanto conduzia Mary Margaret entre os imensos tonéis até a outra porta. Ao abri-la, levou-os a uma cozinha bem arrumada, e um calor abençoado tomou contra de Belle ao entrar numa pequena sala de estar com algumas toras de lenha queimando na lareira.
“Vou subir e buscar roupas secas para vocês. As que trouxeram na bagagem estarão tão encharcadas quanto as que estão usando agora” Johanna disse, indicando a mala de couro, que havia deixado uma poça no piso de pedra.
Mais tarde, Johanna surgia da cozinha, trazendo uma bandeja com café e colocou-a sobre a mesa de centro.
Belle tomou o café em silêncio, escutando Mary Margaret conversar com Johanna. Ela perguntava a empregada sobre os trabalhadores da vinícola.
“Infelizmente, Mary, sou a única que resta. Todos os outros partiram para lutar na guerra ou foram mandados à Alemanha para trabalhar nas fábricas de armamento. Eles me deixaram aqui na cave porque o álcool que eu produzo serve como combustível para seus torpedos. Há uma fábrica que faz centenas deles a poucos quilômetros daqui.”
“Mas eu achei que houvesse poucos alemães aqui.” Belle disse. “Achei que este lugar fosse seguro.”
“Todos vivem com medo, como em Paris” Johanna falou, e olhando para Mary , continuou. “Infelizmente muita coisa mudou, desde a última vez em que você esteve aqui. Houve uma execução em praça pública há poucas semanas. Os alemães fuzilaram quatro civis. São tempos difíceis e todos nós precisamos ter muito cuidado.”
“Mas e o château?” Belle perguntou.
“O château está fechado há dois anos.”
“Mas, nós estamos indo para lá!” Belle se levantou, olhando para Mary Margaret e para James. “Vocês disseram que estávamos indo para o château... Vocês falaram para o Adrian...” Ela murmurou, sentindo o medo tomar conta de si. Como ele a encontraria se não soubesse onde realmente estava?
Mary segurou a mão de Belle.
“Isabelle, nós não iremos morar no château. É perigoso demais para você.”
“Perigoso para mim? Como assim? A Gestapo está atrás de você e de James... Eu sei que é perigoso para vocês... Mas, ninguém sabe quem eu sou.” Belle respondeu. Ela não conseguia entender porque eles estavam apreensivos com ela, e não consigo mesmos.
Mary Margaret olhou suplicante para o marido, sem saber o que falar para a jovem. James segurou as mãos de Belle presas às suas, olhando-a temeroso.
“Isabelle, minha querida amiga, você precisa entender que não pode ser vista aqui. Gold não lhe explicou?”
Belle olhou atônita de James para Mary Margaret. “Explicar? Explicar o quê?”
James suspirou, tendo confirmado as suas suspeitas, pedindo para Belle sentar ao sala. Ele não queria ser o encarregado de falar para ela a verdade.
“Eu pensei que ele tivesse lhe contado... Há dois dias, quando Jefferson foi até a nossa casa, ele nos falou que a Gestapo não estava atrás de nós, mas sim de você. Nós fugimos para protegê-la.”
“Atrás de mim?” Belle sabia que havia algo a mais por detrás daquilo que estava lhe contando.
“Nós a trouxemos para o château não para morar nele abertamente. Você seria capturada pelos alemães assim que eles tomassem conhecimento de sua presença” James explicou, novamente.
“É por causa de Gaston, não é?” Ela percebeu com amargura que para o alemão, não bastava ter-lhe destruído a alma, mas precisava destruí-la por completo; seus sonhos, seus desejos, sua esperança... “Não é apenas a mim que ele quer, não é mesmo?” Belle não precisava de uma resposta para aquela pergunta. Sabia que Gaston iria descontar a sua raiva no único homem que ela realmente amava, e foi naquele momento que ela percebeu o que aquilo significava. “Ele... Ele não vai voltar... Adrian, não irá voltar?”
James desviou o olhar da mulher; não conseguia suportar ver a dor que aquela constatação trouxe à Belle.
“Ele não deixou que eu a trouxesse até aqui se não soubesse que você estaria segura. Há um esconderijo seguro que você pode usar até que a guerra termine. E não terá que ficar lá por muito tempo, garanto a você”.
“Onde fica esse esconderijo?” Ela perguntou com a voz trêmula.
“Iremos lhe mostrar mais tarde, depois que comermos.” Mary Margaret falou. Mas todo o apetite que Belle tivera, desaparecera. Nunca mais tornaria a ver Adrian Gold novamente... Ela girou a aliança que ele havia lhe dado, e quase desabou a chorar ali mesmo, ao lembrar-se das promessas que haviam feito um ao outro naquela noite.
“Mary Margaret, não me abandone aqui!” Belle sussurrou. “Não vou conseguir sobreviver sozinha. Por favor, você precisa ficar comigo.” Suplicou, procurando a mão de Mary.
Belle precisava acreditar que um dia tornaria a ver Gold, mas ali, naquele momento, ela estava frágil e aquela esperança parecia algo impossível. Precisava encontrar alguém em quem pudesse encontrar conforto e coragem.
“É claro que não vou abandoná-la, Belle” Mary falou, embora estranhasse tal pedido.
“Obrigada.” Belle disse, sentindo-se um pouco mais aliviada, e Mary Margaret percebeu que a inglesa instintivamente pousou uma mão protetora sobre o ventre ao dizer aquilo. Belle voltou a encarar James. “O esconderijo fica aqui? Nesta casa?”
“Não, isso seria impossível. Os alemães vêm aqui com frequência, sempre que têm vontade de encher suas barrigas com o vinho e seus torpedos com o álcool que a vinícola produz.” Johanna disse, com um longo suspiro. “Como Mary disse, vamos leva-la até lá depois que comermos.”
|~|
Quando teve certeza de que Belle adormecera, Mary Margaret foi até a cozinha da casa e ajudou Johanna a lavar as panelas e os pratos. O rosto de Johanna tinha uma expressão grave enquanto ela guardava os pratos no armário.
“O lugar onde Belle terá que se esconder não será de seu agrado, embora eu tenha tentado deixa-lo o mais confortável possível. Será um grande tormento para ela... Para qualquer humano que consiga enxergar, eu acho que realmente é um destino pior que a morte. Vamos esperar que não demore muito até que a guerra termine e que Belle possa estar livre”.
“Que todos nós possamos estar livres” James falou, entrando na cozinha.
“Ela deve ser levada para lá assim que for possível. Não mencionei isso na frente dela, mas a Gestapo esteve aqui ontem, fazendo uma busca em toda a cave e o château. Mesmo assim, eles nunca encontrarão o lugar onde ela ficará escondida”. Johanna disse. “Pobrezinha... Mas o que ela fez para ser perseguida desta forma?”.
“Se apaixonou pelo homem errado” James suspirou. “Gaston está atrás de Isabelle porque ela foi corajosa o bastante para rejeitá-lo. Ele simplesmente não consegue entender o que a fez se apaixonar por Gold.”
“Gold? Mas ele é tão ruim quanto o alemão. Gold traiu o seu país!”.
“Eu concordo, mas às vezes, o distintivo que você é obrigado a usar não indica, necessariamente, o tipo de pessoa que você é. Ou a quem você realmente é leal”. James deu de ombros. “Portanto, é essa a situação.”.
“Então é ainda mais importante que Belle continue escondida. E, mesmo assim, não sei dizer quais serão as consequências para ela quando esta guerra finalmente chegar ao fim.” Johanna declarou, com a voz grave.
Mary Margaret balançou a cabeça negativamente mais uma vez.
“A guerra nos transforma em tolos, de várias maneiras. E agora, arruinou a vida de uma bela jovem. Mas... Não cabe a nós tomar a decisão sobre o futuro dela. Vamos esperar que Gold sobreviva à caçada que os alemães estão empreendendo contra ele. Por enquanto, nós teremos que fazer o que pudermos para protege-la.”.
|~|
Mais tarde, naquela mesma noite, James e Mary Margaret levaram Belle de volta à cave onde os imensos tonéis de vinho, construídos com madeira de carvalhos russos, descansavam, com seis metros de altura, para proteger e estimular a fermentação do líquido em seu interior.
James parou em frente a um tonel perto dos fundos da cave. Em seguida, postou-se sobre uma escada em frente à imensa torneira, removeu-a e entrou no tonel. Enquanto Belle e Mary Margaret esperavam, ouviram o som de tábuas se movendo dentro da estrutura. Finalmente, a cabeça de James apareceu pelo buraco.
“Você não terá dificuldade de entrar aqui” James falou.
Mary subiu as escadas e desapareceu no interior enegrecido do barril.
“Agora é a sua vez, Isabelle” a voz de James ecoou pelo interior da estrutura. Belle subiu a escada e repetiu o mesmo processo. Quando olhou para dentro do barril, viu que três das tábuas em sua base foram removidas. Mary Margaret e James, que segurava um lampião, estavam no meio da escuridão sob o barril. Ela se enfiou pelo buraco e logo estava ao lado deles.
“Sigam-me” James disse, agarrando Mary com uma mão e segurando o lampião com a outra.
Belle se agachou enquanto tentava se esgueirar pela passagem estreita; o local detinha uma escuridão intensa. O túnel parecia se estender indefinidamente. Apesar de não ser claustrofóbica, até mesmo Belle ficou abalada quando James alcançou uma porta baixa e a destrancou. Os três entraram num quarto pequeno, o qual, como Belle percebeu, tinha uma janela pequena e era cercada por grades instaladas na parede de tijolos. Quando os olhos de Belle se ajustaram à escuridão, ela viu que havia uma cama, uma poltrona e uma cômoda. Havia até mesmo um colchão colocado sobre o chão de pedras ásperas.
“Onde estamos, James?” Belle perguntou, sentindo-se sufocada naquele lugar.
“Estamos no porão do château.” James disse. “A porta do lado leva até a adega. Você estará segura aqui, Isabelle”.
“Quer dizer que terei que ficar aqui embaixo? Neste lugar frio e úmido? E passas todos os dias e noites trancafiada aqui dentro?” O pânico começava a tomar conta de Belle. “Você não pode me deixar aqui embaixo, James, por favor!”.
“Belle querida” Mary Margaret segurou a mão de Belle. “Desde que ninguém a veja entrando no château pelas portas da casa, é claro que você pode subir as escadas, já que todas as janelas e venezianas estão fechadas. E, talvez, dar um passeio no jardim murado, onde ninguém poderá vê-la. Mas, para sua própria segurança, e, certamente, durante os próximos dias, é aqui que você tem que ficar.”
Não. Ela não podia ficar ali, naquele lugar horrível, presa apenas com seus pensamentos; Belle iria enlouquecer se tivesse que ficar ali.
“Por favor, não me deixe aqui.” Belle implorava, mas aquela era uma luta há muito tempo perdida.
“A pessoa que projetou este cômodo era inteligente”. James falou, ignorando os apelos de Belle e continuou. “Há duas saídas” Ele foi até a parede do outro lado do quarto e girou uma chave na fechadura de uma porta pequena. Ao abri-la, Belle viu que havia uma imensa adega. James a levou até o final do cômodo e indicou uma escada. “Estas vão leva-la até os fundos do château. Desde que nunca abra as janelas da casa, será possível usar a cozinha para pegar água e preparar comida para você. Nunca, sob hipótese alguma, acenda o fogo ou a lareira. Estamos num vale e quem estiver na vila verá a fumaça”.
Belle assentiu, sentindo-se um pouco mais reconfortada por haver outra maneira, mais palpável, de deixar a cela subterrânea.
“Vou deixar você com Mary Margaret para que possa acomodá-la. Amanhã, você poderá ir para dentro do château, onde poderá tomar um banho e pegar algumas roupas. Volto a enfatizar que nunca deve acender a luz do château à noite. Seria possível vê-la a milhas de distância e isso alertaria as pessoas sobre a sua presença.” Ele reiterou.
Quando James as deixou, Belle se deixou cair na cama. Mary Margaret sentou-se ao seu lado e segurou sua mão.
“Belle, minha querida, tenha coragem. Você só precisa ficar aqui durante a noite... Acho que é um preço pequeno a pagar por sua segurança.”
Belle mordeu a língua para não retrucar a mulher. O preço que Belle estava pagando era muito mais alto do que Mary Margaret acreditava.
O preço por sua segurança seria a morte de seu amado Adrian, que estava desprotegido no mundo acima da sua prisão, com os alemães perseguindo cada passo dele.
Belle começou a imaginar com amargura o que havia acontecido em sua vida para que fosse mandada até a França como uma agente da SOE e, agora, tinha que se esconder na escuridão de sua gaiola, implorando aos céus para que os demônios de seus sonhos não viessem atormentá-la.
Notas finais
E agora, terceira temporada só em Setembro! :( O que acharam do último episódio da temporada?
Fale com o autor