The Song Of The Love

13 You should have told me before


Notas iniciais
Oi todo mundo! Como vocês estão? Dessa vez eu nem demorei né? Foi só uma semaninha hahaha! E as férias de vocês? Estão legais? Bom, eu não posso reclamar das minhas, mesmo que às vezes um pouco entediantes, eu posso dormir o tempo que eu quiser e isso é realmente demais hehe. Espero que vocês gostem! E muito obrigada pelos comentários do capítulo anterior, pois são eles que me dão energia para continuar com a fic. :3

– Emma, é muito cedo. Eu acho que o cinema ainda está fechado.

Regina comentou assim que as duas entraram no shopping.

– Nada que eu não possa resolver.

Emma piscou e elas andaram até o cinema, encontrando-o fechado, como previsto.

– Só um minutinho.

A loira pegou seu celular e digitou algumas coisas. Dentro de um tempo extremamente curto, um homem elegante, loiro, de aparentemente 40/45 anos, surgiu ao lado delas.

– Emma, que saudade!

O homem abraçou-a.

– Eu também estava com saudade, Matthew.

Emma falou com um sorriso, apresentando Regina para o amigo logo em seguida.

– Então, você só precisa de uma sala?

– Aham. E eu prometo que nós estaremos fora de lá antes que o cinema abra.

– Sem problemas. Aqui está a chave.

– Muito obrigada, Matthew.

– Ainda sabe como ligar os aparelhos?

O loiro perguntou em um tom de zoação.

– Claro que sei.

Emma lhe mostrou a língua, fazendo-o rir.

– Agora vai lá. Aproveitem.

Matthew sorriu e se distanciou.

– Viu? Eu disse que daria um jeito.

– Ainda estou surpresa com a facilidade que você conseguiu.

– Vantagens de ter amigos donos de cinemas.

As duas riram e Emma abriu a porta, fechando-a novamente após Regina ter se juntando a ela.

– E aí, qual filme você quer ver?

– Tudo menos comédia romântica, por favor.

– O que acha de Quero Matar Meu Chefe 2?

– Pode ser. Eu ouvi falar que é muito bom.

– Então vamos.

***

Depois do cinema, elas almoçaram no shopping mesmo e Emma resolveu levar Regina até o Central Park. Assim que chegaram lá, a cantora logo avistou um carrinho de sorvete e foi correndo, feito uma criancinha, comprar.

– Aqui.

Emma exclamou entregando uma casquinha para a repórter.

– Eu acho que você está me mimando demais.

– Ah, você merece.

A loira sorriu, o que fez Regina sorrir também. As duas andaram até o banco mais próximo e ficaram observando a paisagem. Não havia muitas pessoas no local, apesar do belo dia ensolarado.

– Obrigada por estar fazendo isso por mim, Emma, de verdade.

– Não precisa me agradecer, Regina.

Emma segurou a mão da morena.

– Eu quero que você fique bem, só isso.

A cantora deu uma breve pausa.

– Mas eu também quero te fazer rir.

Assim que disse isso, Emma lambuzou o rosto da mais velha com o seu sorvete.

– Não acredito que fez isso!

Regina falou com falsa indignação na voz, entrando na brincadeira e fazendo Emma gargalhar cada vez mais. Mas antes mesmo que a loira tirasse mais sarro da situação, Regina também lambuzou o rosto dela, pegando-a totalmente de surpresa. Emma parou de rir e encarou a repórter, que lhe mostrou a língua.

– E eu não acredito que você fez isso!

Emma também falou indignada.

– Mereceu!

– Ah é?

– Totalmente.

Quando Emma faz menção de tentar sujar Regina novamente com o seu sorvete, a mesma se levantou e começou a se afastar.

– Pode voltar já pra cá! Quero revanche!

A cantora exclamou também se levantando.

– Só se você conseguir me pegar.

Regina começou a correr pelo parque, indo em direção as árvores, na intenção de despistar Emma. Elas correram tanto que a essa altura seus sorvetes já tinham escapado de suas mãos.

– Te peguei!

Emma disse abraçando a cintura da morena por trás, que não hesitou em relaxar naquele abraço, mesmo que o objetivo da brincadeira fosse fugir da loira. Só que de repente, Emma pisou em falso e acabou derrubando Regina na grama, caindo em cima dela, mas sem machucá-la.

– Ai meu Deus! Você está bem?

A cantora perguntou se erguendo em cima de Regina, colocando um braço de cada lado da repórter e uma de suas pernas entre as dela.

– Estou.

Regina respondeu rindo da preocupação exagerada de Emma.

– Bom, não é que você me pegou mesmo.

– Eu disse que pegaria.

Emma deu uma piscadinha para Regina, que sorriu.

Elas ficaram naquela posição por um tempo, se encarando fixamente e se perdendo uma no olhar da outra. Sem perceber, Emma foi se aproximando do rosto de Regina, que por nenhum momento tentou desviar ou sair dali. Quando a morena já conseguia sentir a respiração de Emma, o celular da mesma começou a tocar e isso pareceu ser o bastante para despertá-la, fazendo com que se afastasse, saísse de cima de Regina, sentasse ao seu lado e atendesse o celular um pouco atordoada.

Ligação On:

– Alô?

– Emma, onde você está?!

Scott gritou do outro lado da linha.

– Oi para você também.

– Não vem com essa de "Oi para você também". Então eu deixo você bonitinha e quietinha lá no seu quarto e quando eu volto você não está mais lá.

– Scott.

– Não, me deixa terminar. Você sai, não me avisa e ainda deixa o celular desligado. Quantas vezes eu já não pedi pra você não fazer mais isso, Emma?

– Desculpa Scott.

A loira falou em um tom arrependido. A conversa era observada atentamente por Regina, que agora também se encontrava sentada.

– Eu devia ter te avisado que iria sair.

– Devia mesmo. Podia ter deixado um bilhete, qualquer coisa.

O empresário suspirou cansado.

– Aliás, onde você está?

– No Central Park.

– No Central Park? Com quem?

– Com a Regina.

Emma deu um meio sorriso e olhou pro lado, encontrando também um sorriso, que ela não soube explicar o por que, mas fez um bem enorme para seu coração.

– Graças a Deus! Pelo menos você não está sozinha ou com má companhia.

Scott exclamou aliviado.

– Olha, uma amostra do seu perfume chegou e a Danielle quer saber o que você acha do produto final. Esteja aqui em meia hora.

– Pode deixar comandante Dallas.

A loira falou em um tom brincalhão.

– Sem piadinhas, ainda estou bravo. Não demora.

– Pode deixar.

– Tchau.

– Beijo.

Ligação Off.

– Me deixa advinhar, Scott surtou.

– Exato.

– Desculpa Emma, a culpa é toda minha.

– Claro que não, Regina. Eu que devia ter avisado que iria sair. Deveria saber que ele ficaria preocupado.

– Eu acho tão bonito esse cuidado que ele tem com você. Algumas vezes pode ser até exagerado...

As duas riram.

– ...mas ele se importa de verdade com você.

– Eu sou muito grata por ter o Scott na minha vida. Ele está comigo desde o meu primeiro show, em um barzinho aqui de Nova York.

– Sério?

– Uhum. Ele é como um segundo pai pra mim.

Emma sorriu.

– E como todo bom pai, ele acabou de me dar mais uma ordem.

– Que seria?

– Voltar em meia hora para o hotel para ver como ficou meu perfume.

– Então vamos! Não quero que você se atrase.

Assim que falou isso, Regina se levantou da grama, mas devido ao movimento rápido, sentiu seu corpo hesitar e sua visão ficar meio turva. Sua cabeça girava e a última coisa que conseguiu ver foi o rosto preocupado de Emma antes de apagar completamente. Quando Regina acordou, logo percebeu que não estava mais no Central Park e sim em uma sala branca, pouco decorada. Seus olhos, ainda não totalmente abertos, percorrem pelo local e encontraram os de Emma.

– Em...ma, onde estamos?

A morena perguntou em um tom de voz baixo.

– No hospital.

– O que houve?

– Você desmaiou, mas já está tudo bem.

Emma sorriu aliviada e foi chamar o médico, que rapidamente chegou até lá.

– Boa tarde senhorita Mills.

– Boa tarde.

– Você está melhor?

O homem de meia idade perguntou se aproximando da cama.

– Estou sim.

– Que bom! Então você vai poder ter alta daqui a pouco, mas nada de muito esforço, pelo menos por hoje. Apenas atividades leves.

– Tudo bem, doutor. Mas o que causou esse desmaio?

– Eu não sei ao certo, mas nós já fizemos os devidos exames para descobrir. Eles ficarão prontos amanhã.

– Sem problemas. Eu virei aqui buscá-los.

– Certo. Daqui a uns quinze minutinhos você já estará liberada, ok?

– Tá bom. Obrigada.

– Por nada.

O médico sorriu e saiu do quarto, voltando a deixar Regina e Emma a sós.

– Emma, eu nem sei com que cara olhar para você agora. Hoje eu me superei no quesito “te dar trabalho”, não é possível.

Regina falou escondendo seu rosto entre as mãos, fazendo a loira rir.

– Regina, deixa disso. Não foi trabalho nenhum, só que eu admito que fiquei um pouco desesperada.

Emma comentou sentando-se na beirada da cama.

– Quando você desmaiou, eu te trouxe correndo para cá. Graças a Deus te atenderam rápido, caso contrário, quem iria desmaiar era eu.

As duas riram.

– Meu Deus! Você não devia estar aqui! E o Scott? Ele não tinha pedido para você voltar direto para o hotel? Ele ficou bravo com você?

– Ei, calma.

A cantora deu um sorriso de lado e alcançou a mão de Regina.

– Eu já falei com o Scott. Inclusive, ele está lá na recepção, ficou preocupado quando eu disse que você estava aqui. E será que eu posso saber por que a senhora não me contou que teve uma tontura lá na rádio?

– Emma, eu não queria te atrapalhar, muito menos te preocupar.

– Mas Regina, eu já me importo o suficiente com você para me preocupar com o seu bem estar mesmo sem você querer isso.

Emma falou de um jeito doce, fazendo Regina ficar mais encantada do que normalmente ficava quando estava com a loira.

– Me promete uma coisa?

– Claro.

– Promete que não vai esconder mais nada de mim?

– Eu prometo, Emma.

As duas sorriram e a cantora deu um beijo na mão da repórter, fazendo seu coração bater mais rápido.

***

Depois que saíram do hospital, Emma tratou de levar Regina direto para seu apartamento. Com medo de que Killian estivesse lá, a morena decidiu ir até o apartamento de Tinker, mas esse não era o único motivo de sua decisão.

– Tinker!

Regina exclamou abrindo a porta e encontrando a amiga sentada no sofá, com seu notebook na mão.

– Jesus, que susto!

Tinker exclamou colocando a mão no coração.

– Desculpa amiga. É que eu queria conversar com você. Está ocupada?

– Não, eu só estava terminando de organizar algumas fotos para um álbum de quinze anos. Senta!

A loira sorriu e fechou seu notebook, colocando-o em cima de uma pequena mesa que tinha em frente ao sofá.

– O que houve?

Regina então preferiu ir por partes e começou com a mais dolorosa, que foi a traição de Killian.

– Aquele safado! Regina, você tem que ir agora ao seu apartamento e expulsá-lo de lá!

Tinker falou com raiva, se levantando do sofá abruptamente.

– Tinker, calma.

– Calma nada! Se você não for, eu vou!

– Tinker.

A repórter pegou a mão da amiga e a fez sentar novamente.

– Eu ainda tenho algumas coisas para te contar.

Alguns minutos depois, Tinker parecia que iria explodir de tanto ódio.

– Regina, eu não acredito! Por que você não me contou que passou mal mais vezes depois da corrida? Você prometeu!

– Desculpa, desculpa, mas eu não queria te deixar preocupada.

– Eu sou sua melhor amiga, sem essa.

– Desculpa.

Regina disse em um tom de voz baixo, percebendo que realmente tinha deixado Tinker magoada.

– Tudo bem.

A loira soltou um suspiro cansado.

– E o que deu lá no hospital?

– Eu não sei, o médico falou que era pra ir buscar os resultados amanhã. Espero que não seja nada de mais.

Como se uma luz tivesse iluminado a cabeça de Tinker, ela percebeu o óbvio.

– Regina, eu acho que você está grávida.

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Gostaram? Finalmente alguém percebeu que Regina está grávida. Desculpem pela demora para revelar, mas é que eu quis manter esse "mistério" o máximo que eu conseguisse, mas já estava na hora. Minha primeira opção era fazer com que ela estivesse doente, mas estando grávida, o rumo da fic seria melhor, apesar de gravidez ser algo clichê, eu espero que vocês continuem gostando da história. Se o capítulo mereceu, cometem, por favor. Obrigada mais uma vez! PS: Em relação a outra fic, não sei se seguirei com ela. Já tenho os dois primeiros capítulos, mas ainda estou em dúvida se devo postar.