The Shadows Reborn

14 Um Segredo Sobre Lachlan


Notas iniciais
Oi gente muito obrigado por ler, divirtam-se!

Alguns dias se passaram, o ritual mágico de armas já havia acontecido. Esse ritual era feito pelos anciões e garantia que as armas usadas no combate ganhassem maior duração e força. As tropas do reino caminhavam com passos acelerados rumo ao vale da Melancolia, a cada passo concluído os gritos se intensificavam, o ambiente frio, escuro e melancólico do vale estava se aproximando. Todos os aprendizes reprovados no teste da Escola de Artes Místicas de Rankrovic’s estavam espalhados pelo território do reino de Karsys. Protegidos pela linha de frente do exército posicionavam-se: O rei Ozion, Nastya, Jeremy, Irom, Ruffus e... Lachlan? Não, um problema tinha sido detectado, Lachlan havia sumido, ninguém sabia onde ele estava. Mas Ozion decidiu seguir sem ele enquanto mandara uma equipe para encontra-lo e traze-lo de volta.

Erus estava no comando da ala A do exército, ele estava imponente montado em seu dragão do gelo; essa ala era composta pelos: Cavaleiros do Alvorecer, pela equipe dos Machados de guerra e pelo grupo que empunhava as alabardas. Logo atrás da ala A, vinha o rei e seus aprendizes, também montados em dragões, — Jeremy lutava para conseguir domar a fera que o carregava — seguidos pelos detentos da Ilha da Condenação que empunhavam espadas e pelas alas B e C, respectivamente comandadas por Graud e Mildres. Nessas últimas alas se misturavam os soldados com suas Bastardas e escudos, suas lanças e os arqueiros. Acima das suas cabeças organizava-se o grupo de soldados montados nós dragões reais, belas criaturas cujo fogo ardia mais que as próprias chamas solares.

Uma pessoa não deveria está ali, mas devida a sua insistência e grande petulância, Acaton-b conseguiu o seu espaço. Ao primeiro olhar ela era uma moça com um rostinho bonito, mas após uma analise mais profunda, descobria-se uma grande empunhadora de machados de guerra, estava na primeira ala, a ala A, ao lado do seu amado, Erus. Sim, sim, ela e ele estavam juntos, os seus lindos olhos hora cinza, hora verdes o conquistaram. Mas Acaton-b queria mesmo mostrar do que era capaz.

Uma semana, essa era a duração da marcha que fora organizada em frente ao Castelo de Rubi, faltava pouco para chegar ao ponto final, o vale negro. Mas afinal o que Ádria pensava disso tudo? Como sempre ela estava na rotineira posição, sentada no seu trono pensativa. Seu semblante demostrava seu tédio, o que ela queria era ver o sangue correr por suas mãos frias e brancas, não queria interferir na marcha, na verdade ela estava mesmo esperando a chegada da comitiva real.

Hadã posicionara-se em pé ao lado da deusa da maldade, Maeve estava sentada às margens do rio que cortava o vale negro, Ares fazia companhia para ela.

–No momento certo os detentos irão se rebelar contra o rei e seu exército, acho que Ádria deixará a confusão entre eles se desenrolar, atacará quando estiverem fracos. – Falava Ares.

–Por que Ádria quer esperar, minha vontade era de cravar minha mão nas entranhas do rei! – Gritou Maeve.

–Calma irmã, tudo em seu tempo, logo você poderá fazer tudo que quiser.

Um barulho foi ouvido, o som vinha da água, ela borbulhava e de repente uma mão surpreendentemente branca ergueu-se do fundo, Maeve levantou as mãos fazendo o corpo sair da água e levitar. O garoto estava com os olhos negros avermelhados que oscilavam do vermelho intenso para o negro assustador.

–Quem é você intruso? – Perguntou Ares altissonante, seus olhos vibravam em chamas azuis escura.

–Irmão, não o reconhece? – Perguntou Maeve.

–Você sabe quem ele é? – Ares estava intrigado, as chamas dos seus olhos cessaram e ele recordou as memórias.

Ares fez uma pausa, o garoto estava um pouco zonzo, mas ainda sim pronunciou o seu nome:

–Sou Lachlan, Lachlan Ruggiero.

Ares parou no tempo, sua cabeça rodou milhares de vezes em um segundo e ele recordou tudo que estava relacionado aquele nome.

–Eu sei irmã! – Pronunciou ele, Maeve lançou Lachlan contra um tronco que estava a aproximadamente vinte metros de onde ela estava – Não acredito que ele caiu nas nossas mãos.

–O que faremos?

–Temos que leva-lo para Ádria.

–Por que você confia tanto nela? Ela não medirá esforços para nos descartar quando conseguirmos a vitória!

–Minha cara irmã, não confiaria em você pois é muito estável, mas eu tenho meus planos também.

–O que deseja fazer?

Ares silenciou-se e foi até Lachlan que continuava desacordado, colocou-o nos ombros e foi em direção a caverna, Maeve levitou e se transformou em uma faixa de luz negra que flutuou até a “boca” da caverna.

Na Floresta de Íris, Aragon e Diafos debatiam sobre os deuses das trevas. Aragon discorria:

–Esta chegando a hora Diafos.

–O momento da profecia maléfica de Ádria se cumprirá. Ela vai voltar a guerrilhar e nós novamente nos enfiaremos nessa história sangrenta.

–Íris, onde você está agora?! – Gritou Aragon, ele sabia que se Íris aparecesse a guerra não teria continuação e tudo estaria resolvido.

–Não adianta, ela não nos ajudara a milhares de anos atrás e não nos ajudará agora!

–Não perca as esperanças Diafos. Tenho que ir agora, o exército de Ozion aproxima-se da fortaleza de Ádria, eu sou o deus da Justiça e símbolo da soberania militar, é meu dever lutar ao lado do exército.

–E eu, o que faço?

–Faça como combinamos, ao meu sinal você entrará e lutará ao meu lado.

Em algum lugar do território da Província de Cathalena um novo ataque começara, mas os sugadores não tinham nada a ver com isso. Aves conhecidas como Caos invadiram os campos e as planícies do sol, matando os camponeses e os habitantes de Cathalena. Os poucos aprendizes espalhados pela província tentava deter a invasão das aves assassinas, ficara claro que aquilo fora mandado por Ádria.

Um grande espelho ficava posicionado atrás de uma cortina no salão da magia, os anciões estavam a observa-lo, a notícia da invasão dos Caos já penetrava suas mentes, pelo espelho dava para ver toda a situação da província do sol, a imagem era desoladora.

Notas finais
Obrigado e por favor comentem! Até o próximo!
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