The Song Perfect

3 É pra te dar sorte!


Notas iniciais
Ei, desculpem a demora, eu estive fora essas ultimas semanas. Longe do pc, das fics, então foi complicado massssssss, to viva, to de volta e to postando mais um capitulo pra vcs! bjs

Acordei e fui tomar banho, pelo que eu pude escutar da conversa do meu pai com a minha avó, eu viajaria só a tarde, então teria que ir pro colégio, o que eu não queria de jeito nenhum. Não queria ter que olhar pro Miguel pela última vez, não queria ter que me despedir do meu melhor amigo, da única pessoa que eu podia contar. E que não me olhou e pensou: “Que garota estranha”. Pelo contrario, foi o primeiro e único a falar direito comigo e se tornar meu amigo.

Fui tomar meu banho e me arrumar. Lembrei que minha roupa estava toda na mala, e que tinha esquecido de separar uma na noite anterior. Abri a dita cuja e puxei a primeira coisa que vi naquele mafuá. Até que consegui pegar algo normal, uma bermuda jeans e uma das minhas blusas com desenhos na frente. Me vesti e desci pra tomar café.

Encontrei meu pai na cozinha e pude ouvir a voz da mulher que me levaria embora de minha vida. Entrei e murmurei um bom-dia. Peguei o pão que meu pai fazia e comi, voltando pra porta, pronta pra sair.

– Char — chamou o cara que acabou com a minha vida.

– Que? — falei, aparecendo na porta da cozinha.

– Suas coisas estão arrumadas?

– Tão.

– Venha direto pra casa depois da aula.

– Que seja — resmunguei e sai. Peguei minha mochila e fui pro colégio. Não queria carona e não precisava, tava bem andando sozinha. Ao chegar vi Miguel na porta da sala. Assim que me viu, abriu aquele sorriso acolhedor que tanto adoro. Além de meu amigo, Miguel fora o primeiro cara que eu beijei, eu tinha uma confiança além do universo nele. Ele é, de fato, o melhor.

– Coé pequena — vou sentir saudade desse “pequena”. Mesmo que eu não seja tão baixinha.

– Fala gay — pude sentir minha voz falhando.

– Tá tudo bem? — perguntou, ao perceber que eu não estava bem.

– Depois te falo — entrei na sala e Miguel veio atrás de mim.

– Falou com seu pai?

– Falei. – resmunguei.

– E ai? — perguntou animado.

– Eu não vou poder tocar.

– Ah Char, qual é? Sei que teu pai deixou, by Text-Enhance\\\">você que não quer.

– Não Miguel, não é isso, eu vou...

– Todos sentados, prova surpresa — falou o professor de historia, entrando na sala.

– Depois me by Text-Enhance\\\">conta — falou Miguel, sentando-se ao meu lado.

A hora passou voando, by Text-Enhance\\\">como se quisesse que eu enfrentasse minha despedida, como se quisesse que eu fosse embora logo. Arrumei minhas coisas e Miguel já me esperava. Andamos em silencio até a porta de minha casa. Vi um carro preto desconhecido parado em frente a minha casa, constatei que fosse minha vó para me levar.

– Visita? — perguntou-me Miguel, parando atrás do carro preto.

– É minha vó — falei, olhando para baixo.

– Sua vó? Que vó? – perguntou, parando de andar.

– Materna. – falei, desviando de seu olhar.

– Mas ela nunca apareceu antes.

– É. — falei, suspirando. Me abracei e o fitei.

– É sobre ela que você quer falar?

– Digamos que sim. – respondi, fazendo uma careta.

– Olha, sei que é difícil e tal, mas não precisa se abalar, entende? É tua vó, daqui a pouco ela vai embora... — começou ele, entendendo tudo errado.

– Não Miguel, eu... — olhei pros lados, parando nele, não sabia como contar. — Meu pai vai viajar por 3 meses a trabalho.

– Viajar? E aonde você vai... — parou ao perceber onde eu queria chegar — Você vai embora?

– Eu vou passar esses 3 meses com a minha vó.

– Perai, onde ela mora? — perguntou dando um passo pra trás.

– Não sei bem, só sei que é em outro país.

– Eu vou ficar sem você por 3 meses? — Miguel me olhava triste, parecia que ia chorar.

– Eu não quero ir.

– Char... — ele me abraçou ao notar que eu estava prestes a chorar. Só perto dele, só com ele, eu chorava. — Shii, calma... Olha pra mim — pediu me afastando dele. O olhei. – Não fique assim, ta bom? Esses 3 meses passam rápido, logo, logo você vai ta de volta.

– Eu não quero ir. — repeti.

– Char, é preciso, não é? — apenas assenti. — Então... Sabe que vou manter contato, te ligando, ou por mensagem, vamos nos falar sempre, ta? — assenti novamente. Eu não conseguia falar, se falasse, minha voz não passaria de sussurros e soluços.

– Charlotte? — chamou meu pai. Limpei meu rosto e o encarei — Vamos... — me despedi de Miguel e fui até meu pai.

– Pequena? — chamou Miguel, ele veio até mim e tirou seu cordão. Havia uma palheta pendurada nele. — Pra você não se esquecer de mim – falou me entregando o cordão.

– Mas... É sua palheta da sorte.

– Eu sei. É pra te dar sorte. — sorriu e me deu um beijo no rosto.

– Não vou me esquecer. — falei e me aproximando, lhe dei um selinho. Ele me olhou surpreso, mas depois sorriu. Dei-lhe tchau e entrei no carro. Olhei para trás e o vi acenar. Senti que o havia perdido.