The Song Of The Love
31 C'mon! Don't you remember me?
Notas iniciais
Uma mulher linda e bem vestida exclamou saindo da prefeitura e se aproximando das duas. Ela era alta, tinha a pele branquinha, longos cabelos pretos com cachos nas pontas, olhos azuis e um corpo extremamente escultural.
– Qual é? Não está se lembrando de mim, loirinha?
Ao ouvir aquele “loirinha” Emma abriu um sorriso enorme e se aproximou dela, lhe dando um longo abraço apertado.
– Clara! Quanto tempo! Você está...uau...linda!
A cantora comentou assim que se distanciaram.
– Não mais que você, disso eu tenho certeza.
Regina não tinha gostado de presenciar aquele meloso abraço e quando aquela mulherzinha proferiu a frase anterior, o sangue da morena simplesmente ferveu. Aquilo tinha sido uma cantada? Regina cruzou os braços e fez um barulho com a garganta, na intenção de chamar a atenção das duas, que estavam, aparentemente, muito concentradas uma na outra.
– Regina, deixa eu te apresentar. Essa é a minha amiga de infância, Clara Hoffmann. Clara, essa é a ...
Antes que Emma terminasse, a mulher começou a rir.
– Espera, você disse mesmo amiga de infância?
Clara arqueou sua sobrancelha e a loira ficou corada.
– Tudo bem. Como você quer que eu te apresente?
– Primeira namorada, né.
Emma pôde ver o semblante emburrado de Regina mudar para furioso em segundos e engoliu em seco, travando o maxilar.
– Então você foi a primeira namorada da Emma?
A morena perguntou totalmente enciumada, mas ao mesmo tempo rezando para que ninguém percebesse.
– Sim.
– Bom, eu sou a atual.
Regina deu um sorrisinho vitorioso e estendeu sua mão para Clara, que não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha que sentia.
– Prazer, Regina Mills.
– Pra...zer.
A mulher segurou a mão a sua frente, que acabou sendo um pouco mais apertada do que deveria ser em um aperto de mão normal.
– Bom, agora nós já vamos. Eu vou terminar de mostrar a cidade para a Regina. Foi ótimo rever você, Clara.
– Foi ótimo rever você também, Emma. Tchau.
– Tchau.
Apenas Emma falou, entrelaçando sua mão na da repórter e continuando o passeio delas.
– Você está brava?
– Não.
– Então por que esse biquinho?
– “Não mais que você, disso eu tenho certeza.”
Regina respondeu a pergunta com uma imitação exagerada da voz e do jeito de Clara, fazendo a loira começar a rir desesperadamente.
– Isso não tem graça!
– Tem sim.
Emma sorriu de uma forma arteira e parou de andar, segurando a morena pela cintura e trazendo-a para si com certa possessividade.
– Esse seu ciúme é extremamente fofo, sabia?
– Quem disse que eu estou com ciúme?
Regina se fez de desentendida.
– Ah, não está?
– Não.
– Então acho que eu vou voltar lá e...
– Nem pense nisso!
A repórter se apressou em dizer e de ficar mais próxima de Emma, passando seus braços pelo pescoço da mesma, que sorriu para aquilo.
– Você é minha!
– Eu sou sua?
Emma perguntou mordendo seu lábio inferior, na tentativa de provocá-la ainda mais. Estava adorando aquilo.
– Só minha!
Regina sussurrou com os lábios bem próximos dos da cantora, lhe tascando um beijo urgente quase que no mesmo instante.
***
Depois que Emma mostrou toda cidade para Regina, bom, pelo menos a maior parte dela, as duas pararam no Granny’s para tomar um suco e voltaram para casa. Assim que chegaram, subiram para o quarto e foram tomar banho, pois Mary avisou que o jantar seria servido em alguns minutos. Elas se arrumaram e no momento em que desciam, não poderiam ter encontrado melhor surpresa. Todos os amigos de Emma e da família estavam presentes. Era como se fosse uma festa surpresa de boas-vindas. A cantora não conseguia explicar a felicidade que sentia e rapidamente puxou Regina pela mão, levando-a para conhecer todo mundo. Quando Emma engatou em um papo animado com Archie, a repórter preferiu deixa-los mais a vontade e se distanciou um pouco, sorrindo para a empolgação da garota. Estava perdida naquele sorriso encantador, quando escutou uma voz lhe chamando.
– Regina!
– Elsa, oi!
A morena se aproximou da mulher e lhe deu um beijo no rosto.
– Como você está?
– Estou bem. E você?
– Tudo ótimo. Deixa eu te apresentar. Essa aqui é a minha irmã Anna e o noivo dela, Kristoff.
– É um prazer conhecer vocês! E parabéns pelo noivado!
Regina disse com um sorriso, estendendo sua mão para os dois, que também sorriram e a cumprimentaram, ficando um tempinho por ali com ela e Elsa e depois pedindo licença para irem falar com Emma.
– Sua irmã parece bem animada com o casamento.
– Aquela doida está deixando meus pais loucos! Ela e o Kristoff nem planejaram nada ainda. Está tudo bem caótico lá em casa.
Elsa comentou divertida, o que fez Regina rir.
– Mas na hora dá tudo certo, você vai ver.
– Eu espero!
A loira sorriu.
– Você mora aqui há bastante tempo?
– Eu nasci e cresci aqui. Tempo suficiente?
– Mais que suficiente.
As duas riram.
– Então você deve conhecer a Clara.
– A prefeita, com certeza.
– Ela é a prefeita?
Regina perguntou surpresa, porque ela simplesmente não conseguia imaginar aquela garotinha no comando de uma cidade.
– É. Você já falou com ela?
– Já. Ela fez questão de me falar que foi a primeira namorada da Emma.
A morena comentou com certo desgosto.
– Sim.
Elsa deu uma pequena risada.
– A Clara era apaixonada pela Emma. Elas sempre foram amigas, estudavam na mesma sala e tudo mais. Aí no ensino médio começaram a namorar.
Regina sentiu seu sangue ferver ao ouvir aquilo, mas ela que havia perguntado e iniciado aquilo e, portanto, teria que ouvir até o final.
– E todo mundo aceitou?
– Bom, a tia Mary sempre apoiou a Emma, mas o tio David...
A loira fez uma cara feia ao se lembrar das crueldades que David falava para a prima.
– Ele foi o primeiro a deixar a Emma ir para Nova York quando soube que para isso ela e a Clara teriam que terminar.
– Que horrível!
Regina exclamou sentindo um aperto no coração. Só de pensar a cantora sofrendo já era o bastante para lhe deixar mal.
– Eu nunca iria imaginar isso. O David é tão gentil e me tratou tão bem.
– Só que meu tio mudou muito. Quando ele percebeu o quanto tinha machucado a Emma, ele voou o mais rápido possível para Nova York e pediu perdão por tudo. Ele se culpa até hoje por ter agido daquela maneira.
– Imagino. Deve ter sido realmente difícil para ele, para os dois, na verdade.
– Foi sim, mas eu fico muito feliz que o relacionamento deles tenha crescido e ficado tão forte igual hoje. A Emma não guarda mágoas, ela sempre amou o pai e quando a pessoa merece...
– Ela sempre perdoa.
Regina completou a frase da loira, o que as fez sorrir.
– Exato!
As duas ficaram conversando por um bom tempo. A repórter realmente tinha gostado de Elsa, ela era muito legal e sabia mesmo como conversar. Enquanto isso, Emma tentava distribuir sua atenção entre as milhares de pessoas que se encontravam em sua casa. A garota estava simplesmente radiante por estar ali, com gente que não via há um bom tempo e que estava matando a saudade e tentando colocar o papo em dia no meio da confusão que era todos falando ao mesmo tempo. Quando Emma conseguiu ficar um minuto sozinha e pretendia ir até Regina, Clara chegou e caminhou elegantemente em sua direção.
– Emma, me desculpa.
– Pelo quê, menina? O que houve?
– Por mais cedo. Eu não sabia que a Regina era sua namorada.
A mulher franziu o cenho.
– Aposto que ela deve estar me odiando agora.
– Ei, que nada. Está tudo bem, Clarinha.
Emma falou doce e pôde ver surgir um sorriso no rosto dela.
– Clarinha...há quanto tempo não me chamam assim.
– Também não é pra menos, senhora prefeita de Storybrooke.
A loira comentou num tom brincalhão, fazendo Clara rir.
– Por que você não me contou que tinha virado a mulher mais poderosa da cidade?
– Bom, talvez porque eu estava morrendo de vergonha e queria enfiar a minha cabeça em um buraco.
Clara respondeu com as bochechas vermelhas.
– Ai, sua boba. Já passou! Vem, me conta tudo!
Emma pegou a mão dela e a guiou até o sofá, onde Clara começou a explicar como tinha acontecido sua candidatura.
Depois que Will chamou Elsa para conversar, Regina ficou alguns minutos sozinha, mas não demorou muito até um homem muito bonito se aproximar dela com um sorriso encantador no rosto.
– A dama está sozinha?
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