The Song Of The Love
42 I could never forget about you
Notas iniciais
Emma perguntou assim que Regina abriu a porta, pegando-a de surpresa.
– Claro.
A morena respondeu com um sorriso, dando passagem para que Emma entrasse em seu quarto.
– Me desculpe vir aqui te perturbar, mas eu simplesmente não consigo dormir.
– Você sabe que nunca me perturba, Emma e se quer saber, eu também não estava conseguindo dormir.
Assim que terminou de dizer a frase anterior, Regina passou a mão por sua barriga e fez um careta, sorrindo levemente logo em seguida.
– Aconteceu alguma coisa? Quer eu te leve para o hospital?
Emma perguntou tudo muito rapidamente, em um tom preocupado, o que fez a repórter rir.
– Não precisa, Emma. Eu estou bem. Acabei de falar com meu médico e ele disse que essas dores são normais, mas obrigada.
– Olha, se essas dores se agravarem, você me avisa.
– Pode ficar tranquila.
Regina alcançou a mão da garota a sua frente, que no mesmo momento, abriu um sorriso doce e corou.
– Senta, por favor.
A repórter apontou para sua cama, onde Emma fez o que ela havia sugerido, sendo acompanhada pela mesma.
– Mas então, o que você queria conversar?
– Er...eu...eu estou me sentindo muito estranha ultimamente. Ando muito confusa.
– Confusa? Como assim? Com o quê?
– Acho que meu sentimento pela Zelena mudou.
Ao ouvir aquilo, Regina comemorou tanto por dentro, que teve que fazer um esforço gigantesco para não sorrir.
– Por que você pensa isso? Quero dizer, vocês pareciam tão próximas, tão apaixonadas há alguns dias atrás.
– Eu sei...é só que...
– Só que?
Regina incentivou-a a continuar, ao ver que ela pretendia parar.
– Eu não sei.
– Olha Emma, é normal se sentir assim. Eu já passei por uma situação como essa e o melhor a se fazer é dar um tempo para si mesma. Aproveita que a Zelena está em Tóquio e pensa, tenho certeza que vai ajudar a botar seu coraçãozinho em ordem.
– Eu...eu nem sei o que dizer. Obrigada, Regina!
Emma sorriu e se aproximou da morena, pegando-a totalmente de surpresa ao lhe abraçar apertado. Regina ficou em choque na hora, mas logo tratou de corresponder aquele carinho. Era tão bom poder ter a garota em seus braços depois de tanto tempo, parecia inacreditável. A repórter não aguentou e acabou deixando escorrer uma lágrima, limpando-a rapidamente assim que se distanciou.
– Regina, o que foi?
A cantora estranhou.
– Está se sentindo bem mesmo? Tem certeza de que não quer ir ao médico?
– Tenho sim, Emma. Obrigada.
Regina sorriu e assim que tocou as mãos da loira, sentiu o bebê mexer.
– Ela chutou!
A morena exclamou animada.
– Posso sentir?
– Cla...claro.
Emma colocou sua mão sobre a barriga da mais velha da forma mais carinhosa do mundo, acariciando o local e sentindo o que Regina havia sentido também. Emma sorriu e no momento em que seus olhos encontraram os da morena, ela não aguentou. Foi se aproximando involuntariamente de Regina, que não hesitou por nenhum instante. As respirações já estavam entrecortadas. As bocas tão próximas. Foi quando o telefone começou a tocar.
– Eu...acho melhor você atender.
A repórter quem falou, não conseguindo desviar seu olhar dos lábios rosados da loira.
– Tudo bem...eu vou.
Emma disse se levantando da onde estava e começando a se afastar, saindo do quarto sem ao menos conseguir se despedir, deixando lá dentro uma Regina com o coração disparado.
***
Durante a noite, Emma teve uma série de sonhos. Todos com Regina. E assim que acordou, não pôde deixar de se sentir feliz, apesar de sua cabeça estar doendo um pouco. Depois que levantou da cama, foi direto para o chuveiro tomar um banho e começou a pensar sobre o assunto. As imagens que se passaram por sua cabeça enquanto estava dormindo eram muito reais e a loira tinha a sensação de que realmente tinha vivido aquilo. Como isso era possível? Ela não se lembrava de ter tido sonhos tão intensos há muito tempo, mas mesmo estranhando, não conseguiu se impedir de sorrir ao pensar em Regina.
Perto do meio dia, Emma decidiu que iria convidar Regina para sair e assim o fez. As duas almoçaram em um dos restaurantes favoritos de Emma e depois foram caminhar pelo Central Park. O dia estava ensolarado, a brisa era leve e a paisagem estava impecável. As poucas pessoas que se encontravam ali tinham sorrisos estampados em seus rostos, mas nada se comparava ao sorriso que a loira possuía ao olhar para Regina. Emma simplesmente não conseguia parar de admirá-la, que parecia estar mais linda do que o normal. A repórter às vezes correspondia aqueles olhares e toda vez que acontecia, elas se demoravam em quebrar o contato.
– Posso te confessar uma coisa?
Emma perguntou de repente, enquanto andava calmamente ao lado de Regina.
– Claro.
– Depois da conversa que nós tivemos ontem, eu fique pensando sobre aquilo tudo e acho que finalmente consegui a entender.
– Entender?
– Exatamente.
– Acho que não entendi.
– Regina, quando eu não estou com você, nada parece fazer sentido.
Nessa hora Emma parou de andar e se virou para Regina, olhando bem no fundo dos olhos dela.
– Meu céu é cinza e as coisas ficam sem brilho. Eu não me sinto eu mesma. É como se faltasse uma parte de mim. Como se eu precisasse de você pra viver. E quando você está por perto, o vazio que eu sinto é preenchido.
– Emma, eu...eu...
– Não diz nada.
Foi então que a loira sorriu e se aproximou de Regina, tocando sua cintura com uma mão e levando a outra até o pescoço dela, fazendo um carinho em sua bochecha e a repórter não se impediu de fechar os olhos. Não conseguia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Regina abriu um sorriso e antes que pudesse raciocinar, Emma selou seus lábios delicadamente com um beijo calmo, mas ao mesmo tempo tão intenso, verdadeiro e cheio de sentimentos. Quando a cantora sentiu que Regina correspondia tudo aquilo, sorriu, mas sentiu uma dor forte em sua cabeça, o que a fez se afastar, deixando Regina confusa.
– Emma, o que foi?
A morena perguntou preocupada ao ver que Emma tinha suas duas mãos na cabeça e uma expressão de dor no rosto. De repente, todos aqueles sonhos que tinha tido na noite passada vieram a tona na mente da cantora.
– Emma.
Regina se aproximou da garota e tocou seu braço e foi de repente, que Emma levantou seu rosto e encarou a mulher a sua frente, sorrindo de uma forma encantadora e contendo um brilho imenso em seus olhos.
– Eu me lembro! Eu me lembro!
Emma exclamou de forma animada.
– Regina, amor! Eu senti tanto a sua falta!
A loira se aproximou e a abraçou de forma apertada, enquanto a mais velha não conseguia falar nada, pois seu choro a impedia.
– Emma, eu não acredito. É tão bom ter você de volta!
Regina lhe deu um beijo apaixonado, para em seguida abraçar novamente, repetindo essa mesma sequência mais umas três vezes.
– Promete que nunca mais vai me deixar?
– Eu prometo, linda. Eu prometo.
Emma sorriu e tocou o rosto dela.
– Eu amo você! Muito, muito, muito!
– Eu também te amo, amor.
***
Quando as duas voltaram para o apartamento, viram três malas, duas de rodinha e uma de mão, na sala e escutaram o barulho do chuveiro, chegando a conclusão de que Zelena estava de volta. Emma avisou que precisava conversar com a modelo a sós e Regina se dirigiu para o seu quarto, não sem antes sussurrar um “boa sorte” para a loira. Depois de alguns minutos, Zelena saiu do quarto e se dirigia para a cozinha, foi então que notou a presença de Emma, que se encontrava de pé.
– Amor, que saudade!
Zelena sorriu ao ver a “namorada” e se aproximou dela com passos apressados e quando pretendia lhe abraçar, ela desviou.
– Não toca em mim!
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