The Song Of The Love
32 Jealous is the new black
Notas iniciais
– Bom, estou.
Regina riu diante do tom cavalheiresco que ele usava.
– Prazer, Robin.
– Regina.
A morena estendeu sua mão, que o rapaz segurou e depositou um casto beijo, surpreendendo-a.
– Você é nova por aqui, não é? Porque acho que eu me lembraria se tivesse visto uma mulher tão linda igual você antes.
– Sim, eu estou conhecendo a cidade...
– Que legal!
– Com a minha namorada.
– Oh, me desculpe.
O sorriso dele murchou.
– Eu não quis ser inoportuno.
– Não tem problema.
Regina deu um meio sorriso e antes que Robin pudesse falar outra coisa, Mary Margaret se aproximou dos dois e ele aproveitou a deixa para se distanciar.
– Regina.
– Senhora Swan...quer dizer, Mary. A festa está linda!
– Obrigada, querida. Mas você não comeu nada, está tudo bem?
Mary perguntou preocupada.
– Está sim. É que eu não estou com muita fome.
– Ah, sem problemas.
A senhora de cabelos curtos sorriu compreensiva.
– Olha, eu preciso te confessar uma coisa. Eu adorei ver vocês juntas. A Emma nunca esteve tão feliz. Obrigada.
– Eu que agradeço. Você não imagina o quanto sua filha me faz bem.
Regina falou com um sorriso verdadeiro, o que fez Mary Margaret ter certeza de que a repórter era a pessoa certa para Emma. Podia parecer loucura, principalmente por só conhecer a futura nora há um dia e não saber muito dela, mas Mary era mãe, ela sentia isso. Aqueles leves, mas sinceros, elogios deram a deixa para uma conversa animada entre as duas, que ficou extremamente engraçada quando David se juntou a elas.
***
– Seus pais são incríveis! Sua prima Elsa também! Para falar a verdade, todo mundo aqui é muito legal!
Regina comentou contente assim que ela e Emma entraram no quarto.
– Awn, que bom que você achou isso, amor! Eu fico muito feliz, de verdade.
A loira falou se aproximando da namorada e lhe beijando demoradamente os lábios.
– Me desculpe por ter te deixado sozinha, mas é que...
– Ei, eu entendo. E quem disse que eu fiquei sozinha? Acabei descobrindo algumas coisinhas bem interessantes.
Regina abriu um sorriso ao ver a expressão surpresa da garota.
– Ah, é? Que coisinhas seriam essas?
– Sobre a sua “amiga de infância”, ou melhor, sua primeira namorada.
Emma engoliu em seco.
– Eu sei que passei a maior parte do tempo com a Clara, mas...
– Amor, está tudo bem. Não que eu não me morda de ciúmes...
Assim que disse isso, as duas riram.
– ...mas eu sei da história que vocês tiveram. Bom, pelo menos uma parte dela e eu entendendo.
– Uau! Desde quando você ficou tão madura assim?
Emma perguntou com um tom de zuação.
– Está me chamando de criança?
Regina perguntou com falsa indignação.
– Não...nunca...criancinha!
A cantora falou rindo e levando um leve tapinha no braço. Em seguida, Regina arqueou sua sobrancelha, dando um sorrisinho malicioso.
– Criancinha né?
Foi então que a morena chegou perto de Emma e ao ver que estavam próximas da cama, empurrou-a para trás e subiu em cima do corpo dela de uma forma extremamente sexy, começando um beijo urgente. As mãos da garota passeavam por suas costas, descendo até sua bunda e apertando com força, o que fez Regina gemer no meio do beijo. Emma sorriu diante daquilo. Quando precisaram de ar, as duas se distanciaram e a loira inverteu as posições, ficando por cima e distribuindo beijos e chupões por toda a região do pescoço de Regina.
– Me lembre de te chamar de criancinha mais vezes, ok?
Emma comentou em um tom divertido, fazendo a repórter soltar uma gostosa gargalhada e iniciar um novo beijo.
***
No dia seguinte, Emma acordou cedo. Regina dormia tranquilamente em seus braços. A loira abriu um sorriso e tomou o maior cuidado do mundo para não acordá-la quando levantou para beber água. Emma abriu a porta vagarosamente e desceu as escadas, tomando o maior susto ao chegar à cozinha e encontrar sua mãe.
– Jesus!
– Desculpa, filha.
Mary riu e estendeu um copo para Emma.
– Água?
– Obrigada.
A cantora sorriu e se aproximou para dar um beijo de bom dia na mãe.
– A Regina está dormindo?
– Sim. Igual a um anjo.
– Você está apaixonada mesmo, não é filha?
– Estou mais que apaixonada, mãe, estou amando.
Emma suspirou e a senhora de cabelos curtos abriu um sorriso.
– E eu fico feliz que seja ela. A Regina é incrível!
– Pelo visto vocês conversaram bastante ontem, né?
– Uhum. Foi muito bom! Seu pai também a adorou.
– Que bom, mãe. Você não imagina o quanto eu fico feliz.
– Eu também, querida, eu também.
Mary se aproximou da filha e lhe abraçou fortemente.
***
Depois do almoço, David foi trabalhar, enquanto Mary ficou ocupada com alguns telefonemas e acabou pedindo para Emma e Regina levarem o filho para escola, se não tivesse problemas para elas, que concordaram na hora. Henry tinha apenas cinco anos, mas era bem esperto para a idade dele. Não que entendesse como funcionava um namoro entre pessoas do mesmo sexo, mas ele não achava estranho e sempre estava feliz se a irmã estivesse feliz também. O garotinho ficava meio tímido com pessoas que não conhecia muito bem ainda, mas tinha gostado de Regina de cara e não se impediu de segurar a mão dela e de Emma no caminho para a escola. Assim que chegaram ao local, Emma se abaixou e abraçou Henry, que acenou para Regina e entrou na escola, juntamente com outro garotinho que acabava de chegar.
– Tchau Roland. Se comporta!
Um homem a uma curta distância de onde elas estavam falou de um jeito carinhoso para o menininho.
– Robin?
– Regina! Oi!
O rapaz sorriu abertamente e se aproximou das duas.
– Emma Swan, é um prazer conhecer você. Eu sou Robin Hood.
– Prazer.
Emma estendeu sua mão para ele, que rapidamente a apertou.
– Desculpe, mas eu não me lembro de você.
– É que eu cheguei à cidade há pouco tempo com o meu filho. Eu trabalho com seu pai na delegacia.
– Ah, entendi.
– Bom, agora eu tenho que ir. Estou atrasado. Foi bom te ver, Regina.
– Tchau.
Assim que o homem se distanciou, Emma se virou para a morena com uma cara emburrada, cruzando os braços.
– Você o conhece? Dá onde?
– Da sua festa.
– Ele estava lá? Não gostei nada disso.
– Olha só quem está se revelando ciumenta!
Regina exclamou rindo e gostando daquilo.
– Eu? Ciumenta? Tá bom!
– E isso aí é o quê?
– Proteção.
Emma falou a primeira coisa que veio a sua cabeça.
– Proteção? Contra o quê?
– Contra as investidas, muitas vezes sutis, de sujeitos como ele.
– Sei. Sei. Me engana que eu gosto.
A morena arqueou sua sobrancelha.
– A senhorita está com ciúmes sim!
– Ok. Eu admito.
– Uhul!
Regina começou a comemorar, se aproximando da cantora e apertando as bochechas dela, não segurando sua risada.
– Que coisinha mais fofa!
– Não tem graça.
– Viu? Quando eu disse que não tinha, você não acreditou.
A repórter sorriu e prendeu a boca de Emma em um biquinho, depositando um selinho ali.
– Agora chega disso. Eu quero te levar em um lugar especial.
– Tudo bem, ciumentinha.
Emma mostrou a língua para ela, que riu novamente.
– Mas antes vamos até o Granny’s.
–Ok.
A loira entrelaçou sua mão na de Regina e as duas foram até a lanchonete. Assim que chegaram lá, Emma pediu para Granny preparar uma cesta de piquenique com sucos, água, lanches, frutas e alguns doces. Quando estavam saindo, Clara entrava e acabou esbarrando com a cantora, que se não tivesse a segurado, ela teria caído de cara no chão.
– Wow! Você está bem?
Emma perguntou com o rosto próximo do dela, ajudando-a a se levantar.
– Es...tou.
Clara gaguejou devido à distância que estavam e pelo fato de Emma estar lhe segurando tão firmemente, que chegava a fazer seu corpo tremer. Regina percebeu o jeito que a morena olhava para a garota e faltou pouco para pular no pescoço dela e falar que Emma era sua. De repente, toda aquela “confiança” que tinha sentido na noite anterior foi embora e o medo de perder sua amada para Clara se instalou de uma forma incontrolável, mas Regina realmente se esforçou para não deixar isso transparecer.
– Sempre salvando a minha vida, não é loirinha?
– Eu faço o que posso.
Emma falou divertida, arrancando um sorriso de Clara.
– Olá, Regina.
– Oi.
As duas se cumprimentaram com um rápido aperto de mão.
–Bom, eu vim almoçar. Vocês se juntam a mim?
– Obrigada Clarinha, mas nós já temos planos.
– Tudo bem, fica para uma próxima.
– Com certeza.
– Tchau, Clara.
Regina falou com um sorriso forçado e pegou a mão da cantora, praticamente puxando-a para fora do Granny’s.
***
– Eu não acredito! A Emma levou aquela vaca para Storybrooke!
– Story...o quê?
Killian perguntou confuso, enquanto terminava de pegar suas coisas para ir trabalhar.
– Storybrooke. A cidade onde a Emma cresceu.
– E o que tem? Elas já viajaram juntas.
– Será que não percebe? É onde os pais da Emma moram, ou seja, ela está realmente oficializando o relacionamento.
Zelena exclamou com certa raiva.
– A Emma já te levou para lá?
– Sim, mas não saiu muito bem como o esperado.
– Como assim?
– Os pais dela me detestaram.
A modelo bufou.
– Se você tiver sido esse doce de pessoa que você é a maioria das vezes, não é para menos.
Killian começou a rir, mas parou no momento em que a mulher lhe lançou um olhar bravo.
– Desculpa, mas enfim, eu preciso ir. Quando for embora, deixe a chave com o porteiro.
– Tudo bem.
– Tchau.
Assim que o engenheiro saiu, Zelena soltou uma gargalhada maléfica.
– Ah, mas elas não perdem por esperar.
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