The Song Perfect
4 Mauricinho arrogante!
O carro nos levou até o aeroporto, onde pegamos o vôo até... Inglaterra?! Ah para, eu sai de Barbados pra ir pra Inglaterra?! Só podem ta de sacanagem comigo! O que essa mulher é? A rainha?!
– Chegamos Charlotte — falou assim que avistei uma casa extremamente enorme! Sério, sem exageros, é muito grande! Minha vó deve ser rica, por que, pra ter uma casa assim, tem que ter muito by Text-Enhance\\\">dinheiro. Sai do carro e fitei descaradamente a casa. Minha vó me olhava quase que rindo da minha expressão. — Venha, vamos entrar — disse, me chamando. Fui até ela e entramos juntas. A casa por dentro parecia com um daqueles pequenos castelos. Vi uma escada que dava pra subir pelos dois lados. A minha direita, pelo que pude notar, dava na cozinha, que aparentava ser imensa, e a minha esquerda parecia ser a sala. Vi algumas pessoas vindo nos receber. Estava tão distraída que depois que um deles pegou minha mala que eu me toquei.
– Ei! Aonde vai com as minhas coisas? — gritei agarrando minha mala, ele puxava de um lado e eu do outro.
– Não, Charlotte, ele é o mordomo, vai levar suas coisas pro seu quarto! — falou minha vó, tirando minhas mãos da mala. O olhei e lhe dei língua. Voltei minha atenção a minha vó, que falava sei lá o que, sem parar. Acho que tava me mostrando a casa, mas nem escutei direito, só prestava atenção em um garoto que aparecera do nada, descendo as escadas.
– E este Charlotte, é o Diego — falou minha vó apontando para Diego. O garoto tinha um tipo físico bonito, tipo aqueles que malham, mas não pra ficarem fortões, só pra pegar corpo mesmo. Seus olhos eram castanhos junto com seus cabelos, levemente arrepiados, criando um topete bem original.
– Oi, Charlotte né? — falou ele, descendo as escadas e sorrindo.
– Aham. — resmunguei.
– Vejo que vamos conviver juntos por 3 meses. — me olhava como se eu fosse um by Text-Enhance\\\">pedaço de carne! Sorria maliciosamente com as mãos para trás.
– Parece que sim. E vem cá, tu é o que da minha vó? — perguntei, apontando dele para ela. Minha avó apenas nos fitava, não era muito de falar, o que era bom, menos um pra me fazer abrir a boca!
– Sou filho dela — me respondeu a olhando e sorrindo.
– O que? Mas vocês...
– Eu o adotei Charlotte. — disse minha vó.
– Ah. — eu e minha boca, by Text-Enhance\\\">por isso que eu não gosto de abri-la. — Onde é o meu quarto?
– Vou te levar lá — falou Diego subindo as escadas. Peguei minha mochila e meu violão e fui atrás dele. Andamos pelo corredor imenso e chegamos ao final dele, onde Diego abriu a porta e me deixou entrar. — Aqui é o seu quarto — falou, entrando junto comigo. O quarto era bem espaçoso, dava pra umas 20 pessoas dormirem lá dentro. A cama era de casal, e tinha um véu, ou sei lá o que é isso, caindo pela lateral. Vi uma escrivaninha e um armário do outro lado do quarto. A janela era a parede toda, e cortinas caiam pesadas por ela.
– Ahn, ta bom — resmunguei olhando para trás. Diego estava encostado na porta me fitando. — Que é?
– Tô olhando teu violão. Toca há quanto tempo? — perguntou se aproximando de mim, me virei para ele.
– 4 anos. — ele fez menção de tocar em meu violão, mas não deixei — O que pensa que ta fazendo?
– Só queria ver.
– Se vê com os olhos. Não toque no meu violão.
– Tudo bem, foi mal — falou, levantando as mãos em defesa. — Agora entendo por que me falaram que você era durona e cabeça-dura.
– Olha, na boa, não me interessa quem te disse isso, ta bem? Que falem, mas não toque nas minhas coisas — falei bem devagar para que ele entendesse. Ele me olhou arqueando uma sobrancelha, fiz careta e lhe dei língua — Agora sai do meu quarto! — ele se virou e saiu batendo a porta. — Babaca! — murmurei. Fui até minha cama e coloquei minha mochila e meu violão nela, e me joguei deitando-me. “Que saudades do Miguel, queria tanto estar lá com ele, e não aqui com essa bichinha!” — pensei. Virei-me de bruços e olhei pela janela. Pude ver um jardim ao longe. Me levantei de supetão, peguei meu violão e sai do quarto. Descendo as escadas, sai pro jardim. Andei até o ponto que tinha visto do meu quarto e me sentei. Coloquei o violão em meu colo, e comecei:
–Today is gonna be the Day, That they'r, gonna throw it back to you, By now you should've somehow, Realized what you gotta do, I don't believe that anybody, Feels the way I do about you now (...).
Ao terminar de tocar, olhei a paisagem a minha frente. Um grande campo crescia entre os muros da casa. Vi flores, arvores. Uma brisa açoitou meu rosto, me fazendo arrepiar. Se eu estava aqui, deveria aproveitar, não é?
Tirando, é claro, o mauricinho arrogante!
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=KkwwgqXsIMQ&feature=related
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