The Song Of The Love
12 I can't believe you did that to me
Notas iniciais
Regina entrou em seu apartamento totalmente desnorteada e não por causa do selinho, que tinha sido maravilhoso, e sim pelo fato de ela ter desejado ser um beijo de verdade e não só um selinho.
– Meu Deus, o que está acontecendo comigo?
A morena perguntou em voz alta, tirando seus saltos e entrando em seu quarto, o encontrando vazio. De início, ela estranhou, mas foi aí que lembrou-se que tinha brigado com Killian antes de ir para o jantar. Regina não conseguia acreditar que tinha praticamente deletado aquela informação e a única possível explicação que vinha a sua mente era Emma. A loira a havia feito esquecer aquilo, pois quando Regina estava com ela, tudo parecia ser mais leve, mais bonito.
– Eu só posso estar ficando louca, nem gostar de mulher eu gosto!
A repórter exclamou em um tom elevado, caindo deitada na cama e se lembrando das palavras de Tinker: “Você devia ter me escutado quando te avisei para não se apaixonar pela Emma”.
– Eu não estou apaixonada por ela? Estou? Não! Mas não posso negar o fato que me sinto atraída e muito. E ela é tão incrível.
Regina suspirou cansadamente, se levantando um tempo depois para tomar banho e poder enfim dormir, ou melhor, tentar.
***
Emma chegou ao hotel com um sorriso de orelha a orelha. Ela sabia que tinha pedido um tempo para Zelena há apenas um dia e que inclusive na noite passada, havia ficado bêbada, se sentindo um lixo, por causa dela, mas a loira não tinha como esconder que gostava, muito, da companhia de Regina, se sentia tão bem. Após ficar no chuveiro por incontáveis minutos, Emma se trocou e quando estava indo deitar, ouviu algumas batidas na porta.
– Scott, isso são horas?
– Me conta agora!
O empresário exclamou animadinho demais, entrando no quarto apressadamente.
– Contar o quê?
Emma perguntou confusa, fechando a porta e sentando-se no sofá ao lado de Scott logo em seguida.
– O que rolou entre você e a Regina?
– Não rolou nada.
– Me engana que eu gosto, Emma. Estava na cara que vocês tinham alguma coisa.
Scott deu um sorrisinho malicioso.
– O quê? Claro que não.
– Tá bom então. Como você me explica aquela dança?
– Foi só uma dança.
– E aqueles olhares? Aqueles sorrisos? Aquele clima?
– Scott, você deve ter bebido demais, porque caso você não se lembre, a Regina tem um noivo e não gosta de mulher.
A loira falou tentando esconder seu desapontamento.
– Mas ela gosta de você, disso eu tenho certeza.
– Não sei não.
– Você gosta dela?
– Quando você bebe você fica bem curiosinho, não é?
– Eu nem bebi tanto assim.
– Claro que não.
Emma disse sarcástica, se levantando, pegando a mão de Scott e o ajudando a se levantar também.
– Vamos senhor Dallas, já está tarde.
A cantora abriu a porta e antes que Scott saísse, ela lhe deu um beijo na bochecha.
– Boa noite.
Foi tudo que Emma disse antes de fechar a porta e ir se deitar. Ficou acordada por um tempo, pensando em tudo que Scott tinha lhe falado. Aquilo havia mexido muito com ela, afinal, a loira não sabia explicar o que sentia exatamente por Regina, mas uma coisa ela tinha certeza: Queria a morena perto dela.
***
Após muito tempo se revirando na cama, Regina conseguiu dormir. Ela acabou acordando durante a madrugada, devido ao gigantesco barulho feito por Killian, que deitou ao seu lado aparentemente alterado e fedorento. Para aguentar aquilo, ela começou a pensar em cheiros bons e logo o delicioso perfume de Emma veio a sua cabeça. Foi pensando nele que a morena se rendeu ao sono novamente.
Na manhã seguinte, Regina acordou cedo e foi tomar seu banho. Ela não sabia qual seria o compromisso do dia, então decidiu que chegaria por volta de umas nove horas no hotel. Quando estava saindo do Box, viu a camisa que provavelmente Killian devia ter usado na noite anterior jogada em um canto do banheiro. Ela a pegou do chão e uma coisa no colarinho lhe chamou atenção.
– Killian Jones, você pode me explicar o que é essa mancha de batom na sua camisa?!
Regina gritou saindo do banheiro de toalha, extremamente brava.
– Hã?!
Killian exclamou sonolento.
– Por que você está gritando? Não são nem oito horas.
O moreno falou confuso olhando o relógio do lado da cama.
– Que mancha é essa?
Regina perguntou jogando a camisa em cima de noivo, que ficou totalmente perplexo diante daquilo.
– Amor, eu posso te explicar.
Killian se levantou da cama, com sua cabeça latejando, e se aproximou da morena.
– Jura? Então comece!
– Ontem, eu bebi um pouco...
– E me deixa adivinhar. Pegou todas, não é?
– Não foi nada sério.
– Você me traiu? E fala isso na maior naturalidade?
Regina gritou, demonstrando toda sua raiva, que ainda se misturava com um pouco de incredulidade naquela situação.
– Eu não te traí, foi algo sem importância. Nem lembro o nome delas.
– Delas? Então foi mais de uma? Seu safado!
Depois disso a repórter perdeu todo o controle que tinha e deu um tapa na cara do noivo.
– Tá louca, Regina?!
Killian exclamou colocando a mão na bochecha avermelhada e dolorida.
– Você não vale nada e...
Antes que pudesse terminar a frase, Regina começou a se sentir tonta e teve que se sentar na cama para não cair.
– Amor, você está bem?
O moreno perguntou se abaixando, para conseguir encarar Regina melhor. Seu semblante possuía uma mistura de preocupação e culpa.
– E...stou.
Regina disse calmamente, massageando suas têmporas.
– Acho melhor você não ir trabalhar hoje.
– De jeito nenhum.
– Pelo menos descansa mais um pouco antes de ir.
– Não precisa, Killian, já está passando.
– Tudo bem, então vai se trocando enquanto eu faço o café, ok?
Killian falou se levantando da onde estava, calçando seus chinelos e partindo em direção a cozinha logo em seguida.
***
– Mil desculpas pela demora, eu tive um imprevisto.
Regina anunciou assim que entrou no quarto do hotel, encontrando Emma andando de um lado para o outro.
– Regina! Que bom te ver!
Emma parou de andar e sorriu.
– Eu pensei que você não viria.
– E por que eu não viria?
A morena arqueou a sobrancelha, vendo a garota a sua frente corar.
– Nada. Esquece.
Emma se martirizou por ter pensado que Regina teria ser importado com aquele acidental selinho.
– Então, o que vamos fazer hoje?
– Hoje eu tenho uma reunião com a banda, mas vai ser só para o final da tarde. Desculpe ter feito você vir aqui à toa, eu devia ter avisado. Pode ir se quiser, mas também pode ficar.
A cantora deu um sorriso de canto de boca com a possibilidade.
– Você não se importa mesmo se eu ficar?
Regina falou com uma expressão cansada em seu rosto.
– Claro que não. Aconteceu alguma coisa?
Emma perguntou percebendo que havia algo errado.
– Você já está cheia de problemas, Emma, não quero te perturbar com os meus.
– Regina, para com isso, você não vai me perturbar. Vem cá, vamos sentar.
As duas andaram até o sofá e se sentaram uma do lado da outra.
– O que houve?
– O idiota do meu noivo, ele...
A repórter deu uma pausa, na tentativa falha de segurar as lágrimas que já começavam a cair.
– ...ele me traiu.
Aquilo realmente pegou Emma de surpresa, que não segurou seu impulso e passou seu braço ao redor de Regina, trazendo-a para perto de si e acolhendo-a em um abraço apertado.
– Eu sinto muito, Regina, sinto mesmo.
Regina não disse mais nada, pois sua fala era impedida por seu choro, que a cada soluço, quebrava o coração da loira em pedaços.
– Vai ficar tudo bem, eu estou aqui.
Emma passava sua mão lentamente nas costas da morena, no intuito de acalmá-la e depois de um tempo, pareceu funcionar, já que seu choro começou a diminuir.
– Obrigada. De verdade.
Regina falou com a voz rouca, não movendo nem um músculo de sua posição. Claro que aquilo doía, muito. Mas estar ali nos braços da cantora, parecia que ela estava protegida de tudo. Sentia-se tão segura. Estava sendo tão bem cuidada.
– Não precisa me agradecer. Você é maravilhosa, Regina. Ele não sabe o que está perdendo. Qualquer um faria qualquer coisa para ficar ao seu lado.
– Você acha mesmo?
A repórter perguntou levantando seu rosto e encarando os olhos verdes e brilhantes da garota ao seu lado.
– Eu tenho certeza.
Emma sorriu, fazendo um pequeno sorriso surgir nos lábios de Regina. As duas ficaram ali por vários minutos, em silêncio. Não se ouvia nada a não ser suas respirações. Até que a loira se pronunciou.
– Ei, acabei de ter uma ideia. Que tal nós sairmos?
– Sair?
– Sim! Eu não quero que você fique aqui sofrendo e se remoendo.
– Acho que eu não vou ser uma boa companhia hoje, Emma.
– Ah Regina, por favor, vamos. Pelo menos você se distrai um pouco.
Emma fez um olhar de cachorrinho pidão, arrancando uma pequena risada da mais velha.
– Tudo bem, tudo bem. Você me convenceu.
A cantora comemorou e as duas se levantaram do sofá.
– Eu posso usar o banheiro?
– Claro. Vai lá enquanto eu pego minha bolsa e um casaco.
– Ok.
– Prometo que você vai gostar.
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