The Song Of The Love

11 Everything you do makes me become more enchanted for you


Notas iniciais
Oi todo mundo! Como vocês estão? Estou morrendo de saudade de vocês e de escrever essa fic, que eu devo admitir que tinha pensado em abandonar, mas já desisti da ideia. Bom, eu estava escrevendo esse capítulo durante os intervalos/descansos que eu tinha e quase surtei quando achei que tinha perdido ele inteiro (inclusive as ideias para os próximos). Mas graças a Deus não aconteceu nada. Minha provas terminam essa sexta! Uhul! Depois é só férias (tudo que eu mais preciso). Fiz um capítulo bem grandinho para vocês (o maior da fic) então sejam bonzinhos comigo e me contem o que vocês estão achando. Espero que gostem! :)

Killian perguntou entrando no quarto com uma expressão séria.

– Nossa, que recepção. Nem parece que está desde ontem sem me ver.

Regina respondeu um pouco chateada, terminando de fazer sua maquiagem em frente ao espelho.

– A culpa disso tudo não foi minha. E se você quer saber, eu achei ridículo quando a Tinker me contou que você ia dormir fora de casa.

– Killian, a Emma precisava de mim.

– E eu não preciso não?

– Foi diferente.

– Tá bom, tá bom.

O moreno bufou.

– Eu posso pelo menos saber aonde você vai?

– Trabalhar.

Regina sabia que Emma tinha a convidado como sua acompanhante, o que não tornava aquilo um trabalho, mas ela não queria ter que ficar dando satisfação.

– Desse jeito?

– Que jeito?

– Com essa roupa aí.

Killian falou cruzando os braços.

– Não tem nada de mais no meu vestido, querido. E sem ataque de ciúmes, por favor.

Regina disse pegando sua bolsa e indo até a sala.

– Então eu também vou sair.

Killian se pronunciou novamente.

– Pra onde?

– Sei lá. Algum lugar com muita bebida.

– Para de ser imaturo, Killian.

– Imaturo? Só por que eu quero beber?

Antes que a morena pudesse responder, seu celular apitou. Era uma mensagem de Emma, dizendo que tinha acabado de chegar. Ela rapidamente respondeu que já estava descendo.

– Olha, eu não estou nem um pouco a fim de discutir. Faz o que você quiser. Eu estou indo.

Regina falou abrindo a porta, pegando as chaves e saindo.

– Nós não terminamos ainda!

Killian gritou, saindo do apartamento e indo atrás da noiva.

– Bom, eu já terminei.

Foi tudo que a repórter disse antes da porta do elevador ser fechada. Assim que Regina chegou à entrada do saguão, já era possível avistar Emma, que estava parada na frente de um lindo e grande carro preto, mexendo em seu celular. Mas foi só quando se aproximou o bastante que Regina conseguiu ver o quanto a loira estava maravilhosa naquele vestido vermelho.

– Uau! Você está arrasando!

A morena exclamou com um sorriso no rosto, chamando atenção de Emma, que corou e depois passou a admirar a beleza da mulher a sua frente, que trajava um vestido preto totalmente chique.

– Obrigada Regina! Mas vamos ser sinceras, quem está arrasando aqui é você.

As duas sorriam e Emma se distanciou da porta em que antes estava encostada, abrindo-a logo em seguida.

– Entre, por favor.

– Obrigada.

Assim que Regina se sentou, a loira fechou a porta e foi para o banco do motorista.

– Cadê o Scott? Pensei que ele viria com você.

A repórter comentou assim que Emma começou a dirigir.

– Scott tem um sério problema em não conseguir esperar ninguém. É incrível. Ele disse que eu estava demorando demais para me arrumar e foi sozinho.

Emma falou fazendo Regina rir.

– Homens são todos iguais.

– Isso é verdade. Porque até hoje eu só conheci um homem diferente. E esse homem é meu pai. Ele pode até dormir no sofá, mas não reclama da demora.

– Sério? O meu até que espera...os primeiros cinco minutos. Depois já era.

Foi a vez de Emma rir.

As duas foram conversando o caminho inteiro e após uns vinte minutos, chegaram até a uma grande casa, onde já se encontravam alguns carros estacionados em frente. Emma desceu primeiro e fez questão de abrir a porta para Regina, que a cada gesto da loira, ficava mais encantada.

– Vamos?

Emma perguntou oferecendo o braço para a morena, que aceitou prontamente e foi caminhando calmamente ao lado dela até a entrada da casa. Assim que elas entraram, o anfitrião foi cumprimentá-las.

– Emma, você está incrível!

O senhor deu um abraço na cantora.

– Digo o mesmo de você, Charles. Cada dia mais estiloso.

– Obrigado, querida.

Charles sorriu.

– E quem é essa bela moça?

– Regina Mills, uma amiga.

– Só amiga?

– Charles!

– Brincadeira.

O senhor deu uma pequena risada e estendeu sua mão para Regina, que rapidamente a apertou.

– Prazer minha jovem.

– O prazer é meu, senhor.

– Por favor, me chame só de Charles. E agora se me dão licença, preciso ir falar com os outros convidados.

Charles disse começando a se afastar.

– Aproveitem! A casa é de vocês.

– Obrigada.

As duas responderam em uníssono e seguiram andando, de braços dados, pela gigantesca casa, que possuía uma decoração extremamente elegante para aquela noite, com várias mesas e cadeiras com cores combinando, diversos garçons servindo e uma banda tocando música ao vivo. Conforme iam caminhando, vez ou outra paravam para cumprimentar algum convidado mais íntimo de Emma, quando não, só acenavam e sorriam. Foi então que a loira se pronunciou:

– Por que será que todo mundo acha que nós estamos namorando ou alguma coisa do tipo?

– Talvez porque vocês formem um casal bonito.

Scott respondeu, surgindo de repente na frente das duas, antes que Regina pudesse falar alguma coisa sobre o assunto.

– Scott, sem gracinhas!

Emma o repreendeu.

– Foi sem querer.

O empresário riu e tomou um gole da bebida que segurava.

– A propósito, vocês estão lindas. Venham comigo.

Scott foi na frente e levou as duas até a mesa aonde estava sentado com outros empresários e suas devidas esposas. Todos se cumprimentaram e Emma puxou a cadeira para a morena, sentando-se ao lado dela. Nos primeiros minutos, os homens se esforçaram em puxar conversa com ela e Regina, mas no final tudo resultava em negócios. As senhoras também não colaboravam, falando apenas de coisas fúteis. A loira bufou diante daquilo e Regina acabou percebendo sua leve irritação.

– O que foi?

– Sabe, a única coisa que eu esqueci sobre jantares sociais é que eles são extremamente chatos.

Emma falou em tom baixo, para só a repórter ouvir.

– Desculpe por ter te chamado para essa furada. Prometo que na próxima vamos a algum lugar mais legal.

– Não se desculpe, Emma. Eu estou me divertindo.

Regina disse deixando a cantora surpresa.

– Sério?

– Claro, eu estou com você.

A morena sorriu, fazendo Emma sorrir também e ficar extremamente contente com o comentário. Depois disso, as duas passaram a conversar apenas entre si, rindo e se divertindo em seu próprio mundinho. Foi quando de repente, o celular da loira começou a tocar. Rapidamente ela o pegou e não pôde deixar de ficar com raiva.

– Só pode ser brincadeira!

– O que foi?

Regina perguntou confusa.

– Olha.

Emma mostrou a tela do seu celular para a repórter, tratando de recusar a ligação de Zelena mais que depressa. Depois desse breve momento, a banda parou de tocar e Charles subiu no palco, recebendo aplausos.

– Boa noite, senhoras e senhores. É um prazer ter todos vocês reunidos essa noite. Eu espero que estejam gostando.

O empresário sorriu.

– Bom, o prato principal será servido em poucos minutos, mas antes disso, eu gostaria de pedir para minha querida Emma Swan vir aqui e cantar umas das minhas musicas preferidas dela: Say Something.

“Essa música não!” Foi o que Emma pensou antes de lançar um olhar surpreso para Charles, que lhe deu um aceno positivo com a cabeça. Ela então sorriu e se levantou, indo até o palco e também sendo aplaudida.

– Boa noite. Eu espero que vocês gostem.

A loira falou assim que se sentou ao piano, começando a tocar logo em seguida.

Say something I'm giving up on you
I'll be the one if you want me to
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you

And I
Am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all

Essa música em particular, Emma preferiu não buscar o olhar de Regina, era muito triste, não combinava com ela e além do mais, a loira havia escrito após uma de suas brigas com Zelena, então já estava sendo difícil o suficiente ter que cantar e se lembrar de que agora, o tempo que as duas estavam dando podia ser definitivo. Mas Emma iria superar.

And I
Will stumble and fall
I'm still learning to love
Just starting to crawl

Say something I'm giving up on you
I'm sorry that I couldn't get to you
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you

And I
Will swallow my pride
You're the one that I love
And I'm saying goodbye

Say something I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you

Say something I'm giving up on you
Say something

– Nossa! Que música intensa!

Regina exclamou assim que Emma voltou para a mesa.

– Você gostou?

– Eu adorei! Como sempre. Suas músicas são incríveis. Eu não canso de repetir que você é um talento, Emma.

– Estou lisonjeada com tantos elogios. Você e sua habilidade de me deixar sem graça.

As duas sorriram e como dito por Charles anteriormente, o prato principal foi servido. Após comerem, elas continuaram conversando, até que alguém da banda anunciou que a pista estava aberta para dança. Emma nem deu muita importância, principalmente porque as primeiras músicas que tocaram ela não gostava muito, mas foi quando começou a tocar The Way You Look Tonight, que a loira não resistiu.

– Você me dá a honra dessa dança?

Emma perguntou se levantando e estendendo a mão para Regina, que não teve como recusar um pedido daquele.

– Claro.

A morena pegou a mão da garota e deixou-se ser guiada por ela até a pista de dança, que já possuía alguns casais. Regina tinha que admitir que estava um pouco nervosa com aquela situação. Ela não sabia muito bem o que fazer, pois nunca havia dançado com uma mulher antes.

– Você está bem?

Emma perguntou ficando bem próxima.

– Uhum.

Regina mentiu, olhando para as mãos entrelaçadas.

– Fica tranquila.

A loira colocou uma mecha do cabelo de Regina para trás da orelha dela.

– Eu não mordo não.

Emma deu uma piscadinha e colocou as mãos na cintura da repórter, trazendo-a para perto e fazendo-a relaxar no mesmo instante. Regina então pousou seus braços no pescoço da loira logo em seguida e o corpo das duas se encaixou perfeitamente, do mesmo jeito que aconteceu quando dormiram juntas na noite anterior.

– Você dança bem.

Regina falou de repente, enquanto ela e Emma criavam um ritmo só delas.

– Você também não é tão ruim assim.

– Emma!

A repórter exclamou com falsa indignação.

– Estou brincando, você é ótima. Eu não poderia ter escolhido melhor pessoa para me acompanhar.

Emma sorriu, aquele sorriso que Regina adorava.

– Assim você me deixa sem graça.

– Ei, eu que falo isso.

As duas riram e continuaram dançando, até que a morena avistou Bárbara. A ruiva as encarava de longe, com um certo desgosto estampado em sua feição. Regina não conseguiu segurar sua curiosidade e perguntou:

– Então, você e a Bárbara são amigas há muito tempo?

– Nós não somos amigas.

– Não?

– Não.

– É que vocês pareciam tão íntimas na rádio.

– Não me entenda mal, mas antes de eu conhecer a Zelena, eu fiquei uma vez com ela.

Ao ouvir aquilo, Regina sentiu uma raiva percorrer por todo seu corpo, seguida por um embrulho no estômago e a única coisa que conseguiu pensar foi em como Emma tinha um péssimo gosto. Ela era uma garota tão maravilhosa e até agora, as duas mulheres que a morena tinha conhecimento de ter se relacionado com a cantora, eram extremamente grossas e antipáticas.

– Você está pensando que eu sou uma idiota, não é?

Emma franziu os lábios.

– Claro que não, mas...

– Mas?

– Tenho que confessar que eu não fui com a cara dela e que não consigo imaginar vocês juntas. São tão diferentes.

– Foi exatamente por isso que não fomos para frente.

– Graças a Deus.

Regina falou bem baixinho, fazendo a loira rir. Depois disso, as duas passaram a se dedicar apenas uma à outra e a aquela música, que infelizmente já estava acabando. Foi só quando a banda começou a tocar outra, que elas quebraram o contato físico e visual, entrelaçando os braços e voltando para mesa.

***

– Então, está entregue.

Emma disse assim que estacionou o carro na frente do prédio de Regina.

– Até que você sabe dirigir direitinho, foi melhor do que na primeira vez.

Regina riu e a loira lhe mostrou a língua.

– Engraçadinha.

– Obrigada por tudo, Emma. Foi muito bom passar essa noite com você.

– Eu que tenho que te agradecer por ter aceitador ir.

As duas sorriram e logo Emma se pronunciou de novo:

– E ainda por ter aguentado aquelas piadinhas sobre estarmos juntas.

– Isso não foi um problema.

– Ah não?

– Claro que não, você é extremamente...

Quando Regina se deu conta que estava prestes a relevar alguma coisa das milhares que pensava sobre a loira, se calou, porém era tarde demais.

– Esquece.

– Nada disso, pode me falar.

– Extremamente maravilhosa.

A morena soltou de uma vez, vendo aquele lindo e encantador sorriso se formar no rosto da garota ao seu lado. De repente, um clima se instalou dentro do carro e Regina não soube explicar, mas sentiu uma vontade inexplicável de beijá-la.

– Agora eu já vou indo, tchau Emma.

Foi a desculpa mais rápida e verdadeira que conseguia pensar.

– Tchau Regina.

Emma se aproximou para dar um beijo na bochecha da repórter, quando esta ia fazer o mesmo e elas acabaram dando um selinho acidental.

– Me desculpa!

As duas exclamaram ao mesmo tempo e Regina abriu a porta do carro mais do que depressa, entrando em seu prédio sem nem olhar para trás e deixando a cantora suspirando.

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Gostaram? Até o próximo capítulo! Beijos s2. :)