The Song Of The Love
30 Welcome to Storybrooke
Notas iniciais
Regina voltou para casa totalmente nas nuvens e a primeira coisa que fez foi ir até o apartamento de Tinker e contar tudo que tinha acontecido.
– Eu não sei o que eu faria sem você, Tinker. Muito brigada.
A morena falou visivelmente agradecida, se aproximando e dando um forte abraço na amiga.
– Não precisa agradecer. Eu sempre vou estar aqui pra você.
Tinker disse com um sorriso nos lábios assim que as duas se separaram.
– Você está ocupada agora?
Regina perguntou de repente.
– Não. Por quê?
– Porque eu preciso da sua ajuda para arrumar as malas.
– Malas? Vocês vão viajar de novo?
A fotógrafa questionou animada.
–Sim! Mas não é uma viagem qualquer. Nós vamos para Storybrooke e eu vou conhecer os pais da Emma.
– Eu não acredito! Vai conhecer os sogrinhos? Uhul!
Tinker começou a surtar, o que fez Regina rir.
– Vocês são tão fofas, eu não aguento! Você está ansiosa?
– Muito. E também nervosa. Já pensou se eles não gostarem de mim?
Regina perguntou franzindo os lábios.
– Eu tenho certeza que eles vão te adorar, amiga. Agora vamos! Nós temos malas para arrumar!
A loira falou contente, pegando a mão de Regina e guiando-a para o apartamento dela mais que de pressa.
***
No dia seguinte, depois de ter tomado café da manhã, Regina se despediu de Tinker e foi para o saguão do prédio esperar por Emma, que no horário combinado, chegou de táxi para buscá-la. O caminho não foi muito longo. Quando chegaram à estação, Ricardo e seu copiloto ajudaram-nas a colocar a bagagem dentro do avião, decolando logo em seguida.
– Storybrooke hein. E esse tempo todo eu pensava que você tinha nascido em Nova York.
Regina comentou surpresa, depois que ela e Emma já estavam sentadas uma do lado da outra.
– Mas eu nasci em Nova York.
Ao ver a expressão confusão da morena, Emma começou a explicar para ela que tinha nascido realmente em Nova York, mas sua infância e adolescência haviam sido em Storybrooke. Só que no momento em que terminou o colégio, decidiu correr atrás de seu sonho de se tornar cantora e aos dezessete anos voltou para Nova York, onde começou a se apresentar em barzinhos, sendo descoberta por seu empresário e melhor amigo, Scott Dallas.
– Uau! E seus pais deixaram? Numa boa?
– Foi bem difícil convencê-los no começo, principalmente porque eu estaria longe de casa, só que Storybrooke é uma cidade pequena e eles sabiam que eu não ia ter chances ali.
– Como você se virou no começo?
– Isso é uma entrevista?
Emma perguntou divertida.
– Desculpa, mas às vezes eu não consigo desligar a “Regina repórter”.
A morena falou envergonhada.
– Está tudo bem, linda.
Emma sorriu e alcançou a mão da mais velha.
– Já parou para pensar que se você não tivesse sido escalada para me entrevistar, nós nunca teríamos nos se conhecido? Ou pior, nós nunca teríamos começando a namorar?
A garota praticamente sussurrou. Só de imaginar aquela possibilidade partia seu coração. Ela não imaginava mais sua vida sem a morena.
– Não pensa nisso, amor. Nós estamos aqui, agora, felizes. E eu amo você. É isso que importa.
Regina apertou a mão da cantora e abriu um sorriso doce.
– Nem pense em fugir da minha pergunta, mocinha. Pode me contar tudo.
– Tudo bem.
Emma riu e começou a falar.
***
– Droga!
Zelena exclamou extremamente brava.
– O que foi?
Killian perguntou confuso se sentando no sofá do apartamento da mulher.
– Olha!
A modelo estendeu seu tablet para ele, onde um site disponibilizava umas cinco fotos de Emma entrando em seu avião particular juntamente de Regina, que continuava taxada como “morena desconhecida”. Killian franziu o cenho e lançou um olhar de “eu te avisei”.
– Eu sei que você avisou, mas que merda! Desde quando a Emma ficou tão coração mole?
– Não acho que seja coração mole.
Killian observou a situação toda com atenção.
– Do que você estava falando?
– Eu acho que as duas se am...
– Não termine a frase!
A modelo praticamente gritou.
– Zelena, raciocina. A Emma não teria perdoado a Regina se não a amasse de verdade. E eu estava achando melhor deixar as duas em paz, vamos seguir as nossas vidas e...
– Nem pense nisso!
Zelena falou se levantando do sofá, seu rosto estava vermelho de raiva.
– Você não vai acabar com meus planos só porque ficou com peninha da sua ex noiva! Estamos juntos nessa, Jones. Quer você queira ou não!
A ruiva disse em um tom sombrio, fazendo Killian engolir em seco e pensar com si mesmo onde ele tinha se metido.
***
Assim que pousaram em Storybrooke, um carro gigante, juntamente de seu motorista, esperava por elas. “Bernard, cuidou de tudo” foi o pensamento que se passou na cabeça da loira naquela hora, abrindo um largo sorriso.
– Senhorita Swan, é um prazer.
O homem alto, vestido praticamente todo de preto, estendeu sua mão para ela com um sorriso no rosto.
– O prazer é meu...?
– Antônio.
– Prazer. Essa é a minha namorada, Regina.
Emma apontou para a morena, que também cumprimentou o motorista, que se encarregou de colocar todas as malas no porta-malas, enquanto as duas entravam no carro. Depois de alguns minutos, chegaram à casa dos Swans, que era simplesmente a maior da rua e também a maior que Regina já tinha visto. As duas saíram do carro e entrelaçaram as mãos, indo até a varanda do que podia ser facilmente chamado de mansão e tocando a campainha.
– Emma?
Uma senhora de cabelos pretos curtos abriu a porta e quase caiu para trás ao vê-la.
– Surpresa!
Emma exclamou com um sorriso enorme estampado no rosto, se aproximando da mulher a sua frente e lhe abraçando fortemente.
– Filha, eu senti tanto a sua falta!
A senhora tentava conter suas lágrimas, mas era inevitável que deixassem seus olhos.
– Eu também, mãe.
Emma disse se afastando e passando seu braço por trás das costas de Regina, na tentativa de deixá-la mais tranquila.
– Mãe, eu quero te apresentar minha namorada, Regina Mills.
– Prazer, senhora Swan.
A morena sorriu e estendeu sua mão, que foi rapidamente segurada.
– Pode me chamar de Mary Margaret e o prazer é meu.
Mary também sorriu e quase que no mesmo instante, pôde-se ouvir o barulho de passos apressados vindo de dentro da casa.
– Maninha!
Henry veio correndo em direção a Emma, que o pegou no colo prontamente.
– Hey, que saudade, kid! Como você cresceu!
– Só um pouquinho.
O garotinho falou se aconchegando nos braços da irmã e apertando o pescoço dela.
Emma entrou na casa que há tempos na entrava de mãos dadas com Regina e com Henry no colo, colocando-o no chão assim que ouviu a voz de David se aproximando e perguntando o que estava acontecendo.
– Pai!
A loira foi até onde o homem estava, que não era muito longe, e praticamente pulou no colo dele. Regina sorriu para aquela cena, assim como Mary, que parecia não acreditar que a garota estava realmente ali.
– Emma, filha, que saudade que eu estava de você!
David apertava Emma com força. Ele só não ganhava da esposa no quesito “sufocação”.
– Eu também, pai! Muita!
Emma também apresentou Regina para o senhor, levando-a logo em seguida para conhecer a gigantesca casa, fazendo questão de cumprimentar todos que lá trabalhavam, sendo Bernad o primeiro. Depois do ter mostrado tudo para a repórter, as duas se juntaram a David, Mary e Henry para o almoço, que não poderia ter sido mais agradável. O nervosismo de Regina tinha sumido tão de pressa, que ela até ficou abismada, mas sabia bem o motivo daquilo. A morena estava tão bem ali, se sentia tão feliz, tão bem tratada, que não tinha como qualquer pessoa em sã consciência ficar desconfortável naquele ambiente. Os pais de Emma eram simplesmente adoráveis, a loira realmente tinha a quem puxar, o mesmo podia se dizer de seu irmãozinho. Tudo naquela casa parecia em harmonia, era leve e cheio de vida.
Após todos terem terminado e ficarem conversando e rindo por horas, que se passaram voando, Emma decidiu levar Regina para fazer um tour pela cidade. Ela conhecia Storybrooke como a palma de sua mão. Fazia um tempinho que não ia para lá, mas aquela cidade nunca mudava e isso que a tornava especial, pois quando andava pelas ruas, a cantora tinha a sensação de estar de volta ao passado e sentia aquela típica nostalgia tomar conta de seu corpo. Emma ia explicando as coisas com calma enquanto as duas andavam tranquilamente de mãos dadas pelo local, foi quando ouviram uma voz sexy se direcionar a elas, para falar a verdade, se direcionar a loira.
– Eu não acredito! Emma Swan!
Fale com o autor