The Song Of The Love

43 Life is made of difficult choices


Notas iniciais
Oi todo mundo! Como vocês estão? Aqui vamos nós para o antepenúltimo capítulo da fic. Ai, eu já estou com uma dorzinha no coração. Muito obrigada pelos comentários, de verdade! Bom, acontece bastante coisa nesse capítulo e acho melhor vocês já prepararem os lencinhos hahaha. Boa leitura! :D

Emma falou com a voz carregada de ódio.

— Hã? O que aconteceu?

— O que aconteceu? Como você pode ser tão cínica?

Ao ouvir aquilo Zelena se tocou de que a memória da cantora deveria ter voltado.

— Vamos conversar.

— Eu não quero papo com você, Zelena. Nem agora e nem nunca mais!

— Emma, por favor. Não faz isso comigo! Eu te amo!

A modelo tinha lágrimas escorrendo por seu rosto.

— Me deixa consertar as coisas! Eu prometo que vou ser a melhor namorada do mundo!

Emma não respondeu nada, simplesmente andou até a porta e a abriu, esperando que a ruiva saísse, mas ela não o fez.

— Tá esperando, o quê?

— Emma...

A loira andou até Zelena e pegou-a pelo braço, mas sem machuca-la, colocando-a para fora de seu apartamento, em seguida fez os mesmo com as malas.

— Vai embora!

Quando Emma pretendia fechar a porta, a modelo começou a rir, nem parecendo que estava se debulhando em lágrimas segundos atrás.

— Você acha mesmo que ela vai conseguir te fazer feliz?

— Como é que é?

A garota perguntou indignada.

— Emma, você é jovem, extremamente talentosa e está no auge da sua carreira.

Zelena falou calmamente, enquanto ia se aproximando.

— Você não pode abrir mão de tudo isso para cuidar de uma vadizianha e de um bastardinho.

Foi nessa hora que Emma não aguentou e deu um tapa na cara da modelo.

— Quem você pensa que é para falar da Regina e da minha filha assim? Vai embora daqui agora! Eu não quero ver sua cara nem pintada de ouro.

A cantora não conteve sua raiva, muito menos seu tom de voz.

— E não que eu te deva satisfação, mas a Regina me faz muito feliz e eu a amo...como eu nunca amei ninguém.

— Emma...

— Vai viver sua vida e vê se me esquece!

Foi a última coisa que Emma disse antes de bater a porta com força.

— Amor...

Regina falou de uma forma doce, caminhando até onde a loira estava. Ela tremia de nervoso,

— Ei, lindinha. Calma.

A repórter tocou o rosto de Emma, fazendo um carinho em sua bochecha e arrumando seu cabelo para trás de sua orelha.

— Me desculpa, mas é que...

— Vem, você precisa descansar.

Regina pegou a garota pela mão e a levou até o quarto, colando-a deitada na cama.

— Amor, eu estou bem.

— Vai desobedecer a sua enfermeira?

A morena perguntou em tom divertido, arqueando sua sobrancelha e vendo um sorriso surgir no rosto, antes tenso, de Emma, seguido de uma risada.

— Você é incrível, sabia? Fingiu ser enfermeira para ficar perto de mim.

— Eu não aguentaria ficar longe de você.

Regina falou se sentando.

— Você precisava de cuidados e eu não podia te deixar sozinha, ainda mais perto daquela vaca.

— Minha heroína.

— Acho que você que é a minha.

Emma alcançou a mão dela e a levou até sua boca, depositando um beijinho ali, para depois dar um tapinha no lado vazio da grande cama de casal. A repórter se deitou ao lado dela segundos depois, sendo acolhida pelos braços da loira.

— Sabe, muitas vezes eu cheguei a pensar que você nunca mais se lembraria de mim. Mas quando eu pensava em desistir, eu olhava pra você...

Regina virou seu rosto e Emma sorria de uma forma extremamente linda.

— E encontrava esse sorriso. Ele me dava forças para continuar.

— Eu sou a mulher mais sortuda do mundo por ter você.

A cantora alcançou os lábios de Regina em um beijo apaixonado.

— Eu te amo.

— Eu te amo mais.

Emma sussurrou antes de selar os lábios da morena novamente.

***

— Meu Deus! Que susto! Está tentando me matar?

Killian exclamou colocando a mão no coração assim que ouviu Zelena entrar em seu apartamento sem bater ou tocar a campainha.

— Nós temos que fazer alguma coisa!

A modelo disse em um tom raivoso, ignorando completamente o que ele havia dito.

— Sua educação me espanta. Me conta, como foi a viagem?

— Sem essa, Jones! A Emma recuperou a memória.

— Então...

Killian começou, mas não teve coragem de continuar devido ao olhar cheio de ódio que recebeu.

— Os rumos dos meus planos mudaram.

— Como assim?

— Se a Emma não quer ser minha, pois bem, ela também não vai ser de mais ninguém.

— Não!

O engenheiro se levantou abruptamente.

— Zelena, você só pode estar fora de si! Eu não vou deixar que você prejudique a Regina!

Zelena riu do tom autoritário que ele usava.

— Se você tem amor pela sua própria vida, Jones, não se meta no meu caminho.

***

Ao saber que a filha tinha recuperado a memória, Mary Margaret e David voaram o mais rápido possível para Nova York, mimando Emma mais do que nunca e é claro, matando a saudade que estavam sentindo. Scott, Tinker, Ruby, Whale, Cora, Henry, Gold e os caras da banda também foram visita-la, não escondendo a felicidade em que possuíam ao ver que tudo havia voltado ao normal.

Passaram-se alguns dias e depois de já estar se sentindo totalmente melhor, Emma teve a ideia de começar a construir o quarto da filha. Seu apartamento possuía três quartos, sendo que um pertencia à loira e Regina e outros dois eram de hóspedes. As duas optaram por deixar o quarto em que a repórter havia ficado intacto e fazerem as mudanças no outro. Dentro de duas semanas, tudo estava pronto e elas não podiam estar mais felizes. As coisas pareciam estar tão certas.

Regina tinha acabado de entrar no nono mês de gestação e agora as visitas que fazia, junto de Emma, no consultório de Whale eram mais do que constantes. Após passarem por mais uma consulta e se certificarem de que a gravidez estava indo bem, foram almoçar em um dos restaurantes preferidos delas. Tal como estavam acostumadas a fazer.

— Eu estou tão feliz, amor.

Regina comentou em um tom doce, entrelaçando sua mão na da loira.

— É tão bom ver você bem e ter você só para mim. Sem a Zelena para nos atrapalhar.

Emma abriu um sorriso com aquele comentário e levou a mão da namorada até sua boca, depositando um beijo delicado no local.

— Eu também estou muito feliz, linda. E pode ficar tranquila, porque não vai acontecer mais nada comigo. Nada, nem ninguém, vai conseguir me separar de você.

A loira fez um carinho no rosto de Regina.

— Ah, eu já ia esquecendo, tenho um presente pra você!

Emma exclamou animada, retirando uma embalagem de sua bolsa e entregando-a para a repórter.

— O que é?

— Abre!

Regina sorriu curiosa e começou a desembrulhar a caixa, não conseguindo segurar sua emoção ao abri-la e encontrar um par de sapatinhos vermelhos de lã, com lacinhos em cima. E não era só isso. Juntamente dos sapatinhos, ali também se encontrava body rosa, com detalhes em branco.

— Emma, são lindos! Eu não sei nem o que dizer!

A morena deixou uma lágrima escorrer, tendo sua mão segurada por Emma.

— Eu queria ser a primeira pessoa a comprar um presente para a nossa garotinha.

— Você não existe!

As duas sorriram de forma apaixonada e Regina começou a se aproximar dela, mas antes que seus lábios se tocassem, Zelena entrou gritando no restaurante.

— Zelena, o que você está fazendo aqui?

Emma se levantou da cadeira abruptamente e se colocou ao lado da repórter.

— O que eu vim fazer aqui? Que pergunta mais interessante, amor!

Zelena sorriu de forma diabólica.

— Vocês parecem tão...felizes. Pena que essa felicidade não vai durar muito tempo.

O restaurante inteiro parou no momento em que Zelena retirou uma arma de sua calça e a segurou com as duas mãos.

— Zelena, abaixa essa arma.

Emma pediu com todo cuidado do mundo.

— Se acalma.

— Não, Emma, eu não vou me acalmar!

— Abaixa essa arma.

— Se você não pode ser minha, então não vai ser de mais ninguém.

— Zelena...

— Tchau, amor.

Zelena disparou e Emma não viu nada, também não sentiu nada. De repente, a loira avistou Regina deitada no chão, o sangue escorria sem parar. Na verdade, essa não era a intenção da ruiva, que atirou em Emma e não contava que Regina entrasse na frente, levando um tiro em seu lugar. Emma se ajoelhou perto da repórter e simplesmente não conseguia conter suas lágrimas. A garota pegou a mão de sua amada e a apertou com força. Regina lutava para manter seus olhos abertos, mas estes insistiam em fechar.

— Alguém chama a ambulância, por favor!

Emma gritou e depois voltou seu olhar para a morena

— Amor, fica comigo, por favor, fica comigo.

A loira se sentou no chão e arrastou com cuidado o corpo de Regina para o seu colo e a abraçou.

— Regina, não me deixa. Eu te imploro.

— Emma...

A voz da repórter era um sussurro.

— Eu estou aqui, amor. Vai ficar tudo bem. A ambulância já está vindo. Eu te amo.

Emma não parava de chorar enquanto tentava estancar, com o guardanapo de pano, o lugar onde a morena havia levado o tiro. As pessoas que estavam no restaurante se levantaram de seus lugares e formaram uma espécie de círculo em volta das duas. Todos estavam preocupados e ainda chocados com o que tinha acabado de acontecer. Nessa confusão toda, Zelena havia aproveitado a deixa e saído do restaurante às pressas. Em seu ser não se encontrava nenhum pingo de arrependimento, pelo contrário, um sorriso doentio pairava em seu rosto e a sensação de “dever comprido” tomava conta de todo o seu corpo. Dentro de alguns minutos, a ambulância chegou ao local e levou Regina para o hospital, juntamente de Emma, que não soltou a mão da morena um segundo se quer. No hospital, Regina foi levada para a ala de cirurgias, para que ocorresse a remoção da bala.

— Desculpe, mas a senhora não pode entrar aqui.

Uma das enfermeiras parou Emma no caminho.

— O quê? Por quê?

— Esta sala é de cirurgia, senhora. Ninguém pode entrar.

— Mas...

— Por favor, colabore.

— Tudo bem.

Do lado de fora, Emma só faltava furar o chão, de tanto que andava de forma pesada de um lado para o outro. Suas mãos estavam suadas, assim como sua testa. Ela tirou sua jaqueta e bebeu um pouco de água, na tentativa falha, de se acalmar. Depois de vários e incontáveis minutos, um médico saiu da sala. O homem tentava esconder sua decepção misturada com tensão, mas era impossível.

— Como ela está?

Emma perguntou na hora que o viu, recebendo o silêncio como resposta. Ele não sabia como dizer o que estava prestes a dizer.

— Como ela está?

A cantora quase gritou.

— Senhora, fique calma.

— Calma? Como você pode me pedir para ter calma?!

— Olha, você vai ter que fazer uma escolha.

— Escolha? Do que diabos você está falando, doutor?

— A bala atingiu a moça em um lugar delicado, nós estando tentando retirar, mas ela está em uma situação gravíssima, entrou em trabalho de parto e você precisa escolher...ela ou o bebê.

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Prontas para me matar? Por favor, digam que não HUAHAUAH. Bom, se o capítulo mereceu, comentem, por favor. Quem sabe eu não posto o próximo até segunda? Beijos :)