The Simple Plan
30 Onde andará Eduardo Mendes?
Dia seguinte.
Paolla Santana
— Quem é o gostosão daqui, sou eu, sou eu, sou eu... – Olhando pra entrada da loja vi ninguém menos que Eric Mendes entrando todo animado. – O que tu ta fazendo aqui coisinha?
Eu suspirei terminando de arrumar as roupas que haviam acabado de chegar na loja.
— Trabalhando. Não ta vendo?
- Nossa! Cadê a Babi pra ver e ouvir uma dessas? Ela ia adorar me ver levando uma queimada assim. – eu sorri e Bárbara apareceu. Ela estava vendo umas coisas no estoque. – Ah, falando na diaba...
- O que você quer?
- Te quero na minha cama.
- Continue querendo.
- Babi, Babi... Você ainda vai ser minha.
- Dizem que sonhar faz bem, Eric.
Ela passou por Eric que deu tapa em sua bunda. E ela claro que revidou dando um tapa no rosto dele.
- Faça isso de novo e eu acabo com você Eric! Depois não vá dizer a sua mãe que eu que sou louca.
Ele a segurou pelo pulso com força, Babi ficou tensa. Como se estivesse resistindo o máximo que pudesse. Sei como é isso aí.
— Me solte!
Uma troca muito (in)tensa de olhares e ele a soltou. Eric empinou o nariz e veio até mim. Babi ficou na porta da loja, visivelmente irritada.
- Ela me odeia.
- Jura? Nem tinha notado.
- Idiota. Eu gosto dela por isso. Ela é difícil. No fundo isso é amor.
- Hum, eu... Acho que não, ela te olha de um jeito Eric... – Ele deu de ombros e do nada fez uma expressão assustada. – O que foi?
- Nada, eu... Nada. – Eu não precisava ser muito inteligente pra saber que ele estava mentindo. – Ahn, que horas que é mesmo?
Eu olhei no relógio em meu relógio de pulso. Era exatamente... 14h00.
- 14h00
- CARALHO! Agora que eu me lembrei. – Eric correu para fora e a minha sensação de que havia algo muito errado só aumentou.
- Babi segura as pontas ai que eu já volto. — Passei por ela e sai atrás de Eric. – EMILIO ERIC MENDES, PARE AGORA!
Eu não esperava que ele fosse me dar atenção, mas como sempre, Eric me surpreendeu ao parar e me lançar aquele olhar de desespero.
— O que esta pegando? – ignorei todos os olhares a mim lançados.
— Nada.
- Minta para a sua mãe, não para mim.
- Olha... Não me obrigue a isso. – Eu suspirei. – Paolla, é sério, eu...
- É com o Eduardo, não é?
Eric se calou e fez sua expressão ficou em desespero novamente. Eu não precisei mais perguntar mais nada.
- O que quer que ele tenha feito, não é tão preocupante assim. Vá por mim, seu irmão é muito inteligente. – Outro suspiro e eu senti minha garganta ficar seca e um nó se formar nela. – É...
- Você não entende! Dessa vez ele não tem culpa. Cara, onde eu to com a cabeça que esqueci do meu irmão com a Carolina?
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